suppressMessages(library(knitr, warn.conflicts=FALSE))
suppressMessages(library(stringr, warn.conflicts=FALSE))
suppressMessages(library(DescTools, warn.conflicts=FALSE))
suppressMessages(library(units, warn.conflicts=FALSE))|
|
\(~~~\) | Algébrica |
|
|
\(~~~\) | WolframAlpha |
|
|
\(~~~\) | R |
|
|
\(~~~\) | R com força bruta |
|
|
\(~~~\) | Scilab |
|
|
\(~~~\) | ref. APEx |
(ref. APEx
14756)
A superfície terrestre é constituída por água (71%) e terra (land) (29%). Dois quintos da terra (land) são desertos ou cobertos de gelo, e um terço é pasto, floresta ou montanha; o resto é cultivado. Que porcentagem da superfície total da Terra (Earth) é cultivada?
Novo mapa de terras cultivadas do mundo apoia a segurança alimentar e da água: GAAF
Áreas cultivadas no Brasil e no Mundo: Evaristo de Miranda, 2018
NASA confirma dados da Embrapa sobre área plantada no Brasil: Embrapa, 2017
Solução:
[1] 0.07733333
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
agua <- 0.71
terra <- 0.29
part.terra.deserto <- 2/5
part.terra.pasto <- 1/3
part.terra.cultivado <- (1-part.terra.deserto-part.terra.pasto)
cat("Parte da terra (land) que é cultivada: ",
part.terra.cultivado,"\n",sep="")
part.global.cultivado <- part.terra.cultivado*terra
cat("Superfície da Terra (Earth) que é cultivada: ",
part.global.cultivado,"\n",sep="")
nomes.areas <- c("agua","deserto","pasto","cultivo")
areas <- c(0.71,
0.29*part.terra.deserto,
0.29*part.terra.pasto,
part.global.cultivado)
# http://www.stat.columbia.edu/~tzheng/files/Rcolor.pdf
cores.areas <- c("lightblue", "chocolate", "darkseagreen4", "chartreuse4")
pie(areas,
main="Distribuição das áreas globais",
labels=nomes.areas, col=cores.areas)Parte da terra (land) que é cultivada: 0.2666667
Superfície da Terra (Earth) que é cultivada: 0.07733333
(ref. APEx
14758)
O México tinha uma população de 58.4 milhões de pessoas em 1974. A cada mês a população aumentava em 175.000. Calcule o aumento percentual anual.
Solução:
[1] 0.0359589
invisible(Sys.setlocale("LC_CTYPE", "pt_BR.UTF-8"))
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
inicial <- 58.4e6
aumentomes <- 175000
# crescimento em um ano
populacao <- inicial
pops <- c(inicial)
cat("\nInicial: \t",populacao," pessoas",sep="")
for (t in 1:12)
{
populacao <- populacao + aumentomes
pops <- c(pops,populacao)
cat("\nApós ",t," meses \t",populacao,sep="")
}
cat("\n")
aumentoporcento <- (populacao-inicial)/inicial*100
cat("\nCrescimento anual ",round(aumentoporcento,2)," %",sep="")
plot(0:12,pops,type="p",
main="População do México",
xlab="meses",ylab="população")
Inicial: 58400000 pessoas
Após 1 meses 58575000
Após 2 meses 58750000
Após 3 meses 58925000
Após 4 meses 59100000
Após 5 meses 59275000
Após 6 meses 59450000
Após 7 meses 59625000
Após 8 meses 59800000
Após 9 meses 59975000
Após 10 meses 60150000
Após 11 meses 60325000
Após 12 meses 60500000
Crescimento anual 3.6 %
(ref. APEx
14757)
Em um determinado método de rastreamento, o isótopo de potássio 42K é usado. Ele perde 5.4% de sua intensidade a cada hora. Que porcentagem ele perde em três horas?
Solução:
[1] 15.34095
[1] 15.34095
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
inicial <- 1
perdahora <- 0.054
# decaimento
Krestante <- inicial
Ks <- c(inicial)
t <- 0
while (Krestante>0.01)
{
Krestante <- Krestante - perdahora*Krestante
t <- t+1
Ks <- c(Ks,Krestante)
if(t <= 10)
{
cat("\nApós ",t," horas resta ",round(Krestante*100,2),"%",
" do total (perdeu-se ",round((1-Krestante)*100,2),"%)",
sep="")
}
if(t==11)
{
cat("\netc.")
}
}
cat("\n")
tempo <- 0:(length(Ks)-1)
plot(tempo,Ks,type="l", xlab="horas",ylab="⁴²K")
points(tempo,Ks,pch=21,col="black",bg="white")
x <- tempo[which(tempo==3)]
y <- Ks[which(tempo==3)]
points(x,y,pch=21,col="black",bg="black")
Após 1 horas resta 94.6% do total (perdeu-se 5.4%)
Após 2 horas resta 89.49% do total (perdeu-se 10.51%)
Após 3 horas resta 84.66% do total (perdeu-se 15.34%)
Após 4 horas resta 80.09% do total (perdeu-se 19.91%)
Após 5 horas resta 75.76% do total (perdeu-se 24.24%)
Após 6 horas resta 71.67% do total (perdeu-se 28.33%)
Após 7 horas resta 67.8% do total (perdeu-se 32.2%)
Após 8 horas resta 64.14% do total (perdeu-se 35.86%)
Após 9 horas resta 60.68% do total (perdeu-se 39.32%)
Após 10 horas resta 57.4% do total (perdeu-se 42.6%)
etc.
(ref. APEx
14759)
Em uma amostra da população adulta, os geneticistas encontraram 219 pessoas com diabetes mellitus, 380 pessoas com uma forma leve de diabetes e 3.050 pessoas sem indicação de diabetes. Encontre as proporções de cada grupo.
Solução:
[1] 0.06001644
[1] 0.1041381
[1] 0.8358454
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
diabete <- 219
prediabete <- 380
naodiabete <- 3050
dados <- matrix(data=c(diabete,prediabete,naodiabete), nrow=3, ncol=1)
rownames(dados) <- c("diabete","pré-diabete","não diabete")
dados <- cbind(dados,dados[,1]/sum(dados[,1]))
colnames(dados) <- c("pessoas","proporção")
pie(dados[,2],
main="Proporção de diabete\n(população adulta)",
labels=paste0(rownames(dados),": ",round(dados[,2],3)))(ref. APEx
14760)
Em um concurso, 22% dos competidores ganharam um prêmio. Dos vencedores 3% receberam uma distinção especial. Calcule a porcentagem do último grupo em relação ao número total de competidores.
Solução:
[1] 0.66
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
totalconcorrentes <- 1
premiados <- 0.22
# distincao dos premiados
distincao.premiados <- 0.03 # de premiados
# em relacao ao total
distincao.do.total <- distincao.premiados*premiados
cat("\nDistinção especial concedida a ",
round(distincao.do.total*100,5),"%",
" do total de concorrentes\n",sep="")
Distinção especial concedida a 0.66% do total de concorrentes
(ref. APEx
14761)
Devido à “revolução verde” um agricultor conseguiu aumentar a safra de trigo em 45%. Com base no novo valor, a próxima safra foi 20% menor. O resultado seria o mesmo se ele primeiro perdesse 20% e depois ganhasse 45%?
Solução:
[1] 1.16
[1] 1.16
[1] 1.16
[1] 1.16
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
cat("\n")
cat("\n1. A primeira safra foi 45% maior que a inicial, e a segunda teve redução de 20%:")
inicial <- 1
primeira <- 1+0.45
segunda <- primeira-0.20*primeira
ordem1 <- c(inicial, primeira, segunda)*100
cat("\n\tA segunda safra foi ",(segunda-inicial)*100,"% maior que a inicial.",sep="")
cat("\n")
cat("\n2. A primeira safra teve perda de 20% da inicial, e a segunda teve aumento de 45%:")
inicial <- 1
primeira <- 1-0.20
segunda <- primeira+0.45*primeira
ordem2 <- c(inicial, primeira, segunda)*100
cat("\n\tA segunda safra foi ",(segunda-inicial)*100,"% maior que a inicial.",sep="")
# trajetórias
plot(NA, xlim=c(0,3), ylim=c(0,max(c(ordem1,ordem2))),
xlab="Safra", ylab="Porcentagem em relação à inicial", axes=FALSE)
axis(1, at=1:3, labels=c("inicial", "primeira", "segunda"))
axis(2)
lines(1:3,ordem1, lty=1)
points(1:3,ordem1,pch=21,col="black",bg="black")
lines(1:3,ordem2, lty=2)
points(1:3,ordem2,pch=21,col="black",bg="white")
legend("bottomleft",
c("+45% e -20%","-20% e +45%"),
lty=c(1,2),
pch=c(21,21),
col=c("black","black"),
pt.bg=c("black","white"),
box.lwd=0,
bg="transparent",border="transparent", bty="n")
cat("\n")
1. A primeira safra foi 45% maior que a inicial, e a segunda teve redução de 20%:
A segunda safra foi 16% maior que a inicial.
2. A primeira safra teve perda de 20% da inicial, e a segunda teve aumento de 45%:
A segunda safra foi 16% maior que a inicial.
(ref. APEx
14811)
A erupção do ano de 1967/68 do vulcão Halemaumau no Havaí produziu \(84\text{x}10^6 m^3\) de lava em 8.2 meses. Qual é a produção mensal média?
Solução:
[1] 10243902
Durante os 8 meses de erupção, cerca de 10 milhões de metros cúbicos foram ejetados do vulcão a cada mês.
(ref. APEx
14788)
Em nossa civilização, cada pessoa precisa de 60 m2 para moradia, 40 m2 para seu trabalho, 50 m2 para prédios públicos e instalações esportivas, 90 m2 para tráfego e 4.000 m2 para produção de alimentos na média. Algumas nações são superpovoadas. Tome por exemplo Suíça com seus 6.4 milhões de habitantes. A área arável e habitável totaliza 11.000 km2. Para quantas pessoas a Suíça poderia fornecer espaço adequado?
Solução:
hab <- 60+40+50+90
ara <- 4000
suporte <- 11000000000/(hab+ara)
cat("\nA Suíça deveria comportar, no máximo,\n",
suporte, " habitantes em seu território.",sep="")
A Suíça deveria comportar, no máximo,
2594340 habitantes em seu território.
(ref. APEx
14789)
As células no tecido vivo são notavelmente uniformes em tamanho. O comprimento de uma célula típica é de cerca de 3 \(\mu\)m (micrômetro). Calcule o volume (em \(\mu\)m3) assumindo que a forma é esférica.
Solução:
Consulte a Web para encontrar a fórmula do volume de uma esfera. Por exemplo, na Wikipedia encontrará \(V = \dfrac{4}{3} \pi r^3\).
r <- 3/2
v <- (4/3)*pi*r^3
cat("O volume de uma célula esférica com raio ",r," é ",v,
" micrômetros cúbicos.", sep="")O volume de uma célula esférica com raio 1.5 é 14.13717 micrômetros cúbicos.
Note que, em R, pi não é uma variável: é uma constante
pronta para uso na linguagem.
[1] 3.141593
(ref. APEx
14790)
Um milhão de litros de água fresca misturados com um litro de óleo mineral é intragável. Que quantidade de óleo mineral infiltrado seria suficiente para destruir os 1.5 x 1010 litros de água subterrânea que servem de abastecimento de água a uma cidade com 100000 habitantes durante um ano?
Solução:
cat("Para comprometer 1.5e10 litros de água fresca\n",
"são necessários ",1.5e10/1e6,
" litros de óleo mineiral.", sep="")Para comprometer 1.5e10 litros de água fresca
são necessários 15000 litros de óleo mineiral.
Note que as quebras de linha dependem de \n, e não de
como você digita o código em R.
(ref. APEx
14791)
Quando os cereais são semeados, 5 kg de herbicidas são distribuídos por hectare para suprimir o crescimento de ervas daninhas. Quantas toneladas métricas de herbicida seriam necessárias para cobrir uma área tão grande quanto o estado de Iowa (146 x 103 km2). (Observe que 1 ha = 10.000 m2.)
Solução:
Cuidado com as unidades de medida.
Como a quantidade de herbicida é medida por hectare, converte-se a área de Iowa de quilômetros quadrados para hectares.
Como \(1e4~\dfrac{m^2}{ha} = \dfrac{1e4}{1e6}~\dfrac{km^2}{ha} = 1e-2~\dfrac{km^2}{ha}\),
\(~~~~\text{Área de Iowa} = \dfrac{146e3}{1e-2}~\dfrac{km^2}{\frac{km^2}{ha}} = 146e5~ha = 1.46e7~ha\)
Consome-se \(5~kg/ha\) de herbicida. Portanto, aA quantidade de herbicida necessária é dada por:
\(5~\dfrac{kg}{ha} \cdot 1.46e7~ha = 7.3e7~kg = 73000000\)
Que, em toneladas métricas, é
\(\dfrac{7.30e7}{1e3}~t=7.3e4~t=73000~t\)
Portanto, são necessários 73000000 kg (73 mil toneladas métricas) de herbicida para cobrir a área de Iowa.
Em um único passo: 5 kg vezes a área de Iowa convertida de \(km^2\) para hectare por 1e6/1e4 (1e6 é
\(m^2\) para \(km^2\) e 1e4 por conta de 10000 \(m^2\) correspondendo a 1 hectare),
dividindo por 1000 para converter de quilograma para toneladas:
[1] 73000
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
# Quando os cereais são semeados, 5 kg de herbicidas são distribuídos
# por hectare para suprimir o crescimento de ervas daninhas.
# Quantas toneladas métricas de herbicida seriam necessárias para cobrir
# uma área tão grande quanto o estado de Iowa (146 x 10<sup>3</sup> km<sup>2</sup>).
# (Observe que 1 ha = 10.000 m<sup>2</sup>.)
# Iowa de m2 para ha
# area(km2) ... area(ha)
# 1e4(m2) ... 1e-2(km2)... 1(ha)
area <- 146e3/1e-2 # km2 -> ha
cat("\nÁrea de Iowa = ",area," ha", sep="")
# Herbicida
# 1ha ... 5 kg
# area ... herbicida (incognita)
herbicida <- 5*area # kg
cat("\nHerbicida = ",herbicida," kg", sep="")
cat("\nHerbicida = ",herbicida/1e3," ton", sep="")
Área de Iowa = 14600000 ha
Herbicida = 7.3e+07 kg
Herbicida = 73000 ton
(ref. APEx
14792)
Medições ao longo de 1970 mostraram que as partículas suspensas no ar de Chicago têm uma massa média de 0.45 x 10-6 \(\mu\)g (\(\mu\)g = micrograma). A densidade média dessas partículas foi de 86 \(\mu\)g/m3. Se todas as partículas fossem do mesmo tamanho, quantas delas estariam em um metro cúbico de ar?
Solução:
[1] 191111111
(ref. APEx
14886)
Esporos de samambaias de cabra na atmosfera e são distribuídos por toda a terra pelos ventos. Eles retornam à terra apenas pela chuva. Que massa tem um esporo esférico de diâmetro 30 \(\mu\)m, se a densidade for assumida como 1.0 g cm-3?
Volume da esfera = \(\dfrac{4}{3} \pi r^3\)
Solução:
A resposta é direta, com o devido cuidado a tomar ao converter unidades de medida, especialmente quando há medidas quadradas ou cúbicas, para não errar nas casas decimais.
Dados:
Resposta:
massa do esporo = 1.41372e-8 g
Existe o pacote units que incorpora as unidades de
medida nos valores e facilita lidar com unidades de medida diversas.
Este é um exemplo:
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
# cria o raio em micrometro
r <- 30/2
r <- units::set_units(r, micrometer)
cat("\nRaio de um esporo: ")
print(r)
vol_esporo <- (4/3)*pi*r^3
cat("\nVolume de um esporo: ")
print(vol_esporo)
# outra forma de criar e incorporar unidade simultaneamente
cat("\nDensidade de um esporo: ")
print(densidade_esporo <- 1 * units::make_units(gram/centimeter^3))
cat("\nMassa de um esporo: ")
print(vol_esporo*densidade_esporo)
Raio de um esporo: 15 [micrometer]
Volume de um esporo: 14137.17 [micrometer^3]
Densidade de um esporo: 1 [g/centimeter^3]
Massa de um esporo: 1.413717e-08 [g]
Note que na última multiplicação, o volume está em \(\mu\)m3 e a densidade em g/cm3.
(ref. APEx
14795)
O trabalho mecânico realizado quando um volume sistólico de cerca de 100 ml de sangue é bombeado através da árvore vascular contra uma pressão de cerca de 100 mm Hg é de 1.32 J. Essa energia é transformada em calor por fricção. Encontre o aumento da temperatura para o bombeamento de 1 litro de sangue (Dica: Com a energia de 4200 J, um litro de água ou sangue pode ser aquecido em 1°C.).
Solução por regra de 3:
Aumento de 1\(^\circ\)C requer 4200 J
4200 J …… 1\(^\circ\)C
13.2 J …….. \(\Delta T\)
Calcula-se:
\[ \Delta T = (13.2 \times 1) / 4200 = 0.003142857 \]
[1] 0.003142857
(ref. APEx
14780)
Suponha que o Monte Everest consista inteiramente de granito com densidade uniforme de 165 lb/ft3. A resistência ao esmagamento (limiar de pressão) do granito é 4 × 10^6 lb/ft2. O Monte Everest é modelado por um cone de diâmetro e altura iguais a 6 mi. A massa é igual o produto da densidade pelo volume. A pressão é igual à massa dividida pela área da base. De acordo com este modelo, o granito é suficiente para suportar a pressão exercida pelo Monte Everest? Qual é esta pressão?
# usando o pacote units:
h <- 8848.86 * units::make_units(m)
cat("Altura do Everest: "); print(h)
h <- units::set_units(h, mi)
cat("... convertida para: "); print(h)Altura do Everest: 8848.86 [m]
... convertida para: 5.498427 [mi]
Solução:
h = 6 mi
r = 6/2 mi
Volume = (1/3) × π × r2 × h = 57 mi3 = 8.6 × 1012 ft3
Massa = 165 lb/ft3 × 8.6 x 1012 ft3 = 1.4 × 1015 lb
Área = π × r2 = 28 mi2 = 8 × 108 ft2
Pressão = massa/área da base = 1.4 × 1015 lb/ 8 × 108 ft2 = 1.8 × 106 lb/ft2.
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
# Volume do Everest com diâmetro = altura = 6 milhas
# volume de um cone (https://pt.wikipedia.org/wiki/Cone)
h <- 6
r <- h/2
v <- (1/3)*pi*(r^2)*h # milhas cúbicas
# 1 mi^3 = 147197952008.78 ft^3
v <- v*147197952008.78 # pés cúbicos
cat("\nVolume do Everest = ",sprintf("%.2e",v)," ft³",sep="")
# área da base do Everest
# área de um círculo (https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADrculo)
a <- pi*(r^2) # milhas quadradas
# conversão em pés # 27878400 ft²
a <- a * 27878400
cat("\nÁrea da base do Everest = ",sprintf("%.2e",a)," ft²",sep="")
# massa = densidade*volume
d <- 165 # libras / pé cúbico
m <- d * v # libras
cat("\nMassa do Everest = ",sprintf("%.2e",m)," lb",sep="")
# pressão exercida = massa / área
pressao <- m / a # libras / pés quadrados
cat("\nPressão exercida pelo Everest = ",sprintf("%.2e",pressao)," libras/ft²",sep="")
# resistência ao esmagamento do granito (dado)
resistencia <- 4e6 # lb/ft^2
cat("\nLimiar de pressão do granito = ",sprintf("%.2e",resistencia)," libras/ft²",sep="")
# comparativo
if (resistencia >= pressao)
{
cat("\n\nO granito suporta a pressão exercida pelo Everest.\n",sep="")
} else
{
cat("\n\nO granito não pode suportar a pressão exercida pelo Everest.\n",sep="")
}
Volume do Everest = 8.32e+12 ft³
Área da base do Everest = 7.88e+08 ft²
Massa do Everest = 1.37e+15 lb
Pressão exercida pelo Everest = 1.74e+06 libras/ft²
Limiar de pressão do granito = 4.00e+06 libras/ft²
O granito suporta a pressão exercida pelo Everest.
A pressão exercida pelo Monte Everest (1.74 × 106 lb/ft2) é menor do que a resistência ao esmagamento do granito (4 × 106 lb/ft2) e, portanto, o granito é capaz de suportar esta pressão.
units que evita que tenhamos que pensar nas conversões
destas unidades de medida: qPP.p645_14780b.R
invisible(Sys.setlocale("LC_CTYPE", "pt_BR.UTF-8"))
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
cat("\n")
# massa = densidade*volume
d <- units::set_units(165, lb/ft^3)
cat("Densidade do Everest = ")
print(d)
resistencia <- units::set_units(4e6, lb/ft^2)
cat("Limiar de pressão do granito = ")
print(resistencia)
# Volume do Everest com diâmetro = altura = 6 milhas
# volume de um cone (https://pt.wikipedia.org/wiki/Cone)
h <- units::set_units(6, mi)
r <- h/2
v <- (1/3)*pi*(r^2)*h # milhas cúbicas
cat("Volume do Everest = ")
print(v)
# área da base do Everest
# área de um círculo (https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADrculo)
a <- pi*(r^2) # milhas quadradas
cat("Área da base do Everest = ")
print(a)
m <- d * v # libras
cat("Massa do Everest = ")
print(m)
# pressão exercida = massa / área
pressao <- m / a # libras / pés quadrados
cat("Pressão exercida pelo Everest = ")
print(pressao)
# comparativo
if (resistencia >= pressao)
{
cat("\nO granito suporta a pressão exercida pelo Everest.\n",sep="")
cat("\nA resistência do granito é ",resistencia/pressao,
" vezes maior que a pressão exercida.")
} else
{
cat("\n\nO granito não pode suportar a pressão exercida pelo Everest.\n",sep="")
}
Densidade do Everest = 165 [lb/ft^3]
Limiar de pressão do granito = 4e+06 [lb/ft^2]
Volume do Everest = 56.54867 [mi^3]
Área da base do Everest = 28.27433 [mi^2]
Massa do Everest = 1.373435e+15 [lb]
Pressão exercida pelo Everest = 4.857532e+13 [lb/mi^2]
O granito suporta a pressão exercida pelo Everest.
A resistência do granito é 2.295684 vezes maior que a pressão exercida.
(ref. APEx
14783)
A erva de um prado cresce em todo ele com rapidez e espessura constantes. Sabe-se que 70 vacas comeriam a erva em 24 dias e 30 em 60 dias. Quantas vacas comeriam a erva em 96 dias?
Solução:
A cada dia a erva cresce em uma quantidade \(d\).
Cada vaca ingere, diariamente,
\(c\).
Quando 70 vacas estão no
prado, a erva acaba em 24 dias.
Portanto, a cada dia, \(\dfrac{1}{24}\) do prado é consumido:
\[d-70c=\dfrac{1}{24}\]
Da mesma forma, quando 30 vacas estão no prado:
\[d-30c=\dfrac{1}{60}\]
Queremos saber quantas vacas (\(v\)) consomem o prado em 96 dias: \[d-vc=\dfrac{1}{96} \Rightarrow v=\dfrac{d-\dfrac{1}{96}}{c}\] Das primeiras duas equações, encontramos os valores de \(d\) e \(c\):
\[\left\{\begin{matrix} d-70c=\dfrac{1}{24}~~~~(1)\\ d-30c=\dfrac{1}{60}~~~~(2) \end{matrix}\right.\]
De \((2)\): \[c=\dfrac{d-\dfrac{1}{60}}{30}~~~~(3)\] Substituindo em \((1)\): \[d = \dfrac{1}{24}+70c = \dfrac{1}{24}+70\dfrac{d-\dfrac{1}{60}}{30} = -\dfrac{1}{480}\] Voltando a \((3)\) \[c=\dfrac{d-\dfrac{1}{60}}{30}=\dfrac{-\dfrac{1}{480}-\dfrac{1}{60}}{30}=-\dfrac{1}{1600}\] Com os valores de \(c\) e \(d\) localizados, obtém-se: \[v=\dfrac{d-\dfrac{1}{96}}{c} = \dfrac{-\dfrac{1}{480}-\dfrac{1}{96}}{-\dfrac{1}{1600}} = 20\]
Resposta:
20 vacas consumem o pasto em 96 dias.
Com as mesmas três equações elaboradas, é só transferi-las na notação adequada:
d-70c=1/24 and d-30c=1/60 and d-vc=1/96
Para aqueles familiarizados, o WolframAlpha também aceita expressões matemáticas em \(\LaTeX\):
d-70c=\frac{1}{24} and d-30c=\frac{1}{60} and d-vc=\frac{1}{96}
Em R não apresentamos uma solução. Apenas um gráfico representando a solução encontrada:
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
d <- -1/480 # quanto o prado cresce e é consumido por dia
c <- -1/1600 # quanto uma vaca tira do prado em um dia
# x é o número de dias para consumir o prado completamente
# variando de 10 a 100, para vermos o comportamento da função
x <- 10:100
v <- (d - 1/x)/c
plot(x,v,
xlab="Dias para consumir todo o prado",
ylab="Quantidade de vacas necessárias",
ylim=c(0,max(v)),
type="l")
# prado consumido em 24, 60 e 90 dias
ptos <- c(24,60,96)
for (p in ptos)
{
p2 <- which(x==p) # posicao do vetor
points(x[p2],v[p2], pch=21, col="black", bg="black")
lines(c(-10,x[p2],x[p2]), c(v[p2],v[p2],-10), lty=2)
text(15,v[p2],paste0(v[p2]," vacas"))
text(x[p2],0,paste0(x[p2]," dias"))
}(ref. APEx
14799)
Cinco pessoas repartiram entre si cem medidas de trigo de tal modo que a segunda recebeu mais do que a primeira tanto quanto coube à terceira mais do que à segunda, a terceira mais que a segunda, a quarta mais do que a terceira e a quinta mais do que a quarta. Além disso, as duas primeiras receberam sete vezes menos do que as três restantes. Quanto recebeu cada uma?
Solução:
\[ \begin{align} x+(x+y)+(x+2y)+(x+3y)+(x+4y)&=100 \\ 7(x+(x+y))&=(x+2y)+(x+3y)+(x+4y) \end{align} \]
Portanto, \(x = 5/3\), \(y = 55/6\).
O trigo deve ser repartido do seguinte modo, respetivamente, \(1\frac{2}{3}\), \(10\frac{5}{6}\), \(20\), \(29\frac{1}{6}\), \(38\frac{1}{3}\).
Definindo \(q_i,~i=1,2,3,4,5\) como a quantia recebida pelas cinco pessoas.
A primeira recebe certa quantidade (ainda) desconhecida \(Q\):
\[q_1 = Q\]
A segunda recebeu mais do que a primeira tanto quanto coube à terceira mais do que à segunda, a terceira mais que a segunda, a quarta mais do que a terceira e a quinta mais do que a quarta. Este “tanto quanto” é uma outra quantidade (ainda) desconhecida, de tal forma que
\[ \begin{align} q_2 &= q_1+s = Q+s \\ q_3 &= q_2+s = Q+2s \\ q_4 &= q_3+s = Q+3s \\ q_5 &= q_4+s = Q+4s \end{align} \]
Como sabemos que, no total, repartiram 100 medidas de trigo
\[q_1+q_2+q_3+q_4+q_5=5Q + 10s=100~~~~~(1)\]
Temos uma equação com duas incógnitas. Precisamos de mais uma, o que sabemos da segunda parte do enunciado: “as duas primeiras receberam sete vezes menos do que as três restantes”:
\[ \begin{align} 7(q_1+q_2) &= q_3 + q_4 + q_5 \\ 7(Q+Q+s) &= Q+2s + Q+3s + Q+4s \\ 11Q - 2s &= 0 \\ s&=\dfrac{11}{2}Q~~~~(2) \\ \end{align} \]
Substituindo (2) em (1):
\[ \begin{align} Q &= \dfrac{5}{3} \\ s &= \dfrac{55}{6} \end{align} \]
Portanto as cinco pessoas repartiram as 100 medidas de trigo assim:
\[ \begin{align} q_1 &= Q = \dfrac{5}{3} \\ q_2 &= Q+s = \dfrac{65}{6} \\ q_3 &= Q+2s = 20 \\ q_4 &= Q+3s = \dfrac{175}{6} \\ q_5 &= Q+4s = \dfrac{115}{3} \end{align} \]
Toda a álgebra acima é resumida em um único passo:
5Q+10s=100,11Q-2s=0,q_1=Q,q_2=Q+s,q_3=Q+2s,q_4=Q+3s,q_5=Q+4s
Estas frações são ruins de ler, pouco naturais para o problema de saber quantas medidas de trigo cada pessoa recebeu. Em inglês as frações que destacam os inteiros são chamadas de números mistos ou frações mistas, literalmente traduzidas em inglês como mixed numbers ou mixed fractions. O Wolfram|Alpha entende comandos em linguagem natural. Então:
Também pode conferir suas respostas:
(1+2/3)+(10+5/6)+20+(29+1/6)+(38+1/3)
tem que totalizar 100
(os parênteses são desnecessários, escritos
aqui só para enfatizar o que veio de cada uma das cinco pessoas).
(1+2/3)+(10+5/6) = (20+(29+1/6)+(38+1/3))/7
tem que resultar True porque “as duas primeiras pessoas
receberam sete vezes menos do que as três restantes”.
(ref. APEx
14784)
Para 31 galinhas foi preparada uma certa reserva de comida à base de um decalitro semanal para cada uma. Isto foi feito supondo que o número de galinhas permanecia constante. Mas como em cada semana o número de aves diminuia em uma unidade, a comida preparada durou o dobro do tempo previsto.
Que quantidade de comida prepararam e para quanto tempo foi planejada?
Solução:
Método 1: Solução rápida
A reserva era de \(x\) decalitros de comida para \(y\) semanas.
\[x = 31y = 31+30+29+\cdots+(31-(2y-1))=(63-2y)y\]
Resposta:
\(x = 496\) decalitros e \(y = 16\) semanas. Portanto, a reserva foi de 496 decalitros, planejada para 16 semanas. A comida durou 32 semanas.
Método 2: Solução menos rápida
Obrigado pelo esclarecimento. Vamos refazer usando \(y\) como o número de semanas planejadas e \(x\) como a reserva total de comida (em decalitros):
Como havia 31 galinhas e o consumo planejado era de 1 decalitro por galinha por semana:
\[ \begin{align} x = 31y \end{align} \]
Como o número de galinhas diminui em 1 a cada semana, o número de galinhas em cada semana ao longo de \(2y\) semanas é:
\[ \begin{align} \text{Semana 1: } &\,31 \\ \text{Semana 2: } &\,30 \\ \text{Semana 3: } &\,29 \\ &\vdots \\ \text{Semana } 2y: &\;31 - (2y - 1) = 32 - 2y \end{align} \]
O consumo total de comida em \(2y\) semanas é:
\[ \begin{align} x &= \sum_{k=0}^{2y-1} (31 - k) \\ &= \sum_{k=1}^{2y} (32 - k) \\ &= 32 \times 2y - \sum_{k=1}^{2y} k \\ x &= 64y - \dfrac{2y(2y + 1)}{2} \end{align} \]
Igualando as expressões para \(x\):
\[ \begin{align} 31y &= 64y - \dfrac{2y(2y + 1)}{2} \\ 31y &= 64y - y(2y + 1) \\ 31y &= 64y - 2y^2 - y \\ 31y &= 63y - 2y^2 \\ 2y^2 &= 32y \\ y &= 16 \end{align} \]
Substituindo o valor de \(y\) na fórmula de \(x\):
\[ \begin{align} x = 31 \times 16 = 496 \end{align} \]
Resposta:
A reserva foi de 496 decalitros, planejada para 16 semanas. A comida durou 32 semanas.
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
o.galinhas <- 31 # número original de galinhas
# precisamos acumular a comida consumida
semanas <- 1 # começa na primeira semana
galinhas <- o.galinhas # com todas as galinhas vivas
comida <- 0 # decalitros
while(galinhas > 0)
{
# nesta semana, cada galinha viva consume 1 decalitro
comida <- comida+galinhas
# para a proxima semana, morre uma galinha
semanas <- semanas+1
galinhas <- galinhas-1
}
# a última semana (incrementada) não chegou a acontecer,
# pois teria zero galinhas: volto a decrementar o contador
semanas <- semanas-1
cat("\nAté morrer a última galinha, ",
"em ",semanas," semanas, foram consumidos os ",
comida," decalitros preparados.",sep="")
tempo <- comida/o.galinhas
cat("\nO tempo previsto para durar o alimento era de ",
comida,"/",o.galinhas,"=",tempo," semanas para ",
o.galinhas," galinhas vivas.",sep="")
Até morrer a última galinha, em 31 semanas, foram consumidos os 496 decalitros preparados.
O tempo previsto para durar o alimento era de 496/31=16 semanas para 31 galinhas vivas.
(ref. APEx
14812)
Quanto tempo uma pessoa despende para contar inteiros de (i) 1 até 1 milhão e (ii) de 1 a 1 bilhão? Considere que cada número demora 1 segundo para ser pronunciado.
Resposta:
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
tempo.milhao <- 1e6
tempo.bilhao <- 1e9
tempos <- c("seconds","minutes","hours","days","months","years")
divisoes <- c(1,60,60*60,60*60*24,(60*60*24)*(365/12),(60*60*24)*365)
cat("\nSão contados os números até 1 milhão em:")
for (t in 1:length(tempos))
{
cat("\n\t", tempo.milhao/divisoes[t], tempos[t])
}
cat("\nSão contados os números até 1 bilhão em:")
for (t in 1:length(tempos))
{
cat("\n\t", tempo.bilhao/divisoes[t], tempos[t])
}
São contados os números até 1 milhão em:
1e+06 seconds
16666.67 minutes
277.7778 hours
11.57407 days
0.3805175 months
0.03170979 years
São contados os números até 1 bilhão em:
1e+09 seconds
16666667 minutes
277777.8 hours
11574.07 days
380.5175 months
31.70979 years
Alternativamente (e mais simples), usando o pacote
units:
invisible(Sys.setlocale("LC_ALL","pt_BR.UTF-8"))
tempo.milhao <- units::set_units(1e6, s) # 1 milhao de segundos
tempo.bilhao <- units::set_units(1e9, s) # 1 bilhao de segundos
tempos <- c("s","min","h","d","month","year")
cat("\nSão contados os números até 1 milhão em:\n")
for (t in tempos)
{
print(units::set_units(tempo.milhao, t, mode="standard"))
}
cat("\nSão contados os números até 1 bilhão em:")
for (t in tempos)
{
print(units::set_units(tempo.bilhao, t, mode="standard"))
}
São contados os números até 1 milhão em:
1e+06 [s]
16666.67 [min]
277.7778 [h]
11.57407 [d]
0.3802652 [month]
0.03168876 [year]
São contados os números até 1 bilhão em:1e+09 [s]
16666667 [min]
277777.8 [h]
11574.07 [d]
380.2652 [month]
31.68876 [year]
(ref. APEx
14804)
Na cidade de Itapipoca, alguns animais são realmente estranhos. 10% dos cães pensam que são gatos e 10% dos gatos pensam que são cães. Todos os outros cães e gatos são perfeitamente normais. Certo dia todos os cães e gatos de Itapipoca foram testados por um psicólogo, verificando-se então que 20% deles pensam que são gatos. Que porcentagem de animais são gatos?
Resposta:
12.5% da população é constituída por gatos.
Solução:
\[ \begin{align} P_t &\ldots \text{população total}\\ P_g &\ldots \text{população total de gatos (a ser encontrada)}\\ P_g &\ldots \text{população total de cães}\\ G_g &\ldots \text{gatos que pensam que são gatos}\\ G_c &\ldots \text{gatos que pensam que são cães}\\ C_c &\ldots \text{cães que pensam que são cães}\\ C_g &\ldots \text{cães que pensam que são gatos}\\ X_g &\ldots \text{cães e gatos que pensam que são gatos} \end{align} \]
A primeira equação básica é:
\[P_g = G_g + G_c\]
“10% dos gatos pensam que são cães”:
\[G_g = 9G_c\]
então:
\[P_g = G_g + \dfrac{G_g}{9} = \dfrac{10G_g}{9}\]
Similarmente, “10% dos cães pensam que são gatos”, então:
\[P_c = C_c + C_g \Rightarrow P_c = \dfrac{10}{9}C_c\]
Encontra-se que:
\[P_t = P_g + P_c = \dfrac{10}{9}G_g + \dfrac{10}{9}C_c = 1\]
pois estamos lidando com proporções e a totalidade da população é 1, levando a:
\[10G_g + 10C_c = 9 ~~~\text{(1)}\]
Sabemos, ainda, que de “todos os cães e gatos […] testados […] 20% deles pensam que são gatos”:
\[X_g = 0.2 P_t = 0.2 = G_g + C_g\]
Dado que \(C_c=9C_g \Rightarrow C_g = \dfrac{C_c}{9}\) \[G_g + \dfrac{C_c}{9} = 0.2 \Rightarrow 9G_g + C_c = 1.8 ~~~\text{(2)}\]
Temos um sistema de duas equações com duas incógnitas:
\[\left\{\begin{matrix} 10G_g + 10C_c = 9\\ 9G_g + C_c = 1.8 \end{matrix}\right.\]
Resolve-se o sistema:
\[ \begin{align} C_c &= 1.8 - 9G_g \Rightarrow 10G_g + 10(1.8 - 9G_g) = 9 \Rightarrow G_g = 0.1125 \\ G_c &= \frac{G_g}{9} = 0.0125 \Rightarrow P_g = 0.1250\\\\ C_c &= \frac{9-10G_g}{10} = 0.7875\\ C_g &= \frac{C_c}{9} = 0.0875 \Rightarrow P_c = 0.8750 \end{align} \]
Nesta população, 87.5% dos animais são cães (78.75% sabem que são cães e 8.75% pensam que são gatos), e 12.5% dos animais são gatos (o que é nossa resposta, sendo que 11.25% deles sabem que são gatos, enquanto 1.25% pensa que é cão).
Tendo conseguido encontrar um sistema de equações adequado, a solução pode ser processada com:
10G + 10C = 9, 9G + C = 1.8, G=9H, R=G+H
Obs. 1: para o WolframAlpha convém que as variáveis sejam de uma letra apenas, então substituímos:
Obs. 2: além das duas equações que utilizamos na solução algébrica (\(10G_g + 10C_c = 9\) e \(9G_g + C_c = 1.8\)), para podermos encontrar o total de gatos, precisamos de mais duas variáveis e, portanto, duas equações: \(G_c=9G_g\) e \(P_g=G_g+G_c\).
[MD] Andrade, N (2010) Matemática descomplicada. Volume 1. Rio de Janeiro: Editora Ferreira.
Batschelet, E (1979) Introduction to mathematics for life scientists. 3rd ed. NY: Springer.
[RL] Cabral, LM & Nunes, MC (2008) Raciocínio lógico e matemática para concursos. 6a ed. Série Questões. Rio de Janeiro: Elsevier/Campus.
[PP] Consortium for Mathematics and its Applications - COMAP (2003) For all practical purposes: Mathematical literacy in today´s world. 6th ed. USA: WH Freeman.
[AR] Perelman, YI (1966a) Álgebra recreativa. São Paulo: Fulgor.
[ARb] Perelman, YI (1989b) Álgebra recreativa. Moscou: MIR.
[SL] Silva, J & Lopes, L (2000) É divertido resolver problemas. Rio de Janeiro.
[FpC] Siqueira, JO (2011) Fundamentos para cálculo: usando WolframAlpha. São Paulo: Saraiva. Soluções dos exercícios podem ser encontradas em https://www.researchgate.net/publication/326533655_Fundamentos_para_Calculo_-_Solucoes
[MA] Trota, F; Imenes, LMP & Jakubovic, J (1979) Matemática aplicada. São Paulo: Moderna.