## [1] "--- Estatísticas de Saúde do Rio ---"
## # A tibble: 3 × 6
## Setor Media Mediana Min Max Assoreado_Perc
## <chr> <dbl> <dbl> <dbl> <dbl> <dbl>
## 1 Centro -0.201 -0.17 -1.09 0.6 18.1
## 2 Dir -0.321 -0.33 -1.22 0.420 11.9
## 3 Esq -0.364 -0.34 -1.35 0.41 10.2
## [1] "--- Hotspots de Erosão Crítica (Centro < -1.0m) ---"
## # A tibble: 4 × 2
## Perfil Centro
## <chr> <dbl>
## 1 P31 -1.06
## 2 P36 -1.06
## 3 P70 -1.09
## 4 P71 -1.03
Procure-se por aglomerados onde a linha do Centro mergulha abaixo de zero de forma acentuada. Se forem detetados vários perfis seguidos a “vermelho”, encontrou-se a zona onde o rio escava ativamente o canal.
Estes são pontos prioritários para intervenção, especialmente se estiverem próximos de estruturas (pontes ou diques).
Um ponto isolado de erosão pode ser apenas um erro de medição ou um objeto no fundo.
Uma sequência (ex: do Perfil 80 ao 95) indica um processo geomorfológico ativo. Isso sugere que a dinâmica do rio naquela zona mudou e o leito está a ajustar-se a um novo equilíbrio.
Reparar que a Margem Direita sobe enquanto a Esquerda desce. Isto acontece tipicamente em curvas, onde o rio deposita material num lado (assoreamento) e ataca a margem externa do outro (erosão).
Este mapa é a ferramenta principal para decidir onde as equipas de manutenção devem ir primeiro.
## --- Matriz de Correlação de Pearson ---
## Centro Curvatura Velocidade
## Centro 1.0000000 0.08646330 0.11655915
## Curvatura 0.0864633 1.00000000 0.04456978
## Velocidade 0.1165591 0.04456978 1.00000000
Relação Velocidade/Erosão: Se a linha de tendência (geom_smooth) for descendente, confirma-se a causalidade física: quanto maior a velocidade do fluxo, maior a erosão (valores mais negativos de Centro).
Análise de Sinuosidade: Ao cruzar com a Curvatura, pode identificar se raios de curvatura menores (curvas apertadas) estão diretamente ligados aos seus Hotspots identificados na Figura 1.
Decisão de Projeto: Esta correlação permite prever quais as zonas que sofrerão mais erosão em cenários de cheia (caudais elevados), permitindo o dimensionamento preventivo de proteções marginais.
Interpretação do Fenómeno
Zonas de Alta Velocidade (V>1.5 m/s): Frequentemente associadas a valores de Centro negativos (erosão). Aqui, a tensão de corte exercida pela água excede a resistência do material do leito, removendo sedimentos.
Zonas de Baixa Velocidade (V<0.8 m/s): Frequentemente associadas a valores de Centro positivos (assoreamento). A perda de energia do fluxo permite que as partículas em suspensão se depositem, elevando a cota real acima da cota de projeto.
Aplicação prática:
Validação do Modelo: A correlação negativa valida que os desvios não são erros de medição, mas sim o resultado direto da dinâmica hidráulica.
Priorização: Zonas onde a velocidade é alta e o desvio já é negativo são “pontos críticos de monitorização”, pois a tendência é de agravamento contínuo durante episódios de cheia.
Intervenção: Nestes locais, a solução passa muitas vezes por reforços de fundo (enrocamento) ou estruturas de controlo de corrente para dissipar a energia excessiva.