Consultoria - Projetos Integradores

Banco de Dados Worlds of Journalism Study (WJS)

protct

Nos últimos cinco anos, você tomou alguma das seguintes medidas para se proteger?

O gráfico apresenta as principais medidas de proteção adotadas por jornalistas nos últimos cinco anos. Observa-se que a modificação de rotina, especialmente associada à prevenção da COVID-19, foi a estratégia mais frequente, com 470 respondentes, seguida pela autocensura, reportada por 326 profissionais. Em seguida, destacam-se alterações nos hábitos pessoais (255) e a ocultação da identificação profissional (221), assim como a adoção de capacitação ou equipamentos de segurança (221).

Medidas relacionadas à redução de exposição direta, como limitação do tempo em áreas perigosas (175), uso de pseudônimo (166) e recusa de pautas (152), também apresentam frequência relevante. Por outro lado, estratégias mais estruturais ou institucionais, como mudança de organização jornalística (129), criação de redes de contato (113) e troca de função (105), aparecem com menor incidência.

As medidas menos adotadas incluem mudanças geográficas, publicação em meios internacionais e proteção legal ou governamental, todas com menos de 100 respondentes, indicando baixa utilização de mecanismos formais de proteção. De forma geral, os resultados evidenciam uma predominância de estratégias individuais e adaptativas em detrimento de medidas institucionais ou estruturais.

stress

Nos últimos seis meses, com que frequência você sentiu estresse em razão do seu trabalho como jornalista?

O gráfico apresenta a frequência de estresse relatada por jornalistas nos últimos seis meses. Observa-se que a maior parte dos respondentes indicou sentir estresse com muita frequência, totalizando 300 indivíduos, o que configura a categoria predominante. Em seguida, destacam-se as respostas “com frequência” (144) e “algumas vezes” (115), indicando que níveis recorrentes de estresse são amplamente reportados na amostra.

Por outro lado, as categorias que indicam baixa frequência de estresse apresentam menor representatividade, com 33 respondentes relatando sentir estresse raramente e apenas 8 afirmando nunca experimentar essa condição. A opção “não quis responder” teve ocorrência residual (2). De forma geral, os resultados evidenciam uma alta prevalência de estresse entre os jornalistas, com predominância de respostas associadas a frequências elevadas, sugerindo um contexto ocupacional marcado por pressão constante.

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Considerando o seu trabalho em geral, quanta liberdade você tem para selecionar as notícias com as quais você trabalha?

O gráfico apresenta o nível de liberdade percebido pelos jornalistas para selecionar as notícias com as quais trabalham. Observa-se que as categorias intermediárias concentram a maior parte das respostas, com destaque para “alguma liberdade” (216) e “muita liberdade” (205), indicando que a maioria dos profissionais percebe possuir certo grau de autonomia no exercício da função.

Em menor proporção, aparecem os respondentes que relataram liberdade total (86), sugerindo que a autonomia plena é menos frequente. Por outro lado, níveis reduzidos de liberdade também são reportados, com 80 jornalistas indicando possuir pouca liberdade e 15 afirmando não ter nenhuma liberdade. De forma geral, os resultados evidenciam uma distribuição centrada em níveis moderados a elevados de autonomia, embora a presença de respostas nos extremos inferiores indique que a limitação editorial ainda é uma realidade para parte dos profissionais.

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E quanta liberdade você tem para decidir os aspectos da notícia que merecem/devem ser destacados?

A maior concentração de respostas está nas categorias intermediárias e elevadas, com destaque para “muita liberdade” (231) e “alguma liberdade” (195), indicando que a maioria dos profissionais percebe ter autonomia relevante na definição do enfoque das matérias.

A categoria “liberdade total” aparece com menor frequência (97), sugerindo que a autonomia plena não é predominante. Por outro lado, níveis reduzidos de liberdade também são reportados, com 68 respondentes indicando pouca liberdade e 11 afirmando não possuir nenhuma liberdade.6 De forma geral, os resultados evidenciam uma percepção de autonomia predominantemente moderada a alta na definição dos aspectos das notícias, embora ainda exista uma parcela de profissionais que enfrenta limitações nesse processo decisório

freedom

Na sua opinião, qual é o grau de liberdade das organizações jornalísticas no Brasil?

Observa-se que a distribuição das respostas está concentrada nos níveis intermediários, com destaque para a categoria “alguma liberdade”, que reúne 293 respondentes, configurando-se como a percepção predominante. Em seguida, a categoria “pouca liberdade” também apresenta elevada frequência (215), indicando que uma parcela significativa dos profissionais percebe limitações relevantes na atuação das organizações.

As categorias que indicam maior grau de liberdade apresentam menor representatividade, com 65 respondentes apontando “muita liberdade” e apenas 9 indicando “liberdade total”. Por outro lado, 16 jornalistas afirmam que não há liberdade, embora essa percepção seja minoritária na amostra.

A distribuição dos dados evidencia uma assimetria em direção aos níveis intermediários e inferiores de liberdade, com baixa concentração nas categorias mais elevadas. De forma geral, os resultados sugerem que, embora não predomine uma percepção de ausência de liberdade, a autonomia das organizações jornalísticas é majoritariamente percebida como parcial e limitada, em vez de plena.

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Indique por favor o quanto cada um dos itens a seguir influencia no seu trabalho como jornalista.

Qual a diferença entre a resposta 1 (Não Influente) e 8 (Não relevante)?

O gráfico apresenta a intensidade com que diferentes fatores influenciam o trabalho jornalístico, considerando uma escala que varia de “não influente” a “extremamente influente”. Verifica-se que os maiores níveis de influência concentram-se em elementos de natureza normativa e organizacional, com destaque para a ética jornalística, que reúne 82% das respostas nas categorias mais elevadas da escala. Na sequência, aparecem supervisores e chefias (69%) e a política editorial (68%), evidenciando o peso das estruturas institucionais na condução da atividade profissional.

Aspectos operacionais também se mostram relevantes, sobretudo o limite de tempo para execução das tarefas (deadline), com 63%, e a disponibilidade de recursos para apuração (59%), indicando que as condições práticas de trabalho exercem influência significativa sobre o desempenho jornalístico. Além disso, fatores associados ao ambiente organizacional, como proprietários da organização (52%), audiência e métricas (50%) e gestores administrativos (49%), apresentam níveis intermediários a elevados de influência.

Em contraste, fatores de caráter econômico e individual tendem a apresentar menor intensidade relativa. Expectativas de lucro (42%) e publicidade (38%) figuram entre os elementos de influência moderada, enquanto crenças e valores pessoais (37%) e autocensura (29%) ocupam posições ainda mais reduzidas. A influência dos colegas de redação (47%) situa-se em um nível intermediário no conjunto analisado.

De maneira geral, os resultados indicam que a prática jornalística é predominantemente orientada por princípios profissionais, estruturas organizacionais e condições operacionais, enquanto fatores individuais e econômicos exercem influência relativamente menos intensa.

influ2

Indique quanta influência esses outros fatores têm no seu trabalho como jornalista.

As colunas influ2_U e influ2_V não estão contidas no csv.

O gráfico apresenta o nível de influência de fatores externos sobre o trabalho jornalístico, considerando uma escala que varia de “não influente” a “extremamente influente”. Se observa que os maiores níveis de influência concentram-se em aspectos diretamente relacionados ao acesso à informação e à dinâmica profissional, com destaque para o próprio acesso à informação (69%), a relação com fontes (52%) e o retorno da audiência (49%), indicando que elementos ligados à obtenção, validação e recepção da informação são centrais na prática jornalística.

Também se destacam fatores institucionais e regulatórios, como leis e regulação da mídia (43%) e organizações concorrentes (36%), que exercem influência relevante, embora em menor intensidade. De forma semelhante, atores sociais e políticos — como agentes de governos (29%), políticos (27%) e censura governamental (27%) — apresentam níveis intermediários de influência, sugerindo que o ambiente político-institucional impacta a atividade jornalística, ainda que não de maneira predominante.

Por outro lado, observa-se que fatores associados a contextos extremos ou de risco, como grupos terroristas (5%), grupos paramilitares ou milícias (7%) e crime organizado (8%), apresentam baixa influência percebida na amostra. Da mesma forma, forças armadas (9%) e grupos religiosos (13%) também figuram entre os elementos menos influentes.

De modo geral, os resultados indicam que o trabalho jornalístico é mais fortemente influenciado por fatores relacionados à produção e circulação da informação, bem como por interações profissionais diretas, enquanto influências associadas a contextos de conflito ou atores extremos tendem a ser menos relevantes na percepção dos respondentes.

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As afirmações a seguir expressam ideias de como os jornalistas sabem o que sabem.

O gráfico apresenta o grau de concordância dos jornalistas com afirmações relacionadas à forma como o conhecimento é construído na prática jornalística. Observa-se um forte consenso em torno da ideia de que a interpretação é imprescindível, com 90% dos respondentes posicionando-se nas categorias de concordância, o que indica ampla adesão a uma perspectiva interpretativa da atividade jornalística.

De maneira semelhante, a afirmação de que é possível relatar a realidade objetiva também apresenta elevado nível de concordância (69%), sugerindo que, apesar do reconhecimento do papel da interpretação, ainda há valorização da objetividade como princípio orientador.

Por outro lado, percepções mais relativistas ou subjetivas aparecem com menor intensidade. A ideia de que a verdade é moldada pelo poder apresenta 38% de concordância, enquanto a impossibilidade de afastar crenças pessoais atinge 45%, indicando posições mais divididas entre os respondentes.

Já a afirmação de que os fatos podem ser classificados de forma estritamente dicotômica, como verdadeiros ou falsos, sem meio-termo, apresenta menor adesão (37%), além de elevada proporção de discordância, evidenciando resistência a visões simplificadoras da realidade.

De modo geral, os resultados apontam para uma concepção híbrida do conhecimento jornalístico, que combina o reconhecimento do papel ativo da interpretação com a manutenção de valores tradicionais, como a busca pela objetividade, ao mesmo tempo em que rejeita, em maior medida, perspectivas excessivamente relativistas ou reducionistas. ## epist2

Usando a mesma escala, diga por favor o quanto concorda com os seguintes princípios.

O gráfico apresenta o nível de concordância dos jornalistas em relação a diferentes princípios que orientam a atuação profissional. Observa-se elevada adesão a princípios associados à verificação e responsabilidade informacional, com destaque para a necessidade de alertar sobre fontes não confiáveis, que alcança 82% de concordância, configurando-se como o princípio mais amplamente aceito entre os respondentes.

Também se destacam a ideia de que os fatos devem falar por si (65%) e a valorização da transparência nos pontos de vista (50%), indicando a importância atribuída à clareza, à evidência factual e à honestidade na comunicação jornalística.

Em contrapartida, princípios baseados em abordagens mais subjetivas apresentam menor aceitação. A confiança no instinto para determinar a veracidade das informações registra apenas 24% de concordância, enquanto a ideia de conhecer intuitivamente a história final apresenta nível ainda mais reduzido (15%), evidenciando resistência a práticas fundamentadas em intuição.

Da mesma forma, a noção de que o jornalista deve necessariamente fazer parte da comunidade que descreve apresenta concordância moderada (26%), sugerindo que essa perspectiva não é amplamente consensual.

De modo geral, os resultados indicam uma orientação profissional fortemente ancorada em critérios de verificação, transparência e evidência empírica, em detrimento de abordagens intuitivas ou subjetivas na construção da notícia.

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Você geralmente trabalha ou supervisiona uma editoria ou área específica (como política, economia ou esporte) ou trabalha / supervisiona várias editorias ou áreas?

O gráfico apresenta a distribuição dos jornalistas quanto ao tipo de atuação editorial, distinguindo entre aqueles que trabalham ou supervisionam uma área específica e aqueles que atuam em múltiplas editorias. Observa-se que a maioria dos respondentes está vinculada a várias editorias ou áreas, totalizando 409 jornalistas (67,9%), o que indica predominância de atuação mais ampla e diversificada.

Por outro lado, 193 profissionais (32,1%) relatam trabalhar em uma editoria ou área específica, representando uma parcela menor da amostra.

De modo geral, os resultados evidenciam uma tendência à multifuncionalidade no exercício do jornalismo, com maior concentração de profissionais envolvidos em múltiplas áreas em comparação à especialização editorial.

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Em que editoria ou área você geralmente trabalha ou supervisiona?

O gráfico apresenta a distribuição das principais editorias ou áreas de atuação dos jornalistas, considerando as 15 categorias mais frequentes. Observa-se forte concentração nas primeiras posições do ranking, com destaque para a editoria de Política, que reúne 53 jornalistas (29,8%), configurando-se como a área mais representativa. Em seguida, aparecem Business (30; 16,9%) e Sports (20; 11,2%), que, juntamente com Cultura (18; 10,1%), concentram parcela expressiva dos respondentes.

As demais editorias apresentam participação mais reduzida, com destaque para Polícia/Segurança Pública (11; 6,2%) e Environment (9; 5,1%), enquanto áreas como Health, Education e Agrobusiness/Agricultura registram valores semelhantes (6; 3,4% cada).

As categorias com menor frequência — como Science & Technology (5; 2,8%), Judiciário/Justiça (4; 2,2%) e Fact-checking (4; 2,2%), além de áreas mais residuais como Geral, Diversidade e Gênero e City and daily life (2; 1,1% cada) — indicam baixa concentração nessas especializações.

De modo geral, os resultados evidenciam uma distribuição desigual das áreas de atuação, com predominância de editorias mais tradicionais e de maior visibilidade, como política e economia, em detrimento de áreas mais específicas ou emergentes.

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Quantas horas semanais você trabalha, em média, como jornalista?

Carga Horária Semanal
Categoria N Percentual
Até 30h 161 26.9
31h a 40h 253 42.2
41h a 50h 145 24.2
Acima de 50h 40 6.7

O gráfico apresenta a distribuição da carga horária semanal de trabalho dos jornalistas, evidenciando concentração em torno da jornada padrão. Observa-se que a média de horas trabalhadas é de 38,5 horas semanais, indicando proximidade com a carga horária convencional de 40 horas. A distribuição mostra maior densidade de respondentes entre aproximadamente 30 e 45 horas semanais, embora haja dispersão para valores superiores, com alguns casos ultrapassando 60 horas.

A análise por categorias reforça esse padrão. A maior parte dos jornalistas (42,2%) trabalha entre 31 e 40 horas semanais, configurando-se como a faixa predominante. Em seguida, 26,9% dos respondentes relatam jornadas de até 30 horas, enquanto 24,2% trabalham entre 41 e 50 horas semanais, indicando uma parcela relevante com carga horária acima do padrão convencional.

Por fim, 6,7% dos jornalistas apresentam jornadas superiores a 50 horas semanais, caracterizando um grupo com carga de trabalho mais intensa.

De modo geral, os resultados evidenciam concentração em jornadas próximas ao padrão formal, mas com presença significativa de profissionais submetidos a cargas horárias elevadas, sugerindo variação considerável nas condições de trabalho.

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Quantas dessas horas você trabalha, em média, de casa?

Carga Horária de Trabalho Remoto
Perfil Quantidade Percentual
Entre 1h e 19h 257 42.8
0h 157 26.2
Entre 20h e 39h 119 19.8
Acima de 40h 67 11.2

O gráfico apresenta a distribuição das horas semanais trabalhadas em regime de home office pelos jornalistas, evidenciando elevada variabilidade na adoção do trabalho remoto. Observa-se que a média de horas trabalhadas em casa é de 13,6 horas semanais, indicando que, embora presente, o home office não constitui a principal forma de trabalho para a maioria dos respondentes.

A análise por categorias revela que a maior parcela dos jornalistas (42,8%) trabalha entre 1 e 19 horas semanais em casa, configurando o padrão predominante de adoção parcial do trabalho remoto. Além disso, 26,2% dos profissionais não realizam nenhuma atividade em home office, evidenciando que uma parcela relevante ainda atua exclusivamente de forma presencial.

Por outro lado, 19,8% dos respondentes trabalham entre 20 e 39 horas semanais em casa, enquanto 11,2% apresentam jornadas superiores a 40 horas semanais em regime remoto, caracterizando um grupo com forte inserção no modelo de trabalho à distância.

De modo geral, os resultados indicam um cenário heterogêneo, no qual predomina a adoção parcial do home office, coexistindo com perfis tanto predominantemente presenciais quanto altamente remotos.

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Um jornalista pode produzir conteúdo para várias plataformas, tais como impresso, TV, rádio, portais de notícias etc. Quando você produz ou edita conteúdo jornalístico, ou supervisiona a produção, sabe com antecedência em quais plataformas será publicado?

O gráfico apresenta o grau de conhecimento prévio dos jornalistas sobre as plataformas em que seus conteúdos serão publicados. Observa-se que a ampla maioria dos respondentes afirma ter esse conhecimento antecipadamente, totalizando 536 jornalistas (89,0%), o que indica alto nível de previsibilidade no processo de publicação.

Em contrapartida, 66 profissionais (11,0%) relatam não saber previamente em quais plataformas seu conteúdo será veiculado, representando uma parcela minoritária da amostra.

De modo geral, os resultados evidenciam que o trabalho jornalístico é predominantemente realizado com definição prévia das plataformas de publicação, sugerindo organização e planejamento na distribuição dos conteúdos.