Análise Comparativa Crítica do IBGE e IPS à Luz dos Grandes Desafios da Computação e Sistemas de Informação no Brasil
A discussão fundamenta-se na Teoria dos Objetos de Fronteira (Boundary Object Theory) e na Teoria da Aprendizagem Organizacional (Organizational Learning Theory) para compreender como dados estatísticos e indicadores multidimensionais (IBGE E IPS) se convertem em ferramentas de tomada de decisão em múltiplas esferas sociais.
Como articular bases de dados rígidas e padronizadas com índices dinâmicos e multidimensionais para impulsionar a governança pública?
Os dados estatísticos do IBGE e as notas agregadas do IPS funcionam exatamente como objetos de fronteira: artefatos que são flexíveis o suficiente para se adaptarem às necessidades e restrições dos diferentes grupos sociais que os utilizam
Um mesmo dado sobre vulnerabilidade social ou saneamento básico é interpretado e instrumentalizado de formas distintas
Governos e organizações civis não podem tratar bases de dados apenas como repositórios estáticos.
Análise econométrica comparativa entre IBGE e IPS deve atuar como o gatilho informacional para a aprendizagem organizacional interna do Estado, permitindo que a transição de dados brutos para dados tratados redesenhe os planos plurianuais (PPAs) e as estratégias estruturais de combate à desigualdade.
ODS 10: Redução das Desigualdades: O IPS expõe assimetrias internas que o PIB esconde. A análise econométrica comparativa mapeia disparidades intra e inter-regionais para orientar políticas redistributivas eficazes;
ODS 16: Paz, Justiça e Instituições Eficazes: Fortalece a governança pública ao institucionalizar o uso de dados e evidências rigorosas nas decisões governamentais, elevando a eficácia e a transparência institucional;
ODS 17: Parcerias e Meios de Implementação: Foca no aprimoramento da capacidade estatística nacional, promovendo a união entre métricas globais e dados granulares locais.