A afirmação principal implícita em leituras estatísticas superficiais é que comer mais queijo mozzarella estimula a inteligência ou a capacidade acadêmica de estudantes, fazendo com que mais pessoas se formem como doutores em Engenharia Civil. A evidência estatística é uma série temporal de 2000 a 2009 (dados oficiais de: https://www.tylervigen.com/spurious-correlations) mostrando uma correlação de \(r = 0.9586\).
Abaixo está o gráfico oficial gerado diretamente pelos dados da pesquisa:
Ao aplicarmos as cinco perguntas de Huff, identificamos que a afirmação
parte de Tyler Vigen, criador do projeto Spurious Correlations, cujo
método para coletar os dados consistiu em cruzar bases públicas de forma
automatizada (data dredging) para forçar padrões visuais. Está faltando
no modelo a análise de variáveis socioeconômicas e demográficas
isoladas, ocultando o fato de que ambas as curvas subiram de forma
paralela simplesmente devido ao crescimento populacional, investimentos
massivos em infraestrutura e mudanças gerais nos hábitos alimentares dos
EUA ao longo da década. Portanto, o autor mudou de assunto ao conectar o
mercado de laticínios à formação acadêmica avançada, criando um nexo
causal absurdo que não possui qualquer plausibilidade lógica ou
mecanismo psicossocial que faça sentido (\(r
\neq 0\)). Uma conclusão honesta e livre de manipulações seria: O
consumo de queijo mozzarella e o número de doutorados em Engenharia
Civil nos EUA cresceram em sincronia temporária por mera coincidência
matemática de tendência de época, sendo incorreto afirmar que a
alimentação influencia as taxas de titulação acadêmica analisadas.