Atv Macro

Camile Cavalcanti

Trabalho de Macroeconomia - Variação da Inflação com Curva de Philips

Grupo: Beatriz Aguiar, Camile L. Cavalcanti, Eros Marques, Gabriel Mariano, Laís Vitória.

[1] 134
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 delta_inflacao        desemprego   
 Min.   :-1.350000   Min.   : 5.10  
 1st Qu.:-0.180000   1st Qu.: 7.90  
 Median : 0.030000   Median :11.25  
 Mean   :-0.002687   Mean   :10.33  
 3rd Qu.: 0.197500   3rd Qu.:12.50  
 Max.   : 1.150000   Max.   :14.90  


Call:
lm(formula = delta_inflacao ~ desemprego, data = CP_br)

Residuals:
     Min       1Q   Median       3Q      Max 
-1.34633 -0.17812  0.03259  0.20105  1.15552 

Coefficients:
              Estimate Std. Error t value Pr(>|t|)
(Intercept) -0.0109794  0.1281350  -0.086    0.932
desemprego   0.0008031  0.0119818   0.067    0.947

Residual standard error: 0.3858 on 132 degrees of freedom
Multiple R-squared:  3.403e-05, Adjusted R-squared:  -0.007541 
F-statistic: 0.004492 on 1 and 132 DF,  p-value: 0.9467

[1] 0.005833742
  (Intercept)    desemprego 
-0.0109793837  0.0008030913 

Conclusão

O presente trabalho buscou estimar uma versão alternativa da Curva de Phillips para o Brasil, utilizando a variação da inflação em vez da inflação em nível. Para isso, foram utilizados dados do IPCA e da taxa de desocupação disponibilizados pelo IBGE/SIDRA para o período de 2015 a 2026.

Inicialmente, a Curva de Phillips tradicional apresentou resultados pouco satisfatórios, com baixa capacidade explicativa e coeficientes estatisticamente fracos. Dessa forma, optou-se por utilizar a variação da inflação como variável dependente, buscando captar de maneira mais adequada a dinâmica inflacionária brasileira.

A partir da regressão linear e dos gráficos de dispersão observou-se que a relação entre desemprego e variação da inflação não se mostrou forte ao longo do período analisado. Isso sugere que a inflação brasileira não depende exclusivamente do nível de desemprego, sendo também influenciada por outros fatores macroeconômicos, como choques de oferta, política monetária, variações cambiais, preços internacionais e expectativas inflacionárias.

Além disso, eventos econômicos recentes, como a pandemia da COVID-19 e oscilações nos preços de combustíveis e alimentos, contribuíram para aumentar a volatilidade da inflação, reduzindo ainda mais o poder explicativo da Curva de Phillips simples.

Portanto, conclui-se que, embora exista fundamentação teórica para a relação entre desemprego e inflação, a economia brasileira apresenta uma dinâmica inflacionária complexa, exigindo modelos mais completos para explicar o comportamento dos preços no período analisado.