O setor de transporte é responsável por cerca de 20% das emissões
globais de gases de efeito estufa, conforme dados da Agência
Internacional de Energia (IEA). No Brasil, essa porcentagem é ainda
maior, ultrapassando 40%, de acordo com a mesma entidade. Despoluir esse
setor é uma ação fundamental e determinante para desacelerar as mudanças
climáticas e alcançar as metas ambientais estabelecidas pelo Acordo de
Paris, adotado em dezembro de 2015, durante a 21ª Conferência das Partes
(COP21). Um instrumento essencial para atingir esse objetivo são os
veículos elétricos.
Neste contexto, a análise dos diversos tipos de veículos elétricos
atualmente disponíveis, incluindo Veículos Elétricos a Bateria (BEVs),
Veículos Elétricos a Célula de Combustível (FCEVs) e Veículos Elétricos
Híbridos Plug-in (PHEVs), oferece um panorama das tendências globais de
veículos elétricos, evidenciando o crescimento das vendas e a
distribuição dos diferentes tipos de sistemas de propulsão nas diversas
regiões. À medida que olhamos para o futuro, a Perspectiva Global de
Veículos Elétricos destaca o potencial da mobilidade elétrica para
remodelar o cenário de transporte e nos conduzir a um futuro mais
sustentável e inovador.
Os veículos elétricos(EV) são basicamente divididos em algumas
categorias distintas, colocando em destaque Veículos Elétricos a Bateria
(BEVs), Veículos Elétricos a Célula de Combustível (FCEVs) e Veículos
Elétricos Híbridos Plug-in (PHEVs). Cada um desses tem características,
vantagens e limitações distintas.
HEVs:Veículos Elétricos Híbridos que combinam um motor
a combustão interna com um motor elétrico para melhorar a eficiência de
combustível e reduzir as emissões de poluentes. Ele auxilia o motor a
combustão, especialmente em baixas velocidades e durante a aceleração, o
que resulta em menor consumo de combustível.
BEVs: São veículos totalmente elétricos com zero
emissões de carbono, com custo-benefício de longo prazo, mas dependem da
infraestrutura local para o carregamento e autonomia da bateria.
FCEVs: Utilizam hidrogênio comprimido como combustível,
que é convertido diretamente em eletricidade com zero emissões de
carbono, já que sua reação eletroquímica resulta em vapor de água.
Possuem reabastecimento rápido, mas enfrentam desafios com a
infraestrutura de abastecimento de hidrogênio e custos de
produção.
PHEVs: Oferecem uma mistura de energia elétrica e
tradicional, com maior flexibilidade para viagens mais longas, mas ainda
dependem de combustíveis fósseis e têm alcance limitado somente
elétrico.
Cada tipo tem seus pontos fortes e se adapta a diferentes casos de uso e
necessidades do usuário. A escolha entre eles geralmente depende de
fatores como hábitos de direção, disponibilidade de infraestrutura de
reabastecimento ou carregamento e metas ambientais.
A análise proporcionará várias vantagens para os consumidores:
Economia: Ao identificar os fatores que mais
influenciam os custos dos veículos elétricos, os consumidores poderão
planejar suas compras de forma mais eficiente.
Decisões Informadas: Com base em dados concretos, os
consumidores poderão tomar decisões mais acertadas ao escolher seus
veículos elétricos, em vez de depender apenas de intuições ou
suposições.
Planejamento Estratégico: Entender as variações de
custo-benefício permitirá que os consumidores planejem suas aquisições
de maneira mais estratégica, maximizando suas economias e melhorando a
experiência de compra futura.
Essa análise ajudará os consumidores a compreender melhor os fatores que
impactam o custo dos veículos elétricos e a tomar decisões de compra
mais inteligentes e vantajosas.
Os pacotes listados a seguir são essenciais para a execução do código apresentado neste projeto. Sem eles, o código não funcionará corretamente.
# Dados da tabela
# dataframe com os pacotes e seus propósitos
pacotes <- data.frame(
Nome = c("knitr", "rmarkdown", "rmdformats", "dplyr", "readr", "DT", "kableExtra", "shiny", "janitor", "ggplot2", "scales", "plotly"),
Propósito = c("Para criação dinâmica de relatórios em R",
"Para criar documentos dinâmicos em RMarkdown",
"Para usar temas de documentos RMarkdown",
"Para manipulação e transformação de dados",
"Para importar facilmente dados delimitados",
"Para criar tabelas interativas",
"Para melhorar a formatação de tabelas em RMarkdown",
"Para criar aplicações web interativas",
"Para limpar e organizar dados facilmente",
"Para visualização de dados com gráficos customizáveis",
"Para formatar escalas em gráficos",
"Para criar gráficos interativos")
)
# Criando a tabela
kable(pacotes, format = "html", table.attr = "class='table table-striped'") %>%
kable_styling(full_width = F, position = "center")| Nome | Propósito |
|---|---|
| knitr | Para criação dinâmica de relatórios em R |
| rmarkdown | Para criar documentos dinâmicos em RMarkdown |
| rmdformats | Para usar temas de documentos RMarkdown |
| dplyr | Para manipulação e transformação de dados |
| readr | Para importar facilmente dados delimitados |
| DT | Para criar tabelas interativas |
| kableExtra | Para melhorar a formatação de tabelas em RMarkdown |
| shiny | Para criar aplicações web interativas |
| janitor | Para limpar e organizar dados facilmente |
| ggplot2 | Para visualização de dados com gráficos customizáveis |
| scales | Para formatar escalas em gráficos |
| plotly | Para criar gráficos interativos |
Os dados aqui utilizados foram adquiridos pela Kaggle, originalmente da Agência Internacional de Energia (IEA) e consistem de informações relacionadas à energia sustentável em diversas regiões do mundo. Disponível em Link
A tabela desse projeto possui 12655 linhas e 08 colunas e foi
extraída de um arquivo CSV. Os dados foram coletados ao longo de 2010 -
2024 contendo informações das futuras compras dos países listados até
2035.
Visualização dos dados:
A seguir temos o processo de limpeza dos dados, começando por verificar se existem linhas duplicadas no dataset
if (nrow(evsalesData) > 0) {
evsalesData <- evsalesData %>% distinct()
p("Duplicatas removidas com sucesso.")
} else {
p("Nenhum dado disponível para limpeza.")
}Duplicatas removidas com sucesso.
A resposta “Duplicatas removidas com sucesso.” indica que linhas duplicadas foram retiradas.
A remoção de valores NA (Not Available), colunas e linhas vazias é uma etapa crucial na limpeza de dados ela ajuda a melhorar a qualidade dos dados retirando dados incompletos ou ausentes que podem levar a análises incorretas ou enviesada assim ajudando a garantir que as análises sejam baseadas em dados completos e mais precisos
evsalesData <- na.omit(evsalesData)
evsalesData <- evsalesData %>% remove_empty("cols")
evsalesData <- evsalesData %>% remove_empty("rows")Em seguida, lista o nome das colunas e variaveis unicas de cada coluna
## [1] "region, category, parameter, mode, powertrain, year, unit, value"
## [1] "Australia" "Austria" "Belgium"
## [4] "Brazil" "Bulgaria" "Canada"
## [7] "Chile" "China" "Colombia"
## [10] "Costa Rica" "Croatia" "Cyprus"
## [13] "Czech Republic" "Denmark" "Estonia"
## [16] "EU27" "Europe" "Finland"
## [19] "France" "Germany" "Greece"
## [22] "Hungary" "Iceland" "India"
## [25] "Indonesia" "Ireland" "Israel"
## [28] "Italy" "Japan" "Korea"
## [31] "Latvia" "Lithuania" "Luxembourg"
## [34] "Mexico" "Netherlands" "New Zealand"
## [37] "Norway" "Poland" "Portugal"
## [40] "Rest of the world" "Romania" "Seychelles"
## [43] "Slovakia" "Slovenia" "South Africa"
## [46] "Spain" "Sweden" "Switzerland"
## [49] "Thailand" "Turkiye" "United Arab Emirates"
## [52] "United Kingdom" "USA" "World"
## [1] "Historical" "Projection-STEPS" "Projection-APS"
## [1] "EV stock share" "EV sales share"
## [3] "EV sales" "EV stock"
## [5] "EV charging points" "Electricity demand"
## [7] "Oil displacement Mbd" "Oil displacement, million lge"
## [1] "Cars" "EV" "Buses" "Vans" "Trucks"
## [1] "EV" "BEV"
## [3] "PHEV" "Publicly available fast"
## [5] "Publicly available slow" "FCEV"
## [1] 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2010 2025
## [16] 2030 2035
## [1] "percent" "Vehicles"
## [3] "charging points" "GWh"
## [5] "Milion barrels per day" "Oil displacement, million lge"
Padronização das colunas de anos e valores para que não tenha outro tipo de variavel sem ser numeral
Filtro das colunas e variaveis unicas das colunas para melhor entendimento da analise:
Filtro para tirar variantes regionais deixando apenas países
filter(!region %in% c("World", "Rest of the world", "EU27", "Europe")) %>%
Filtro para data atual de vendas
filter(year >= 2010 & year <= 2024) %>%
Filtro para datas futuras
filter(year >= 2025 & year <= 2035) %>%
Grafico com os dez maiores
top_countries <- evsalesData %>%
filter(year >= 2010 & year <= 2024) %>%
filter(!region %in% c("World", "Rest of the world", "EU27", "Europe")) %>%
group_by(region) %>%
summarise(total_sales = sum(value, na.rm = TRUE)) %>%
arrange(desc(total_sales)) %>%
slice(1:10)
#grafico
ggplot(top_countries, aes(x = reorder(region, total_sales), y = total_sales)) +
geom_bar(stat = "identity", fill = "green") +
coord_flip() +
labs(title = "Top 10 Países com Maior Venda de EV (2010-2024)",
x = "País",
y = "Total de Vendas de EV") +
theme_minimal()Ao analisar os maiores compradores de veículos elétricos (EV) entre 2010 e 2024, em destaque para melhor compreensão os dez primeiros, fica nítida a liderança da China com uma margem significativa, seguida pelos Estados Unidos, países da Europa e do Norte Global. Este domínio pode ser atribuído a uma combinação de fatores.
Primeiramente, as políticas governamentais favoráveis desempenham um papel crucial. Na China, por exemplo, o governo implementou uma série de subsídios e incentivos fiscais para promover a compra de veículos elétricos. Além disso, há incentivos financeiros que tornam os EVs mais acessíveis ao consumidor médio. Esses incentivos incluem descontos na compra, isenção de impostos e benefícios adicionais como estacionamento gratuito e acesso a faixas exclusivas de trânsito.Outro fator importante é a infraestrutura robusta. Países líderes em vendas de EVs investiram pesadamente na construção de estações de carregamento, tanto públicas quanto privadas, facilitando a vida dos proprietários de veículos elétricos. A disponibilidade de uma rede de carregamento eficiente é essencial para a adoção em massa de EVs, pois reduz a ansiedade relacionada à autonomia dos veículos.A alta demanda por soluções de transporte sustentável também impulsiona as vendas. Com o aumento da conscientização trabalhada pelos governos desses países desde a base infantil e a propaganda em massa para todas as faixas etárias sobre as mudanças climáticas e a necessidade de reduzir as emissões de carbono, mais consumidores estão optando por veículos elétricos como uma alternativa ecológica aos veículos tradicionais movidos a combustíveis fósseis. Essa conscientização ambiental é particularmente forte em países como Alemanha e França, onde há um grande movimento em direção à sustentabilidade.Além disso, a inovação tecnológica e a competitividade do mercado têm levado a melhorias contínuas nos veículos elétricos, tornando-os mais atraentes para os consumidores. A autonomia dos veículos, o tempo de carregamento e a variedade de modelos disponíveis no mercado têm melhorado significativamente, tornando os EVs uma opção viável para um número crescente de pessoas.
Na contramão do temos o gráfico com os dez menores compradores de EV:
bottom_countries <- evsalesData %>%
filter(year >= 2010 & year <= 2024) %>%
filter(!region %in% c("World", "Rest of The World", "EU27")) %>%
group_by(region) %>%
summarise(total_sales = sum(value, na.rm = TRUE)) %>%
arrange(total_sales) %>%
slice(1:10)
#grafico
ggplot(bottom_countries, aes(x = reorder(region, total_sales), y = total_sales)) +
geom_bar(stat = "identity", fill = "red") +
coord_flip() +
labs(title = "Top 10 Países com Menor Venda de EV (2010-2024)",
x = "País",
y = "Total de Vendas de EV") +
theme_minimal()No caso dos dez piores países em compras de EVs dos últimos 14 anos,
é mais complexo e demanda vários fatores que podem explicar essa baixa
adoção dos países listados no gráfico: Eslováquia, Tailândia, Croácia,
Lituânia, Letônia, Bulgária, Estônia, Chipre, Indonésia e
Seychelles.
Entre eles estão as condições econômicas, já que países com menor PIB
per capita e renda média tendem a ter menor poder de compra, o que
dificulta a adoção de tecnologias mais caras, como os veículos
elétricos. Por exemplo, países como a Bulgária e a Indonésia podem
enfrentar desafios econômicos que limitam a capacidade dos consumidores
de investir em EVs.Além disso, temos a indisponibilidade de estações de
carregamento. A falta de uma infraestrutura robusta de carregamento é um
grande obstáculo, já que países com poucas estações de carregamento
tornam a posse de um EV menos conveniente, desestimulando a compra. A
construção de uma rede de carregamento eficiente requer investimentos
significativos, que podem não ser uma prioridade em economias
menores.Também a ausência de políticas governamentais favoráveis, como
subsídios e incentivos fiscais, pode desestimular a compra de EVs.
Países que não oferecem benefícios financeiros para a compra de veículos
elétricos tendem a ter menores taxas de adoção. A falta de incentivos
pode ser observada em países como a Eslováquia e a Letônia que mesmo
sendo considerados países do Norte Global tem uma certa dificuldades em
aderir programas de sustentabilidade ambiental e social.
A transição para veículos elétricos (EVs) tem sido uma das principais estratégias globais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e combater as mudanças climáticas. Desde 2010, o mercado de veículos elétricos tem experimentado um crescimento significativo, impulsionado por avanços tecnológicos, políticas governamentais favoráveis e uma crescente conscientização ambiental. Como dito anteriormente, neste tópico mostraremos os tipos de veículos mais vendidos e a projeção de vendas futuras. Entre 2010 e 2024, observou-se um aumento constante nas vendas de carros elétricos, seguidos pelos EVs não categorizados, ônibus, vans e caminhões.
## Distrbuição de tipos de veiculos vendidos entre 2010 a 2024
vehicle_sales <- evsalesData %>%
filter(year >= 2010 & year <= 2024) %>%
group_by(mode) %>%
summarise(total_sales = sum(value, na.rm = TRUE)) %>%
arrange(desc(total_sales))
# Separar os mais comprados e menos comprados
top_vehicles <- vehicle_sales %>% slice(1:10)
bottom_vehicles <- vehicle_sales %>% tail(10)
# Gráfico de pizza dos tipos de veículos mais comprados
ggplot(top_vehicles, aes(x = "", y = total_sales, fill = mode)) +
geom_bar(width = 1, stat = "identity") +
coord_polar("y", start = 0) +
labs(title = "Tipos de Veículos Mais Comprados (2010-2024)",
fill = "Tipo de Veículo") +
theme_void() +
scale_fill_brewer(palette = "Set3")Nos próximos dez anos, a tendência é que essa linha continue, com os carros elétricos mantendo-se como os mais vendidos, seguidos por ônibus e vans. Espera-se um aumento mínimo nas vendas de caminhões elétricos, refletindo uma adoção mais lenta nesse segmento específico. Esse crescimento contínuo é impulsionado por uma combinação de fatores ja mencionados. À medida que a infraestrutura de carregamento se expande e as tecnologias de baterias melhoram, a acessibilidade e a conveniência dos veículos elétricos devem aumentar, consolidando ainda mais sua posição no mercado.
## tipo de veiculos maior e menor compra de 2025 a 2035
vehicle_sales <- evsalesData %>%
filter(year >= 2025 & year <= 2035) %>%
group_by(mode) %>%
summarise(total_sales = sum(value, na.rm = TRUE)) %>%
arrange(desc(total_sales))
# Separar os mais comprados e menos comprados
top_vehicles <- vehicle_sales %>% slice(1:10)
bottom_vehicles <- vehicle_sales %>% tail(10)
# Gráfico de pizza dos tipos de veículos mais comprados
ggplot(top_vehicles, aes(x = "", y = total_sales, fill = mode)) +
geom_bar(width = 1, stat = "identity") +
coord_polar("y", start = 0) +
labs(title = "Tipos de Veículos 2025 - 2035",
fill = "Tipo de Veículo") +
theme_void() +
scale_fill_brewer(palette = "Set2")# Filtrar os dados para Brasil e as maiores vendas globais
brasil_data <- evsalesData %>% filter(region == "Brazil")
maiores_vendas <- evsalesData %>% filter(region %in% c("China", "USA", "Europe"))
# Combinar os dados
dados_combinados <- bind_rows(brasil_data, maiores_vendas)
# Criar o gráfico ggplot
grafico <- ggplot(dados_combinados, aes(x = year, y = value, color = region)) +
geom_line() +
labs(title = "Comparação das Vendas de EV: Brasil vs Maiores Vendas Globais (2010-2024)",
x = "Ano",
y = "Vendas de EV (unidades)",
color = "Região") +
theme_minimal()
# Transformar o gráfico ggplot em um gráfico interativo com plotly
grafico_interativo <- ggplotly(grafico)
# Exibir o gráfico interativo
grafico_interativoNo contexto global, o Brasil ainda está em uma fase inicial de adoção de veículos elétricos. As vendas de EVs no Brasil são significativamente menores em comparação com a China e os EUA por sua falta de infraestrutura de carregamento, incentivos governamentais limitados e uma menor conscientização pública sobre os benefícios dos EVs. Neste grafico continuamos vendo como China lidera o mercado global de EVs, com vendas que superam em muito as de qualquer outro país os EUA também têm um mercado robusto de EVs, embora não tão grande quanto o da China. Incentivos fiscais federais e estaduais, juntamente com uma crescente rede de carregamento, têm impulsionado as vendas. Empresas como Tesla têm desempenhado um papel crucial na popularização dos EVs nos EUA. No contexto do gráfico destaca a disparidade significativa entre as vendas de EVs no Brasil e nos líderes globais, China e EUA. Para que o Brasil possa aumentar sua participação no mercado de EVs, será necessário um esforço coordenado entre o governo, a indústria e os consumidores para melhorar a infraestrutura, oferecer incentivos e aumentar a conscientização sobre os benefícios dos veículos elétricos.
Concluimos que ao análisar os maiores e menores compradores de
veículos elétricos (EVs) entre 2010 e 2024 revela uma nítida disparidade
entre as nações líderes e as que estão atrás na adoção dessa tecnologia.
Enquanto países como China, Estados Unidos e grandes economias da Europa
têm investido fortemente na infraestrutura, inovação tecnológica e
incentivos governamentais, resultando em um crescimento significativo
nas vendas de EVs, outras nações, como Eslováquia, Croácia e Indonésia,
enfrentam desafios econômicos, falta de políticas públicas e uma
infraestrutura insuficiente que limitam a expansão desse mercado. O
sucesso da transição para veículos elétricos nos países líderes está
vinculado à combinação de fatores como políticas favoráveis, incentivos
financeiros e um movimento forte em direção à sustentabilidade. Por
outro lado, a baixa adoção de EVs em nações menos desenvolvidas ou com
economias emergentes pode ser atribuída à falta de investimento em
infraestrutura e à ausência de apoio governamental adequado, refletindo
uma realidade complexa que vai além de questões tecnológicas e
ambientais.
Embora o Brasil tenha potencial para crescer no mercado de veículos
elétricos, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Para que o país
possa competir com os grandes líderes globais, como China e Estados
Unidos, será necessário um esforço coordenado entre governo, indústria e
consumidores para melhorar a infraestrutura de carregamento, oferecer
incentivos governamentais mais agressivos e aumentar a conscientização
pública sobre os benefícios dos EVs. O crescimento desse mercado no
Brasil dependerá de políticas públicas e investimentos estratégicos que
facilitem a transição para tecnologias mais limpas e acessíveis. No
cenário global, essa diferença indica que, embora a transição para
veículos elétricos esteja em curso, ela não ocorre de forma homogênea.
Países com maiores recursos e políticas mais robustas avançam mais
rapidamente, enquanto os que enfrentam barreiras econômicas e
estruturais permanecem atrás. Portanto, para que o mercado global de EVs
continue a crescer e se consolidar, será crucial um esforço conjunto
para superar essas disparidades, especialmente nas regiões onde o
desenvolvimento da mobilidade elétrica ainda é incipiente.
FORD, Patrick L. Global EV Sales 2010-2024. Kaggle, 2024. Disponível
em: https://www.kaggle.com/datasets/patricklford/global-ev-sales-2010-2024/data.
Acesso em: 04 set. 2024.
BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Acordo de Paris.
Brasília: MCTI, 2015. Disponível em: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/sirene/publicacoes/acordo-de-paris-e-ndc/arquivos/pdf/acordo_paris.pdf.
Acesso em: 10 set. 2024.
WWF Brasil. Acordo de Paris completa cinco anos com lições aprendidas.
WWF Brasil, 2020. Disponível em: https://www.wwf.org.br/?77471/Acordo-de-Paris-completa-cinco-anos-com-licoes-aprendidas.
Acesso em: 10 set. 2024.
INTERNATIONAL ENERGY AGENCY. IEA. Disponível em: https://www.iea.org/. Acesso
em: 10 set. 2024.