A cada dia em 2020, aproximadamente 800 mulheres morreram de causas evitáveis relacionadas com a gravidez e o parto, o que significa que uma mulher morre a cada dois minutos.
A meta 3.1 do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) é reduzir a mortalidade materna para menos de 70 mortes maternas por 100 000 nados-vivos até 2030.
O Grupo Interagências das Nações Unidas para a Estimativa da Mortalidade Materna (MMEIG) – composto pela OMS, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), o Grupo do Banco Mundial e o Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, A Divisão de População (UNDESA/Divisão de População) colaborou com especialistas técnicos externos numa nova ronda de estimativas que abrangem o período de 2000 a 2020. As estimativas representam as estimativas de mortalidade materna mais atualizadas e internacionalmente comparáveis do MMEIG, utilizando dados de entrada refinados e métodos de rodadas anteriores.
O relatório apresenta estimativas e tendências do Brasil comparáveis a nível global, regional e nacional para a mortalidade materna entre 2000 e 2020.
## # A tibble: 20 × 2
## year_start total_deaths
## <dbl> <dbl>
## 1 2000 3950
## 2 2001 3724
## 3 2002 3906
## 4 2003 3739
## 5 2004 3875
## 6 2005 3826
## 7 2006 3810
## 8 2007 3732
## 9 2008 3575
## 10 2009 3879
## 11 2010 3606
## 12 2011 3346
## 13 2012 3239
## 14 2013 3435
## 15 2014 3586
## 16 2015 3565
## 17 2016 3472
## 18 2017 3404
## 19 2018 1626
## 20 2019 1546
A probabilidade de uma menina de 15 anos acabar morrendo de uma causa materna. O cálculo foi feito com base na divisão do total de obsevaçoes de mortes maternas pelo total da população
## total_deaths total_population risk_of_death
## 1 107029 1633922 0.06550435
## # A tibble: 20 × 4
## year_mid total_deaths hiv_aids_deaths proportion
## <dbl> <dbl> <int> <dbl>
## 1 2000. 1599 7385 4.62
## 2 2002. 1515 7132 4.71
## 3 2002. 1585 6967 4.40
## 4 2004. 1522 6570 4.32
## 5 2004. 1573 6357 4.04
## 6 2006. 1559 5229 3.35
## 7 2006. 1538 4427 2.88
## 8 2008. 1506 4263 2.83
## 9 2008. 1558 4172 2.68
## 10 2010. 1792 4051 2.26
## 11 2010. 1633 3995 2.45
## 12 2012. 1546 3858 2.50
## 13 2012. 1515 3546 2.34
## 14 2014. 1632 3401 2.08
## 15 2014. 1686 3276 1.94
## 16 2016. 1693 3112 1.84
## 17 2016. 1631 3495 2.14
## 18 2018. 1685 3066 1.82
## 19 2018. 1626 3125 1.92
## 20 2020. 1546 3525 2.28
A taxa de mortalidade materna (RMM) é definido e calculado como o número de mortes de mães divididas por pessoas-anos vividos por mulheres idade reprodutiva em uma população. A taxa RMM captura tanto o risco de morte materna por gravidez e o nível de fertilidade da população.
A proporção materna (PM) é a proporção de mortes entre mulheres em idade reprodutiva que são devidas a causas maternas. PM é calculado como o número de mortes maternas em um determinado período de tempo dividido pelo total de mortes entre mulheres de 15 a 49 anos anos nesse período de tempo.
A tabela abaixo mostra a taxa de mortalidade materna (RMM) e a proporção materna (PM) apartir dos anos 2000
## year_mid truemat_vr RMM MP
## 1 2000.5 1677 48.06535 0.02082480
## 2 2001.5 2209 64.32732 0.02814049
## 3 2002.5 2321 69.24224 0.02946254
## 4 2003.5 2217 68.02700 0.02812738
## 5 2004.5 2302 70.67854 0.03002556
## 6 2005.5 1620 50.03088 0.02175899
## 7 2006.5 2272 71.40163 0.03081890
## 8 2007.5 2226 71.27762 0.03042064
## 9 2008.5 2017 65.65755 0.02794751
## 10 2009.5 1863 60.94210 0.02601156
## 11 2010.5 1719 56.50888 0.02455328
## 12 2011.5 1615 53.23006 0.02308330
## 13 2012.5 1585 53.06327 0.02306662
## 14 2013.5 1690 57.03679 0.02518591
## 15 2014.5 1741 57.99467 0.02679162
## 16 2015.5 1742 57.64394 0.02721705
## 17 2016.5 1667 57.38382 0.02685331
## 18 2017.5 1719 58.23171 0.02825258
Como é possivel ver nos dados acima, ainda estamos longe de atingir a meta das ODS 3.1, para reduzir a taxa de mortalidade materna global (MMR) para menos de 70 mortes maternas por 100.000 nascidos vivos até 2030.
Desde já as autoridades do pais devem reforçar os sistemas de saúde para responder às necessidades e prioridades das mulheres e garotas alem de abordar as desigualdades no acesso e na qualidade dos cuidados de saúde sexual, reprodutiva, materna e neonatal e capacitar mulheres, meninas e comunidades sobre saúde reprodutiva.