Análise — Capítulo 7 (Etapa 4)

Estudo de Mercado — Hidrovias Tapajós & Tocantins

Sumário

  • Objetivos e Escopo
  • Metodologia e Encadeamento
  • Produtos e Cadeias
  • Avaliação e Comentários

Produtos e Cadeias (1/2):

  • Soja
  • Milho
  • Cana-de-Açúcar (Açúcar & Etanol)
  • Algodão
  • Bovinos (Carne)
  • Fertilizantes
  • Combustíveis & Biocombustíveis

Produtos e Cadeias (2/2):

  • Minério de Ferro & Manganês
  • Alumínio (Bauxita/Alumina)
  • Cobre
  • Madeira, Papel & Celulose
  • Calcário & Cimento
  • Cargas Gerais Conteinerizáveis

Objetivos e Escopo

Da Etapa 4 (Cap. 7) do Estudo de Mercado:

  • Mapeamento de cadeias/produtos estratégicos com potencial de uso da hidrovia Tapajós - Tocantins.

Objetivo da Apresentação:

  • Sumarizar e analisar a Etapa 4.
  • Avaliar criticamente o estudo

Em cada produto:

  • Fatores de Influência
  • Riscos e Peculiaridades
  • Volumes/Destinos (2024)
  • Projeções (2035/2060)
  • Logística/Portos (2024).

Metodologia e Encadeamento

  • Dados: IBGE, ANM, COMEXSTAT, ANTAQ, PNL 2050, DNIT, MAPA/EPE e entrevistas.
  • Seleção: balança (volume/valor), agro, extrativismo, indústria.
  • Encadeamento:
    • Cap. 8 (Etapa 5): competitividade e demanda potencial.
    • Cap. 9 (Etapa 6): capacidades e projeções finais.

Soja

Fatores de Influência — Soja

  • Expansão de área e produtividade em MT (N/NE/SE) e MATOPIBA
  • Demanda externa sustentada.
  • Câmbio e prêmios de exportação

Riscos e Peculiaridades — Soja

  • Sazonalidade de safra e custos de estoque
  • Dependência de clima, com componentes cíclicos (El Niño / La Niña) e de longo prazo (mudança climática com padrões ainda imprevistos)

Volumes e Destinos (Base 2024) — Soja

  • Produção: 69,6 Mt; Export 64,3% (44,8 Mt); Mercado interno 35,7%.
  • Destinos export: Ásia 70,1%; Europa 22,1%.

Projeções de Produção (2035 / 2060) — Soja

  • 2035 (P/B/O): 90,6 / 107,1 / 126,2 Mt.
  • 2060 (P/B/O): 101,5 / 138,6 / 171,2 Mt.

Logística e Portos de Exportação (2024) — Soja

  • Itaqui 30,2%; Santos 26,0%; Vila do Conde 21,6%; Salvador 8,2%; Itacoatiara 5,9%; Santarém 4,6%.

Milho

Fatores de Influência — Milho

  • Sensibilidade a preços internacionais e frete marítimo
  • Demanda de etanol de milho criando absorção regional
  • Avanço em MT e MATOPIBA

Riscos e Peculiaridades — Milho

  • Volatilidade climática
  • Sazonalidade (predominância da 2ª safra)
  • Competição ferrovia/cabotagem e custos de armazenagem, com choques de preços e de fretes afetando margens

Volumes e Destinos (Base 2024) — Milho

  • Produção: 61,4 Mt; Export 50,4% (30,9 Mt).
  • Destinos export: Ásia 37,2%; Europa 22,3%; OM 17,2%; África 12,4%.

Projeções de Produção (2035 / 2060) — Milho

  • 2035 (P/B/O): 76,7 / 84,8 / 96,2 Mt.
  • 2060 (P/B/O): 84,1 / 107,9 / 139,6 Mt.

Logística e Portos de Exportação (2024) — Milho

  • Santos 40,2%; Vila do Conde 25,4%; Santarém 14,4%; Itaqui 13,8%; Itacoatiara 2,8%.

Cana-de-Açúcar (Açúcar & Etanol)

Fatores de Influência — Cana/Açúcar/Etanol

  • Peso limitado da região no Brasil: a área de influência responde por 5,4% da produção brasileira de cana em 2024 (o Brasil produziu 713,2 Mt).

  • Base produtiva e dinâmica recente: área plantada na região caiu para ~0,5 Mha em 2024 (-9,4% a.a. nos últimos 10 anos).

  • Concentração espacial e industrial: produção e plantas industriais de açúcar concentradas em Centro Goiano e Sudoeste/Norte MT; Total regional de 1.571,9 mil t em 2024

  • Etanol (de cana): produção regional ~1,9 Mt em 2024, com 82,6% concentrados em MT e GO.

Riscos e Peculiaridades — Cana/Açúcar/Etanol

  • Industrialização (açúcar e etanol):

  • Necessidade de proximidade entre produção e processamento

  • Indústrias abastecidas exclusivamente pela produção do entorno

  • Mercado interno pulverizado e sem “grandes fluxos capturáveis” para a hidrovia: o consumo de açúcar é majoritariamente doméstico/industrial (sobretudo no Sudeste)

  • Etanol: sensível à competitividade com gasolina e com etanol de milho

  • Perecibilidade e Processamento Obrigatório

Volumes e Destinos (Base 2024) — Açúcar

  • Produção: 1,6 Mt; Mercado interno 72,4%; Export 27,6% (0,43 Mt).

Projeções de Produção (2035 / 2060) — Açúcar

  • 2035 (P/B/O): 1,5 / 2,0 / 2,4 Mt.
  • 2060 (P/B/O): 1,4 / 2,33 / 3,4 Mt.

Logística e Portos de Exportação (2024) — Açúcar

  • Santos 67,3%; Paranaguá 26,9%.

Algodão

Fatores de Influência — Algodão

  • Alto valor;
  • Alta taxa de crescimento recente: Requer cautela em projeções
  • Conteinerização (pluma): Requer infraestrutura portuária específica para movimentação de contêineres

Riscos e Peculiaridades — Algodão

  • Concentração em Santos (linhas e frequência)
  • Mercado interno pulverizado (têxtil/óleo/caroço para ração) no Sul–Sudeste–Centro-Oeste, sem fluxos relevantes para a hidrovia (baixo potencial de captura hidroviária)

Algodão - Subprodutos com Movimentação Restrita

  • Caroço de algodão: menor valor agregado
  • Uso: alimentação animal no entorno das áreas de produção
  • Inviabilidade econômica para transporte de longas distâncias
  • Pequena parcela para óleo (indústria alimentícia/farmacêutica em GO e Sudeste)
  • Não gera fluxos de interesse para as hidrovias

Volumes e Destinos (Base 2024) — Algodão

  • Produção: 3,48 Mt; Export 66,9% (2,43 Mt); Ásia 76,3%.

Projeções de Produção (2035 / 2060) — Algodão

  • 2035 (P/B/O): 2,9 / 4,4 / 5,9 Mt.
  • 2060 (P/B/O): 3,2 / 5,4 / 7,2 Mt.

Logística e Portos de Exportação (2024) — Algodão

  • Santos 95,8%; Outros 4,2% (ex.: Salvador 2,5%).

Bovinos (Carne)

Fatores de Influência — Bovinos

  • Demanda externa;
  • Capacidade reefer
  • Requisitos sanitários/rastreabilidade.

Riscos e Peculiaridades — Bovinos

  • Dependência de poucos portos com infraestrutura adequada
  • Dependência de linhas reefer (Santos/Paranaguá);

Volumes e Destinos (Base 2024) — Bovinos

  • Carne: 3,1 Mt; MI 61,7%; Export 38,3% (1,2 Mt).
  • Destinos export: Ásia 61,9%; OM 16,1%; Europa 7,9%.

Projeções de Produção (2035 / 2060) — Bovinos

  • 2035 (P/B/O): 2,4 / 3,3 / 4,3 Mt.
  • 2060 (P/B/O): 2,5 / 4,6 / 5,1 Mt.

Logística e Portos de Exportação (2024) — Bovinos

  • Santos 62,2%; Paranaguá 22,1%; São Francisco do Sul 6,9%; Vila do Conde 4,7%.

Fertilizantes

Fatores de Influência — Fertilizantes

  • Carga de retorno dos corredores agrícolas (MT, GO, BA, MATOPIBA); demanda segue soja/milho.
  • Tapajós já relevante; Tocantins com alto potencial.
  • Possível substituição parcial via Autazes-AM (potássio).

Riscos e Peculiaridades — Fertilizantes

  • Volatilidade de frete marítimo e preços internacionais; tempos de descarga; custos portuários.

Volumes e Destinos (Base 2024) — Fertilizantes

  • Consumo: 17,1 Mt (90,6% importado).
  • Import (15,5 Mt): Santos 20,8%; São Luís 20,3%; Salvador 15,3%; Paranaguá 12,1%; Vila do Conde 9,9%; Santarém 9,4%.

Projeções de Produção/Consumo (2035 / 2060) — Fertilizantes

  • 2035 (P/B/O): 18,9 / 22,5 / 24,1 Mt.
  • 2060 (P/B/O): 22,9 / 29,5 / 32,6 Mt.

Logística e Portos de Exportação (2024) — Fertilizantes

  • (Importações predominam; ver distribuição acima — foco em Tapajós/Tocantins como rotas de interiorização.)

Combustíveis & Biocombustíveis

Fatores de Influência — Combustíveis/Biocombustíveis

  • Granéis líquidos bidirecionais: inbound (diesel/gasolina) e outbound (etanol/biodiesel).
  • Tapajós: hub Miritituba; Tocantins: potencial em Marabá/Imperatriz/Porto Nacional.

Riscos e Peculiaridades — Combustíveis/Biocombustíveis

  • Concorrência FNS/BR-153; regulação de preços; requisitos de segurança.

Volumes e Destinos (Base 2024)

  • Combustíveis (Consumo): 19,2 Mt (85,1% MI).
  • Biocombustíveis (Produção): 8,0 Mt (99,3% MI).

Projeções de Produção/Consumo (2035 / 2060)

  • Combustíveis: 21,4/22,8/24,6 Mt (2035); 23,7/27,1/30,8 Mt (2060).
  • Biocombustíveis: 15,2/15,9/19,8 Mt (2035); 19,4/28,0/39,4 Mt (2060).

Logística e Portos de Exportação (2024)

  • Import Combustíveis: Itacoatiara 49,6%; Belém/Vila do Conde 46,8%.
  • Escoamento Bio (MT): RMN→Paulínia/Santos; BR-163→Tapajós para Manaus/Belém.

Minério de Ferro & Manganês

Fatores de Influência — Ferro/Manganês

  • Sistema Norte (EFC/Ponta da Madeira) com logística dedicada (Vale).
  • Potencial hidroviário baixo para ferro; oportunidade em gusa/manganês independentes.

Riscos e Peculiaridades — Ferro/Manganês

  • Ciclos de preço; licenciamento; sincronização de CAPEX; capacidade ferroviária/portuária.

Volumes e Destinos (Base 2024)

  • Ferro: 179,3 Mt (94% export).
  • Gusa: 0,7 Mt (93,5% export).
  • Manganês: 0,9 Mt (24% export).

Projeções de Produção (2035 / 2060)

  • Ferro: 200,0/227,5/229,1 Mt (2035); estabilidade no longo prazo.
  • Gusa: 0,8/1,1/1,3 Mt (2035); 0,9/1,8/2,1 Mt (2060).
  • Manganês: 1,7/2,8/3,0 Mt (2035); 2,2/3,8/3,8 Mt (2060).

Logística e Portos de Exportação (2024)

  • Ferro: EFC → Ponta da Madeira (MA).
  • Gusa: EFC → Itaqui (MA).
  • Manganês (export): Vila do Conde 51,7%; Itaqui 42,9%.

Alumínio (Bauxita/Alumina)

Fatores de Influência — Alumínio

  • Cadeia vertical (Oriximiná/Juruti/Paragominas → Barcarena/São Luís → Barcarena).
  • Duto Paragominas–Barcarena (244 km); operações dedicadas.

Riscos e Peculiaridades — Alumínio

  • Energia (custo/disponibilidade); cadeia dedicada; baixo potencial hidrovia.

Volumes e Destinos (Base 2024)

  • Bauxita: 31,1 Mt (83,2% export).
  • Alumina: 6,3 Mt (92,9% export).

Projeções de Produção (2035 / 2060)

  • Bauxita: 14,3/29,8/34,3 Mt (2035).
  • Alumina: 6,3/6,3/6,3 Mt (2035/2060).

Logística e Portos de Exportação (2024)

  • Bauxita: Trombetas 88,4%; Juruti 11,6% (portos fluviais dedicados).
  • Alumina: 100% Vila do Conde (PA).

Cobre

Fatores de Influência — Cobre

  • Salobo (SE-PA, Vale) e GO; ligações à EFC.

Riscos e Peculiaridades — Cobre

  • Captura ferroviária consolidada; baixo potencial hidrovia.

Volumes e Destinos (Base 2024)

  • 1,16 Mt (100% export).

Projeções de Produção (2035 / 2060)

  • 1,36/1,85/2,00 Mt (2035); 1,36/1,97/2,46 Mt (2060).

Logística e Portos de Exportação (2024)

  • São Luís (MA) 78,7%; Açu (RJ) 17,9%.

Madeira, Papel & Celulose

Fatores de Influência — Celulose/Madeira

  • Suzano (Imperatriz-MA) dominante; lenha/carvão em Marabá.

Riscos e Peculiaridades — Celulose/Madeira

  • Ramal FNS → Itaqui (logística dedicada); hidrovia não competitiva no principal fluxo.

Volumes e Destinos (Base 2024)

  • Celulose 1,74 Mt (96,5% export).

Projeções de Produção (2035 / 2060)

  • 1,8/3,9/4,0 Mt (2035); 1,8/4,3/4,7 Mt (2060).

Logística e Portos de Exportação (2024)

  • Itaqui 100% (via FNS, Imperatriz).

Calcário & Cimento

Fatores de Influência — Calcário/Cimento

  • Baixo valor / alto peso; mercados locais/regionais.

Riscos e Peculiaridades — Calcário/Cimento

  • Raio econômico curto; competição rodoviária; potencial hidrovia muito baixo (salvo fluxo local).

Volumes e Destinos (Base 2024)

  • Cimento 7,5 Mt (100% MI).

Projeções de Produção (2035 / 2060)

  • 8,8/10,2/10,9 Mt (2035); 8,9/11,2/12,3 Mt (2060).

Logística e Portos de Exportação (2024)

  • Predomínio rodoviário (Xambioá-TO, Capanema-PA, Ananindeua-PA).

Cargas Gerais Conteinerizáveis

Fatores de Influência — Conteinerizáveis

  • Conjunto de cadeias industriais + agro;
  • ZFM/Manaus como polo.
  • Serviços marítimos/cabotagem;
  • Integração rodo-ferro-fluvial.

Riscos e Peculiaridades — Conteinerizáveis

  • Cabotagem e corredores existentes
  • disponibilidade de contêiner/backhaul.

Volumes e Destinos (Base 2024)

  • Export 6,6 Mt; Import 2,9 Mt.

Projeções de Produção (2035 / 2060)

  • Mercado externo: 13,6/13,6/16,5 Mt (2035); 15,3/21,4/25,1 Mt (2060).

Logística e Portos de Exportação (2024)

  • Export: Santos 52,5%; Paranaguá 10,3%; Salvador 9,6%; Vila do Conde 8,8%.
  • Import: Manaus 43,8%; Santos 19,2%; Paranaguá 7,4%; Vila do Conde 6,7%; Suape 6,4%; Pecém 4,2%.
  • Tapajós (Trecho 1 – Breves): corredor Manaus↔︎Belém (Ro-Ro/contêiner).
  • Tapajós (Trecho 2): retorno para Norte do MT (Itaituba/BR-163).
  • Tocantins: retorno para Marabá/Imperatriz/MATOPIBA.

Avaliação Geral e Comentários

Avaliação Geral

BOM USO DOS DADOS DISPONÍVEIS

Qualidade Técnica:

  • Metodologia sólida e transparente
  • Fontes adequadas e reconhecidas
  • Bom uso dos dados públicos disponíveis
  • Detalhamento geográfico apropriado

Adequação ao Propósito:

  • Cumpre objetivo de mapear potencial produtivo
  • Fornece base sólida para etapas subsequentes
  • Cenários múltiplos permitem análise de sensibilidade

Ressalvas Importantes

LIMITAÇÕES IDENTIFICADAS:

  • Premissas macro podem superestimar demanda em cenários de volatilidade
  • Riscos climáticos inadequadamente tratados
  • Impacto de industrialização regional não modelado
  • Ausência de elasticidades limita ajuste a choques
  • Incerteza crescente em projeções de muito longo prazo

Sensibilidade às Premissas Macro

Taxa de Crescimento do PIB:

  • Projeções dependem fortemente de taxas de crescimento assumidas
  • Vulnerabilidade a choques econômicos não capturada

Fatores Exógenos:

  • Mercado internacional de commodities: “64,3% do volume de soja destinado à exportação” (p.239)
  • Crescimento mundial (especialmente chinês) como driver crítico
  • Destinos principais: Ásia (70,1%) e Europa (22,1%)

Recomendação:

  • Incorporar sensibilidade a preços de commodities
  • Avaliar relação entre competitividade local e margens (extensiva/intensiva)

Produtos Agrícolas — Riscos Climáticos

Vulnerabilidade:

  • Possibilidade de reduções bruscas em momentos pontuais
  • Variação de produção > variação de área plantada

Gaps Metodológicos:

  • Frequência de eventos climáticos extremos não considerada
  • Hipóteses de quebras de safra ausentes

Recomendações:

  • Testes de estresse considerando cenários climáticos adversos
  • Avaliar resiliência das projeções a eventos extremos
  • Identificar pisos de demanda em anos críticos

Produtos Processados e Industrialização

Questão Central:

  • Aumento do processamento/beneficiamento regional reduz volume de cargas?
    • Exemplo: soja em grãos → óleo de soja

Limitação do Estudo:

  • Impacto de industrialização não modelado
  • Falta de informações detalhadas de empresas privadas

Recomendação:

  • Incorporar cenários de baixa/média/alta industrialização
  • Avaliar impacto no mix de produtos transportados
  • Considerar mudanças qualitativas nas cargas

Cenário Conservador e Stress Test

Proposta de Cenário Conservador:

  • Manter (ou até reduzir 10%) o volume atual de cargas
  • Testar se a viabilidade se sustenta em condições adversas

Recomendação — Stress Test:

  • Cálculos de cenários limite em termos de cargas movimentadas
  • Identificar ponto de equilíbrio para viabilidade econômica

Cargas Conteinerizadas:

  • Dependem de regularidade e confiabilidade
  • Se confiabilidade da hidrovia aumenta → potencial aumento de contêineres

Análise Probabilística dos Cenários

Limitação Atual:

  • Cenários (Pessimista/Base/Otimista) apresentados sem probabilidades

Recomendação:

  • Atribuir probabilidades aos três cenários
  • Criar cenário probabilístico ponderado
  • Fundamentar probabilidades em análise histórica e tendências

Benefícios:

  • Estimativa mais realista de demanda esperada
  • Melhor suporte para decisão de investimento

Ausência de Análise de Elasticidades

Limitação Metodológica:

O estudo não incorpora:

  • Elasticidade-renda das diferentes cadeias produtivas
  • Elasticidade-preço da demanda por transporte
  • Elasticidade cruzada com modais competidores

Consequências:

  • Projeções insensíveis a variações econômicas
  • Dificuldade em modelar ajustes de mercado
  • Respostas a choques não capturadas

Recomendação para Etapas Posteriores:

  • Incorporar elasticidades → projeções mais sofisticadas
  • Permitir análise de resposta a choques de preço e renda

Fragilidades Metodológicas — Longo Prazo

Projeções de 30+ anos:

  • Crescimento linear ou exponencial simples é inerentemente irrealista
  • Fácil de questionar/atacar

Questões Não Consideradas:

  • Possibilidade de curva-S (saturação de mercado)
  • Retornos decrescentes (ex: limitações de terra arável)
  • Mudanças tecnológicas disruptivas
  • Alterações estruturais na economia

Implicação:

  • Incerteza crescente para horizontes muito longos
  • Necessidade de revisões periódicas das projeções

Síntese das Recomendações

Análises Complementares Sugeridas:

  1. Stress tests com cenários climáticos e de mercado adversos
  2. Análise probabilística dos cenários projetados
  3. Modelagem de elasticidades (renda, preço, cross-modal)
  4. Cenários de industrialização regional (baixa/média/alta)
  5. Sensibilidade a preços de commodities internacionais
  6. Revisão metodológica para projeções de longo prazo

Objetivo:

  • Aumentar robustez das projeções
  • Melhorar fundamentação para decisão de investimento
  • Reduzir vulnerabilidade a críticas metodológicas