Análise do caso de Belo Horizonte

O retorno do investimento público é uma discussão constante na administração pública, e o debate ganha ainda mais calor quando se trata de atividades que são vistas pelo senso comum como “não essenciais”.

Esse é o caso do turismo. Para Belo Horizonte, que não tem o setor entre suas principais atividades econômicas, surgem dúvidas sobre a viabilidade de investir na área. Em 2023, a Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), responsável pela coordenação das políticas de turismo, contou com um orçamento de cerca de R$ 44 milhões.

A arrecadação de ISS (Imposto sobre Serviços) é uma boa métrica para mensurar o retorno das atividades turísticas. No mesmo ano de 2023, essas atividades geraram R$ 103 milhões em ISS, mais que o dobro do valor investido pela Belotur.

Para ilustrar essa relação, analisamos os dados de 2019 a 2023, comparando a arrecadação de ISS com o orçamento da Belotur. O gráfico abaixo mostra o saldo (diferença entre a arrecadação de ISS e o orçamento) ao longo desse período, destacando o retorno financeiro que o setor turístico tem gerado para o município.

Ano Arrecadação ISS Turismo ( milhões) Orçamento Belotur ( milhões)
2019 88,5 30,4
2020 40,17 29
2021 54,91 29
2022 84,89 33,8
2023 102,74 44