Objetivo do curso: Capacitar participantes a extrair, validar, tratar e analisar microdados do SUS com R, integrando fontes de custos/preços e técnicas aplicadas à avaliação econômica.
Objetivo da aula: construir um fluxo reprodutível e intermediário no R, partindo de um arquivo público do SUS até uma tabela enriquecida com metadados e informações cadastrais.
O SUS produz dados durante atividades assistenciais, administrativas, epidemiológicas, regulatórias e financeiras. Esses registros são enviados, validados, consolidados e disseminados por diferentes sistemas.
Um mesmo fenômeno pode exigir mais de uma fonte. Para estudar a produção de um procedimento, por exemplo, pode ser necessário combinar:
Os sistemas não são apenas arquivos. Cada um possui finalidade, fluxo, unidade de registro, periodicidade, regras de validação e dicionário próprios.
Considere o código 0301010072 isoladamente:
Metadados descrevem como interpretar o registro:
| Elemento | Exemplo |
|---|---|
| Nome do campo | PA_PROC_ID |
| Descrição | Código do procedimento ambulatorial |
| Tipo | Caractere |
| Tamanho | 10 posições |
| Domínio | Procedimentos válidos no SIGTAP |
| Temporalidade | Competência informada em PA_CMP |
| Origem | Arquivo PA do SIA/SUS |
Os arquivos disseminados resultam de processos operacionais. Para uso analítico, é comum realizar:
O produto analítico deve conservar a rastreabilidade até o arquivo de origem.
O SUS é administrado de forma interfederativa. A governança tripartite articula:
| Esfera | Participação geral no ciclo dos dados |
|---|---|
| Federal | Coordenação nacional, com estados e municípios, de políticas nacionais, padrões, sistemas e formas de disseminação. Representação do Ministério da Saúde. |
| Estadual | Coordenam fluxos regionais, consolidam e qualificam informações. Representação do Conass. |
| Municipal | Registram ou recebem grande parte dos dados produzidos nos serviços. Representação do Conasems. |
A Comissão Intergestores Tripartite reúne as direções nacional, estaduais e municipais para pactuar aspectos operacionais, financeiros e administrativos da gestão compartilhada do SUS.
A qualidade de uma base nacional depende de todas as etapas anteriores: registro no estabelecimento, processamento pelo gestor, validação, consolidação e disseminação.
A governança dos dados do SUS também ocorre em instâncias nacionais de informação e saúde digital. Essas instâncias articulam decisões políticas, técnicas e operacionais entre o Ministério da Saúde, o Conass e o Conasems.
| Instância ou instrumento | Natureza | Função principal |
|---|---|---|
| CIT | Instância de pactuação interfederativa | Pactuar decisões com impacto nas três esferas de gestão |
| GT I&SD | Grupo de Trabalho de Informação e Saúde Digital da CIT | Preparar e discutir tecnicamente temas de informação e saúde digital |
| CGSD | Comitê Gestor de Saúde Digital | Governar a PNIIS e a Estratégia de Saúde Digital |
| PNIIS | Política nacional | Estabelecer princípios e diretrizes para informação e informática em saúde |
| ESD28 | Estratégia nacional | Organizar objetivos e ações de saúde digital até 2028 |
| RNDS | Infraestrutura nacional | Permitir o intercâmbio seguro e interoperável de dados de saúde |
Essas estruturas são complementares: a política define diretrizes, a estratégia organiza ações, os colegiados realizam governança e pactuação, e a RNDS fornece a infraestrutura para interoperabilidade.
O Grupo de Trabalho de Informação e Saúde Digital, também referido como GT I&SD ou GTISD, integra a estrutura de trabalho da Comissão Intergestores Tripartite.
Participam de suas discussões representantes:
O grupo funciona como espaço técnico tripartite para:
O GT I&SD não substitui a CIT. Ele aprofunda tecnicamente os assuntos antes de decisões ou pactuações interfederativas.
O Comitê Gestor de Saúde Digital (CGSD) foi instituído pela Portaria GM/MS nº 3.114, de 23 de janeiro de 2024.
É um colegiado permanente e de natureza deliberativa, responsável pela governança da Política Nacional de Informação e Informática em Saúde e da Estratégia de Saúde Digital.
Sua composição inclui representantes:
Entre suas competências estão:
Propostas com impacto operacional, financeiro ou administrativo sobre estados e municípios podem ser submetidas à CIT, especialmente quando solicitado pelas representações do Conass e do Conasems.
O GT I&SD e o CGSD atuam em espaços diferentes, embora tratem de temas relacionados.
| Característica | GT I&SD | CGSD |
|---|---|---|
| Vinculação | Comissão Intergestores Tripartite | Ministério da Saúde |
| Ênfase | Discussão técnica tripartite | Governança da política e da estratégia |
| Participação interfederativa | Ministério da Saúde, Conass e Conasems | Ministério, Conass, Conasems e outras instituições |
| Resultado esperado | Subsídios, encaminhamentos e propostas para a CIT | Deliberações, acompanhamento e avaliação da saúde digital |
| Relação com a RNDS | Discussão da implantação interfederativa | Direcionamento estratégico e monitoramento |
Na prática, os dois espaços devem manter articulação para que decisões nacionais de saúde digital sejam técnica e operacionalmente compatíveis com as realidades estaduais e municipais.
A Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS) estabelece princípios e diretrizes para a produção, organização, acesso, compartilhamento e uso das informações em saúde.
Entre seus temas centrais estão:
A PNIIS orienta o uso da informação como recurso estratégico para:
A PNIIS define diretrizes. Ela não corresponde a um sistema ou banco de dados específico.
A versão publicada em 2021 foi estabelecida pela Portaria GM/MS nº 1.768, de 30 de julho de 2021. Em agosto de 2026, uma proposta de atualização, denominada Política Nacional de Informação e Saúde Digital, foi aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde. A formalização normativa da nova política deve ser verificada quando o material for atualizado.
A Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020–2028, conhecida como ESD28, organiza prioridades e ações para a transformação digital da saúde no período até 2028.
A estratégia procura alinhar:
A ESD28 busca superar a fragmentação dos sistemas por meio de uma visão coordenada de saúde digital.
Seus objetivos incluem:
O CGSD acompanha e avalia a execução da Estratégia de Saúde Digital e pode propor revisões de seus objetivos e ações.
A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) é a infraestrutura nacional de interoperabilidade em saúde.
Seu objetivo é permitir que informações produzidas por diferentes sistemas sejam compartilhadas de forma padronizada, segura e autorizada.
A RNDS pode conectar:
Entre os tipos de informação que podem circular pela rede estão:
A RNDS não deve ser entendida apenas como um banco de dados central. Ela constitui uma infraestrutura para intercâmbio interoperável de informações entre diferentes participantes.
Interoperabilidade é a capacidade de diferentes sistemas trocarem informações e utilizarem corretamente o conteúdo recebido.
Ela possui diferentes dimensões:
| Dimensão | Pergunta principal |
|---|---|
| Técnica | Os sistemas conseguem se conectar e transmitir os dados? |
| Sintática | Os dados utilizam uma estrutura compatível? |
| Semântica | O significado é preservado entre os sistemas? |
| Organizacional | Existem processos e responsabilidades definidos? |
| Legal | O compartilhamento respeita normas, finalidades e direitos? |
Exemplos de elementos necessários:
A RNDS não elimina automaticamente sistemas como SIA, SIH, SIM, SINAN, SINASC e CNES.
Esses sistemas possuem finalidades administrativas, epidemiológicas e assistenciais próprias. A RNDS busca ampliar a integração e o intercâmbio das informações.
| Sistemas tradicionais | RNDS |
|---|---|
| Organizados segundo finalidades específicas | Infraestrutura transversal de interoperabilidade |
| Podem utilizar arquivos e transmissões periódicas | Prioriza intercâmbio padronizado entre sistemas |
| Possuem layouts próprios | Utiliza modelos e padrões interoperáveis |
| Frequentemente orientados à consolidação nacional | Também apoia continuidade do cuidado e gestão local |
| Mantêm fluxos históricos de processamento | Promove integração entre diferentes participantes |
Durante a transição, é comum coexistirem:
| Etapa | Principal componente |
|---|---|
| Definição de princípios e diretrizes | PNIIS |
| Definição de prioridades e ações | ESD28 |
| Governança e monitoramento | CGSD |
| Discussão técnica interfederativa | GT I&SD |
| Pactuação entre gestores | CIT |
| Implementação da interoperabilidade | RNDS |
| Execução nos territórios | União, estados, Distrito Federal e municípios |
A transformação digital não elimina a necessidade de compreender a origem e a finalidade dos dados.
Ao utilizar informações integradas, o analista deve verificar:
Interoperabilidade técnica não garante, isoladamente, qualidade, comparabilidade ou adequação analítica.
BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020–2028. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategia_saude_digital_Brasil.pdf. Acesso em: 17 ago. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Rede Nacional de Dados em Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/rnds. Acesso em: 17 ago. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Comitê Gestor de Saúde Digital. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/cgsd. Acesso em: 17 ago. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Regimento Interno do Comitê Gestor de Saúde Digital. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/cgsd/publicacoes/regimento-interno-comite-gestor-de-saude-digital.pdf. Acesso em: 17 ago. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 1.768, de 30 de julho de 2021. Altera o Anexo XLII da Portaria de Consolidação GM/MS nº 2, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 3.114, de 23 de janeiro de 2024. Institui o Comitê Gestor de Saúde Digital.
No ecossistema analisado nesta aula, o Ministério da Saúde e a SEIDIGI/MS mantêm sistemas federais, nacionais, padrões, documentos técnicos e canais de disseminação.
Os principais canais utilizados serão:
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária atua na regulação sanitária de produtos e serviços. No campo econômico, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos - CMED estabelece critérios e limites regulatórios de preços de medicamentos.
Essas informações podem apoiar:
Preço regulado, preço de compra, valor SIGTAP e custo do tratamento são conceitos diferentes.
repositório: https://dados.anvisa.gov.br/dados/
A Agência Nacional de Saúde Suplementar regula o setor de planos privados de assistência à saúde e disponibiliza bases sobre beneficiários, operadoras, produtos, utilização e informações econômico-financeiras.
Esses dados permitem estudar:
inventário de dados abertos: https://www.gov.br/ans/pt-br/acesso-a-informacao/perfil-do-setor/dados-abertos-1. Tabulador: https://www.ans.gov.br/anstabnet/
| Sistema | Conteúdo principal | Unidade típica de análise | Uso em economia da saúde |
|---|---|---|---|
| SIA | Produção ambulatorial | Procedimento ou atendimento | Quantidades e valores ambulatoriais aprovados |
| SIH | Internações financiadas pelo SUS | AIH ou ato hospitalar | Permanência, utilização e valores hospitalares |
| SIM | Óbitos | Declaração de óbito | Mortalidade, carga de doença e desfechos |
| SINAN | Agravos de notificação | Notificação ou investigação | Vigilância e impacto de agravos |
| SINASC | Nascidos vivos | Declaração de nascido vivo | Saúde materno-infantil e planejamento |
| CNES | Estabelecimentos, serviços e recursos | Estabelecimento por competência | Oferta, capacidade instalada e perfil do prestador |
| SIGTAP | Procedimentos, medicamentos e OPM | Procedimento por competência | Valores de referência e regras de compatibilidade |
O Sistema de Informações Ambulatoriais recebe e processa a produção ambulatorial. Os registros podem resultar de diferentes instrumentos, como BPA e APAC.
O arquivo PAUFAAMM.dbc consolida procedimentos
ambulatoriais. Seu preenchimento varia conforme o instrumento
identificado em PA_DOCORIG.
Campos particularmente úteis:
| Campo | Conteúdo |
|---|---|
PA_CODUNI |
Código CNES do estabelecimento |
PA_GESTAO |
Município gestor ou indicação de gestão estadual |
PA_CMP |
Competência de realização |
PA_PROC_ID |
Procedimento ambulatorial |
PA_DOCORIG |
Instrumento de registro |
PA_QTDAPR |
Quantidade aprovada |
PA_VALAPR |
Valor aprovado |
PA_TPFIN |
Tipo de financiamento |
PA_SUBFIN |
Subtipo de financiamento |
A linha do PA não representa sempre uma pessoa. Dependendo do instrumento, pode representar produção consolidada, atendimento individualizado ou procedimento de uma APAC.
A produção assistencial do SUS é registrada por diferentes instrumentos. A escolha depende da modalidade de atendimento, da necessidade de identificação do usuário e da exigência de autorização prévia.
| Instrumento | Sistema | Característica principal |
|---|---|---|
| BPA-C | SIA | Produção ambulatorial consolidada |
| BPA-I | SIA | Produção ambulatorial individualizada |
| APAC | SIA | Procedimentos ambulatoriais que exigem autorização e acompanhamento |
| AIH | SIH | Internações hospitalares autorizadas |
O Boletim de Produção Ambulatorial Consolidado (BPA-C) registra quantidades agregadas de procedimentos.
Uma linha geralmente representa a produção consolidada segundo combinações como:
O BPA-C não identifica individualmente cada usuário. Por isso, é adequado para analisar quantidade produzida, mas não para acompanhar trajetórias individuais.
O Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado (BPA-I) registra procedimentos com informações individualizadas do atendimento.
Pode incluir:
Individualização não significa necessariamente autorização prévia. O instrumento de registro e as regras do procedimento devem ser consultados no SIGTAP.
A Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade/Custo (APAC) é utilizada em linhas de cuidado ou procedimentos que exigem autorização, acompanhamento e registro individualizado.
O fluxo simplificado é:
Solicitação → avaliação técnica → autorização → realização → apresentação da produção → processamento no SIA
A APAC é utilizada, entre outras áreas, em:
Uma APAC pode gerar vários registros no arquivo PA:
P: procedimento principal;S: procedimento secundário.A produção ambulatorial e hospitalar de média e alta complexidade é registrada principalmente no SIA e no SIH.
Os recursos federais destinados a essas ações estão organizados, de forma geral, em dois componentes:
| Componente | Característica |
|---|---|
| Limite Financeiro MAC | Recursos transferidos regularmente aos fundos estaduais, distrital e municipais |
| FAEC | Financiamento de ações estratégicas e determinados procedimentos, apurado com base na produção registrada |
O Limite Financeiro da Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar financia ações e serviços especializados sob gestão estadual, distrital ou municipal.
Ele pode contemplar:
A transferência federal ocorre de forma regular e automática aos fundos de saúde, observadas as regras de programação e financiamento.
O Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC) financia procedimentos ou políticas considerados estratégicos, além de determinados procedimentos incorporados ao SUS.
O fluxo simplificado é:
Produção assistencial → registro no SIA ou SIH → processamento → apuração → transferência financeira
A classificação do financiamento pode ser investigada no SIA por campos como:
PA_TPFIN: tipo de financiamento;PA_SUBFIN: subtipo de financiamento;PA_VALAPR: valor aprovado;PA_QTDAPR: quantidade aprovada.Exemplo:
Para estudar alocação de recursos, combine SIA/SIH com informações do SISMAC, Fundo Nacional de Saúde, InvestSUS e SIOPS.
A Autorização de Internação Hospitalar (AIH) é utilizada para registrar e processar internações financiadas pelo SUS.
O fluxo simplificado é:
Indicação de internação → solicitação → autorização → internação → alta ou encerramento → processamento no SIH
A AIH reúne informações como:
| Instrumento | Arquivo de disseminação | Unidade aproximada |
|---|---|---|
| BPA-C | SIA PA | Produção consolidada |
| BPA-I | SIA PA e BI | Atendimento individualizado |
| APAC | SIA PA e arquivos temáticos | Autorização e procedimentos associados |
| AIH | SIH RD e SP | Internação e atos profissionais |
O arquivo PA reúne registros originados por instrumentos diferentes. Antes de contar atendimentos ou usuários, verifique
PA_DOCORIGe a unidade de registro.
Fonte: Informe Técnico do SIA/SUS.
O Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) é uma estratégia de acesso ambulatorial a medicamentos cujas linhas de cuidado são definidas em Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas.
O fluxo geral é:
Prescrição → solicitação → avaliação documental e clínica → autorização → dispensação → renovação e acompanhamento
O profissional prescreve o medicamento e preenche os documentos exigidos, incluindo:
O usuário ou responsável apresenta a documentação à unidade responsável definida pela Secretaria Estadual de Saúde ou do Distrito Federal.
A solicitação é avaliada segundo:
Após o deferimento, o medicamento é fornecido pela unidade responsável. A continuidade pode exigir renovação, exames e reavaliação.
As Secretarias Estaduais de Saúde e do Distrito Federal são responsáveis pela avaliação das solicitações e pela dispensação no CEAF.
Fonte: Componente Especializado da Assistência Farmacêutica.
O arquivo AMUFAAMM.dbc contém registros processados de
APAC de medicamentos.
Exemplo:
AMAC2501.dbc
Interpretação:
| Parte | Significado |
|---|---|
AM |
APAC de medicamentos |
AC |
Acre |
25 |
Ano de 2025 |
01 |
Janeiro |
.dbc |
Arquivo DBF comprimido |
O arquivo pode apoiar análises sobre:
Exemplo de download:
url <- paste0(
"ftp://ftp.datasus.gov.br/dissemin/publicos/",
"SIASUS/200801_/Dados/AMAC2501.dbc"
)
curl::curl_download(url, "AMAC2501.dbc")
am <- read.dbc::read.dbc("AMAC2501.dbc")Exploração mínima:
O arquivo AM registra APAC processada no SIA. Ele não comprova isoladamente adesão ao tratamento, consumo pelo paciente ou resultado clínico.
A assistência oncológica é organizada em estabelecimentos habilitados e envolve diagnóstico, estadiamento, definição terapêutica, autorização e registro da produção.
A APAC é utilizada para registrar procedimentos ambulatoriais de tratamento, incluindo quimioterapia.
O arquivo AQUFAAMM.dbc contém registros de APAC de
quimioterapia.
Exemplo:
AQAC2501.dbc
Campos e informações podem permitir análises sobre:
Exemplo de download:
url <- paste0(
"ftp://ftp.datasus.gov.br/dissemin/publicos/",
"SIASUS/200801_/Dados/AQAC2501.dbc"
)
curl::curl_download(url, "AQAC2501.dbc")
aq <- read.dbc::read.dbc("AQAC2501.dbc")Exploração mínima:
No tratamento oncológico, a APAC registra procedimentos terapêuticos. O financiamento não deve ser interpretado automaticamente como reembolso de cada medicamento utilizado.
O estabelecimento habilitado organiza o tratamento conforme:
O procedimento registrado, o medicamento utilizado, o valor aprovado e o custo real do tratamento são dimensões diferentes.
Os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) estabelecem critérios para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de condições clínicas no SUS.
Podem definir:
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) assessora o Ministério da Saúde em processos relacionados a:
A decisão considera elementos como:
A Conitec avalia e recomenda. A decisão e a publicação dos PCDT são formalizadas pelo Ministério da Saúde.
A Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) examina consequências clínicas, econômicas, sociais, organizacionais e éticas do uso de tecnologias.
Tecnologia em saúde pode incluir:
Em economia da saúde, a ATS pode utilizar:
A Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (Rebrats) articula instituições e núcleos que produzem e disseminam estudos de ATS para apoiar decisões no SUS.
A Rebrats contribui por meio de:
| Componente | Papel |
|---|---|
| Conitec | Avaliação e recomendação sobre tecnologias e protocolos |
| PCDT | Definição de critérios clínicos e terapêuticos |
| SIGTAP | Regras administrativas e atributos dos procedimentos |
| SIA/SIH | Registro da produção processada |
| SIA AM | Registros de APAC de medicamentos |
| SIA AQ | Registros de APAC de quimioterapia |
| Rebrats | Produção e disseminação de estudos de ATS |
Os dados administrativos podem apoiar ATS e monitoramento pós-incorporação, mas possuem limitações:
Fontes:
O Sistema de Informações Hospitalares dissemina dados das Autorizações de Internação Hospitalar - AIH.
O arquivo RDUFAAMM.dbc contém dados reduzidos das
AIH.
| Campo | Conteúdo |
|---|---|
N_AIH |
Número da AIH |
CNES |
Estabelecimento hospitalar |
PROC_REA |
Procedimento principal realizado |
QT_DIARIAS |
Quantidade de diárias |
DIAS_PERM |
Dias de permanência |
VAL_SH |
Valor dos serviços hospitalares |
VAL_SP |
Valor dos serviços profissionais |
VAL_TOT |
Valor total da AIH |
DIAG_PRINC |
Diagnóstico principal |
MORTE |
Indicador de óbito |
MUNIC_RES |
Município de residência |
MUNIC_MOV |
Município do estabelecimento |
O arquivo SPUFAAMM.dbc detalha atos profissionais
associados à internação. Ele possui maior granularidade que o RD e pode
conter várias linhas para uma AIH.
O PA pertence ao SIA e o RD pertence ao SIH. Ambos são mensais e podem ser articulados com CNES e SIGTAP, mas possuem unidades de registro diferentes.
A regulação do acesso organiza a entrada dos usuários nos serviços segundo:
Sistemas como SISREG e e-SUS Regulação podem registrar:
O SIA e o SIH possuem outra função principal: registrar, processar e disseminar a produção ambulatorial e hospitalar apresentada pelos gestores.
| Etapa | Sistema ou instrumento associado |
|---|---|
| Solicitação de acesso | Sistema local, SISREG ou e-SUS Regulação |
| Avaliação e priorização | Central de regulação |
| Autorização ambulatorial | APAC ou autorização do BPA-I, quando exigida |
| Autorização hospitalar | AIH |
| Registro da produção | SIA ou SIH |
| Processamento e controle | Gestor e sistemas nacionais |
| Disseminação | Arquivos públicos do SIA e SIH |
O SIA e o SIH podem apoiar análises de acesso por meio de:
Entretanto, essas bases geralmente não apresentam toda a demanda reprimida.
A ausência de produção pode significar ausência de demanda, falta de oferta, barreira de acesso, não autorização, não realização ou falha de registro.
Para estudar acesso de forma mais completa, combine:
Essas fontes não medem custos diretamente, mas ajudam a definir necessidades, desfechos, carga de doença e populações de referência.
O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde descreve a oferta e a estrutura dos serviços.
Subsistemas frequentes:
| Sigla | Conteúdo |
|---|---|
ST |
Estabelecimentos |
DC |
Dados complementares |
PF |
Profissionais |
LT |
Leitos |
EQ |
Equipamentos |
SR |
Serviços especializados |
EP |
Equipes |
HB |
Habilitações |
GM |
Gestão e metas |
O CNES permite contextualizar a produção segundo estabelecimento, município, gestão, natureza e capacidade instalada.
O SIGTAP organiza a Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS. Além do código e do nome, registra atributos e compatibilidades que variam por competência.
Pode conter relações com:
Um procedimento deve ser interpretado usando o SIGTAP da competência correspondente. A tabela pode mudar ao longo do tempo.
O Fundo Nacional de Saúde (FNS) é a unidade responsável pela gestão financeira de recursos federais destinados ao SUS.
Os recursos podem ser executados por modalidades como:
A análise do financiamento exige distinguir:
| Etapa | Exemplo de informação |
|---|---|
| Programação | Limite financeiro ou proposta |
| Dotação | Crédito autorizado no orçamento |
| Empenho | Reserva orçamentária |
| Liquidação | Reconhecimento da obrigação |
| Pagamento | Saída financeira |
| Transferência | Repasse ao fundo ou entidade |
| Execução local | Aplicação do recurso pelo beneficiário |
Valor transferido não é sinônimo de despesa executada pelo ente, assim como despesa empenhada não é necessariamente paga.
O InvestSUS reúne ferramentas e painéis para gestão e acompanhamento de recursos federais da saúde.
Entre os dados disponíveis estão:
Painéis especialmente úteis:
| Painel | Conteúdo |
|---|---|
| Repasses Fundo a Fundo | Valores transferidos a estados, municípios e Distrito Federal |
| Saldos de Repasses | Saldos e movimentações das contas dos fundos de saúde |
| Emendas Parlamentares | Indicações, instrumentos, empenhos e pagamentos |
| Equipamentos | Equipamentos financiados com recursos federais |
| Obras Fundo a Fundo | Situação financeira e física das obras |
| InvestSUS Gestão | Visão consolidada dos recursos e instrumentos |
| Execução Orçamentária | Execução do orçamento do Ministério da Saúde |
O InvestSUS pode ser usado para responder:
O Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS) recebe dados declarados por União, estados, Distrito Federal e municípios sobre receitas e despesas públicas em saúde.
Os dados permitem acompanhar:
O SIOPS responde a perguntas diferentes das bases assistenciais:
| Fonte | Pergunta |
|---|---|
| SIA e SIH | Qual produção foi registrada e aprovada? |
| FNS e InvestSUS | Quanto a União transferiu? |
| SIOPS | Quanto o ente declarou como receita e despesa em saúde? |
Os dados do SIOPS são orçamentários e declaratórios. Eles não devem ser interpretados como custos individuais dos procedimentos.
Fonte: Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde.
O Sistema de Monitoramento de Obras (SISMOB) acompanha obras de infraestrutura da saúde financiadas por transferências fundo a fundo.
Os dados podem incluir:
O SISMOB permite relacionar financiamento de infraestrutura com:
Exemplo de desenho analítico:
Obra financiada → estabelecimento no CNES → serviço habilitado → produção no SIA/SIH
A presença de uma obra concluída não comprova, isoladamente, que o serviço entrou em funcionamento. A confirmação deve utilizar CNES e dados de produção.
O Sistema de Controle do Limite Financeiro da Média e Alta Complexidade (SISMAC) apoia o acompanhamento dos limites financeiros federais destinados às ações ambulatoriais e hospitalares de média e alta complexidade.
Pode conter informações sobre:
O SISMAC deve ser analisado em conjunto com:
| Fonte | Informação complementar |
|---|---|
| SIA e SIH | Produção assistencial |
| SIGTAP | Regras e valores dos procedimentos |
| CNES | Estabelecimentos e habilitações |
| FNS | Transferências realizadas |
| SIOPS | Receitas e despesas declaradas |
| InvestSUS | Instrumentos, repasses e saldos |
O SISMAC informa limites e componentes financeiros. Ele não representa, isoladamente, produção, transferência efetiva ou execução da despesa.
O FTP disponibiliza arquivos históricos organizados por sistema, período e subsistema. Os nomes geralmente codificam:
Exemplo:
PAAC2501.dbc
Interpretação:
| Parte | Significado |
|---|---|
PA |
Produção ambulatorial |
AC |
Acre |
25 |
Ano de 2025 |
01 |
Janeiro |
.dbc |
Arquivo DBF comprimido |
APIs permitem consultar dados por parâmetros e receber respostas estruturadas, frequentemente em JSON.
Exemplos relevantes:
APIs podem exigir paginação, filtros, limites por consulta e tratamento de falhas.
O portal organiza conjuntos e recursos em formatos como CSV, JSON, XLSX e ZIP. O catálogo CKAN também oferece uma API para pesquisa programática.
Uma busca mínima:
Arquivos sem dicionário podem ser tecnicamente legíveis e semanticamente inutilizáveis. Antes da análise, localize:
Instale os pacotes uma única vez:
install.packages(c("curl", "dplyr", "readr", "remotes"))
remotes::install_github("danicat/read.dbc")Carregue os pacotes a cada nova sessão:
Neste exemplo, será baixada a produção ambulatorial do Acre referente a janeiro de 2025.
url <- paste0(
"ftp://ftp.datasus.gov.br/dissemin/publicos/",
"SIASUS/200801_/Dados/PAAC2501.dbc"
)
curl_download(url, "PAAC2501.dbc")Confirme que o arquivo foi criado:
read.dbcA função read.dbc() descomprime e lê o conteúdo
diretamente em um data frame.
Não é necessário gerar um DBF intermediário para iniciar a análise.
Comece pela estrutura, pelos nomes e por uma amostra das linhas.
Selecione apenas os campos necessários para reduzir a complexidade:
pa_min <- pa |>
select(
PA_CODUNI,
PA_GESTAO,
PA_CMP,
PA_PROC_ID,
PA_DOCORIG,
PA_QTDAPR,
PA_VALAPR
)Verifique a unidade de registro e os valores:
Segundo o layout do SIA, os identificadores e competências são campos de caracteres. Preservá-los como texto evita a perda de zeros à esquerda.
pa_min <- pa_min |>
mutate(
across(
c(PA_CODUNI, PA_GESTAO, PA_CMP, PA_PROC_ID, PA_DOCORIG),
as.character
),
PA_QTDAPR = as.numeric(PA_QTDAPR),
PA_VALAPR = as.numeric(PA_VALAPR)
)Adicione descrições mínimas como atributos:
attr(pa_min$PA_CODUNI, "label") <- "Código CNES do estabelecimento"
attr(pa_min$PA_PROC_ID, "label") <- "Código do procedimento ambulatorial"
attr(pa_min$PA_VALAPR, "label") <- "Valor aprovado da produção"Consulte os metadados adicionados:
Na prática, recomenda-se manter um dicionário tabular versionado, com uma linha por variável e colunas para tipo, descrição, domínio, fonte e vigência.
Agora será baixado o cadastro de estabelecimentos do CNES para a mesma UF e competência.
url_cnes <- paste0(
"ftp://ftp.datasus.gov.br/dissemin/publicos/",
"CNES/200508_/Dados/ST/STAC2501.dbc"
)
curl_download(url_cnes, "STAC2501.dbc")
cnes <- read.dbc("STAC2501.dbc")Selecione uma linha por estabelecimento:
O campo PA_CODUNI do SIA corresponde ao código
CNES do cadastro de estabelecimentos.
Verifique a qualidade da junção:
pa_cnes |>
summarise(
linhas = n(),
sem_cnes = sum(is.na(CODUFMUN)),
percentual_sem_cnes = mean(is.na(CODUFMUN)) * 100
)Uma junção não deve ser considerada correta apenas porque o código executou. Verifique duplicidades na chave, perdas de correspondência e compatibilidade temporal.
Calcule quantidade e valor aprovado por procedimento:
resumo_pa <- pa_cnes |>
group_by(PA_PROC_ID) |>
summarise(
estabelecimentos = n_distinct(PA_CODUNI),
quantidade_aprovada = sum(PA_QTDAPR, na.rm = TRUE),
valor_aprovado = sum(PA_VALAPR, na.rm = TRUE),
.groups = "drop"
) |>
arrange(desc(valor_aprovado))Visualize os procedimentos com maior valor aprovado:
O mesmo padrão pode ser aplicado às internações:
url_sih <- paste0(
"ftp://ftp.datasus.gov.br/dissemin/publicos/",
"SIHSUS/200801_/Dados/RDAC2501.dbc"
)
curl_download(url_sih, "RDAC2501.dbc")
rd <- read.dbc("RDAC2501.dbc")Resumo hospitalar mínimo:
rd |>
summarise(
aih = n_distinct(N_AIH),
internacoes = n(),
permanencia = sum(DIAS_PERM, na.rm = TRUE),
valor_total = sum(VAL_TOT, na.rm = TRUE),
obitos = sum(MORTE == 1, na.rm = TRUE)
)A lista fornecida é uma fotografia do catálogo em 15 de agosto de 2026. Ela agrega arquivos por UF, sistema, versão, subsistema e ano de competência.
| Sistema | Período observado | Subsistemas | Arquivos DBC | Volume compactado | Registros catalogados |
|---|---|---|---|---|---|
| SIA | 1994-2026 | 14 | 58.572 | 429,6 GB | 7,03 bilhões |
| SIH | 1992-2026 | 6 | 31.937 | 83,1 GB | 1,25 bilhão |
| CNES | 2005-2026 | 18 | 80.191 | 53,3 GB | 619,0 milhões |
| SINASC | 1994-2024 | 2 | 1.666 | 10,6 GB | 33,8 milhões |
| SIM | 1996-2024 | 6 | 940 | 10,0 GB | 32,8 milhões |
| SINAN | 1999-2025 | 45 | 741 | 2,6 GB | 23,5 milhões |
Os totais de registros refletem o preenchimento disponível no catálogo. Valor zero pode significar contagem ainda não calculada, e não ausência de registros no arquivo.
| Sistema | Subsistema | Temporalidade típica | Arquivos DBC | Volume compactado | Registros catalogados |
|---|---|---|---|---|---|
| SIA | PA | Mensal por UF | 10.792 | 214,2 GB | 3,76 bilhões |
| SIH | RD | Mensal por UF | 11.157 | 25,4 GB | 83,4 milhões |
| SIH | SP | Mensal por UF | 9.412 | 56,4 GB | 1,16 bilhão |
| CNES | ST | Mensal por UF | 6.779 | 3,3 GB | 31,0 milhões |
| SIM | DO | Anual por UF | 812 | 9,6 GB | 31,7 milhões |
| SINASC | DN | Anual por UF | 1.558 | 10,4 GB | 33,8 milhões |
Essas diferenças alteram a estratégia analítica:
dplyrO SQL usado para produzir a lista pode ser representado no R:
resumo_ftp <- catalogo |>
transmute(
sg_uf,
sg_sistema = toupper(sg_sistema),
sg_versao = toupper(sg_versao),
sg_subsistema = toupper(sg_subsistema),
ano_competencia = as.integer(ano_competencia),
qt_bytes_ftp,
qt_registro_dbc,
dbc,
no_dbc_origem
) |>
group_by(
sg_uf,
sg_sistema,
sg_versao,
sg_subsistema,
ano_competencia
) |>
summarise(
qt_bytes_ftp = sum(qt_bytes_ftp, na.rm = TRUE),
qt_registro_dbc = sum(qt_registro_dbc, na.rm = TRUE),
dbc = sum(dbc, na.rm = TRUE),
no_dbc_origem = paste(no_dbc_origem, collapse = " "),
.groups = "drop"
) |>
arrange(
sg_uf,
sg_sistema,
sg_versao,
sg_subsistema,
ano_competencia
)Resumo por sistema:
catalogo |>
group_by(sg_sistema) |>
summarise(
primeiro_ano = min(ano_competencia, na.rm = TRUE),
ultimo_ano = max(ano_competencia, na.rm = TRUE),
arquivos = sum(dbc, na.rm = TRUE),
gigabytes = sum(qt_bytes_ftp, na.rm = TRUE) / 1e9,
registros = sum(qt_registro_dbc, na.rm = TRUE),
.groups = "drop"
) |>
arrange(desc(gigabytes))Um dicionário analítico pode ser representado como uma tabela:
dicionario_pa <- tibble::tribble(
~campo, ~tipo, ~descricao,
"PA_CODUNI", "character", "Código CNES do estabelecimento",
"PA_CMP", "character", "Competência de realização",
"PA_PROC_ID", "character", "Código do procedimento",
"PA_QTDAPR", "numeric", "Quantidade aprovada",
"PA_VALAPR", "numeric", "Valor aprovado"
)Esse objeto pode orientar validações automáticas:
Resultado vazio significa que todos os campos esperados estão presentes.
Uma coluna não é necessariamente uma chave apenas porque se chama identificador.
Exemplos:
| Fonte | Possível identificador | Cuidado |
|---|---|---|
| SIA PA | PA_CODUNI + PA_CMP +
PA_PROC_ID |
Pode haver várias linhas por instrumento e atributos adicionais |
| SIH RD | N_AIH |
Reapresentações e regras do sistema devem ser verificadas |
| SIH SP | SP_NAIH |
Vários atos profissionais por AIH |
| CNES ST | CNES por competência |
Cadastro varia no tempo |
| SIGTAP | Procedimento por competência | Atributos podem mudar mensalmente |
Antes de um left_join(), teste a unicidade da tabela que
será adicionada:
O vínculo deve respeitar a competência sempre que a dimensão variar no tempo.
Exemplo conceitual:
dados |>
left_join(
sigtap,
by = c(
"procedimento" = "co_procedimento",
"competencia" = "dt_competencia"
)
)Usar apenas o código pode atribuir ao registro histórico uma descrição, valor ou regra de uma competência diferente.
Os campos financeiros de SIA e SIH são fundamentais para analisar o financiamento registrado nos sistemas, mas não representam necessariamente o custo econômico integral do cuidado.
É necessário distinguir:
| Conceito | Exemplo de fonte |
|---|---|
| Quantidade produzida ou aprovada | SIA e SIH |
| Valor aprovado ou pago segundo regras administrativas | SIA e SIH |
| Valor de referência do procedimento | SIGTAP |
| Preço observado em compras públicas | BPS |
| Teto regulatório de medicamento | CMED/Anvisa |
| Custo apurado pelo prestador | Sistema de custos |
| Despesa orçamentária | Sistemas orçamentários e financeiros |
O SIA pode apoiar estudos de:
Exemplo de valor médio administrativo por unidade aprovada:
resumo_pa |>
mutate(
valor_medio_aprovado = if_else(
quantidade_aprovada > 0,
valor_aprovado / quantidade_aprovada,
NA_real_
)
)Esse quociente não deve ser chamado automaticamente de custo médio.
O SIH permite analisar:
Exemplo:
As três fontes respondem a perguntas diferentes:
Não existe equivalência automática entre código CATMAT, registro sanitário, apresentação farmacêutica e código SIGTAP. Qualquer relacionamento deve ser documentado e validado.
Consulta mínima à API do BPS:
library(httr2)
bps <- request(
"https://apidadosabertos.saude.gov.br/v1/economia-da-saude/bps"
) |>
req_url_query(
codigoCatmat = "405899",
anoCompra = 2025,
pagina = 1,
tamanhoPagina = 10
) |>
req_perform() |>
resp_body_json(simplifyVector = TRUE)Comece inspecionando a estrutura, pois APIs podem alterar nomes e níveis da resposta:
O CNES acrescenta contexto à produção:
Isso permite comparar produção, valores e capacidade instalada, desde que todas as fontes sejam alinhadas pela competência.
Alguns sistemas distinguem:
Essas datas não devem ser tratadas como equivalentes sem consultar o layout.
Valores como 0, 9, 99, espaços
e texto vazio podem representar categorias diferentes de ausência. A
conversão automática para NA pode apagar significado.
Consulte o domínio antes de recodificar.
Competências recentes podem estar incompletas ou sofrer substituição. Registre:
Mesmo em bases públicas, combinações de variáveis podem aumentar o risco de identificação indireta. Evite divulgar tabelas muito detalhadas com pequenas contagens e avalie a finalidade, a necessidade e o contexto da publicação.
Utilize os exemplos anteriores para responder:
PA_VALAPR como
custo econômico?Estrutura mínima da resposta:
resultado <- pa_cnes |>
group_by(PA_PROC_ID) |>
summarise(
estabelecimentos = n_distinct(PA_CODUNI),
quantidade = sum(PA_QTDAPR, na.rm = TRUE),
valor = sum(PA_VALAPR, na.rm = TRUE),
.groups = "drop"
) |>
arrange(desc(valor))Uma análise intermediária de dados do SUS exige mais do que importar arquivos:
O código pode ser curto. A interpretação precisa ser rigorosa.
BRASIL. Ministério da Saúde. Comissão Intergestores Tripartite. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/gestao-do-sus/articulacao-interfederativa/cit. Acesso em: 17 ago. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portal de Dados Abertos do SUS. Disponível em: https://dadosabertos.saude.gov.br/. Acesso em: 17 ago. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS. CNES: Informe Técnico 2017-06. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS. Informe Técnico do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2019.
BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS. Informe Técnico do Sistema de Informações Hospitalares do SUS. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2016.
BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Informações Ambulatoriais. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/samu-192/sistemas. Acesso em: 17 ago. 2026.
BRASIL. Agência Nacional de Saúde Suplementar. Dados abertos. Disponível em: https://www.gov.br/ans/pt-br/acesso-a-informacao/perfil-do-setor/dados-abertos-1. Acesso em: 17 ago. 2026.
BRASIL. Agência Nacional de Saúde Suplementar. Quem somos. Disponível em: https://www.gov.br/ans/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/quem-somos-1. Acesso em: 17 ago. 2026.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/cmed. Acesso em: 17 ago. 2026.