Relatório Técnico – Projeto de prestação de serviço
Título do Estudo: Avaliação da eficácia do Aivlosin FG 50® para o tratamento de enteropatia proliferativa em leitões desafiados experimentalmente
Investigador Principal: Roberto Mauricio Carvalho Guedes
Coordenadora Responsável: Jessica Carolina Reis Barbosa
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG, Laboratório Patologia Molecular
Solicitante: Eco Animal Health do Brasil Comércio de Produtos TDA
Data: 22/09/2025
Produção das rações: Fábrica de Rações Experimental Professor Hélio Barbosa, em Igarapé, MG
Etapa experimental: Baias experimentais de Suínos – Galpão D, Hospital Veterinário, Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais
Etapa laboratorial: Laboratório de Patologia Molecular, no Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais
O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia do medicamento Aivlosin FG 50® para o controle da enteropatia proliferativa suína em animais experimentalmente infectados. Foram utilizados 60 suínos, distribuídos em grupos de tratamento e controle. O estudo avaliou sinais clínicos, ganho de peso médio, ingestão diária de ração, taxa de conversão alimentar, lesões macroscópicas e microscópicas, grau de infecção intestinal e eliminação da bactéria nas fezes, em resposta aos 14 dias de tratamento. Os resultados indicaram que o medicamento apresentou eficácia no controle da enteropatia proliferativa suína.
Afecções entéricas são bastante frequentes em animais de crescimento e terminação, e a medida de controle mais usualmente adotada é a utilização de agentes antimicrobianos na ração de forma metafilática ou terapêutica. O Aivlosin FG 50® é um macrolídeo registrado pela empresa ECO Animal Health, tem sido utilizado com sucesso em condições de campo para a prevenção e o controle da enteropatia proliferativa suína (EPS), de forma semelhante a outros fármacos da mesma classe Entretanto, são poucos os trabalhos na literatura comprovando sua eficácia em suínos experimentalmente inoculados com Lawsonia intracellularis, agente causador da EPS. Com tudo, para renovação da permissão de uso, o que inclui a demonstração de sua eficácia frente a desafios entéricos por L. intracellularis. Neste contexto, o presente estudo foi realizado para integrar a documentação necessária para atualizar o registro do produto Aivlosin FG 50® junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), conforme exigência de comprovação da eficácia do produto em animais da espécie-alvo utilizando cepas nacionais.
A renovação de registro de medicamentos permite a disponibilidade de produtos no mercado nacional de produtos com eficácia comprovada para enfermidades específicas, que no caso seria a enteropatia proliferativa suína.
O Aivlosin FG 50® é eficaz no controle da enteropatia proliferativa suína.
O objetivo do estudo é investigar a eficácia do Aivlosin FG 50® no tratamento da enteropatia proliferativa em leitões experimentalmente desafiados com uma cepa brasileira de Lawsonia intracellularis, conforme determinado no IN do MAPA em 26 de 09 de julho de 2009.
O endpoint principal é os animais apresentarem lesões macroscópicas compatíveis com enteropatia proliferativa suína.
Os endpoints secundários avaliados incluiram achados clínicos, escores fecais, qPCR nas fezes e desempenho (ganho de peso - individual como unidade experimental, consumo de ração e conversão alimentar - baia como unidade experimental).
O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) da UFMG, número do processo xxx/2024.Foram utilizados 60 suínos (Sus scrofa domesticus), com idade entre 35 e 42 dias e peso inicial variando de 8 a 15kg, provenientes do rebanho núcleo da Agroceres PIC (Granja Brasil),caracterizado por alto status sanitário, sem histórico de enteropatia proliferativa suína e sem uso prévio de antibióticos com ação contra L. intracellularis, além de não vacinados contra esse agente.
Os leitões foram alojados nas instalações de pesquisa da Escola de Veterinária da UFMG dois dias antes do início do experimento, visando ao período de adaptação.Todos os animais foram pesados, identificados individualmente com brincos numerados na orelha esquerda e, após a randomização foram distribuidos aleatoriamente em dois grupos. O alojamento ocorreu em trÊs salas, cada uma contendo quatro baias, totalizando 10 baias de creche suspensa , com capacidade para seis animais cda. As baias eram equipadas com piso plástico vazado, aquecimento artificial, cocho tipo depósito e bebedouro tipo chupeta, com acesso à água ad libitum e ração inicial não medicada (Figura 1).
No dia -1, os suínos foram randomizados e balanceados porpeso corporal, sendo distribuídos aleatoriamente em dois grupos experimentais, cada um com 30 suínos: grupo controle (CONT)e grupo tratado com Aivlosin® FG 50 (AIV). Os suínos do grupo controle não receberam tratamento, permanecendo sob as mesmas condições de ambiente e de manejo dos suínos do grupo tratado, diferençiando-se apenas pela ausência do produto na ração.
O grupo tratado recebeu o produto teste Aivlosin® FG 50, administrado por via oral, na dose de 2,125mg/kg de peso corporal/dia, durante 14 dias consecutivos. A inclusão foi realizada na proporção de 1 kg de Aivlosin FG 50 por tonelada de ração, o que corresponde a 42,5 ppm do ingrediente ativo, .cálculo baseado em um consumo de ração correspondente a 5% do peso vivo dos suínos.
Informações gerais do produto investigacional estão nas tabelas 1 e figura 2.
| NOME COMERCIAL | Aivlosin FG 50 |
|---|---|
| INGREDIENTE(S) ATIVO(S) | Tilvalosina |
| FORMA FARMACÊUTICA | Formulação em pó granular para uso oral (via alimentação) |
| APRESENTAÇÃO | Sacos de poliéster e alumínio, contendo 5kg; e 20kg. |
| FORNECEDOR | COD BECK BLENDLERS LIMITED |
| PROPRIETARIO | ECO ANIMAL HEALTH LIMITED |
| IMPORTADOR | ECO ANIMAL HEALTH DO BRASIL |
| NÚMERO DO LOTE / DATA DE VALIDADE | X/Y |
| CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO | Temperatura ambiente, entre 15 e 30°C |
| MEDIDAS DE SEGURANÇA | Práticas de higiene e manejo devem ser seguidas |
Foram produzidas duas toneladas de ração com os ingredientes e quantidades especificados na tabela 2. A adição do produto experimental foi realizada somente após a mistura da ração base não medicada, de modo a evitar contaminação cruzada. Após o preparo, as rações foram ensacadas e identificadas por meio de três cores distintas, utilizadas como referência para cada tipo de formulação: laranja (ração inicial sem medicação), rosa (ração medicada) e marrom (ração não medicada).
O processo de identificação foi conduzido na fábrica de ração com o objetivo de garantir o mascaramento dos tratamentos. Dessa forma, a equipe responsável pela coleta de dados e observações durante o estudo permaneceu cega em relação à distribuição dos grupos experimentais.
| Ingrediente | Tratamento 1 | Tratamento 2 | Tratamento 3 | Tratamento 4 | Controle Positivo | RAÇÃO MEDICADA |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Milho | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 1049.472 |
| Soja | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 542.844 |
| Açúcar | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 71.514 |
| Óleo degomado | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 50.040 |
| Fosfato bicálcio | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 28.314 |
| Sal | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 8.928 |
| DL-Metionina | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 1.494 |
| L-Lisina HCL | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 5.238 |
| L-Treonina | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 5.184 |
| Calcário | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 19.062 |
| Premix (irei levar) | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 8.928 |
| Inerte (milho) | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 7.182 |
| Aivlosin F50 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 1.800 |
| Total | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 1800.000 |
O inóculo foi preparado a partir de intestinos de suínos naturalmente infectados por EPS, coletados em frigoríficos e de amostras de rotina do Laboratório de Patologia Molecular na UFMG, confirmados em técnica histopatológica e imuno-histoquímica, e o teste bacteriológico do inóculo não detectou organismo enteropatogênico de confusão, como Salmonella sp, foi utilizado para inoculação de leitões susceptíveis. Resumidamente, segundo descrito por Guedes et al. (2002a), a mucosa intestinal afetada foi raspada com auxílio de lâmina de vidro, em seguida, o raspado foi diluído em tampão de sacarose fosfato glutamato (SPG) e homogeneizada em um liquidificador, e utilizado imediatamente para inoculação.
O estudo teve duração de 25 dias, abrangendo desde o recebimento e aclimatação dos animais dia -2 até o término do período experimental dia 22. No D-2, na chegada, todos os animais foram identificados e pesados individualmente em balança digital calibrada. Novas pesagens individuais foram realizadas no início do tratamento (DM0) e no final (DM14), correspondendo a 7 e 14 dias pós-desafio (Figura 3).
O consumo médio diário de ração foi calculado através da mensuração do consumo, por baia, entre o dias zero e sete, dia oito a 14, dia 15 e 21, e durante o período total do estudo (dias 0-21). A conversão alimentar foi avaliada baseado no ganho de peso diário e consumo de ração por período.
No dia 0 todos os animais foram desafiados individualmente por via intragástrica, com 60 mL de homogenado intestinal infectado, contendo 10^11 organismos de L. intracellularis/ml, quantificados por qPCR.O D0 foi definido quando ≥10% dos suínos apresentaram fezes semi- sólidas (grau ≥1), que ocorreu no dia sete. Neste momento os animais foram pesados novamente e iniciado o tratamento: ração medicada com Aivlosin FG 50 apenas para o grupo tratado e ração sem o produto para o grupo controle, durante 14 dias (Figura 3).
Amostras indiviuais de fezes foram coletadas nos dias -1, DM0, DM7e DM14 por meio da estimulação retal com uso de luvas descartáveis. Todas as amostras foram transportadas para o laboratório e armazenadas sob refrigeração até a análise por qPCR para Lawsonia intracellularis (Nathues et al., 2009, Wattanaphansak et al., 2010)(Figura 3).
Avaliações de exames físicos gerais foram realizadas todos os dias, avaliando comportamento do bando (pontuações: 1 = NDN; 2 = empilhado; 3 = canibalismo; 4 = automutilação; 5 = outros), alterações posturais (escores: 1 = NDN; 2 = torcicolo; 3 = opistótono; 4 = epistótono; 5 = outros), sistema neurológico (pontuações: 1 = NDN; 2 = tremores; 3 = ataxia; 4 = incoordenação; 5 = outros), sistema Respiratório, Narinas e Seios Nasais (escores: 1 = NDN; 2 = secreção; 3 = focinho aberto; 4 = Muco; 5 = espirros; 6 = dispneia; 7 = outros), pele e pêlos (escores: 1 = NDN; 2 = ectoparasitas; 3 = 4 = alopecia; 5 = escaras; 6 = eritema; 7 = outros). Assim como, as avaliaçõles do estado geral (escores: 1 = NDN; 2 = agitação; 3 = apatia; 4 = prostração), olhos (pontuações: 1 = NDN; 2 = secreção; 3 = adesão palpebral; 4 = lacrimejamento; 5 = opacificação da córnea; 6 = olhos secos; 7 = outros), jarrete e patas (pontuações: 1 = NDN; 2 = descamação; 3 = dermatite; 4 = escaras; 5 = lesões nos dedos; 6 = lesões nas unhas; 7 = lesões nas almofadas; 8 = lesões nas articulações; 9 = outros).
Todos os animais foram eutanasiados no dia 22 pós-desafio (DM14,após 14 dias de tratamento) por meio de eletronarcose seguido de sangria. Em seguida, realizou-se avaliação macroscópicas no intestino delgado e grosso, com ênfase em lesões compatíveis com enteropatia proliferativa suína no íleo, jejuno, ceco e cólon proximal. A extensão e severidade das lesões compatíveis com enteropatia proliferativa também foram descritas utilizando-se uma escala de 0 a 3 de acordo com grau de alteração da mucosa intestinal, sendo 0= normal, 1= levemente espessada e com hiperemia, 2= espessamento moderado com hiperemia e exsudato fibrinoso e 3= espessamento acentuado com exsudato fibrinonecrótico e/ou hemorrágico. Um ‘gross composite score’ foi calculado para cada suíno através da multiplicação do escore de hiperplasia da mucosa intestinal pelo comprimento de lesão (Guedes e Gebhart, 2003).
Amostras de intestino delgado (íleo de todos os animais, jejuno em casos de lesão) e intestino grosso (cólon proximal e ceco) de cada leitão foram fixadas em formol 10% para exame histopatológico, para avaliação á cegas da distribuição e intensidade das lesões com o seguinte escore: grau 0 = ausência de hiperplasia das células imaturas da cripta intestinal no corte, grau 1 = até 25% de criptas com hiperplasia das células imaturas, grau 2 = entre 26 a 50 % de criptas com hiperplasia das células imaturas da cripta intestinal, grau 3 = entre 51 a 75% de criptas hiperplásicas e grau 4 = acima de 76% de hiperplasia de criptas (Guedes e Gebhart, 2003). Para confirmar o status da infecção, uma seção do íleo e outra de ceco e/ou cólon foram submetidas a técnica de imuno-histoquímica utilizando o anticorpo policlonal anti-L. intracellularis e a revelação com método da estreptavidina marcada, para avaliação foi utilizado a seguinte graduação: grau 0, ausência de marcação; grau 1, até 25% das criptas intestinais com marcação; grau 2, entre 26 a 50 % das criptas intestinais com marcação; grau 3, entre 51 a 75% das criptas intestinais com marcação e grau 4 = acima de 76% das criptas intestinais com marcação no corte (Jensen et al., 1997; Guedes et al., 2002b).
DNA bacteriano foi extraído de amostras fecais (0,18 g) individuais utilizando o QIAamp DNA Stool Mini Kit (Qiagen, Venlo, Netherlands) de acordo com as instruções do fabricante. O DNA extraído foi analisado e quantificado através da técnica de PCR em tempo real (Nathues et al., 2009). Resumidamente, forward (5’-GCT CAT ACC GAT TGT GTA ATG CA -3’) e reverse (5’-GAA AAA CAG GCC GTA TCC TTG A-3’) primers e uma sonda TaqMan (5’-FAM-TAG CCA CAT CAA GTG TTC CAG CTG CAA G-TAMRA-3’) (Applied Biosystems) amplificam um fragmento de 525 pares de bases do gene de origem. A reação de PCR de 25 μl continha 12,5 μl de um reagente comercial para PCR em tempo real (TaqMan® universal PCR Master Mix 2x), 12,5 pmol de cada primer, 5 pmol de sonda e 2,5 μl de DNA extraído. O protocolo de amplificação do DNA incluiu um passo inicial de 10 min a 95°C, seguido de 40 ciclos de 15 seg, a 95°C e 45 seg, a 60°C. As reações foram realizadas em um termociclador 7500 Real-Time PCR System (Applied Biosystems). Uma curva padrão de concentração conhecida foi utilizada para determinar a concentração de cada amostra, de acordo com Wattanaphansak et al. (2010).
Os dados foram analisados no programa estatístico SAS, todos os testes estatísticos foram bilaterais, adotando-se nível de significância de p < 0,05. As análises foram conduzidas em modelos estatísticos apropriados para cada tipo de variável: escores fecais e de lesões, foram avaliadas pelos testes do qui-quadrado ou de Fisher regressão e logística cumulativa;o ganho médio diário (GMD), o consumo médio diário de ração (CMD) e a taxa de conversão alimentar (TCA) dos dois grupos foram analisados por Modelos Lineares Gerais (MLG); escores fecais e de lesões, foram avaliadas por regressão logística cumulativa; e o qPCR por modelos mistos com efeito aleatório de baia.
Todos os 60 suínos completaram o experimento sem sinais clínicos de sofrimento ou alterações comportamentais relevantes.
Os pesos individuais dos animais foram divididos em dois períodos distintos: antes do tratamento (-2 a DM0) e após o tratamento (DM0 a DM14). No primeiro período (-2 a DM0), não houve diferença significativa entre os grupos AIV (0,331Kg/dia) e CONT (0,350Kg/dia) (tabela 3). O grupo AIV apresentou ganho médio diário esperado durante o período do estudo. O grupo AIV mostraram ganho medio diário significativamente maior em comparação com o grupo CONT (p<0,01), uma diferença que refere a 0,146Kg/dia (tabela 3, figura 4). A ingestão diária de ração e a taxa de conversão de ração não apresentaram diferença significativa, no período -2 a DM0 nem no período DM0 a DM14 observados em ambos os grupos(tabela 3).
| Período | Tratamento | Peso Inicial (kg) | GPMD (kg/dia) [IC 95%] | IDR (kg/dia) [IC 95%] | TCR (kg/kg) [IC 95%] | Peso Final (kg) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| -2 a 0 | CONT | 01,9 ± 0,6 | 0,350 (0,260 – 0,440) | 0,519 (0,431 – 0,607) | 1,526 (1,276 - 1,775) | 26,9 ± 0,6 |
| NA | AIV | NA | 0,330 (0,240 – 0,420) | 0,546 (0,458 – 0,633) | 1,680 (1,431 - 1,930) | NA |
| 0 a 14 | CONT | NA | 0,185 (0,117 – 0,254) | 0,608 (0,489 – 0,728)* | 4,002 (2,367 - 5,636) | NA |
| NA | AIV | NA | 0,332 (0,263 – 0,400) | 0,595 (0,476 – 0,714)* | 1,795 (0,161 - 3,430) | NA |
| -2 a 14 | CONT | NA | 0,254 (0,200 – 0,308) | 0,571 (0,469 - 0,674) | 2,283 (2,018 - 2,548) | NA |
| NA | AIV | NA | 0,331 (0,277 – 0,385) | 0,575 (0,472 - 0,677) | 1,732 (1,467 - 1,997) | NA |
O grupo AIV apresentaram um aumento estatisticamente significativo no GPD em relação ao grupo CONT , sem diferença significativa na IDR e TCR. Esse resultado demonstra que os animais conseguiram converter a mesma quantidade de alimento em maior ganho de peso, evidenciando uma melhora na eficiência de utilização dos nutrientes da dieta quando administrado o tratamento com Aivlosin® FG 50.
Após 15 dias do desafio, ambos os grupos apresentaram quadro de diarreia, sendo x/x no grupo CONT e Y/Y no grupo IV. A análise clinica diária evidenciou diferenças significativas na ocorrência de diarreis, com 15% dos dias apresentado no grupo AIV em comparação a 54% no grupo CONT (p<0,01), indicando que o medicamento exerceu uma redução de dias com diarreia. O grupo AIV apresentaram risco de diarreia 85% menor em relação ao grupo CONT indicando que o antibiótico exerceu papel importante para o tratamento de diarreia causada por L. intracellularis (OR = 0,15; IC 95%: 0,09–0,24; P < 0,01) (Tabela x, Figura x).
Foi observada diferença significativa na avaliação do escore fecal entre o grupo AIV em comparação ao CONT, indicando que Aivlosin® FG 50 exerceu uma redução nos escores de diarreia, onde o grupo tratado apresentou escores mais baixos em comparação o grupo controle (p<0,01) (Tabela x, Figura x).
Na coleta do dia -1, não foi detectada eliminação de L. intracellularis nas fezes de nenhum dos 60 animais. . No dia 7 após inoculação foi observada eliminação de L. intracellularis em ambos os grupos. Não foi observado diferença significativa no dia 8 (DM0) após inoculação entre nenhum dos grupos . No dia 15 (DM7) e 22 (DM14) após inoculação foi observado eliminação de L. intracellularis com diferença significativa entre os grupos AIV e CONT.
FIGURA/TABELA?
As lesões macroscópicas e microscópicas demonstraram características típicas de infecção pela L. intracellularis em ambos os grupos, sendo confirmado pela IHQ, o que valida o modelo experimental para desenvolvimento da doença clínica de EPS.
Na análise macroscópica, no geral 9/30 (30%) do grupo AIV e 17/30 (57%) do grupo CONT apresentaram lesões típicas da EPS. No intestino delgado, essas lesões foram observadas que 9/30 () do grupo AIV e 14/30 () do grupo CONT, sem diferença significativa entre os grupos. Além disso, os escores de lesão no intestino delgado no grupo IAV variou grau 1 9/30 (70%) e grau 2 1/30 (97%), comparado com o grupo controle grau 1 13/30 (57%) e grau 2 1/30 (97%), nenhum dos grupos apresentaram lesão grau 3.
No intestino grosso, nenhum animal do grupo AIV apresentou lesões, enquanto 14/30 () do grupo CONV apresentaram lesões típicas da EPS nos intestinos grossos. Além disso, os escores de lesão no intestino grosso foram significativamente menor no grupo AIV em comparação ao grupo controle (JT P< 0,01).
Na análise da extensação de lesão, O comprimento da lesão do intestino delgado nos suínos tratados (11,8 cm) foi significativamente menor do que nos suínos controle (31,4 cm) (P<0,01). O comprimento da lesão do cólon em suinos tratados (0,0 cm) foi significativamente menor do que nos suínos Controle (20,0 cm) (P<0,01). O comprimento da lesão do cólon em suínos tartados (11,8 cm) foi significativamente menor do que nos porcos Controle (51,3 cm) (P<0,01). Esses resultados demonstra que Aivlosin® FG 50 exerceu uma redução nas lesões macroscopicas, onde o grupo tratado apresentou escores mais baixos em comparação o grupo controle (p<0,01) e estenções menores (Tabela x, Figura x).
Na análise histopatológica, observou que 27/30 do grupo tratado e do grupo controle apresentaram lesões típicas da EPS nos intestinos delgado. Não foi observada diferença significativa nas lesões microscópicas nos intestinos delgados entre os grupos. Porém o grupo tratado apresentou mais lesões mais brandas 1 a 2 comparadas com o grupo controle, diferente do grupo controle que a presentou mais animais com grau 3 13/30 grupo controle e 10/30 grupo tratado tanto no histopatologico quando na IHQ.
No intestino grosso, observou que 1/30 () do grupo tratado e 7/30 () do grupo controle apresentaram lesões típicas da EPS nos intestinos grossos no grau 3. E na análise IHQ do intestino grosso observou 1/30 do grupo tratado e /30 do grupo controle No entando no intestino grosso do grupo tratado apresentou escore de lesão significativamente menor em comparação ao grupo controle (JT P< 0,01).
Foi observada diferença significativa entre os grupos tratados em comparação ao controle, indicando que o medicamento exerceu uma redução nas lesões microscopicas e marcação do antígeno onde o grupo tratado apresentou escores mais brandos em comparação o grupo controle (p<0,01) (Tabela x, Figura x).
Com base nos resultados de sinais clinicos, qPCR, lesões macroscópicas, microscópicas e marcação do antígeno por IHQ foi demonstrado que o modelo experimentall foi bem-sucedido, desenvolvendo o quadro típico de EPS. Assim, como os resultados também demonstraram que Aivlosin® FG 50 exerceu efeito positivo em tratar os suínos desafiados experimentalmente, GPD do grupo AIV foi melhor que o grupo CONT, lesões macro, micro e presença do antígeno foi menor no grupoo AIV, corroborando a hipótese inicial.
O presente estudo mostrou que o medicamento X, administrado em modelo animal, apresentou [efeito observado] com perfil de segurança adequado nas condições avaliadas. Esses resultados reforçam o potencial do medicamento para prosseguir em fases subsequentes de desenvolvimento pré-clínico.
teste______________
Os resultados obtidos neste estudo demonstram que o uso de Aivlosin® FG 50 foi eficaz na prevenção e controle da enteropatia proliferativa suína (EPS) experimentalmente induzida por Lawsonia intracellularis. Os animais tratados apresentaram menor ocorrência de diarreia, redução significativa no risco de manifestação clínica, além de escores mais baixos de lesões macroscópicas no intestino grosso quando comparados ao grupo controle.
Adicionalmente, o tratamento promoveu melhora no ganho médio diário sem aumento no consumo de ração, indicando maior eficiência na utilização dos nutrientes da dieta. Esses achados reforçam o papel do Aivlosin® FG 50 como ferramenta terapêutica e profilática no controle da EPS, atendendo aos critérios de eficácia exigidos para renovação do registro do produto junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Os resultados confirmam que o Aivlosin® FG 50 é eficaz e seguro para o controle da enteropatia proliferativa suína em condições experimentais.