Evento PET Economia
O Que Eu Fiz como o Guedes?

Prof. Dr. Julio Fernando Costa Santos

Dezembro de 2022 (Atualizado: 2022-12-16)

Parte 1 - Promessas do Plano de Governo

Plano de Governo (2018) - Jair M. Bolsonaro - Recortes da Parte Econômica

Elementos textuais extraídos da Pg. 12-13; 50-67:

Plano de Governo (2018) - Jair M. Bolsonaro - Recortes da Parte Econômica

Plano de Governo (2018) - Jair M. Bolsonaro - Recortes da Parte Econômica

Plano de Governo (2018) - Jair M. Bolsonaro - Recortes da Parte Econômica

Algumas Metas e Princípios Desenhados no Plano

Qual é a Alma Mater de Guedes?

If you put the federal government in charge of the Sahara Desert, in 5 years there’d be a shortage of sand”.

Qual é a Alma Mater de Guedes?

Dessa forma, fica clara algumas relações causais inferidas por Guedes:

O Desenho Macroeconômico Monetarista de Guedes

  1. O Aumento do Gasto Público e seus Canais de Transmissão

Cronologia do Período Guedes com seus Antecedentes

Resultados Observados

Resultados Observados

Resultados Observados - Indicadores

Resultados Observados - Indicadores - Inflação

Requesting Ipeadata API http://www.ipeadata.gov.br/

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Resultado Fiscal do Governo

Taxa de Juros Longa

A Desconstrução de Mitos

  1. O Governo ao gastar “demais” mais pode desestabilizar a dívida pública. Dessa forma, a melhor solução é congelar o seu gasto (em termos reais).

Seja \[y\equiv g+ng\] onde \(y\) é o pib real, \(g\) é o gasto real do governo e \(ng\) é o gasto das demais rubricas, olhando o PIB pela ótica do dispêndio.

Ao aplicar o \(ln\) e derivar no tempo, temos a seguinte versão macrodinâmica da equação: \[\hat{y}=\left(\frac{g}{y}\right).\hat{g}+\left(1-\frac{g}{y}\right).\hat{ng}\]

A equação acima nos aponta que se \(\hat{g}=0\), \(\lim_{t\to\infty}\frac{g}{y}=0\). Em outras palavras, se o gasto público em termos reais não cresce, o tamanho do estado some com o tempo, dado que todas as demais rubricas continuam crescendo.

Pergunta: Como continuar sendo um Estado de Bem-Estar Social (escolha constitucional brasileira) com essa amarra?

Pergunta: Como conseguir contornar o conflito distributivo dentro do próprio orçamento que surge por essa amarra?

A Desconstrução de Mitos

  1. Para controlar a Dívida Pública para que ela não exploda, precisamos de superávits primários…

Veja que temos a seguinte igualdade: \[G+i.B=T+\dot{B}+\dot{M}\] Assumindo a hipótese de não financiamento monetário (BC independente), temos: \[\dot{B}=G-T+i.B\]

Normalizando por \(p.y\) e chamando o Déficit Orçamentário de \(D=G-T\), temos: \[\frac{\dot{B}}{p.y}=\frac{D}{p.y}+i.\frac{B}{p.y}\]

Se \(B=b.p.y\), temos que sua derivação no tempo é igual a: \[\dot{B}=\dot{b}.p.y+b.\dot{p}.y+b.p.\dot{y} \] Juntando as partes, temos: \[G-T+i.B=\dot{b}.p.y+b.\dot{p}.y+b.p.\dot{y} \] Dividindo ambos os lados por \(p.y\), fica: \[d+i.b=\dot{b}+b.\pi+b.\hat{y} \]

A Desconstrução de Mitos

  1. Para controlar a Dívida Pública para que ela não exploda, precisamos de superávits primários…

Reorganizando, temos: \[\dot{b}=d+(i-\pi-\hat{y}).b \] ou ainda: \[\dot{b}=d+(r-\hat{y}).b \]

Para solucionar essa EDO, temos que separar em duas partes:

Parte Homogênea da Equação (Fornece a dinâmica temporal) \[\dot{b}-(r-\hat{y}).b=0 \] A solução dessa parte homogênea é dada por: \[b(t)=b(0).e^{(r-\hat{y}).t}\]

A solução da parte não homogênea (a solução de equilíbrio) é dada por: \[b^*=d/(\hat{y}-r)\] A solução geral que é dada pelas duas acima é: \[b(t)=b(0).e^{(r-\hat{y}).t}+\frac{d}{(\hat{y}-r)}\]

Portanto, estabilizar a dívida envolve: Ter uma taxa de juros real da dívida inferior a taxa de crescimento da economia brasileira. É mais seguro rodar em déficit nessa condição do que rodar em superávit com a taxa de juros real acima da taxa de crescimento do nosso PIB (o que é o usual no Brasil).