É como se fazer antropologia requisitasse uma disposição permanente de partida (..). Partia-se em busca dos dragões tendo como guia a compreensão clara da natureza construída, em coautoria, da teoria etnográfica — sempre parcial, embora eventualmente propondo totalizações provisórias — e como bagagem o tesouro etnográfico que cada um conseguiu tornar seu. Sem qualquer afetação ou alarde, era-nos requerida a coragem da vulnerabilidade. (Christine Chaves)
saturadíssimo tema do Estado
trabalhar no campo
vulnerabilidades existenciais e teóricas (política de afetos em tempos de entristecimento)
a força do vivido (Peirano)
necessidade sincera de saber no que literalmente estamos metidos
ESCRAVO EM PAPELÓPOLIS
Ó burocratas!
Que ódio vos tenho, e se fosse apenas ódio…
É ainda o sentimento
da vida que perdi sendo um dos vossos.
(Carlos Drummond de Andrade, colega do MEC)
A cada qual que carrega o sentimento da vida que perdeu por ser um dos nossos.
todo poder é triste (poder x potência)
alegria x tristeza
bons encontros x maus encontros
admiração x desprezo
amadorismo (afeto que deixa permanente em aberto o que pode emergir de uma relação)
antropologia amadora
amor como grau superior de atenção
Escrever sobre o vivido, como disse Mariza Peirano, envolve a complicada tarefa de transposição de algo de seu respectivo plano de indexicalidade — de imbricação e dependência do contexto — para um texto referencial: “É preciso colocar em palavras seqüenciais, em frases consecutivas, parágrafos, capítulos, o que foi ação. Aqui, talvez esteja um dos desafios maiores da etnografia e, certamente, não há receitas preestabelecidas de como fazê-lo”.
Adorando despedidas
Metido com equipes derrotadas e entristecidas
Arre, melhor não os nomear!
A vida perdida
O lirismo do monstro frio
A influência da profissão dos pais
Trabalho de campo para quem tem mais o que fazer
Antropologia de servidores públicos
Amor, um grau superior de atenção
Situado na copa
Festa oficial, festas paralelas
Pesquisa sem lugar e sem jeito
Para onde vai essa Educação?
O suor e o sentar como diretrizes de RH
Aos olhos alheios, ninguém faz nada
Os ensinamentos de Dona Francisca
O efeito feito
Brincadeirinhas levadas a sério
Nas colunas sociais da Esplanada
Planejando sem culpa
A entremeada lápide da educação
À altura do Estado
Ao ventre do Estado
Medo de bicho no escuro
Conversas de corredor
Navegando no Peixe-Cão
O poder do Executivo
Quando a caixa de ferramentas vira caixa preta
Em direção a um responsável
Burocracia da atenção
Burocracia do contágio
Autoridades desocupadas
Ninguém entronizado consegue trabalhar
Tristeza dá trabalho
Em direção a Um irresponsável
Logicamente, a cara da educação
Os riscos da alegria
Num túnel do tempo
Vestígios imorredouros
História dos futuros do Ministério da Educação
Mais uma ilusão biográfica
Preocupações de fachada: é legal ser diferente
Oficialmente diverso
Verticalmente diverso
Horizontalmente diverso
O poder dos enxugamentos
Questões de hospedagem
Seres alegres não trabalham pra Ninguém
Quem paga a banda escolhe a música
A alegria de Todos e as calendas gregas
Claro, uma conclusão
Habitávamos, diuturnamente, como Geppetto e Pinóquio no conto de Carlo Collodi (2011), o ventre de um gigantesco e terrível Peixe-Cão, empenhado em seus próprios desígnios, seguindo seu curso com força de locomotiva.
De 2005 a 2019 , foram nomeados doze ministros
Momento altivo de ascensão ao cargo x presença quebrantada na despedida
Não conheci chefia que, em sua despedida, transmitisse um grau de vitalidade superior ao que se viu em sua chegada. Sem exceção, estavam envelhecidos, entristecidos, cansados, adoentados
Precipitação nostálgica diante das feições de pessoas recém-chegadas: retratos vivos do passado, da vida que em breve perderão por serem um dos nossos
A realidade que eu aprendi no ministério é que eu, como um ministro, não tinha poder de fazer nada [..] chego à conclusão de que eu não tenho poder nenhum, nem de ensinar, eu tenho a obrigação de virar uma outra coisa. Virar um artista de teatro. Sei lá. Arranjar um emprego num circo. Fazer uma outra coisa, porque não é possível! (Roberto DaMatta)
No departamento… arre, é melhor não mencionar o departamento. […] Hoje em dia qualquer indivíduo acha que tocar no seu nome já significa ofender toda a sociedade” (Nikolai Gógol, O Capote)
para evitar complicações, é melhor chamarmos o departamento de que falamos… de um departamento. Pois bem, num departamento trabalhava um funcionário” (Gógol)
Melindre se justifica por ser difícil prever a reação dos antigos, atuais e futuros czares, bem como de seus apendiciais czarzinhos
Mas não se preocupar apenas em salvar a própria pele: a da expectativa de se salvar o próprio campo. Estratégia descritiva correspondente à névoa de indistinção e de anonimato que repousa sobre o Ministério
sitio próprio vs sitio inimigo (na varanda do Estado)
Antropologia amadora
A influência da profissão dos pais e herança disciplinar
Antropologia antes da Antropologia
Certo-Malinowski (sitio inimigo e tédio tropical)
Certo-Malinowski é Malinowski, mas nem tudo em Malinowski é Certo
amador com longa permanência era capaz de enxergar as árvores, mas não a floresta (Malinowski)
Los árboles no dejan ver el bosque, y gracias a que así es, en efecto, el bosque existe. […] sólo cuando nos damos perfecta cuenta de que el paisaje visible está ocultando otros paisajes invisibles nos sentimos dentro de un bosque (Ortega y Gasset)
Conhecimento Irresponsável
Trabalho de campo como trabalho no campo
Trabalho de campo para quem tem mais o que fazer
Antrologia de servidores públicos (punto de hablada, lugar que fala)
Amor como grau superior de atenção
Alegria x tristeza (política dos afetos)
Admiração x desprezo
Bom encontro x mau encontro
Pasmo essencial (como aprendo a estranharPonto Zero da Antropologia)
Desconfiança de que alguma metodologia nos colocaria no controle de eventos arbitrários que “dependem […] da potencialidade de estranhamento, do insólito da experiência, da necessidade de examinar por que alguns eventos, vividos ou observados, nos surpreendem” (Mariza Peirano)
Mundo coiote (um sem-fim de estopins etnográficos)
Festa oficial x festas paralelas (sabotagem de eventos)
Diálogo com Francisca Antonia (conhecendo o próprio sitio)
Trabalhar sentado e não produzir suor
Aos olhos alheios, ninguém faz nada
O efeito feito (anterioridade do Estado)
O Mágico de Oz (ilusionismo x magia real)
Estado como autoengano e alter-engano
Brincadeirinhas Inúteis
A Coluna Social da Esplanada e disposição dos agentes
O Triplo Corporativismo
Burocracia Privada
Políticas de governo x políticas de Estado (e um Terceiro)
Autoritarismo de esquerda e de direita
Espaciosidade Originária (Geometria Burocrática)
Geometria da Burocracia (espaciosidade física x geometria existencial e espaciosidade originária)
Birô Crático (dança das cadeiras)
Verticalidade e alturidade
Captura e Encompassamento
O fora do Estado (exterioridade estatal e questões de fronteira)
Contra-Estado
Urstaat
Ocultismo Estatal
Estado, embruxamento e o ficar na berlinda
Medo de bicho no escuro
Corredores arteriais (rádio-corredor e o fluxo intersetorial)
Puxadores de alavancas (máquina Pública e Arquimedes)
Teleologia da navegação, nas mãos do timoneiro
Ciclo de posição: determinar a posição atual do navio; projetar sua posição futura (Hutchins)
Invenção e Contrainvenção
Despossessão perspectiva (quase-objetos, fronteiras executivas)
Caixa de Ferramentas que vira Caixa-Preta
A qualidade da antropologia (mereologia antropológica)
Força centrípeta x força centrífuga
O Um (a vocação unificadora)
Burocracia da Atenção (número de Dunbar e tratar mal é da função)
Magia por contágio e Alma Externa
Transubstanciação política (traição do muitos em Um x Um em muitos)
Teoria do Órgão e Pessoa Jurídica (duplicidade de corpos)
Desocupar o cargo (potência destituinte e o Presidente operário)
Numa varanda estatal
Desvalor estrutural da vida administrativa (irresponsabilidade constitutiva)
maior x menor (maioria vs minoria)
Ninguém (lógica-Estado e padrões abstratos)
maioria é ninguém e a minoria é todo mundo (Deleuze).
O Encostado e identificado com o precário
Alegria de Contraturno
Alegria Responsável
Túnel do tempo (corredor diacrônico)
Ir parar na parede (mortalidade, imortalidade e eternidade)
História dos Futuros do MEC
Mais uma ilusão, a biográfica (constância nominal)
Preocupações de fachada (oficialmente diverso)
A contradição da autoridade horizontal
O poder do Enxugamentos
Escalabilidade (scalability)
Perspectiva heliocêntrica (crença espontânea x copernicana)
A retórica da falta (prova negativa por ausência)
Burocracia Privada em duplo vínculo (formação de lideranças)
A Coluna Social dos Hotéis
Em hotéis, falando mal de professor da rede pública
5 metas de um workshop hoteleiro de dois dias, abril de 2006 (80 representantes de diversos setores mapeando questões estruturais da educação). Bases conceituais para uma equipe técnica consolidar 5 metas mensuráveis para alcance até 2022.
Jardim digital e aprendizado em público (https://www.mecemdebate.com.br/)
Quem paga a banda escolhe a música (Capitalismo filantrópico e dívida Moral)
O atual silêncio das escadarias do Ipiranga (a seriedade da calendas gregas)