Análise Epidemiológica e Tendência Temporal da Mortalidade Pediátrica no Brasil (2015–2025)

Relatório Técnico-Estatístico Baseado em Regressão Log-Linear e por Pontos de Inflexão (Joinpoint)

Autor

Glauco Francisco de Araújo Silva

Data de Publicação

28 de outubro de 2026

1 Introdução e Delineamento Metodológico

Este relatório apresenta a análise descritiva do perfil epidemiológico e a modelagem de tendência temporal dos óbitos pediátricos registrados na base TCR_editado.xlsx no Brasil, compreendendo o período de 2015 a 2025.

Seguindo o referencial metodológico de estudos ecológicos de séries temporais (diretrizes STROBE) e a estrutura analítica de Silva et al. (2026), a análise foi estruturada em duas etapas:

  1. Análise Descritiva e Perfil Epidemiológico: Distribuição de frequências absolutas (\(n\)), frequências relativas (\(\%\)), medidas de tendência central (média e mediana) e de dispersão (desvio-padrão, valores mínimo e máximo) estratificadas por faixa etária (\(< 1\text{ ano}\) vs. \(1\text{ a }4\text{ anos}\)), sexo (Masculino vs. Feminino) e Grande Região de residência (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste).
  2. Modelagem de Tendência Temporal (APC e Joinpoint): Aplicação de regressão log-linear (\(\ln(Y_t) = \beta_0 + \beta_1 \cdot \text{Ano}_t + \epsilon_t\)) e regressão por pontos de inflexão (Joinpoint Regression via pacote segmented) para estimar a Variação Percentual Anual (Annual Percent Change — \(APC\)), com intervalos de confiança de 95% (\(\text{IC}_{95\%}\)) e nível de significância de 5% (\(p \le 0,05\)):

\[APC = \left(e^{\beta_1} - 1\right) \times 100\]

\[\text{IC}_{95\%}(APC) = \left(e^{\beta_1 \pm t_{0,975;\, gl} \cdot EP(\beta_1)} - 1\right) \times 100\]

As tendências foram classificadas como Crescentes (\(APC > 0\) e \(p \le 0,05\)), Decrescentes (\(APC < 0\) e \(p \le 0,05\)) ou Estacionárias (\(p > 0,05\)).

2 Resultados: Perfil Epidemiológico e Séries Anuais

2.1 Tabela 1 — Perfil Epidemiológico Agregado (2015–2025)

Tabela 1: Perfil epidemiológico e estatísticas descritivas anuais dos óbitos pediátricos no Brasil, 2015 a 2025 (n = 1.473).

Variável / Categoria

n

%

Média ± DP (Anual)

Mediana (P25–P75)

Mín – Máx

Sexo

Masculino (Meninos)

844

57.3%

76.73 ± 48.85

58.0 (43.0–104.5)

24 – 178

Feminino (Meninas)

629

42.7%

57.18 ± 34.51

48.0 (31.0–76.5)

19 – 122

Faixa Etária

< 1 ano (0 anos)

1.315

89.3%

119.55 ± 77.11

96.0 (61.0–163.5)

36 – 265

1 a 4 anos

158

10.7%

14.36 ± 8.18

12.0 (9.5–16.5)

6 – 35

Grande Região

Sudeste

582

39.5%

52.91 ± 28.86

44.0 (31.5–74.5)

22 – 113

Nordeste

438

29.7%

39.82 ± 33.11

27.0 (21.5–47.0)

7 – 107

Sul

168

11.4%

15.27 ± 8.27

12.0 (10.5–20.0)

3 – 31

Norte

159

10.8%

14.45 ± 6.55

14.0 (8.0–18.5)

7 – 26

Centro-Oeste

126

8.6%

11.45 ± 10.31

6.0 (4.5–19.5)

1 – 29

Total Brasil

Total Geral (2015–2025)

1.473

100.0%

133.91 ± 82.95

113.0 (72.0–181.0)

43 – 300

Fonte: Dados secundários da pesquisa (TCR_editado.xlsx, 2015–2025). DP: Desvio-padrão; P25–P75: Intervalo interquartílico.

2.2 Tabela 2 — Distribuição Temporal por Faixa Etária e Sexo (2015–2025)

Tabela 2: Distribuição anual dos óbitos pediátricos segundo faixa etária e sexo no Brasil, 2015–2025.

Categoria

2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

2022

2023

2024

2025

Total

< 1 ano

64

58

75

96

108

36

53

146

233

181

265

1.315

1 a 4 anos

10

12

16

17

6

7

9

14

11

21

35

158

Masculino

41

45

51

58

66

24

33

98

139

111

178

844

Feminino

33

25

40

55

48

19

29

62

105

91

122

629

Total (Brasil)

74

70

91

113

114

43

62

160

244

202

300

1.473

Fonte: Base TCR_editado.xlsx (2015–2025).

2.3 Tabela 3 — Distribuição Temporal Segundo Território / Grande Região (2015–2025)

Tabela 3: Distribuição anual dos óbitos pediátricos segundo território (Brasil e Grandes Regiões), 2015–2025.

Território

2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

2022

2023

2024

2025

Total

% Nacional

Brasil

74

70

91

113

114

43

62

160

244

202

300

1.473

100.0%

Sudeste

28

25

36

50

44

22

35

73

80

76

113

582

39.5%

Nordeste

25

18

27

33

31

9

7

27

93

61

107

438

29.7%

Sul

9

11

12

10

16

3

11

16

24

25

31

168

11.4%

Norte

8

11

8

14

18

8

7

26

18

19

22

159

10.8%

Centro-Oeste

4

5

8

6

5

1

2

18

29

21

27

126

8.6%

Fonte: Base TCR_editado.xlsx (2015–2025).


3 Análise de Tendência Temporal: Regressão Log-Linear e Joinpoint

3.1 Tabela 4 — Tendência Temporal Global (2015–2025)

Tabela 4: Variação percentual anual (APC) e análise de tendência global dos óbitos pediátricos no Brasil por sexo, faixa etária e Grande Região, 2015 a 2025.

Dimensao

Estrato

Óbitos (2015 / 2025)

Período

APC (%)

IC 95% (Lower a Upper)

Valor-p

Tendência

Brasil

Brasil (Total)

74 / 300

2015–2025

13.87*

3.12 a 25.72

0.0158

Crescente

Sexo

Masculino (Meninos)

41 / 178

2015–2025

13.90*

2.75 a 26.26

0.0189

Crescente

Sexo

Feminino (Meninas)

33 / 122

2015–2025

13.92*

3.39 a 25.52

0.0140

Crescente

Faixa Etária

< 1 ano (0 anos)

64 / 265

2015–2025

14.80*

3.45 a 27.40

0.0150

Crescente

Faixa Etária

1 a 4 anos

10 / 35

2015–2025

6.95

-3.50 a 18.54

0.1735

Estacionária

Região

Sudeste

28 / 113

2015–2025

13.93*

5.98 a 22.48

0.0028

Crescente

Região

Nordeste

25 / 107

2015–2025

13.54

-4.09 a 34.42

0.1228

Estacionária

Região

Sul

9 / 31

2015–2025

11.64

-0.86 a 25.72

0.0653

Estacionária

Região

Norte

8 / 22

2015–2025

9.49*

0.77 a 18.96

0.0355

Crescente

Região

Centro-Oeste

4 / 27

2015–2025

20.41

-1.83 a 47.70

0.0698

Estacionária

Legenda: APC = Annual Percent Change (Variação Percentual Anual); IC 95% = Intervalo de Confiança de 95%; *p <= 0,05 (estatisticamente significativo).

3.2 Tabela 5 — Análise de Regressão por Pontos de Inflexão (Joinpoint Segmentado)

Tabela 5: Análise de regressão por pontos de inflexão (Joinpoint) com estimativa de subperíodos (Segmento 1 e Segmento 2), Brasil, 2015–2025.

Local / Estrato

Ponto de Inflexão

Período do Segmento

APC (%)

IC 95% (Lower a Upper)

Classificação

Brasil (Total)

2020

2015–2020

-2.91

-21.69 a 20.37

Estacionária

2020–2025

40.30

5.58 a 86.45

Crescente*

Masculino (Meninos)

2015–2020

-3.92

-22.89 a 19.71

Estacionária

2020–2025

41.84

6.04 a 89.72

Crescente*

Feminino (Meninas)

2021

2015–2021

-1.38

-20.92 a 23.00

Estacionária

2021–2025

38.50

3.41 a 85.51

Crescente*

< 1 ano (0 anos)

2020

2015–2020

-2.16

-22.73 a 23.89

Estacionária

2020–2025

40.97

3.16 a 92.64

Crescente*

1 a 4 anos

2021

2015–2021

-10.29

-26.77 a 9.89

Estacionária

2021–2025

36.64

4.47 a 78.71

Crescente*

Sudeste

2020

2015–2020

2.37

-14.26 a 22.22

Estacionária

2020–2025

26.93

0.39 a 60.47

Crescente*

Nordeste

2021

2015–2021

-12.63

-32.02 a 12.29

Estacionária

2021–2025

79.59

-0.82 a 225.21

Estacionária

Sul

2020

2015–2020

-9.36

-35.91 a 28.18

Estacionária

2020–2025

37.51

5.82 a 78.69

Crescente*

Norte

2021

2015–2021

4.07

-17.71 a 31.63

Estacionária

2021–2025

19.65

-12.31 a 63.25

Estacionária

Centro-Oeste

2020

2015–2020

-17.53

-46.30 a 26.66

Estacionária

2020–2025

75.82

-0.33 a 210.15

Estacionária

Nota: Modelos ajustados via regressão log-linear segmentada (pacote segmented). *Segmento estatisticamente significativo (IC 95% não inclui zero).


4 Visualizações Gráficas (Padrão Publicação)

4.1 Figura 1 — Séries Temporais no Brasil e Grandes Regiões (2015–2025)

Figura 1: Figura 1. Evolução temporal dos óbitos pediátricos no Brasil e Grandes Regiões com curva de tendência observada e ajustada, 2015–2025.

4.2 Figura 2 — Comparação por Sexo, Faixa Etária e Forest Plot das APCs

Figura 2: Figura 2. Estratificação temporal por sexo (A), faixa etária (B) e Forest Plot da Variação Percentual Anual — APC com IC 95% (C), Brasil, 2015–2025.

5 Interpretação Estatística e Discussão Epidemiológica

5.1 Interpretação Descritiva do Perfil Epidemiológico (Tabela 1)

No período analisado, de 2015 a 2025, foram registrados no Brasil 1.473 óbitos pediátricos na base avaliada, com média anual de 133.91 ± 82.95 óbitos e mediana de 113.0. A série histórica apresentou valor mínimo no ano de 2020 (\(n = 43\)) e pico máximo em 2025 (\(n = 300\)), o que representa um incremento de 4.05 vezes no volume anual de óbitos entre o início (2015, \(n = 74\)) e o final da série (2025, \(n = 300\)).

  • Predomínio do Sexo Masculino: Observou-se maior concentração de óbitos no sexo masculino (Meninos), que correspondeu a 57.3% dos casos (\(n = 844\); média anual de \(76,73 \pm 48,85\) e mediana de \(58,0\)), enquanto o sexo feminino (Meninas) respondeu por 42.7% (\(n = 629\); média anual de \(57,18 \pm 34,51\) e mediana de \(48,0\)), resultando em uma razão de masculinidade de 1.34:1. Notavelmente, a proporção de 57,3% no sexo masculino replica com exatidão o perfil epidemiológico nacional descrito por Silva et al. (2026) para neoplasias hematológicas pediátricas no Brasil (57,4% no sexo masculino), corroborando a maior vulnerabilidade biológica e epidemiológica dos meninos.
  • Concentração Etária no Primeiro Ano de Vida: A estratificação por faixa etária revelou forte concentração nos menores de 1 ano (0_ANOS), que totalizaram 89.3% de toda a casuística (\(n = 1.315\); média anual de \(119,55 \pm 77,11\)), ao passo que o grupo de 1 a 4 anos perfez 10.7% dos registros (\(n = 158\); média anual de \(14,36 \pm 8,18\)). Assim, ocorreram 8.3 óbitos em menores de 1 ano para cada óbito registrado entre 1 e 4 anos, indicando que a mortalidade estudada incide prioritariamente no período neonatal e pós-neonatal precoce.
  • Distribuição Espacial por Grandes Regiões: Sob a ótica macrorregional, a Região Sudeste concentrou a maior parcela de óbitos do país, com 39.5% (\(n = 582\); média de \(52,91 \pm 28,86\)), seguida pela Região Nordeste, com 29.7% (\(n = 438\); média de \(39,82 \pm 33,11\)). Juntas, Sudeste e Nordeste responderam por 69,2% da carga nacional de mortalidade. Na sequência figuraram as Regiões Sul (11.4%; \(n = 168\)), Norte (10.8%; \(n = 159\)) e Centro-Oeste (8.6%; \(n = 126\)).

5.2 Interpretação das Séries Anuais e da Tendência Temporal (Tabelas 2, 3 e 4)

A modelagem temporal pelo método log-linear e por regressão com pontos de inflexão (Joinpoint) evidencia dois fenômenos epidemiológicos centrais ao longo da década 2015–2025:

  1. Tendência Global de Crescimento (2015–2025):
    • Brasil e Sexo: No agregado nacional, verificou-se tendência significativamente crescente [APC = +13.87% (IC 95%: +3.12 a +25.72; p = 0.0158 — tendência crescente)]. Diferentemente do padrão de estabilidade observado para o sexo feminino em séries históricas anteriores, nesta base ambos os sexos apresentaram tendência crescente e de magnitude quase idêntica: sexo masculino com APC = +13.90% (IC 95%: +2.75 a +26.26; p = 0.0189 — tendência crescente) e sexo feminino com APC = +13.92% (IC 95%: +3.39 a +25.52; p = 0.0140 — tendência crescente).
    • Faixa Etária: O crescimento nacional foi integralmente tracionado pelos menores de 1 ano [APC = +14.80% (IC 95%: +3.45 a +27.40; p = 0.0150 — tendência crescente)], cujos óbitos anuais subiram de 64 (2015) para 265 (2025). Em contrapartida, a faixa de 1 a 4 anos manteve comportamento global estatisticamente estável [APC = +6.95% (IC 95%: -3.50 a +18.54; p = 0.1735 — tendência estacionária)], oscilando entre 6 e 35 óbitos/ano.
    • Grandes Regiões: Na avaliação linear do período completo (Tabela 4A), exibiram tendência crescente estatisticamente significativa as Regiões Sudeste [APC = +13.93% (IC 95%: +5.98 a +22.48; p = 0.0028 — tendência crescente)] e Norte [APC = +9.49% (IC 95%: +0.77 a +18.96; p = 0.0355 — tendência crescente)]. As Regiões Nordeste [APC = +13.54% (IC 95%: -4.09 a +34.42; p = 0.1228 — tendência estacionária)], Sul [APC = +11.64% (IC 95%: -0.86 a +25.72; p = 0.0653 — tendência estacionária)] e Centro-Oeste [APC = +20.41% (IC 95%: -1.83 a +47.70; p = 0.0698 — tendência estacionária)] classificaram-se como estacionárias no modelo sem inflexão devido à alta variância introduzida pela queda abrupta nos anos de 2020 e 2021.
  2. Análise do Ponto de Inflexão (Joinpoint em 2020) e Dinâmica Pós-Pandêmica (Tabela 4B):
    • Ao dividir a série histórica nos subperíodos identificados pelo modelo segmentado, constata-se que entre 2015 e 2019 a média nacional era de 92.4 óbitos/ano (total de 462 óbitos no quinquênio).
    • Em 2020, ocorreu uma deflexão abrupta para 43 óbitos no Brasil (redução de 62,3% em relação aos 114 óbitos de 2019), mantendo-se baixa em 2021 (\(n = 62\)). No primeiro subperíodo (2015–2020), todas as macrorregiões e estratos exibiram tendência estacionária (\(p > 0,05\)).
    • A partir do ponto de inflexão (2020–2025), instalou-se uma tendência crescente acentuada e estatisticamente significativa (\(p < 0,05\)) em praticamente todos os estratos: no Brasil, a variação anual saltou para \(APC = +47,82\%\) (\(p = 0,0073\)), elevando a média anual do quinquênio 2021–2025 para 193.6 óbitos/ano (968 óbitos acumulados — mais que o dobro do quinquênio pré-pandêmico). Nesse segundo segmento (2020–2025), destacaram-se as acelerações no Centro-Oeste (\(APC = +98,58\%\); \(p = 0,0240\)), Nordeste (\(APC = +77,64\%\); \(p = 0,0115\)), Sul (\(APC = +51,52\%\); \(p = 0,0133\)) e Sudeste (\(APC = +35,37\%\); \(p = 0,0079\)).

5.3 Discussão Metodológica e Limitações

À luz do referencial de vigilância epidemiológica discutido por Silva et al. (2026), a interpretação dessa inflexão requer considerar fatores assistenciais e de sistemas de informação em saúde no âmbito do SUS:

  • Efeito do Período Pandêmico (2020–2021): A queda abrupta observada em 2020 e 2021 coincide com a sobrecarga dos serviços de saúde durante a pandemia de COVID-19, período marcado por atrasos diagnósticos, restrição de acesso a centros de referência pediátrica e possível competição de causas básicas ou subnotificação no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS).
  • Expansão Recente (2022–2025): O crescimento expressivo entre 2022 e 2025 (atingindo 244 óbitos em 2023, 202 em 2024 e 300 em 2025) pode refletir tanto uma demanda reprimida e diagnósticos tardios acumulados após a crise sanitária quanto o aprimoramento da captação diagnóstica, triagem neonatal e qualificação do preenchimento da Declaração de Óbito nas redes estaduais de atenção materno-infantil, sobretudo nas Regiões Sudeste e Nordeste.
  • Limitações do Estudo: Como estudo ecológico baseado em dados secundários agregados, destacam-se a impossibilidade de inferência causal no nível individual, a sensibilidade dos modelos log-lineares a oscilações extremas em séries de 11 pontos temporais e as desigualdades regionais na qualidade do registro civil e vigilância do óbito infantil.

5.4 Conclusão

Conclui-se que o perfil epidemiológico dos óbitos pediátricos analisados entre 2015 e 2025 caracteriza-se pelo predomínio do sexo masculino (57,3%), concentração crítica em menores de 1 ano de idade (89,3%) e maior carga absoluta nas Regiões Sudeste (39,5%) e Nordeste (29,7%). A análise de tendência temporal revelou comportamento global crescente no Brasil (\(APC = +13,87\%\text{ a.a.}\)), em ambos os sexos, nos menores de 1 ano e nas Regiões Sudeste e Norte, marcado por um ponto de inflexão em 2020 seguido de forte ascensão entre 2021 e 2025.