| Estatística | Valor |
|---|---|
| Média | 21.625 |
| Desvio padrão | 19.888 |
| Minimo | 1.400 |
| Q1 | 6.000 |
| Mediana | 13.900 |
| Q3 | 33.900 |
| Máximo | 84.500 |
Este trabalho tem como objetivo analisar os fatores que influenciam a mortalidade infantil (variável resposta) em diferentes países, utilizando um modelo de regressão múltipla, a partir das variáveis Expectativa de vida, médicos para cada mil pessoas e continente do país (variáveis explicativas).
O banco de dados que vamos analisar é
Global Country Information Dataset 2023
disponivel em https://www.kaggle.com/datasets/nelgiriyewithana/countries-of-the-world-2023/data
Foram removidos alguns países da análise, entre eles: Eswatini, Nauru, Sudão do Sul, Andorra, Mônaco, Vaticano, Palestina, Tuvalu, pois não haviam informações sobre as variáveis estudadas
| Estatística | Valor |
|---|---|
| Média | 21.625 |
| Desvio padrão | 19.888 |
| Minimo | 1.400 |
| Q1 | 6.000 |
| Mediana | 13.900 |
| Q3 | 33.900 |
| Máximo | 84.500 |
| Estatística | Valor |
|---|---|
| Média | 72.208 |
| Desvio padrão | 7.511 |
| Minimo | 52.800 |
| Q1 | 66.700 |
| Mediana | 73.400 |
| Q3 | 77.600 |
| Máximo | 84.200 |
| Estatística | Valor |
|---|---|
| Média | 21.625 |
| Desvio padrão | 19.888 |
| Minimo | 1.400 |
| Q1 | 6.000 |
| Mediana | 13.900 |
| Q3 | 33.900 |
| Máximo | 84.500 |
| Mortalidade Infantil | Expectativa de Vida | Médicos | |
|---|---|---|---|
| Mortalidade Infantil | 1.000 | -0.933 | -0.696 |
| Expectativa de Vida | -0.933 | 1.000 | 0.700 |
| Médicos | -0.696 | 0.700 | 1.000 |
| Mortalidade Infantil | Expectativa de Vida | Médicos | |
|---|---|---|---|
| Mortalidade Infantil | 395.528 | -139.306 | -22.516 |
| Expectativa de Vida | -139.306 | 56.409 | 8.570 |
| Médicos | -22.516 | 8.570 | 2.697 |
Vamos analisar os diagramas de dispersão entre as variáveis qualitativas que estamos interessados em analisar
Mortalidade infantil vs expectativa de vida
Mortalidade infantil vs quantidade de médicos para cada 1000 pessoas
Além disso, vamos analisar os boxplots da mortalidade infantil para cada continente
Há um problema:
uma relação não linear …
… para resolver, vamos fazer uma transformação
\[ \begin{aligned} \text{Mortalidade infantil} = & \beta_0 \\ &\quad + \beta_1 \cdot \text{Expectativa de vida} \\ &\quad + \beta_2 \cdot \log(\text{Médicos por mil pessoas}+0.1) \\ &\quad + \beta_{3,j} I_{\text{Continente}_j} \hspace{4mm}, \text{para} \ j \in\{0,1,2,3,4\} \\ &\quad + \epsilon \end{aligned} \]
\[ \begin{aligned} Y &:= \text{Mortalidade infantil} \\ X_1 &:= \text{Expectativa de vida} \\ X_2 &:= \log(\text{Médicos para cada 1000 habitantes}+0.1) \\ X_3 &:= \text{Continente} \end{aligned} \]
\[ Y = \beta_0 + \beta_1 \cdot X_1 + \beta_2 \cdot X_2 + \beta_{3,j} I_{continente_j} \]
Call:
lm(formula = mort_inf ~ expect_vida + log(medic + 0.1) + cont,
data = wor)
Coefficients:
(Intercept) expect_vida log(medic + 0.1) contamerica
165.6259 -1.9765 -3.4498 -1.2235
contasia conteuropa contoceania
-0.7514 -0.9235 -4.9725
\[ \begin{aligned} \beta_0 &= 165.6259 \\ \beta_1 &= -1.9765\\ \beta_2 &= -3.4497\\ X_{3,0} = \text{África} \Rightarrow \beta_{3,0} &= 0\\ X_{3,1} = \text{Ásia} \Rightarrow \beta_{3,1} &= -0.7514\\ X_{3,2} = \text{América} \Rightarrow \beta_{3,2} &= -1.2235\\ X_{3,3} = \text{Europa} \Rightarrow \beta_{3,3} &= -0.9235\\ X_{3,4} = \text{Oceania} \Rightarrow \beta_{3,4} &= -4.9725 \end{aligned} \]
\[ \begin{aligned} \hat{Y} = 165.6259 - 1.9765 \cdot X_1 - 3.4498 \cdot X_2 \\ + \quad \begin{cases} -1.2235 & \text{se } \text{Continente } = \text{América} \\ -0.7514 & \text{se } \text{Continente } = \text{Ásia} \\ -0.9235 & \text{se } \text{Continente } = \text{Europa} \\ -4.9725 & \text{se } \text{Continente } = \text{Oceania} \\ 0 & \text{se } \text{Continente } = \text{África} \end{cases} \end{aligned} \]
separada por continente e separada pelas variáveis quantitativas
Call:
lm(formula = mort_inf ~ expect_vida + log(medic + 0.1) + cont,
data = wor)
Residuals:
Min 1Q Median 3Q Max
-14.8057 -5.3314 -0.3174 4.7588 25.2128
Coefficients:
Estimate Std. Error t value Pr(>|t|)
(Intercept) 165.6259 9.3559 17.703 < 2e-16 ***
expect_vida -1.9765 0.1340 -14.749 < 2e-16 ***
log(medic + 0.1) -3.4498 0.9061 -3.807 0.000196 ***
contamerica -1.2235 1.9222 -0.636 0.525303
contasia -0.7514 1.7589 -0.427 0.669763
conteuropa -0.9235 2.2451 -0.411 0.681328
contoceania -4.9725 2.4990 -1.990 0.048204 *
---
Signif. codes: 0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1
Residual standard error: 6.919 on 171 degrees of freedom
(1 observation deleted due to missingness)
Multiple R-squared: 0.8807, Adjusted R-squared: 0.8765
F-statistic: 210.4 on 6 and 171 DF, p-value: < 2.2e-16
Shapiro-Wilk normality test
data: mod$residuals
W = 0.9839, p-value = 0.03813
\[ H_0 : resíduos \sim normal \\ H_1 : resíduos \nsim normal \]
Em um nível de 1% de significância, não há evidencias para rejeitar a hipótese nula, isto é, podemos dizer que os resíduos seguem uma distribuição normal
Pelo gráfico abaixo, podemos ver que o resíduo se aproxima de uma normal
\[ H_0 : \rho = 0 \\ H_1 : \rho \neq 0 \]
Durbin-Watson test
data: mod
DW = 1.912, p-value = 0.5494
alternative hypothesis: true autocorrelation is not 0
A autocorrelação dos resíduos não é estatisticamente significativa, isto é, a autocorrelação é proxima de 0, portanto, podemos assumir independencia dos resíduos
Min. 1st Qu. Median Mean 3rd Qu. Max.
-2.163453 -0.794164 -0.047800 0.001015 0.699533 3.705340
Austrália, Nova Zelandia, Kuwait, Chade e o Paquistão são outliers
\[ H_0 : resíduos \rightarrow homocedástico \\ H_1 : resíduos \nrightarrow homocedástico \]
studentized Breusch-Pagan test
data: mod
BP = 30.708, df = 6, p-value = 2.881e-05
Podemos perceber que o pressuposto da homocedasticidade não foi atendido, pois o p-valor é muito baixo O pressuposto foi quebrado, o modelo pode não ser bom/suficiente
Vamos verificar se a heterocedasticidade é dada pelos outliers
Vamos remover a Austrália, Nova Zelandia, Kuwait, Chade e o Paquistão, rodar o modelo novamente e fazer o teste de Breusch-Pagan
studentized Breusch-Pagan test
data: mod_so
BP = 32.537, df = 6, p-value = 1.287e-05
O p-valor continua muito próximo de 0, portanto, não são os outliers que estão atrapalhando a homocedasticidade dos resíduos, mas o modelo é insuficiente para explicar a mortalidade infantil
GVIF Df GVIF^(1/(2*Df))
expect_vida 3.685555 1 1.919780
log(medic + 0.1) 4.030801 1 2.007685
cont 2.563368 4 1.124868
Como os valores de \(VIF_j\) estão bem abaixo de 10, podemos assumir que não há multicolinearidade
A análise indicou a presença de não \(homocedasticidade\), evidenciada pela variação não constante dos resíduos ao longo dos valores preditos, o que compromete a precisão das estimativas. O \(R^2\) ajustado foi moderado, sugerindo que o modelo explica uma fração significativa da variação na taxa de mortalidade infantil, mas ainda há variação não explicada. Isso reforça a necessidade de considerar outras variáveis ou utilizar um modelo mais sofisticado para melhorar o ajuste e a precisão das previsões.
Gustavo Ubatuba Farias - 00577844