Análise Andrea Dell’Aquila

Autor

Caio Vallio & Vitor Vallio

Data de Publicação

27 de julho de 2026

Resumo
O objetivo deste relatório é realizar a análise estatística e interpretação dos resultados do estudo sobre saúde da mulher em tres diferentes tratamentos.



Análises realizadas: Para as medidas de efeito, foram aplicados modelos lineares mistos (linear mixed-effects models, LMM; não modelos lineares generalizados mistos), estimados por máxima verossimilhança restrita (REML) e considerando a alocação dos grupos segundo a análise por intenção de tratar (ITT): todas as participantes randomizadas foram analisadas no braço de alocação original. O resultado do modelo é a diferença média (mean difference) entre grupos da mudança intragrupo, com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Os efeitos fixos incluíram variáveis dummy de tempo (pós-tratamento e seguimento de 6 meses, com a linha de base como referência) e seus termos de interação com o grupo (tempo\(\times\)grupo). O efeito principal de grupo foi omitido, caracterizando uma parametrização longitudinal com média basal comum entre os grupos, compatível com a alocação randomizada; assim, os coeficientes das interações estimam diretamente as diferenças entre grupos nas mudanças a partir da linha de base.(Twisk 2019, 2013) Foi incluído um intercepto aleatório por participante para acomodar a dependência intra-sujeito nas medidas repetidas, o que corresponde a uma estrutura de covariância de simetria composta. Os dados faltantes não foram imputados: o LMM utiliza todas as observações disponíveis sob a suposição de dados faltantes ao acaso (missing at random, MAR), sem restringir a análise a casos completos. Os pressupostos do LMM (especificação da estrutura de efeitos fixos, independência entre participantes, normalidade e homocedasticidade aproximadas dos resíduos e normalidade aproximada dos interceptos aleatórios) foram inspecionados por diagnósticos da stack easystats (performance/see), apresentados na seção de diagnósticos ao final deste relatório.

Software utilizado para as análises: R Core Team (2022). R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing, Vienna, Austria. URL https://www.R-project.org/. Pacotes principais: lme4, lmerTest, parameters, performance e see.

1 Variáveis Demográficas

1.1 Contagem de participantes

1.1.1 Pré-intervenção

1.1.2 Pós-intervenção

1.1.3 Follow-up

1.1.4 Dados faltantes e conjunto de análise (ITT)

Conjunto de análise (ITT). Todas as 65 participantes randomizadas (22 EV, 21 HIFEM e 22 HIFEM sham) foram mantidas nas análises no grupo de alocação original, independentemente da completude do seguimento ou do protocolo, sem exclusões determinadas após a randomização. Todas compareceram à avaliação pós-tratamento e 60 (92,3%) compareceram ao follow-up de 6 meses; as cinco perdas nesse momento (7,7%) ocorreram nos grupos EV (n = 2), HIFEM (n = 2) e HIFEM sham (n = 1). Além dessas perdas de visita, houve ausência isolada de dados por desfecho: uma participante do grupo EV não possuía valores basais para os 11 desfechos analisados e uma participante do grupo HIFEM sham não possuía valores de urgência e noctúria no pós-tratamento. Consequentemente, estavam disponíveis 189 observações para cada um dos demais nove desfechos e 188 para urgência e noctúria. Não foi realizada imputação, substituição pela última observação disponível nem análise restrita a casos completos. Sob a suposição MAR, os LMMs utilizaram todas as medidas observadas de cada participante; portanto, inclusive as participantes sem follow-up contribuíram com suas medidas disponíveis e permaneceram em seus braços de randomização.

1.2 Idade



1.3 Raça



1.4 Estado civil



1.5 Estudo



1.6 Peso



1.7 Altura



1.8 Menarca



1.9 Menopausa



1.10 Gestações



1.11 Partos Normais



1.12 Cesáreas



1.13 Abortos



1.14 Episiotomias





2 Variáveis de Desfecho

2.1 International Consultation on Incontinence Questionnaire (ICIQ)



2.2 Diário Miccional



2.3 Avaliação Física - PERF



2.4 Peritron





3 Análises Comparativas

3.1 ICIQ

3.1.1 Modelo EV vs HIFEM

(EV = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou ICIQ em média 4,16 pontos maior do que o grupo EV (IC95% 1,66 a 6,65; p=0,001). Como ICIQ menor é melhor, esse resultado favorece o EV e indica que o HIFEM teve pior desfecho no pós.

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou ICIQ em média 3,24 pontos maior do que o EV (IC95% 0,63 a 5,85; p=0,016). Novamente, por ICIQ menor ser melhor, o resultado favorece o EV e sugere que o EV manteve melhor resultado também no follow-up.



3.1.2 Modelo HIFEM Sham vs EV

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo EV apresentou ICIQ em média 6,13 pontos menor do que o grupo Sham (IC95% −8,40 a −3,86; p < 0,001). Como ICIQ menor é melhor, esse resultado favorece o EV e indica melhor desfecho do EV no pós.

No follow-up, o grupo EV apresentou ICIQ em média 6,11 pontos menor do que o Sham (IC95% −8,45 a −3,76; p < 0,001). Novamente, o resultado favorece o EV, sugerindo que a vantagem do EV se mantém no follow-up.



3.1.3 Modelo HIFEM Sham vs HIFEM

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou ICIQ em média 2,31 pontos menor do que o grupo Sham (IC95% −4,84 a 0,22; p=0,073). Como ICIQ menor é melhor, isso sugere vantagem do HIFEM no pós, mas sem evidência estatística conclusiva (o IC inclui 0 e p>0,05).

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou ICIQ em média 3,21 pontos menor do que o Sham (IC95% −5,83 a −0,60; p=0,016). Como ICIQ menor é melhor, esse resultado favorece o HIFEM e indica melhor desfecho do HIFEM no follow-up.



3.1.4 Interpretação Geral dos Resultados

Como ICIQ menor é melhor, os três modelos mostram o seguinte: EV foi melhor que HIFEM (o HIFEM teve ICIQ mais alto que o EV tanto no pós quanto no follow-up); EV foi claramente melhor que o Sham (ICIQ cerca de 6 pontos menor nos dois momentos); e HIFEM foi parecido com o Sham no pós (diferença não ficou clara), mas no follow-up o HIFEM foi melhor que o Sham (ICIQ mais baixo).





3.2 Peritron

3.2.1 Modelo EV vs HIFEM

(EV = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou Peritron em média 9,50 pontos menor do que o grupo EV (IC95% −15,31 a −3,70; p=0,002). Como Peritron maior é melhor (maior força), esse resultado favorece o EV e indica que o HIFEM teve pior desfecho no pós.

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou Peritron em média 15,08 pontos menor do que o EV (IC95% −21,11 a −9,05; p<0,001). Novamente, por Peritron maior ser melhor, o resultado favorece o EV e sugere que o EV manteve melhor resultado também no follow-up.



3.2.2 Modelo HIFEM Sham vs EV

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo EV apresentou Peritron em média 15,84 pontos maior do que o grupo Sham (IC95% 10,37 a 21,31; p<0,001). Como Peritron maior é melhor (maior força), esse resultado favorece o EV e indica melhor desfecho no pós.

No follow-up, o grupo EV apresentou Peritron em média 17,93 pontos maior do que o Sham (IC95% 12,30 a 23,56; p<0,001). Novamente, por Peritron maior ser melhor, o resultado favorece o EV e sugere que o EV manteve melhor resultado também no follow-up.



3.2.3 Modelo HIFEM Sham vs HIFEM

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou Peritron em média 6,06 pontos maior do que o grupo Sham (IC95% 2,76 a 9,35; p<0,001). Como Peritron maior é melhor (maior força), esse resultado favorece o HIFEM e indica melhor desfecho no pós.

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou Peritron em média 2,57 pontos maior do que o Sham (IC95% −0,83 a 5,96; p=0,137). Como Peritron maior é melhor, o resultado sugere vantagem do HIFEM, mas sem evidência estatística conclusiva (o IC inclui 0).



3.2.4 Interpretação Geral dos Resultados

Como Peritron maior indica maior força, os resultados mostram que o EV teve o melhor desempenho geral: ele foi claramente superior ao HIFEM tanto no pós-tratamento (HIFEM ficou ~9,5 pontos abaixo do EV) quanto no follow-up (HIFEM ficou ~15,1 pontos abaixo do EV), e também foi muito melhor que o Sham nos dois momentos (ganho de ~15,8 a ~17,9 pontos). O HIFEM apresentou melhora em relação ao Sham no pós-tratamento (cerca de +6,1 pontos), mas essa vantagem não ficou clara no follow-up (diferença pequena e não significativa). Em resumo: EV > HIFEM, e EV > Sham em pós e follow-up; HIFEM > Sham apenas no pós, sem confirmação no follow-up.





3.3 Diário Miccional - Frequência

3.3.1 Modelo EV vs HIFEM

(EV = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou frequência miccional em média 0,07 maior do que o grupo EV (IC95% −1,01 a 1,15; p=0,902). Como a interpretação clínica depende do objetivo (em geral, menor frequência costuma ser melhor), esse resultado indica ausência de diferença entre HIFEM e EV no pós (o IC inclui 0).

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou frequência miccional em média 1,34 maior do que o EV (IC95% 0,22 a 2,47; p=0,020). Isso sugere que, no follow-up, o HIFEM teve frequência maior do que o EV; se menor frequência for desejável, o resultado favorece o EV.



3.3.2 Modelo HIFEM Sham vs EV

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo EV apresentou frequência miccional em média 0,27 menor do que o grupo Sham (IC95% −1,49 a 0,96; p=0,665). Esse resultado não foi estatisticamente significante e não indica diferença clara no pós.

No follow-up, o grupo EV apresentou frequência miccional em média 0,76 menor do que o Sham (IC95% −2,02 a 0,51; p=0,239). Novamente, não há evidência estatística conclusiva de diferença no follow-up (IC inclui 0).



3.3.3 Modelo HIFEM Sham vs HIFEM

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou frequência miccional em média 0,14 menor do que o grupo Sham (IC95% −1,40 a 1,13; p=0,831). Esse resultado não foi estatisticamente significante, sem diferença clara no pós.

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou frequência miccional em média 0,66 maior do que o Sham (IC95% −0,65 a 1,97; p=0,319). O resultado não foi estatisticamente significante, sem diferença clara no follow-up.



3.3.4 Interpretação Geral dos Resultados

De forma geral, quase não houve diferenças claras entre os grupos na frequência miccional: EV e HIFEM foram semelhantes no pós, e EV também não se diferenciou do Sham. A única diferença que apareceu foi no follow-up, quando o HIFEM apresentou frequência miccional maior do que o EV (≈ +1,34), o que pode indicar pior resultado para o HIFEM se o objetivo clínico for reduzir a frequência.





3.4 Diário Miccional - Perda por Esforço

3.4.1 Modelo EV vs HIFEM

(EV = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou perda por esforço em média 0,43 maior do que o grupo EV (IC95% −0,42 a 1,28; p=0,314). Como menor perda é melhor, esse resultado sugere pior desfecho para o HIFEM, mas sem evidência estatística conclusiva (o IC inclui 0).

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou perda por esforço em média 0,92 maior do que o EV (IC95% 0,03 a 1,81; p=0,043). Como menor perda é melhor, esse resultado favorece o EV e indica pior desfecho do HIFEM no follow-up.



3.4.2 Modelo HIFEM Sham vs EV

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo EV apresentou perda por esforço em média 1,78 menor do que o grupo Sham (IC95% −2,64 a −0,91; p<0,001). Como menor perda é melhor, esse resultado favorece o EV e indica melhor desfecho no pós.

No follow-up, o grupo EV apresentou perda por esforço em média 1,19 menor do que o Sham (IC95% −2,09 a −0,30; p=0,010). Novamente, como menor perda é melhor, o resultado favorece o EV e sugere que o EV manteve melhor resultado também no follow-up.



3.4.3 Modelo HIFEM Sham vs HIFEM

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou perda por esforço em média 0,92 menor do que o grupo Sham (IC95% −1,70 a −0,15; p=0,019). Como menor perda é melhor, esse resultado favorece o HIFEM e indica melhor desfecho no pós.

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou perda por esforço em média 0,16 maior do que o Sham (IC95% −0,64 a 0,96; p=0,694). Como menor perda é melhor, esse resultado sugere diferença mínima e sem evidência estatística conclusiva (o IC inclui 0).



3.4.4 Interpretação Geral dos Resultados

Em perda por esforço, o EV teve o resultado mais consistente: foi melhor que o Sham no pós e no follow-up (menor perda em ambos). O HIFEM foi melhor que o Sham apenas no pós, mas essa vantagem não ficou clara no follow-up. Quando comparamos HIFEM com EV, o HIFEM tende a ser pior, e no follow-up isso ficou significativo, indicando mais perdas por esforço no HIFEM do que no EV.





3.5 Diário Miccional - Urgência

3.5.1 Modelo EV vs HIFEM

(EV = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou urgência em média 0,22 menor do que o grupo EV (IC95% −0,90 a 0,45; p=0,514). Como menor urgência é melhor, esse resultado sugere discreta vantagem do HIFEM, mas sem evidência estatística conclusiva (o IC inclui 0).

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou urgência em média 0,53 maior do que o EV (IC95% −0,17 a 1,23; p=0,138). Como menor urgência é melhor, esse resultado sugere possível desvantagem do HIFEM, porém não foi estatisticamente significante.



3.5.2 Modelo HIFEM Sham vs EV

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo EV apresentou urgência em média 0,78 menor do que o grupo Sham (IC95% −1,65 a 0,08; p=0,076). Como menor urgência é melhor, o resultado sugere vantagem do EV, mas sem evidência estatística conclusiva (IC inclui 0).

No follow-up, o grupo EV apresentou urgência em média 1,17 menor do que o Sham (IC95% −2,06 a −0,28; p=0,010). Como menor urgência é melhor, esse resultado favorece o EV e indica melhor desfecho no follow-up.



3.5.3 Modelo HIFEM Sham vs HIFEM

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou urgência em média 1,10 menor do que o grupo Sham (IC95% −2,11 a −0,08; p=0,035). Como menor urgência é melhor, esse resultado favorece o HIFEM e indica melhor desfecho no pós.

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou urgência em média 0,74 menor do que o Sham (IC95% −1,78 a 0,30; p=0,162). Como menor urgência é melhor, o resultado sugere vantagem do HIFEM, mas sem evidência estatística conclusiva.



3.5.4 Interpretação Geral dos Resultados

Em urgência, o EV mostrou melhora mais clara no follow-up quando comparado ao Sham (menos urgência), enquanto no pós essa vantagem ficou apenas sugerida. O HIFEM foi melhor que o Sham no pós, mas essa diferença não ficou clara no follow-up. Comparando HIFEM com EV, não apareceu uma diferença consistente nem significativa: os resultados variaram de pequeno benefício do HIFEM no pós para possível desvantagem no follow-up, mas sem evidência estatística conclusiva.





3.6 Diário Miccional - Perda de Urina

3.6.1 Modelo EV vs HIFEM

(EV = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou perda de urina em média 0,15 menor do que o grupo EV (IC95% −0,59 a 0,30; p=0,519). Como menor perda é melhor, esse resultado sugere leve vantagem do HIFEM, mas sem evidência estatística conclusiva (o IC inclui 0).

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou perda de urina em média 0,28 maior do que o EV (IC95% −0,18 a 0,75; p=0,231). Como menor perda é melhor, esse resultado sugere possível desvantagem do HIFEM, porém não foi estatisticamente significante.



3.6.2 Modelo HIFEM Sham vs EV

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo EV apresentou perda de urina em média 0,29 menor do que o grupo Sham (IC95% −0,88 a 0,31; p=0,347). Como menor perda é melhor, o resultado sugere vantagem do EV, mas sem evidência estatística conclusiva.

No follow-up, o grupo EV apresentou perda de urina em média 0,62 menor do que o Sham (IC95% −1,24 a −0,01; p=0,048). Como menor perda é melhor, esse resultado favorece o EV e indica melhor desfecho no follow-up.



3.6.3 Modelo HIFEM Sham vs HIFEM

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou perda de urina em média 0,45 menor do que o grupo Sham (IC95% −1,01 a 0,11; p=0,116). Como menor perda é melhor, esse resultado sugere vantagem do HIFEM, mas sem evidência estatística conclusiva.

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou perda de urina em média 0,37 menor do que o Sham (IC95% −0,94 a 0,21; p=0,212). Como menor perda é melhor, o resultado também sugere vantagem do HIFEM, porém sem evidência estatística conclusiva.



3.6.4 Interpretação Geral dos Resultados

Em perda de urina, a maioria das comparações não mostrou diferenças claras entre os grupos. O principal achado foi no follow-up, em que o EV apresentou menos perda de urina do que o Sham (diferença pequena, mas significativa). Nas demais comparações (HIFEM vs EV e HIFEM vs Sham), os resultados oscilaram em torno de zero e não houve evidência estatística de diferença consistente.





3.7 Diário Miccional - Noctúria

3.7.1 Modelo EV vs HIFEM

(EV = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou noctúria em média 0,28 maior do que o grupo EV (IC95% −0,15 a 0,70; p=0,198). Como menor noctúria é melhor, esse resultado sugere pior desfecho do HIFEM, mas sem evidência estatística conclusiva (o IC inclui 0).

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou noctúria em média 0,42 maior do que o EV (IC95% −0,03 a 0,86; p=0,066). Como menor noctúria é melhor, o resultado sugere pior desfecho do HIFEM, porém não foi estatisticamente significante.



3.7.2 Modelo HIFEM Sham vs EV

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo EV apresentou noctúria em média 0,65 menor do que o grupo Sham (IC95% −1,05 a −0,26; p=0,001). Como menor noctúria é melhor, esse resultado favorece o EV e indica melhor desfecho no pós.

No follow-up, o grupo EV apresentou noctúria em média 0,70 menor do que o Sham (IC95% −1,10 a −0,29; p<0,001). Novamente, como menor noctúria é melhor, o resultado favorece o EV e sugere que o EV manteve melhor resultado também no follow-up.



3.7.3 Modelo HIFEM Sham vs HIFEM

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou noctúria em média 0,38 menor do que o grupo Sham (IC95% −0,84 a 0,07; p=0,097). Como menor noctúria é melhor, o resultado sugere vantagem do HIFEM, mas sem evidência estatística conclusiva.

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou noctúria em média 0,29 menor do que o Sham (IC95% −0,75 a 0,17; p=0,218). Como menor noctúria é melhor, o resultado também sugere vantagem do HIFEM, porém sem evidência estatística conclusiva.



3.7.4 Interpretação Geral dos Resultados

Em noctúria, o achado mais consistente foi para o EV, que apresentou menos noctúria do que o Sham tanto no pós quanto no follow-up (diferenças significativas). Já o HIFEM não mostrou diferença clara em relação ao Sham e também não foi melhor que o EV; na comparação direta com EV, o HIFEM tende a apresentar noctúria um pouco maior, mas sem significância estatística.





3.8 Avaliação Física - Power

3.8.1 Modelo EV vs HIFEM

(EV = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou Power em média 0,81 menor do que o grupo EV (IC95% −1,14 a −0,48; p<0,001). Como Power maior é melhor, esse resultado favorece o EV e indica pior desfecho do HIFEM no pós.

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou Power em média 0,73 menor do que o EV (IC95% −1,07 a −0,39; p<0,001). Novamente, como Power maior é melhor, o resultado favorece o EV e sugere que o EV manteve melhor desempenho também no follow-up.



3.8.2 Modelo HIFEM Sham vs EV

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo EV apresentou Power em média 1,05 maior do que o grupo Sham (IC95% 0,72 a 1,37; p<0,001). Como Power maior é melhor, esse resultado favorece o EV e indica melhor desfecho no pós.

No follow-up, o grupo EV apresentou Power em média 0,82 maior do que o Sham (IC95% 0,48 a 1,15; p<0,001). Novamente, o resultado favorece o EV e sugere que o EV manteve melhor desempenho também no follow-up.



3.8.3 Modelo HIFEM Sham vs HIFEM

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou Power em média 0,26 maior do que o grupo Sham (IC95% −0,03 a 0,56; p=0,080). Como Power maior é melhor, o resultado sugere vantagem do HIFEM, mas sem evidência estatística conclusiva (IC inclui 0).

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou Power em média 0,12 maior do que o Sham (IC95% −0,18 a 0,42; p=0,429). Como Power maior é melhor, não há evidência de diferença clara entre HIFEM e Sham no follow-up.



3.8.4 Interpretação Geral dos Resultados

Em Power, o resultado é bem consistente: o EV teve melhor desempenho. Ele foi superior ao HIFEM no pós e no follow-up (Power maior em ambos) e também foi melhor que o Sham nos dois momentos. Já o HIFEM não mostrou melhora clara em relação ao Sham — houve apenas uma tendência de melhora no pós, mas sem confirmação estatística, e nenhuma diferença no follow-up.





3.9 Avaliação Física - Endurance

3.9.1 Modelo EV vs HIFEM

(EV = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou Endurance em média 1,12 menor do que o grupo EV (IC95% −1,77 a −0,46; p=0,001). Como Endurance maior é melhor, esse resultado favorece o EV e indica pior desfecho do HIFEM no pós.

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou Endurance em média 1,86 menor do que o EV (IC95% −2,54 a −1,17; p<0,001). Novamente, por Endurance maior ser melhor, o resultado favorece o EV e sugere que o EV manteve melhor desempenho também no follow-up.



3.9.2 Modelo HIFEM Sham vs EV

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo EV apresentou Endurance em média 1,63 maior do que o grupo Sham (IC95% 0,98 a 2,27; p<0,001). Como Endurance maior é melhor, esse resultado favorece o EV e indica melhor desfecho no pós.

No follow-up, o grupo EV apresentou Endurance em média 1,69 maior do que o Sham (IC95% 1,02 a 2,36; p<0,001). Novamente, por Endurance maior ser melhor, o resultado favorece o EV e sugere que o EV manteve melhor desempenho também no follow-up.



3.9.3 Modelo HIFEM Sham vs HIFEM

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou Endurance em média 0,47 maior do que o grupo Sham (IC95% −0,03 a 0,96; p=0,064). Como Endurance maior é melhor, o resultado sugere vantagem do HIFEM, mas sem evidência estatística conclusiva (IC inclui 0).

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou Endurance em média 0,21 menor do que o Sham (IC95% −0,71 a 0,30; p=0,421). Como Endurance maior é melhor, não há evidência de diferença clara entre HIFEM e Sham no follow-up.



3.9.4 Interpretação Geral dos Resultados

Em Endurance, o padrão é bem claro: o EV teve melhor desempenho. Ele foi melhor que o HIFEM no pós e no follow-up (Endurance maior em ambos) e também foi melhor que o Sham nos dois momentos. Já o HIFEM não mostrou melhora consistente em relação ao Sham — houve apenas uma tendência de melhora no pós, mas sem confirmação estatística, e nenhuma diferença no follow-up.





3.10 Avaliação Física - Repetition

3.10.1 Modelo EV vs HIFEM

(EV = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou Repetition em média 0,57 menor do que o grupo EV (IC95% −1,62 a 0,48; p=0,282). Como Repetition maior é melhor, esse resultado sugere pior desempenho do HIFEM, mas sem evidência estatística conclusiva (o IC inclui 0).

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou Repetition em média 2,06 menor do que o EV (IC95% −3,16 a −0,96; p<0,001). Como Repetition maior é melhor, esse resultado favorece o EV e indica pior desempenho do HIFEM no follow-up.



3.10.2 Modelo HIFEM Sham vs EV

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo EV apresentou Repetition em média 2,02 maior do que o grupo Sham (IC95% 1,15 a 2,89; p<0,001). Como Repetition maior é melhor, esse resultado favorece o EV e indica melhor desempenho no pós.

No follow-up, o grupo EV apresentou Repetition em média 2,29 maior do que o Sham (IC95% 1,40 a 3,19; p<0,001). Novamente, por Repetition maior ser melhor, o resultado favorece o EV e sugere que o EV manteve melhor desempenho também no follow-up.



3.10.3 Modelo HIFEM Sham vs HIFEM

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou Repetition em média 1,44 maior do que o grupo Sham (IC95% 0,63 a 2,25; p<0,001). Como Repetition maior é melhor, esse resultado favorece o HIFEM e indica melhor desempenho no pós.

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou Repetition em média 0,22 maior do que o Sham (IC95% −0,62 a 1,05; p=0,610). Como Repetition maior é melhor, esse resultado sugere diferença pequena e sem evidência estatística conclusiva (o IC inclui 0).



3.10.4 Interpretação Geral dos Resultados

Em Repetition, o EV novamente se destacou: ele foi melhor que o Sham no pós e no follow-up, e também foi melhor que o HIFEM no follow-up. O HIFEM melhorou em relação ao Sham no pós, mas não manteve uma diferença clara no follow-up. Em resumo: EV teve o desempenho mais consistente, enquanto o HIFEM mostrou ganho apenas no pós quando comparado ao Sham.





3.11 Avaliação Física - Fast

3.11.1 Modelo EV vs HIFEM

(EV = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou Fast em média 1,21 menor do que o grupo EV (IC95% −2,53 a 0,11; p=0,073). Como Fast maior é melhor, o resultado sugere pior desempenho do HIFEM, mas sem evidência estatística conclusiva (IC inclui 0).

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou Fast em média 3,09 menor do que o EV (IC95% −4,47 a −1,71; p<0,001). Como Fast maior é melhor, esse resultado favorece o EV e indica pior desempenho do HIFEM no follow-up.



3.11.2 Modelo HIFEM Sham vs EV

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo EV apresentou Fast em média 1,48 maior do que o grupo Sham (IC95% 0,34 a 2,62; p=0,012). Como Fast maior é melhor, esse resultado favorece o EV e indica melhor desempenho no pós.

No follow-up, o grupo EV apresentou Fast em média 2,08 maior do que o Sham (IC95% 0,90 a 3,25; p<0,001). Novamente, por Fast maior ser melhor, o resultado favorece o EV e sugere que o EV manteve melhor desempenho também no follow-up.



3.11.3 Modelo HIFEM Sham vs HIFEM

(Sham = referência)

Modelo com ajuste para o pré tratamento

Resultado

No pós-tratamento, o grupo HIFEM apresentou Fast em média 0,62 maior do que o grupo Sham (IC95% −0,64 a 1,88; p=0,332). Como Fast maior é melhor, esse resultado sugere vantagem do HIFEM, mas sem evidência estatística conclusiva (IC inclui 0).

No follow-up, o grupo HIFEM apresentou Fast em média 0,72 menor do que o Sham (IC95% −2,02 a 0,57; p=0,272). Como Fast maior é melhor, não há evidência de diferença clara entre HIFEM e Sham no follow-up.



3.11.4 Interpretação Geral dos Resultados

Em Fast, o EV teve o melhor desempenho: foi melhor que o Sham no pós e no follow-up, e também foi melhor que o HIFEM no follow-up. O HIFEM não mostrou melhora clara em relação ao Sham em nenhum dos momentos, e na comparação com EV a diferença só ficou evidente no follow-up, novamente favorecendo o EV.





4 Resultados para o artigo

4.1 Desfecho primário (ICIQ)

O grupo EV apresentou melhora superior ao HIFEM. Em relação ao EV, o HIFEM apresentou escores mais altos de ICIQ no pós-tratamento (diferença média = +4,16; IC95% 1,66 a 6,65; p=0,001) e no follow-up (diferença média = +3,24; IC95% 0,63 a 5,85; p=0,016), favorecendo o EV (ICIQ menor = melhor). Em comparação ao Sham, o EV apresentou ICIQ menor tanto no pós (diferença média = −6,13; IC95% −8,40 a −3,86; p<0,001) quanto no follow-up (diferença média = −6,11; IC95% −8,45 a −3,76; p<0,001). O HIFEM não diferiu do Sham no pós (diferença média = −2,31; IC95% −4,84 a 0,22; p=0,073), porém apresentou ICIQ menor no follow-up (diferença média = −3,21; IC95% −5,83 a −0,60; p=0,016).

4.2 Desfechos secundários

4.2.1 Força (Peritron)

O EV apresentou desempenho superior ao HIFEM no pós (diferença média = −9,50; IC95% −15,31 a −3,70; p=0,002) e no follow-up (diferença média = −15,08; IC95% −21,11 a −9,05; p<0,001), indicando menor força no HIFEM (Peritron maior = melhor). Em comparação ao Sham, o EV apresentou valores maiores no pós (diferença média = +15,84; IC95% 10,37 a 21,31; p<0,001) e no follow-up (diferença média = +17,93; IC95% 12,30 a 23,56; p<0,001). O HIFEM foi superior ao Sham no pós (diferença média = +6,06; IC95% 2,76 a 9,35; p<0,001), sem diferença significativa no follow-up (diferença média = +2,57; IC95% −0,83 a 5,96; p=0,137).

4.2.2 Diário miccional — frequência

Não houve diferença entre HIFEM e EV no pós (diferença média = +0,07; IC95% −1,01 a 1,15; p=0,902); no follow-up, o HIFEM apresentou frequência maior que EV (diferença média = +1,34; IC95% 0,22 a 2,47; p=0,020). O EV não diferiu do Sham no pós (diferença média = −0,27; IC95% −1,49 a 0,96; p=0,665) nem no follow-up (diferença média = −0,76; IC95% −2,02 a 0,51; p=0,239). O HIFEM não diferiu do Sham no pós (diferença média = −0,14; IC95% −1,40 a 1,13; p=0,831) nem no follow-up (diferença média = +0,66; IC95% −0,65 a 1,97; p=0,319).

4.2.3 Diário miccional — perda por esforço

Em relação ao EV, o HIFEM não diferiu no pós (diferença média = +0,43; IC95% −0,42 a 1,28; p=0,314), mas apresentou maior perda no follow-up (diferença média = +0,92; IC95% 0,03 a 1,81; p=0,043). Comparado ao Sham, o EV apresentou menor perda no pós (diferença média = −1,78; IC95% −2,64 a −0,91; p<0,001) e no follow-up (diferença média = −1,19; IC95% −2,09 a −0,30; p=0,010). O HIFEM apresentou menor perda que o Sham no pós (diferença média = −0,92; IC95% −1,70 a −0,15; p=0,019), sem diferença no follow-up (diferença média = +0,16; IC95% −0,64 a 0,96; p=0,694).

4.2.4 Diário miccional — urgência

Não houve diferença entre HIFEM e EV no pós (diferença média = −0,22; IC95% −0,90 a 0,45; p=0,514) nem no follow-up (diferença média = +0,53; IC95% −0,17 a 1,23; p=0,138). O EV apresentou urgência menor que o Sham apenas no follow-up (diferença média = −1,17; IC95% −2,06 a −0,28; p=0,010), não havendo diferença no pós (diferença média = −0,78; IC95% −1,65 a 0,08; p=0,076). O HIFEM apresentou urgência menor que o Sham no pós (diferença média = −1,10; IC95% −2,11 a −0,08; p=0,035), sem diferença no follow-up (diferença média = −0,74; IC95% −1,78 a 0,30; p=0,162).

4.2.5 Diário miccional — perda de urina

Não houve diferença entre HIFEM e EV no pós (diferença média = −0,15; IC95% −0,59 a 0,30; p=0,519) nem no follow-up (diferença média = +0,28; IC95% −0,18 a 0,75; p=0,231). O EV apresentou menor perda que o Sham no follow-up (diferença média = −0,62; IC95% −1,24 a −0,01; p=0,048), sem diferença no pós (diferença média = −0,29; IC95% −0,88 a 0,31; p=0,347). O HIFEM não diferiu do Sham no pós (diferença média = −0,45; IC95% −1,01 a 0,11; p=0,116) nem no follow-up (diferença média = −0,37; IC95% −0,94 a 0,21; p=0,212).

4.2.6 Diário miccional — noctúria

O HIFEM não diferiu do EV no pós (diferença média = +0,28; IC95% −0,15 a 0,70; p=0,198) e apresentou tendência a maior noctúria no follow-up (diferença média = +0,42; IC95% −0,03 a 0,86; p=0,066). O EV apresentou noctúria menor que o Sham no pós (diferença média = −0,65; IC95% −1,05 a −0,26; p=0,001) e no follow-up (diferença média = −0,70; IC95% −1,10 a −0,29; p<0,001). O HIFEM não diferiu do Sham no pós (diferença média = −0,38; IC95% −0,84 a 0,07; p=0,097) nem no follow-up (diferença média = −0,29; IC95% −0,75 a 0,17; p=0,218).

4.2.7 Avaliação física — Power

O HIFEM apresentou valores menores que o EV no pós (diferença média = −0,81; IC95% −1,14 a −0,48; p<0,001) e no follow-up (diferença média = −0,73; IC95% −1,07 a −0,39; p<0,001), favorecendo o EV (maior = melhor). O EV foi superior ao Sham no pós (diferença média = +1,05; IC95% 0,72 a 1,37; p<0,001) e no follow-up (diferença média = +0,82; IC95% 0,48 a 1,15; p<0,001). O HIFEM não diferiu do Sham no pós (diferença média = +0,26; IC95% −0,03 a 0,56; p=0,080) nem no follow-up (diferença média = +0,12; IC95% −0,18 a 0,42; p=0,429).

4.2.8 Avaliação física — Endurance

O HIFEM apresentou valores menores que o EV no pós (diferença média = −1,12; IC95% −1,77 a −0,46; p=0,001) e no follow-up (diferença média = −1,86; IC95% −2,54 a −1,17; p<0,001). O EV foi superior ao Sham no pós (diferença média = +1,63; IC95% 0,98 a 2,27; p<0,001) e no follow-up (diferença média = +1,69; IC95% 1,02 a 2,36; p<0,001). O HIFEM não diferiu do Sham no pós (diferença média = +0,47; IC95% −0,03 a 0,96; p=0,064) nem no follow-up (diferença média = −0,21; IC95% −0,71 a 0,30; p=0,421).

4.2.9 Avaliação física — Repetition

O HIFEM não diferiu do EV no pós (diferença média = −0,57; IC95% −1,62 a 0,48; p=0,282), mas apresentou valores menores no follow-up (diferença média = −2,06; IC95% −3,16 a −0,96; p<0,001). O EV foi superior ao Sham no pós (diferença média = +2,02; IC95% 1,15 a 2,89; p<0,001) e no follow-up (diferença média = +2,29; IC95% 1,40 a 3,19; p<0,001). O HIFEM foi superior ao Sham no pós (diferença média = +1,44; IC95% 0,63 a 2,25; p<0,001), sem diferença no follow-up (diferença média = +0,22; IC95% −0,62 a 1,05; p=0,610).

4.2.10 Avaliação física — Fast

O HIFEM apresentou tendência a valores menores que o EV no pós (diferença média = −1,21; IC95% −2,53 a 0,11; p=0,073) e valores menores no follow-up (diferença média = −3,09; IC95% −4,47 a −1,71; p<0,001). O EV foi superior ao Sham no pós (diferença média = +1,48; IC95% 0,34 a 2,62; p=0,012) e no follow-up (diferença média = +2,08; IC95% 0,90 a 3,25; p<0,001). O HIFEM não diferiu do Sham no pós (diferença média = +0,62; IC95% −0,64 a 1,88; p=0,332) nem no follow-up (diferença média = −0,72; IC95% −2,02 a 0,57; p=0,272).

5 Explicação da análise

5.1 Evolução

Média (desvio padrão) por grupo no pré e pós tratamento



Modelo



Observations 124
Dependent variable iciq
Type Mixed effects linear regression
AIC 704.738
BIC 727.300
Pseudo-R² (fixed effects) 0.411
Pseudo-R² (total) 0.600
Fixed Effects
Est. 2.5% 97.5% t val. d.f. p
(Intercept) 13.477 11.629 15.325 14.292 100.948 0.000
tratamento 1.952 -0.667 4.570 1.461 99.836 0.147
factor(tempo)1 -8.068 -10.211 -5.924 -7.377 77.988 0.000
factor(tempo)2 -7.199 -9.407 -4.990 -6.388 79.712 0.000
tratamento:factor(tempo)1 2.830 -0.215 5.874 1.822 77.595 0.072
tratamento:factor(tempo)2 1.914 -1.226 5.053 1.194 79.287 0.236
p values calculated using Satterthwaite d.f.
Random Effects
Group Parameter Std. Dev.
nome_da_paciente (Intercept) 2.455
Residual 3.575
Grouping Variables
Group # groups ICC
nome_da_paciente 43 0.321



Diferença média (IC95%) no pré e pós tratamento



Modelo ajustado

Modelo com ajuste para o pré tratamento



Observations 124
Dependent variable iciq
Type Mixed effects linear regression
AIC 707.280
BIC 727.022
Pseudo-R² (fixed effects) 0.385
Pseudo-R² (total) 0.586
Fixed Effects
Est. 2.5% 97.5% t val. d.f. p
(Intercept) 14.450 13.132 15.767 21.496 100.037 0.000
tempo_1 -8.736 -10.686 -6.786 -8.781 96.417 0.000
tempo_2 -7.868 -9.889 -5.846 -7.629 97.198 0.000
group_time_1 4.157 1.687 6.626 3.299 117.207 0.001
group_time_2 3.241 0.655 5.827 2.456 116.575 0.016
p values calculated using Satterthwaite d.f.
Random Effects
Group Parameter Std. Dev.
nome_da_paciente (Intercept) 2.494
Residual 3.582
Grouping Variables
Group # groups ICC
nome_da_paciente 43 0.326

Diferença média (IC95%) no pré e pós tratamento

6 Diagnósticos dos modelos lineares mistos

Esta seção documenta a inspeção dos pressupostos dos LMMs usados nas análises comparativas, por meio da stack easystats (performance e see). Os modelos abaixo são reajustados com a mesma especificação das seções de resultados (efeitos fixos de tempo e tempo\(\times\)grupo; intercepto aleatório por participante), sem alterar as estimativas já apresentadas. Para cada desfecho e cada comparação pareada, reportamos testes formais e o painel gráfico check_model().

6.1 Tabela-resumo dos testes diagnósticos

Síntese dos diagnósticos. Foram inspecionados 33 modelos (desfechos × comparações pareadas). Em 28 modelo(s), o teste de Shapiro–Wilk aplicado aos resíduos studentizados indicou desvio de normalidade (p ≤ 0,05); em 15 modelo(s), o teste de Breusch–Pagan indicou heterocedasticidade; e em 26 modelo(s) foi identificada ao menos uma observação potencialmente influente pelo critério padrão baseado na distância de Cook do performance. Não houve modelos singulares (0) nem falhas de convergência (0). Os painéis check_model() abaixo complementam os testes formais com a inspeção visual de resíduos versus valores ajustados, gráficos Q–Q, influência/alavancagem e distribuição dos efeitos aleatórios. Como os desvios de normalidade, heterocedasticidade e observações potencialmente influentes ocorreram em parcela relevante dos modelos, não se afirma que todos os pressupostos foram integralmente atendidos. Nenhuma participante ou observação foi excluída em razão desses diagnósticos, preservando-se a análise ITT e a especificação previamente definida; os resultados inferenciais devem ser interpretados considerando essas limitações.

6.2 Painéis check_model() por desfecho

6.2.1 ICIQ

EV vs HIFEM

EV vs Sham

HIFEM vs Sham

6.2.2 Peritron

EV vs HIFEM

EV vs Sham

HIFEM vs Sham

6.2.3 Diário miccional — Frequência

EV vs HIFEM

EV vs Sham

HIFEM vs Sham

6.2.4 Diário miccional — Perda por esforço

EV vs HIFEM

EV vs Sham

HIFEM vs Sham

6.2.5 Diário miccional — Urgência

EV vs HIFEM

EV vs Sham

HIFEM vs Sham

6.2.6 Diário miccional — Perda de urina

EV vs HIFEM

EV vs Sham

HIFEM vs Sham

6.2.7 Diário miccional — Noctúria

EV vs HIFEM

EV vs Sham

HIFEM vs Sham

6.2.8 Avaliação física — Power

EV vs HIFEM

EV vs Sham

HIFEM vs Sham

6.2.9 Avaliação física — Endurance

EV vs HIFEM

EV vs Sham

HIFEM vs Sham

6.2.10 Avaliação física — Repetition

EV vs HIFEM

EV vs Sham

HIFEM vs Sham

6.2.11 Avaliação física — Fast

EV vs HIFEM

EV vs Sham

HIFEM vs Sham

7 Apêndice: Resposta ao revisor

7.1 Pergunta

Linear mixed models are appropriate, but reporting lacks detail: model assumptions, handling of missing data, true ITT vs modified ITT.

7.2 Resposta

Agradecemos ao revisor por solicitar esses esclarecimentos. Revisamos a descrição dos métodos estatísticos, do conjunto de análise, do tratamento dos dados faltantes e da avaliação dos pressupostos. A versão anterior utilizava, de forma imprecisa, a expressão “intenção de tratar modificada”. A análise realizada correspondeu à intenção de tratar (ITT): todas as 65 participantes randomizadas (22 no grupo EV, 21 no grupo HIFEM e 22 no grupo HIFEM sham) foram mantidas no braço de alocação original, independentemente da completude do seguimento ou do protocolo, e não houve exclusões determinadas após a randomização.

As estimativas foram obtidas por modelos lineares mistos (linear mixed-effects models, LMM), estimados por máxima verossimilhança restrita (REML). Foram ajustados 33 modelos, correspondentes a 11 desfechos em cada uma das três comparações pareadas previamente especificadas (EV versus HIFEM, EV versus HIFEM sham e HIFEM versus HIFEM sham). Para cada modelo, os efeitos fixos incluíram indicadores do pós-tratamento e do follow-up de 6 meses, com a linha de base como referência, e os respectivos termos de interação grupo\(\times\)tempo. O efeito principal de grupo foi omitido, caracterizando uma parametrização longitudinal com média basal comum entre os grupos, compatível com o desenho randomizado. Desse modo, os coeficientes das interações representam diretamente, em cada momento, a diferença entre os grupos na mudança média em relação à linha de base, acompanhada do respectivo IC95%. Incluiu-se um intercepto aleatório por participante para representar a correlação entre medidas repetidas da mesma pessoa; com variância residual comum, essa especificação corresponde a uma estrutura de covariância de simetria composta. As observações de participantes diferentes foram consideradas independentes.

Quanto à completude dos dados, todas as 65 participantes compareceram à avaliação pós-tratamento e 60 (92,3%) compareceram ao follow-up de 6 meses. As cinco perdas no follow-up (7,7%) distribuíram-se entre EV (n = 2), HIFEM (n = 2) e HIFEM sham (n = 1). Houve ainda ausência isolada de medidas específicas: uma participante do grupo EV não possuía valores basais para os 11 desfechos e uma participante do grupo HIFEM sham não possuía valores de urgência e noctúria no pós-tratamento. Assim, havia 189 observações disponíveis para cada um dos demais nove desfechos e 188 para urgência e noctúria. Não foi realizada imputação simples ou múltipla, substituição pela última observação disponível nem análise restrita a casos completos. Os LMMs utilizaram todas as observações disponíveis por desfecho sob a suposição de dados faltantes ao acaso (missing at random, MAR). Portanto, as cinco participantes sem follow-up permaneceram nos respectivos modelos e contribuíram com as medidas disponíveis dos momentos anteriores. Reconhecemos que MAR é uma suposição não diretamente verificável; a inferência do modelo para os dados incompletos depende dessa suposição.

Os pressupostos avaliados foram: adequação da especificação dos efeitos fixos, independência entre participantes, normalidade aproximada dos resíduos e dos interceptos aleatórios e homogeneidade aproximada da variância residual. A suposição MAR foi declarada separadamente, pois não pode ser confirmada por um teste diagnóstico dos resíduos. Em cada um dos 33 modelos, foram avaliadas a normalidade dos resíduos studentizados pelo teste de Shapiro–Wilk, a homocedasticidade pelo teste de Breusch–Pagan, a presença de observações potencialmente influentes pelo critério padrão baseado na distância de Cook, a singularidade e a convergência. A avaliação formal foi complementada pela inspeção visual dos gráficos de resíduos versus valores ajustados, gráficos Q–Q, influência/alavancagem e distribuição dos efeitos aleatórios.

Referências

Twisk, Jos W. R. 2013. Applied Longitudinal Data Analysis for Epidemiology: A Practical Guide. 2º ed. Cambridge University Press. https://doi.org/10.1017/CBO9781139342834.
———. 2019. Applied Mixed Model Analysis: A Practical Guide. 2º ed. Cambridge University Press. https://doi.org/10.1017/9781108635660.