Em relação aos salários, a média global mensal em salários mínimos para o setor cultural em 2010 foi de 4,2, acima da média geral dos demais setores da economia, que situou-se em 3,2. A relação entre as faixas de pessoal ocupado total e salários médios nas** atividades culturais** tem comportamento similar ao do universo empresarial, quanto maior a faixa de pessoal ocupado das empresas, maior é a média de salários pagos, como pode ser observado para os anos de 2007 e 2010.
As empresas maiores, na faixa de 500 pessoas ocupadas ou mais, pagaram em média os maiores salários: 7,3 salários mínimos em 2010 (Gráfico 3).
No que diz respeito ao número total de pessoas ocupadas no setor cultural, nota-se um crescimento de 13,2% entre 2007 e 2010, passando de 1,9 milhão para 2,1 milhões de pessoas ocupadas. O número de sócios e proprietários, que em 2007 somava 534,5 mil, passou para 557,6 mil, em 2010, o que representou um crescimento de 4,3%.
No Brasil, as atividades caracterizadas como culturais registraram aumento no número de pessoas ocupadas assalariadas de 1,3 milhão para 1,5 milhão, entre os anos de 2007-2010. O crescimento dos ocupados assalariados do setor cultural (19,0%) foi maior vis-à-vis a taxa de 17,3% referente ao total de pessoas ocupadas assalariadas da economia.
Nas estatísticas do Cempre, utiliza-se como proxy para identificar o tamanho das empresas e outras organizações o número de pessoas ocupadas em 31 de dezembro do ano de referência, agrupadas, neste estudo, em cinco faixas de pessoal ocupado total: 0 a 4, 5 a 19, 20 a 99, 100 a 499, 500 e mais (Tabela 2 e Gráfico 1).
Figura 1- Van Gogh
A distribuição por faixa de pessoal ocupado total, tanto do número de empresas quanto do pessoal ocupado no setor cultural, se apresentou estável no período de 2007- 2010. A faixa entre 0 e 4 pessoas ocupadas apresentou participação de 76,0% do total de empresas culturais e ocupou 12,7% do pessoal ocupado total no setor em 2010. As maiores empresas, com porte de 500 ou mais pessoas ocupadas, representam apenas 0,1% das empresas que atuaram nas atividades culturais, mas foram responsáveis por aproximadamente 22% do pessoal ocupado e 50% do total de salários pagos. Estas empresas registraram um aumento de participação no total de pessoas ocupadas no setor cultural (de 20,5%, em 2007, para 22,1%, em 2010). Para as empresas e outras organizações de menor porte do setor cultural (faixa de 0 a 4 pessoas ocupadas), observou-se uma maior participação do pessoal ocupado assalariado em relação ao pessoal ocupado total, aumentando de 20,7%, em 2007, para 21,7%, em 2010. Na faixa das maiores empresas relacionadas ao setor cultural (500 e mais pessoas ocupadas) a participação do pessoal ocupado assalariado não
variou entre 2007-2010 (99,9%). Em 2010, a análise da distribuição do pessoal ocupado assalariado por porte da empresa, permite observar que as menores empresas e outras organizações do setor cultural, situadas na faixa de 0 a 4 pessoas, embora em maior número (330,1 mil
empresas), ocuparam o menor número de pessoas assalariadas (116,9 mil pessoas
assalariadas), conforme Tabela 2. Na outra extremidade, as empresas culturais na faixa de 500 e mais pessoas ocupadas (265 empresas) absorveram cerca de quatro vezes mais pessoal assalariado que as pequenas, ocupando 463,5 mil pessoas assalariadas.
O Gráfico 2 mostra que, em 2010, para a faixa de 0 a 4 pessoas ocupadas, o número de sócios e proprietários representava 78,3% do total de pessoas ocupadas e o número de assalariados correspondia a 21,7% desse total. Contudo, na faixa de 500 e mais pessoas ocupadas, o número de sócios e proprietários representava 0,1% do total de pessoas ocupadas, enquanto o número de assalariados representava 99,9% desse total.
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