EXERCÍCIOS TRIOLA, 10 ed. – CAPÍTULO 6 – SEÇÃO 6-3
Escores de QI. Nos exercícios 5 a 12, suponha que os
adultos tenham escores de QI normalmente distribuídos, com média igual a
100 e desvio padrão de 15. Sugestão: desenhe um gráfico em cada
caso.
- Ache a probabilidade de que um adulto, selecionado aleatoriamente,
tenha um QI menor do que 130.
pnorm(130, mean = 100, sd = 15)
## [1] 0.9772499
Gráfico:
x <- seq(55, 145)
y <- dnorm(x, 100, 15)
plot(x, y, type = "l")
abline(h=0)
i <- x <= 130
polygon(c(0,x[i],130), c(0,y[i],0), col="blue")

- Ache a probabilidade de que um adulto, selecionado aleatoriamente,
tenha um QI maior do que 131,5 (que é a exigência para ser membro da
sociedade Mensa).
pnorm(131.5, mean = 100, sd = 15, lower.tail = FALSE)
## [1] 0.01786442
Gráfico:
x <- seq(55, 145)
y <- dnorm(x, 100, 15)
plot(x, y, type = "l")
abline(h = 0)
i <- x >= 131.5
polygon(c(132,x[i],145), c(0,y[i],0), col="red")

- Ache a probabilidade de que um adulto, selecionado aleatoriamente,
tenha um QI entre 90 e 110 (considerado como a faixa normal).
pnorm(110, mean = 100, sd = 15) - pnorm(90, mean = 100, sd = 15)
## [1] 0.4950149
Gráfico:
x <- seq(55, 145)
y <- dnorm(x, 100, 15)
plot(x, y, type = "l")
abline(h = 0)
i <- x >= 90 & x <= 110
polygon(c(90,x[i],110), c(0,y[i],0), col = "green")

- Ache a probabilidade de que um adulto, selecionado aleatoriamente,
tenha um QI entre 110 e 120 (considerado como a faixa normal
brilhante).
pnorm(120, mean = 100, sd = 15) - pnorm(110, mean = 100, sd = 15)
## [1] 0.1612813
Gráfico:
x <- seq(55, 145)
y <- dnorm(x, 100, 15)
plot(x, y, type = "l")
abline(h = 0)
i <- x >= 110 & x <= 120
polygon(c(110,x[i],120), c(0,y[i],0), col = "lightcyan")

- Ache P10, que é o escore de QI que separa os 10% inferiores dos 90%
superiores.
qnorm(0.1, 100, 15)
## [1] 80.77673
Gráfico:
x <- seq(55, 145)
y <- dnorm(x, 100, 15)
plot(x, y, type = "l")
abline(h=0)
i <- x <= 81
polygon(c(0,x[i],81), c(0,y[i],0), col="lightgreen")

- Ache P60 que é o escore de QI que separa os 60% inferiores dos 40%
superiores.
qnorm(0.6, 100, 15)
## [1] 103.8002
Gráfico:
x <- seq(55, 145)
y <- dnorm(x, 100, 15)
plot(x, y, type = "l")
abline(h=0)
i <- x <= 104
polygon(c(0,x[i],104), c(0,y[i],0), col="lightyellow")

- Ache o escore de QI que separa os 35% superiores dos demais.
qnorm(0.35, 100, 15, lower.tail = FALSE)
## [1] 105.7798
Gráfico:
x <- seq(55, 145)
y <- dnorm(x, 100, 15)
plot(x, y, type = "l")
abline(h = 0)
i <- x >= 105.8
polygon(c(106,x[i],145), c(0,y[i],0), col="aquamarine")

- Ache o escore de QI que separa os 85% superiores dos demais.
qnorm(0.85, 100, 15, lower.tail = FALSE)
## [1] 84.4535
x <- seq(55, 145)
y <- dnorm(x, 100, 15)
plot(x, y, type = "l")
abline(h = 0)
i <- x >= 84.45
polygon(c(85,x[i],145), c(0,y[i],0), col="royalblue")

Nos Exercícios 13 a 16, use as seguintes informações (baseadas em
dados da Pesquisa Nacional de Saúde):
As alturas de homens são normalmente distribuídas, com uma média
de 69,0 pol e um desvio padrão de 2.8 pol.
As alturas de mulheres são normalmente distribuídas, com uma
média de 63,6 pol e um desvio padrão de 2.5 pol.
- Exigência de Altura do Club Beanstalk. O Club
Beanstalk, uma organização social para pessoas altas, tem uma exigência
de que as mulheres devem ter uma altura de, pelo menos, 70 pol (70 pol =
177,8 cm). Qual é a porcentagem de mulheres que atendem a tal
exigência?
round(pnorm(70, 63.6, 2.5, lower.tail = F) * 100, 2)
## [1] 0.52
- Exigência de Altura para Mulheres Militares. O
exército americano exige que a altura das mulheres esteja entre 58 pol
(ou 147,32 cm) e 80 pol (203,2 cm). Ache a porcentagem de mulheres que
atendem a essa exigência. Há muitas mulheres que têm seu direito de
ingressar no Exército negado por serem muito baixas ou muito altas?
round(((pnorm(80, 63.6, 2.5) - pnorm(58, 63.6, 2.5))*100),2)
## [1] 98.75
Não. O percentual de mulheres que têm seu direito de ingressar no
Exército negado por serem muito baixas ou muito altas é de 100 - 98.75 =
1,25%.
- Projetando Portas. A altura padrão de uma porta é
de 80 pol (203,2 cm).
- Qual é a porcentagem dos homens que são tão altos que não passam por
uma porta padrão sem se curvarem, e qual é a porcentagem das mulheres
que são tão altas que não passam por uma porta padrão sem se curvarem?
Com base nesses resultados, parece que o projeto atual de porta é
adequado?
Homens:
round(pnorm(80, 69, 2.8, lower.tail = F)*100,4)
## [1] 0.0043
Mulheres:
round(pnorm(80, 63.6, 2.5, lower.tail = F)*100,4)
## [1] 0
- Se um estatístico projeta uma casa de modo que todas as portas
tenham altura suficiente para todos os homens, exceto os 5% mais altos,
qual seria a altura de porta usada?
round(qnorm(0.95, 69, 2.8), 1)
## [1] 73.6
- Projetando Caixões. O caixão padrão tem um
comprimento interno de 78 pol (198,12 cm).
- Qual é a porcentagem de homens altos demais para caberem em um
caixão padrão, e qual é a porcentagem de mulheres altas demais para
caberem em um caixão padrão? Com base nesses resultados, parece que o
tamanho de um caixão padrão é adequado?
Homens:
round(pnorm(78, 69, 2.8, lower.tail = F) * 100, 2)
## [1] 0.07
Mulheres:
round(pnorm(78, 63.6, 2.5, lower.tail = F) * 100, 2)
## [1] 0
- Um fabricante de caixões deseja reduzir os custos de produção
fazendo caixões menores. Qual comprimento interno seria adequado para
todos os homens, com exceção dos 1% mais altos?
round(qnorm(0.99, 69, 2.8), 1)
## [1] 75.5
- Pesos ao Nascer. Os pesos ao nascer, nos Estados
Unidos, são normalmente distribuídos, com uma média de 3420 g e um
desvio padrão de 495 g. Se um hospital planeja estabelecer condições
especiais de observação para os 2% bebês mais leves, qual peso seria
usado para o corte que separa 2% mais leves dos demais?
round(qnorm(0.02, 3420, 495), 1)
## [1] 2403.4
- Pesos ao Nascer. Na Noruega, os pesos ao nascer são
normalmente distribuídos, com uma média de 3570 g e um desvio padrão de
500 g. Repita o Exercício 17 para os bebês nascidos na Noruega. O
resultado é muito diferente do encontrado no Exercício 17?
round(qnorm(0.02, 3570, 500), 1)
## [1] 2543.1
O resultado não é muito diferente do resultado encontrado no
exercício 17, pois a diferença foi de aproximadamente 140 g.
- Contato Visual. Em um estudo de comportamento
facial, as pessoas em um grupo de controle têm seu contato visual
controlado por um período de 5 minutos. Seus tempos são normalmente
distribuídos, com uma média de 184,0 s e um desvio padrão de 55,0 s (com
base em “Ethological Study of Facial Behavior in Nonparanoid and
Paranoid Schizophrenic Patients”, de Pittman, Olk, Orr e Singh,
Psychiatry, Vol. 144, Nº 1). Para uma pessoa selecionada aleatoriamente
no grupo de controle, ache a probabilidade de que seu tempo de contato
visual seja maior do que 230,0 s, que é a média para esquizofrênicos
paranóides.
pnorm(230, 184, 55, lower.tail = F)
## [1] 0.2014752
- Temperaturas do Corpo. Com base nos resultados
amostrais do Conjunto de Dados 2 do Apêndice B, suponha que as
temperaturas do corpo humano sejam distribuídas normalmente, com média
de 98,20°F e um desvio padrão de 0,62°F.
- O Hospital Bellevue, na Cidade de Nova York, usa 100,6°F como a
menor temperatura considerada como febre. Qual é a porcentagem de
pessoas normais e saudáveis que seriam consideradas febris? Tal
porcentagem sugere que o corte de 100,6°F é apropriado?
round(pnorm(100.6, 98.2, 0.62, lower.tail = F)*100, 4)
## [1] 0.0054
A temperatura de 100,6°F não é apropriada como temperatura de corte
para febre, pois somente 0,0054% dos casos atingem esse valor. Além
disso, 100,6°F está fora do limite de µ + 3σ, o que confirma que essa
temperatura é muito rara.
- Os médicos desejam selecionar uma temperatura mínima para a
requisição de exames médicos adicionais. Qual deve ser essa temperatura,
se eles desejam que somente 5% das pessoas saudáveis tenham temperatura
superior? (Tal resultado é chamado um falso positivo, o que significa
que o resultado do teste deu positivo, mas a pessoa não está realmente
doente.)
round(qnorm(0.95, 98.2, 0.62), 2)
## [1] 99.22
- Tempos de Gravidez. Os tempos de gravidez são
normalmente distribuídos, com uma média de 268 dias e um desvio padrão
de 15 dias.
- Um uso clássico de distribuição normal é inspirado em uma carta para
“Dear Aby”, na qual uma mulher afirmava ter dado à luz 308 dias depois
da visita de seu marido, que estava em serviço na Marinha. Dada essa
informação, ache a probabilidade de uma gravidez durar 308 dias ou mais.
O que esse resultado sugere?
pnorm(308, 268, 15, lower.tail = F)
## [1] 0.003830381
O resultado sugere que, ou foi uma gravidez muito rara, ou o
marinheiro não era o pai.
- Se um bebê é classificado como prematuro no caso de a duração da
gravidez estar dentro dos 4% tempos inferiores, ache o tempo de gravidez
que separa os bebês prematuros dos demais. Bebês prematuros requerem
tratamentos especiais, e esse resultado pode ser útil para os
administradores de hospitais no planejamento de tais cuidados.
round(qnorm(0.04, 268, 15), 1)
## [1] 241.7
- Larguras de Quadris e Assentos de Aeronaves. Os
engenheiros desejam projetar assentos em aviões comerciais de modo que
sejam largos o bastante para acomodarem 98% de todos os homens.
(Acomodar 100% dos homens exigiria assentos muito largos que seriam
muito caros.) Os homens têm quadris que são normalmente distribuídos,
com uma média de 14,4 pol e um desvio padrão de 1,0 pol (com base em
dados da sondagem antropométrica de Gordon, Clauser, et. al.).
Ache P98. Isto é, ache a largura de quadril que separa os 98%
menores dos 2% mais largos.
round(qnorm(0.98, 14.4, 1), 2)
## [1] 16.45
- Desenhando Capacetes. Os engenheiros têm que
considerar a largura da cabeça dos homens ao desenhar capacetes para
motociclistas. Os homens têm cabeça com largura normalmente distribuída,
com uma média de 6,0 pol e um desvio padrão de 1,0 pol (com base nos
dados de uma sondagem antropométrica de Gordon, Churchill et. al.).
Devido a restrições orçamentárias, os capacetes serão desenhados de modo
a se ajustarem em todos os homens, exceto aqueles com largura de cabeça
dentre as 2,5% inferiores ou 2,5% superiores. Ache as larguras mínima e
máxima que se ajustarão aos capacetes.
Largura mínima:
round(qnorm(0.025, 6, 1), 2)
## [1] 4.04
Largura máxima:
round(qnorm(0.975, 6, 1), 2)
## [1] 7.96
- Distância de Assento. Uma exigência comum é de que
um item (tal como um assento de avião ou de teatro) se ajuste a pessoas
na faixa entre o 5º percentil para mulheres e o 95º percentil para
homens. Se essa exigência é adotada, quais são as distâncias mínima e
máxima de assento? Para a distância de assento, use o comprimento das
nádegas ao joelho. Os homens têm esses comprimentos distribuídos
normalmente, com uma média de 23,5 pol e um desvio padrão de 1,1 pol. As
mulheres têm esses comprimentos distribuídos normalmente, com uma média
de 22,7 pol e um desvio padrão de 1,0 pol.
5º percentil para mulheres:
round(qnorm(0.05, 22.7, 1), 2)
## [1] 21.06
95º percentil para homens:
round(qnorm(0.95, 22.7, 1), 2)
## [1] 24.34
- Conjunto de Dados do Apêndice B: Pressão Sanguínea
Sistólica. Consulte o Conjunto de Dados 1 no Apêndice B e use
os níveis de pressão sanguínea sistólica para homens.
Dados: 125, 107, 126, 110, 110, 107, 113, 126, 137, 110, 109, 153,
112, 119, 113, 125, 131, 121, 132, 112, 121, 116, 95, 110, 110, 125,
124, 131, 109, 112, 127, 132, 116, 125, 112, 125, 120, 118, 115,
115.
masc_sist <- c(125, 107, 126, 110, 110, 107, 113, 126, 137, 110, 109, 153, 112, 119, 113, 125, 131, 121, 132, 112, 121, 116, 95, 110, 110, 125, 124, 131, 109, 112, 127, 132, 116, 125, 112, 125, 120, 118, 115, 115)
- Usando os níveis de pressão sanguínea sistólica para homens, ache a
média, o desvio padrão, e verifique se os dados têm uma distribuição que
é aproximadamente normal.
Média:
mean(masc_sist)
## [1] 118.9
Desvio Padrão:
sd(masc_sist)
## [1] 10.46312
- Supondo que os níveis de pressão sanguínea sistólica de homens sejam
normalmente distribuídos, ache o 5º e o 95º percentis. [Considere as
estatísticas da parte (a) como se fossem parâmetros populacionais.] Tais
percentis poderiam ser úteis para os médicos ao determinarem se níveis
de pressão sanguínea sistólica são muito baixos ou muito altos.
5º percentil:
round(qnorm(0.05, 118.9, 10.46), 1)
## [1] 101.7
95º percentil:
round(qnorm(0.95, 118.9, 10.46), 1)
## [1] 136.1
- Conjunto de Dados do Apêndice B: Pressão Sanguínea
Sistólica. Repita o Exercício 25 para as mulheres.
Dados: 104, 99, 102, 114, 94, 101, 108, 104, 123, 93, 89, 112, 107,
116, 181, 98, 100, 127, 107, 116, 97, 155, 106, 110, 105, 118, 133, 113,
113, 107, 95, 108, 114, 104, 125, 124, 92, 119, 93, 106.
fem_sist <- c(104, 99, 102, 114, 94, 101, 108, 104, 123, 93, 89, 112, 107, 116, 181, 98, 100, 127, 107, 116, 97, 155, 106, 110, 105, 118, 133, 113, 113, 107, 95, 108, 114, 104, 125, 124, 92, 119, 93, 106)
- Média:
mean(fem_sist)
## [1] 110.8
Desvio Padrão:
sd(fem_sist)
## [1] 17.1138
- 5º percentil:
round(qnorm(0.05, 110.8, 17.11), 1)
## [1] 82.7
95º percentil:
round(qnorm(0.95, 110.8, 17.11), 1)
## [1] 138.9
Referência:
TRIOLA, Mario F. Introdução à estatística. 10.ed.
Rio de Janeiro: LTC, 2008.