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No dia 23 de Dezembro 2025, o Jornal britânico The Guardian trouxe esse gráfico para embasar a ideia de que a China teve escolhas econômicas melhores que os EUA e por isso tiraram mais pessoas da condição de viver com menos de US$3 por dia, a fonte é o The World Bank que usa os dados das pesquisas domiciliares dos institutos de estatística de cada país, o que é em tese uma boa fonte de dados pois representa toda população,mas é importante ressaltar que os dados vindos da China devem ser analisados com cautela, pois alguns pesquisadores apontam limitações relacionadas à transparência e à possibilidade de auditoria independente.. Os dados do gráfico estão em uma série temporal,onde o eixo x é o tempo em décadas e o eixo y é a taxa percentual definida por: \[ \frac{100 \times \text{Número de pessoas vivendo com menos de três dólares por dia no país}} {\text{População total do país}} \]
Entretanto, um detalhe importante é que para mostrar as informações do gráfico de cada país o jornal usou escalas diferentes entre eles e mesmo que a verdadeira inteção do autor com a mudança de escala seja mostra os resultados proporcionalmente isso acaba causando uma impressão, para quem vê rapidamente, que os Estados Unidos está na mesma escala da China e tem uma grande parte da população vivendo na pobreza e não conseguiram resolver os seus problemas diferente dos chineses que consiguiram.Acerca disso, o autor do gráfico até coloca uma mensagem ,de forma razoavelmente disfaçada, justificando que as mudanças de escala são para analisar as tendências das taxas de cada nação porem, nos EUA desde o início da observação, na década de 90, essa taxa está perto de zero o que também dificulta na diminuição desses números além de que as políticas do governo americano tiveram outros objetivos por causa dos baixos números de pobreza, o que é ignorado pelo artigo. O próprio título desse artigo “China has brought millions out of poverty. The US has not – by choice” (que pode ser traduzido como “A China tirou milhões da pobreza. Os EUA não fizeram isso – por escolha própria”), assim como gráfico, tenta influenciar o leitor a pensar que a situação dos países era de certa forma semelhante e por isso comparar quem tirou pessoas da pobreza seria uma comparação justa, o que não é verdade. O que pode justificar essas escolhas é que o The Guardian é conhencidamente progressista com ideias mais próximas as do governo chinês, e com isso pode tentar influenciar os seus leitores a pensar da mesma forma, para que essas práticas políticas sejam aplicadas em outros locais.Por fim, o gráfico e a reportagem não são exagerdamente enviesados, mas há seus elementos que geram uma interpretação equivocada, como a existência de dois eixos y em diferentes escalas e tal fato pode causar um grande estrago pelo fato de o jornal ter uma grande relevância mundial, por isso para ter uma analíse mais honesta é necessário um gráfico onde os dois paises estão em escalas iguais.
link da notícia : https://www.theguardian.com/us-news/2025/nov/23/china-us-poverty-income-inequality