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\(~~~\) | Algébrica |
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\(~~~\) | WolframAlpha |
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\(~~~\) | R |
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\(~~~\) | R com força bruta |
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\(~~~\) | SciLab |
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\(~~~\) | ref. APEx |
(ref. APEx
15850)
Em estudos de genética populacional, a endogamia é um fenômeno importante que pode influenciar a variabilidade genética e a saúde de uma população. O coeficiente de endogamia, \(F_n\), representa a probabilidade de dois alelos em um indivíduo serem idênticos por descendência (IBD), refletindo o nível de cruzamento entre parentes em uma população.
Considere uma população inicial com um coeficiente de endogamia \(F_0\) e uma probabilidade \(s\) de cruzamento entre parentes em cada geração, onde \(0 < s < 1\). A relação entre as gerações e seus respectivos coeficientes de endogamia pode ser modelada pela seguinte equação recursiva proposta por Kempthorne (1957):
\[ F_n = \dfrac{s}{2-s}\left(1-\left(\dfrac{s}{2}\right)^n\right) + \left(\dfrac{s}{2}\right)^n F_0 \]
sendo que \(n\) representa o número da geração subsequente.
Questão:
Determine e discuta o comportamento limite do coeficiente de endogamia \(F_n\) quando o número de gerações \(n\) tende ao infinito. Explique o significado biológico desse limite no contexto da saúde genética e da diversidade de uma população.
Calcule \(F_5\) para uma população onde \(s = 0.2\) e \(F_0 = 0.1\). Interprete o resultado no contexto do problema.
Esta questão tem como objetivo não apenas avaliar a capacidade do estudante de manipular e analisar equações matemáticas, mas também de compreender conceitos fundamentais de genética populacional e as implicações práticas da endogamia. A discussão sobre o limite de \(F_n\) proporciona uma oportunidade para explorar as consequências a longo prazo de cruzamentos entre parentes, enquanto o cálculo de \(F_5\) aplica esses conceitos de forma prática, destacando as mudanças no coeficiente de endogamia ao longo de várias gerações.
limit of s/(2-s)((1-(s/2)^n))+((s/2)^n*F_0) as n -> infinity, 0<s<1
Resultado: \(\dfrac{s}{2-s}\).
Uma das formas alternativas é \(\dfrac{2}{2-s}-1\), mais fácil de ver que
se trata de uma hipérbole (similar à que vimos antes como 1/x, mas com dois deslocamentos em
relação à origem. O WolframAlpha mostra o gráfico, desrespeitando a
restrição \(0<s<1\).
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
# s/(2-s) ((1-(s/2)^n))+((s/2)^n*F_0)
# assumindo que F0 = F(n=0),
# (1-(s.aux/2)^n) == 0
# ((s.aux/2)^n) == 1
F0 <- 1 # sempre 1
s <- seq(0.1,0.9,by=0.1)
plot(NA,
xlim=c(0,10), ylim=c(0,1),
xlab="n", ylab="F(n)",
axes=FALSE)
axis(1)
axis(2)
lasts <- c()
lastF <- c()
for (s.aux in s)
{
n <- seq(0,10.8,length.out=1000)
F <- s.aux/(2-s.aux)*(1-(s.aux/2)^n)+((s.aux/2)^n)*F0
lines(n,F)
text(n[length(n)]-1.5,F[length(F)],paste0("s=",s.aux,
", F=",round(F[length(F)],3)),
pos=3, cex=0.8)
lasts <- c(lasts,s.aux)
lastF <- c(lastF,F[length(F)])
}
source("q8.1.10.R")
points(lasts,lastF,pch=16)
text(lasts,lastF,paste0("(",lasts,",",round(lastF,3),")"),pos=3)Vamos responder às duas questões propostas, analisando matematicamente o modelo e interpretando os resultados no contexto da genética populacional.
Como já discutimos anteriormente, a expressão para \(F_n\) é:
\[ F_n = \frac{s}{2-s}\left(1-\left(\frac{s}{2}\right)^n\right) + \left(\frac{s}{2}\right)^n F_0 \]
Análise do Limite:
O termo \(\left(\dfrac{s}{2}\right)^n\) tende a zero conforme \(n\) se aproxima do infinito, pois \(0 < s < 1\) e, portanto, \(\dfrac{s}{2} < 1\).
Portanto, \(\left(\dfrac{s}{2}\right)^n F_0\) também tende a zero.
O termo \(\left(1-\left(\dfrac{s}{2}\right)^n\right)\) tende a 1.
Assim, o comportamento limite de \(F_n\) é dado por \(\dfrac{s}{2-s}\).
Interpretação Biológica:
O limite \(\dfrac{s}{2-s}\) representa o coeficiente de endogamia estabilizado após muitas gerações, assumindo uma constante probabilidade \(s\) de cruzamento entre parentes. Isso indica a proporção de alelos idênticos por descendência na população à medida que as gerações passam. Esse limite é particularmente importante, pois uma alta taxa de endogamia pode levar a um aumento de doenças genéticas e redução da diversidade genética, impactando negativamente a viabilidade da população.
Substituindo \(s = 0.2\) e \(F_0 = 0.1\) na fórmula de \(F_n\):
\[ F_5 = \dfrac{0.2}{2-0.2}\left(1-\left(\dfrac{0.2}{2}\right)^5\right) + \left(\dfrac{0.2}{2}\right)^5 \times 0.1 \]
Vamos calcular o valor:
Primeiro, calcule \(\dfrac{0.2}{2-0.2} = \dfrac{0.2}{1.8} \approx 0.1111\).
Em seguida, calcule \(\left(\dfrac{0.2}{2}\right)^5 = \left(0.1\right)^5 = 0.1^5 = 0.00001\).
Portanto,
\[ \begin{align} F_5 &= 0.1111 \cdot \left(1 - 0.00001\right) + 0.00001 \cdot 0.1 \\ &=0.1111 \cdot 0.99999 + 0.000001 \\ &= 0.111099 + 0.000001 \\ F_5&= 0.1111 \end{align} \]
Interpretação do Resultado:
O valor de \(F_5 \approx 0.1111\) indica que, após cinco gerações, o coeficiente de endogamia da população é aproximadamente 0.1111, sugerindo que aproximadamente 11.11% dos alelos em um indivíduo típico são idênticos por descendência devido ao cruzamento entre parentes. Esse valor reflete uma ligeira elevação em relação ao coeficiente inicial de endogamia \(F_0 = 0.1\), mostrando um aumento progressivo da endogamia ao longo das gerações.
Essas respostas oferecem insights importantes sobre as dinâmicas genéticas e as consequências da endogamia em populações fechadas.
(ref. APEx
15851)
Em um estudo sobre a genética populacional, o pesquisador Li (1961, p. 150) investiga o impacto de um gene prejudicial ao longo de várias gerações. Durante sua análise, ele desenvolve uma série para calcular o tempo médio de vida esperado de um gene prejudicial antes de ser eliminado por seleção natural. A série é expressa da seguinte forma:
\[ U = 1 + 2w + 3w^2 + 4w^3 + \cdots \]
sendo que \(0 < w < 1\) é a probabilidade de transmissão do gene de uma geração para a seguinte.
Pergunta: Derive uma expressão fechada para \(U\), que representa o tempo médio de vida do gene prejudicial.
Dicas: Considere manipulações algébricas e técnicas de séries infinitas para encontrar a expressão fechada.
(Dica: determine primeiro a diferença \(U - wU\).)
Solução:
\[ U=\dfrac{1}{(1-w)^2} \]
O mesmo resultado pode ser encontrado colocando o início da soma no WolframAlpha:
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
n <- 100
j <- 1:n
a <- rep(NA,n)
w.seq <- seq(0.1,0.9,by=0.1)
for (w in w.seq)
{
for (k in j)
{
a[k] <- k*w^(k-1)
}
s <- rep(NA,n)
for (k in j)
{
s[k] <- sum(a[1:k])
}
# exibe o grafico
ymin <- min(c(a,s),na.rm=TRUE)
ymax <- max(c(a,s),na.rm=TRUE)
title <- latex2exp::TeX(sprintf(r'($a_j = jw^{j-1}, w=%f$)',w))
plot(NA,
main=title,
xlab="j", ylab="",
xlim=c(0,n*1.1),
ylim=c(ymin,ymax*1.1),
axes=FALSE)
axis(1, pos=0)
axis(2, pos=0)
points(j,s, pch=1,col="brown")
lines(j,s,lty=2,lwd=0.7,col="brown")
text(n,s[n],"s(a)",pos=1,col="brown")
points(j,a, pch=4)
lines(j,a,lty=2,lwd=0.7)
text(n,a[n],"a",pos=1)
# conferindo a solução do Wolfram|Alpha
U <- 1/((1-w)^2)
u.txt <- latex2exp::TeX(sprintf(r'($U = \frac{1}{(1-%f)^2}$)',w))
points(j[length(j)],U,pch=16)
text(j[length(j)],U,u.txt,pos=3,cex=0.5)
} # for w.seq(ref. APEx
14983)
Em 1972, o consumo mundial de óleo mineral foi de 2.7 × 109 t (toneladas métricas). O aumento anual foi de 5.1%. As reservas totais de petróleo bruto na terra (incluindo conhecidas e não descobertas) são estimadas em 700 × 109 t. Se o aumento anual permanecesse constante, quando a reserva se esgotaria?
Solução:
Reservas devem ser esgotadas entre 2024 e 2025.
(ref. APEx
16461)
As estimativas precisam ser corrigidas com os dados que temos atualmente. Os Dados de consumo obtidos em 2023 de Our World in Data trazem o total de energia do petróleo consumido a partir de diferentes combustíveis fósseis. Nosso interesse reside no total mundial. Os dados estão em TWh (teraWatt-hora). É possível ajustar uma curva mostrando o crescimento anual do consumo de petróleo (adote um modelo linear usando o consumo a partir de 1981, inclusive).
Se o rendimento fosse 100%, um litro de óleo combustível liberaria energia térmica de aproximadamente 9.8 kWh. Também sabemos que um barril de petróleo tem cerca de 159 litros. Estima-se que em 2021 as reservas totais sejam de 1.7 trilhões de barris.
Supondo que o crescimento do consumo continue a aumentar linearmente, qual é a nova estimativa da duração das reservas mundiais de petróleo?
Solução:
Os dados fornecem o consumo anual de petróleo em TWh/ano, que representam a energia do petróleo consumido. A conversão para barris por ano utiliza apenas a energia térmica do combustível:
\[ \text{barris/ano} = \frac{\text{TWh} \cdot 10^{9}}{9.8 \cdot 159} \]
A seguir, ajusta-se um modelo linear para o consumo anual a partir de 1981:
\[ C(t) = a + b t \]
onde \(C(t)\) é o consumo anual em barris e \(t\) representa o ano.
Projetando o modelo para \(t \ge 2021\), calcula-se o consumo acumulado:
\[ S(T) = \sum_{t=2021}^{T} C(t) \]
O primeiro ano \(T\) para o qual
\[ S(T) \ge 1.7 \times 10^{12} \]
fornece a estimativa do esgotamento das reservas mundiais de petróleo.
Aplicando o procedimento com a série do Our World in Data, obtém-se
\[ T \approx 2050 \; (\pm 1 \text{ ano}) \]
A proporção de aumento de consumo mediano é de 0.004679039 ao ano.
Reservas devem ser esgotadas entre 2049 e 2050.
(ref. APEx
14985)
No Iraque, uma epidemia de envenenamento por metilmercúrio matou 459 pessoas em 1972. Os seres humanos foram expostos ao veneno quando comeram pão caseiro acidentalmente preparado a partir de sementes de trigo tratadas com um fungicida metilmercurial. Os sintomas apareceram apenas após semanas de exposição. Para simplificar, suponha que uma pessoa tome uma dose diária constante d do veneno e que uma certa porcentagem p do veneno acumulado seja excretada a cada dia. Encontre uma fórmula que relacione a quantidade de veneno armazenada no corpo com o número de dias.
Solução:
\[ q=1-p/100 \]
Acumulação total de veneno = \(d+dq+\cdots+dq^n=d\dfrac{1-q^{n+1}}{1-q}\)
Para obter a soma infinita:
Para obter a soma para um período de tempo (a solução desta pergunta):
(ref. APEx
14986)
O que vale para o veneno acumulando-se no organismo, vale para qualquer outra droga. Podemos nos inspirar em Paracelso, médico, alquimista e astrólogo suiço do século XVI, que disse:
“A diferença entre o remédio e o veneno é a dose.”
Suponha que seja um antidepressivo, um anti-inflamatório ou um antibiótico. Suponha que a meia vida da droga circulante (i.e., o tempo que leva para que metade da dose recebida seja eliminada) seja de 8 horas, e que o médico prescreva uma dose a cada 8 horas.
Qual o número mínimo de doses que precisarão ser ingeridas para que o paciente atinja 99% da dose máxima que circulará em seu organismo?
Solução:
(ref. APEx
14987)
O tecido vivo só pode ser excitado por uma corrente elétrica se a corrente atingir ou exceder um certo limite que denotamos por i. O limite i depende da duração t do fluxo de corrente.
A lei de Weiss afirma que \(i = a/t + b\) com constantes positivas a e b.
Descreva o comportamento do limiar i quando t se aproxima de zero e quando t tende para o infinito.
Solução:
Para \(t\to \infty\), \(i \to b\).
Para \(t\to 0\), \(i \to \infty\).
retorna \(b\) como solução.
retorna “(two-sided limit does not exist)”, mas encontra \(-\infty\) quando aproxima pela esquerda (solução que não nos interessa porque \(t \ge 0\) por definição) e \(\infty\) quando aproxima pela direita.
(ref. APEx 14988,
14989, 14990, 14991, 14992)
Verifique se as seguintes sequências são PA, PG ou nenhuma delas:
A. \(3,\, 15/4,\, 9/2,\, \dots\)
B. \(0,\, \ln(2),\, \ln(3),\, \dots\)
C. \(0.1,\, 0.11,\, 0.111,\, \dots\)
D. \(0,\, 0,\, 0,\, \dots\)
E. \(1,\, 1,\, 1,\, \dots\)
Solução:
Vamos verificar cada sequência para determinar se é uma progressão aritmética (PA), uma progressão geométrica (PG) ou nenhuma delas.
Portanto, temos:
A. \(3,\, 15/4,\, 9/2,\, \dots\) : PA
B. \(0,\, \ln(2),\, \ln(3),\, \dots\) : Nenhuma
C. \(0.1,\, 0.11,\, 0.111,\, \dots\) : Nenhuma
D. \(0,\, 0,\, 0,\, \dots\) : PA e PG
E. \(1,\, 1,\, 1,\, \dots\) : PA e PG
(ref. APEx
14993)
Qual(is) do(s) sinal(is) de igual está(ão) incorreto(s) na expressão considerada?
\[ \begin{align} \infty&=\\ 2-3/2+4/3-5/4+6/5-7/6+\cdots+(-1)^{n-1}(n+1)/n+\cdots&=\\ (2/1-3/2)+(4/3-5/4)+(6/5-7/6)+\cdots&=\\ 1/(1×2)+1/(3×4)+1/(5×6)+\cdots+1/(2n(2n-1)) +\cdots&=\\ &=\ln(2) \end{align} \]
Solução:
\(2−3/2+4/3−5/4+6/5−7/6+\cdots+(−1)n−1(n+1)/n+\cdots\) diverge, mas não é \(+\infty\).
\((2/1−3/2)+(4/3−5/4)+(6/5−7/6)+ \cdots\) é igual a \(\ln(2)\).
(2/1−3/2)+(4/3−5/4)+(6/5−7/6)+⋯
\(1/(1×2)+1/(3×4)+1/(5×6)+\cdots+1/(2n(2n-1)) +\cdots\) é igual a \(\ln(2)\approx0.69\).
1/(1×2)+1/(3×4)+1/(5×6)+...+1/(2n(2n-1)) +...
Portanto:
\[ \begin{align} \infty&\ne\\ 2-3/2+4/3-5/4+6/5-7/6+\cdots+(-1)^{n-1}(n+1)/n+\cdots&\ne\\ (2/1-3/2)+(4/3-5/4)+(6/5-7/6)+\cdots&=\\ 1/(1×2)+1/(3×4)+1/(5×6)+\cdots+1/(2n(2n-1)) +\cdots&=\\ &=\ln(2) \end{align} \]
(ref. APEx
14995)
Qual(is) do(s) sinal(is) de igual está(ão) incorreto(s) na expressão considerada?
\[ \begin{align} 1/9&=\\ 1/10+1/10^2+1/10^3+1/10^4+\cdots&=\\ (1-9/10)+(1-99/10^2)+(1-999/10^3)+(1-9999/10^4)+\cdots&=\\ 1-9/10+1-99/10^2+1-999/10^3+1-9999/10^4+\cdots&=\\ &=+\infty \end{align} \]
Solução:
Sobre a primeira igualdade: \(1/10+1/10^2+1/10^3+1/10^4+\cdots=1/9\) é verdadeira.
1/10+1/10^2+1/10^3+1/10^4+...=1/9
Sobre o segunda igualdade: \(1/10+1/10^2+1/10^3+1/10^4+\cdots = (1-9/10)+(1-99/10^2)+(1-999/10^3)+(1-9999/10^4)+\cdots\) é verdadeira.
1/10+1/10^2+1/10^3+1/10^4+... = (1-9/10)+(1-99/10^2)+(1-999/10^3)+(1-9999/10^4)+...
Sobre o terceira igualdade: \((1-9/10)+(1-99/10^2)+(1-999/10^3)+(1-9999/10^4)+\cdots = 1-9/10+1-99/10^2+1-999/10^3+1-9999/10^4+\cdots\) é falsa.
(1-9/10)+(1-99/10^2)+(1-999/10^3)+(1-9999/10^4)+... = 1-9/10+1-99/10^2+1-999/10^3+1-9999/10^4+...
Sobre o quarta igualdade: \(1-9/10+1-99/10^2+1-999/10^3+1-9999/10^4+\cdots=+\infty\) é falsa.
1-9/10+1-99/10^2+1-999/10^3+1-9999/10^4+\cdots=+\infty
1-9/10+1-99/10^2+1-999/10^3+1-9999/10^4+\cdots
\[ \begin{align} 1/9&=\\ 1/10+1/10^2+1/10^3+1/10^4+\cdots&=\\ (1-9/10)+(1-99/10^2)+(1-999/10^3)+(1-9999/10^4)+\cdots&\ne\\ 1-9/10+1-99/10^2+1-999/10^3+1-9999/10^4+\cdots&\ne+\infty \end{align} \]
(ref. APEx 14996,
14997)
Estima-se que em t semanas após a divulgação de um factoide pela mídia a quantidade de pessoas em milhares que tomam conhecimento dele é dado pela função:
\[ P(t)=\dfrac{20}{1+19e^{-1.2t}} \]
Solução:
(ref. APEx 14998,
14999, 15000)
Um paciente diabético baixa insulinemia de jejum. O médico receita insulina, a ser injetada diariamente. Sabe-se que a insulina é degradada exponencialmente com taxa de \(k > 0\) dia–1. O médico pretende prescrever \(Q\) μUI/dl de insulina diariamente.
Solução:
* tempo 0: \(0\) * tempo 1: \(Q\) * tempo 2: \(Qe^{-k}\) (circulante) + \(Q\) (nova injeção) * tempo 3: \(\left( Qe^{-k} + Q \right)e^{-k} + Q =\)
(circulante + nova injeção)
\(= Qe^{-2k} +
Qe^{-k} + Q\) * tempo 4: \(\left(
Qe^{-2k} + Qe^{-k} + Q \right)e^{-k} + Q =\)
\(= Qe^{-3k} + Qe^{-2k} + Qe^{-k} + Q\), etc.
* tempo 5: \(Qe^{-4k} + Qe^{-3k} + Qe^{-2k} +
Qe^{-k} + Q\), etc.
Genericamente, \(\sum_{j=1}^{i}{Qe^{-(j-1)k}}\)
sum Q exp(-(j-1) k), j from 1 to i
resulta:
\[ Q(i)=Q\dfrac{e^k -e^{k(1-i)}}{e^k-1} = Q\dfrac{e^k -e^{-k(i-1)}}{e^k-1} \]
sum Q exp(-(j-1) k), j from 1 to infinity
que resulta:
\[ Q(\infty)=Q\dfrac{e^k}{e^{k}-1} = \frac{Q}{1-e^{-k}} \]
As soluções acima são uma forma discreta da insulinemia, dando o ponto de máximo em cada tempo \(t\). Para obter o decaimento em cada instante de tempo contínuo, temos:
\[ Q_i(t) = Q\dfrac{e^k -e^{-k(i-1)}}{e^k-1} e^{-k(t-i)}\\ t\in[i,i+1[\\ i=1,2,3,\dots \]
\[ Q_{\infty}(b)=Q(\infty)e^{-kb}=Q\dfrac{e^{-kb}}{1-e^{-k}}\\ b\in[0,1[ \]
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
# quantidade inicial
Q0 <- 0 # mg/dl meta:20 (ref. 2 a 25 microUI/mL)
# quantidade injetada a cada intervalo
Q <- 5
# taxa de decaimento
k <- 0.25 # por dia
# t0 0
# t1 Q
# t2 Q*exp(-ki) + Q
# t3 (Q*exp(-ki) + Q)*exp(-ki) + Q =
# = Q*exp(-2ki) + Q*exp(-ki) + Q
# t4 Q*exp(-3ki) + Q*exp(-2ki) + Q*exp(-ki) + Q
# força bruta
nomesins <- c("tempo","insulinemia")
dt_insulina <- data.frame(matrix(nrow=1,ncol=length(nomesins)))
names(dt_insulina) <- nomesins
dt_insulina$tempo <- 0
dt_insulina$insulinemia <- Q0
for (i in 1:30)
{
r <- sum(dt_insulina$insulinemia[i]*exp(-k)) + Q
dt_tmp <- data.frame(i,r)
names(dt_tmp) <- nomesins
dt_insulina <- rbind(dt_insulina,dt_tmp)
}
xmax <- max(dt_insulina$tempo)+1
ymax <- max(dt_insulina$insulinemia)*1.2
plot(dt_insulina,xlim=c(0,xmax),ylim=c(0,ymax),axes=0,
pch=21,cex=0.6,col="black",bg="black")
axis(1)
axis(2)
for (i in 2:nrow(dt_insulina))
{
v <- curve(dt_insulina$insulinemia[i]*exp(-k*x), from=0, to=1, add=TRUE, col="transparent")
v$x <- v$x+dt_insulina$tempo[i]
lines(v$x,v$y)
points(v$x[length(v$x)],v$y[length(v$y)],pch=21,cex=0.6,col="black",bg="white")
}
# formula
for (i in 1:30)
{
insulina <- Q*(exp(k)-exp(-k*(i-1)))/(exp(k)-1)
points(i,insulina,pch=21,col="deepskyblue3",bg="transparent",cex=1.2)
t <- seq(i,i+1,length.out=100)
q <- insulina*exp(-k*(t-i))
lines(t,q, col="deepskyblue3")
points(t[length(t)],q[length(q)],pch=21,col="deepskyblue3",bg="transparent",cex=1.2)
}
# titulo
title <- latex2exp::TeX(sprintf(r'(Crescimento com perda periódica: $Q=%f, k=%f$)',Q,k))
title(main=title)
# assíntotas
# superior
ul <- Q/(1-exp(-k))
abline(h=ul,col="deepskyblue3",lty=2,lwd=0.8)
eqtxt <- latex2exp::TeX(sprintf(r'($\frac{Q}{1-e^{-k}}=%f$)',round(ul,2)))
text(2,ul,eqtxt,pos=3,cex=0.6,col="deepskyblue3")
# inferior
b <- 1 # seq(0,1,length.out=100)
ll <- Q*((exp(-k*b))/(1-exp(-k)))
abline(h=ll,col="deepskyblue3",lty=2,lwd=0.8)
eqtxt <- latex2exp::TeX(sprintf(r'($Q\frac{e^{-kb}}{1-e^{-k}}=%f$)',round(ll,2)))
text(2,ll,eqtxt,pos=1,cex=0.6,col="deepskyblue3")Em preto está o que obtivemos sem fórmula, apenas colocando os valores Q periodicamente e fazendo o decaimento a cada intervalo. Em azul está o previsto pelas equações acima. Coincidem: tudo parece certo.
Batschelet, E (1979) Introduction to mathematics for life scientists. 3rd ed. NY: Springer.
Batschelet, E (1978) Introdução à matemática para biocientistas. Tradução da 2ª ed. São Paulo: EDUSP e Rio de Janeiro: Interciência.
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Siqueira, JO (2011) Fundamentos para cálculo: usando WolframAlpha. São Paulo: Saraiva. Soluções dos exercícios em https://www.researchgate.net/publication/326533655_Fundamentos_para_Calculo_-_Solucoes
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