O IPCA-15 do mês de dezembro apresentou um crescimento de 0,11% nos preços, acima das expectivas do mercado (-0,03%).
Apesar de ter sido o menor índice da série para o mês de janeiro, a composição qualitativa expressou uma inflação muito prejudicada pelo ciclo econômico. Além dos alimentos, que foram os principais responsáveis pelo crescimento dos preços, porém comparados ao mês anterior sofreram queda, o setor de serviços, com uma inércia inflacionária relevante, apresentou grande pujança.
Dada as condições atuais da economia e a composição pouco favorável para a flexibilização da economia, o resultado do IPCA-15 pode representar uma necessidade de mais contração econômica por parte do BC, o qual já contratou dois aumentos de 100 bps nas próximas reuniões.
O IPCA do mês de janeiro apresentou um crescimento mensal de 0,16%% e em 12 meses de 4,56% nos preços, em linha com as expectivas do mercado.
Os núcleos do IBGE de habitação, de transporte e de alimentos e bebidas foram o de maior impacto (-0,46%, 0,27% e 0,21%, respectivamente) no IPCA mensal de janeiro. Esse dado veio em linha com o resultado expresso no IPCA 15, no qual o bônus de Itaipu foi responsável por reduzir a pressão dos pressos da energia elétrica, cujo núcleo de administrados do BCB corrobora com tal análise (-1,52% no mês de janeiro).
O núcleo de excludente de energia e alimentos (0,67%) mostrou um resultado alarmante para o IPCA mensal de janeiro, expressando o nível dos pressos sem fatores considerados exógenos, os quais foram responsáveis por garantir uma inflação mensal tão baixa.
Os serviços mentiveram a pressão sobre os preços, gerando na margem um aumento de 0,78%, o que, comparado à dezembro, sofreu uma aceleração
Os bens industriais sofreram uma desaceleração nos seus preços em dezembro (0,47%), sendo este um indicativo futuro de pressão sobre os preços via custos.
A difusão do índice mensal foi de quase 65%, o que corrobora com a percepção de uma qualitativo tão danificado quanto o de dezembro.