FATOR DE CAPACIDADE DE GERAÇÃO EÓLICA E SOLAR

1. INTRODUÇÃO

A energia eólica no Brasil tem crescido significativamente nas últimas décadas. O Brasil possui condições naturais favoráveis, especialmente na região Nordeste, onde os ventos são constantes e intensos. Alguns pontos importantes sobre o crescimento da energia eólica no Brasil incluem:

  • Crescimento Rápido: Desde 2009, a capacidade instalada de energia eólica no Brasil tem crescido exponencialmente. O país é atualmente um dos líderes mundiais na instalação de capacidade eólica.
  • Parques Eólicos: O Brasil possui vários parques eólicos espalhados principalmente pelos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Rio Grande do Sul. Estes parques contribuem de maneira significativa para a matriz energética brasileira.
  • Leilões de Energia: O governo brasileiro tem realizado leilões de energia específicos para fontes renováveis, incentivando o investimento em energia eólica.
  • Capacidade Instalada: Até 2023, a capacidade instalada de energia eólica no Brasil ultrapassou 20 GW, com previsão de crescimento contínuo nos próximos anos.

A energia solar também tem visto um crescimento notável no Brasil, impulsionada tanto por grandes usinas solares quanto por sistemas de geração distribuída, como painéis solares em residências e empresas.

  • Irradiância Solar: O Brasil possui uma das maiores incidências solares do mundo, especialmente na região Nordeste e Centro-Oeste, o que torna a energia solar uma fonte extremamente viável e promissora.
  • Geração Distribuída: O crescimento da geração distribuída tem sido impressionante, com um número crescente de consumidores instalando painéis solares em suas propriedades para reduzir custos de energia e aproveitar incentivos governamentais.
  • Usinas Solares: Grandes usinas solares estão sendo construídas em diversas regiões do país, contribuindo significativamente para a capacidade instalada de energia solar.
  • Capacidade Instalada: A capacidade instalada de energia solar no Brasil tem crescido rapidamente, ultrapassando 15 GW até 2023, com uma tendência de crescimento acelerado.

No Brasil, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) e pelo planejamento da operação dos sistemas isolados do país, sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a certificação internacional da edição 2021 do Great Place to Work (GPTW), o órgão tem centros de monitoramento, com equipes atuando 24 horas durante todos os dias da semana, espalhados por quatro estados: Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Florianópolis. O ONS é composto por membros associados e membros participantes, que são as empresas de geração, transmissão, distribuição, consumidores livres, importadores e exportadores de energia. Também participam o Ministério de Minas e Energia (MME) e representantes dos Conselhos de Consumidores.

Uma das funções do ONS para coordenação e controle é a avaliação do Fator de Capacidade. O Fator de Capacidade é uma métrica importante usada para avaliar a eficiência e a produtividade de uma usina de geração de energia. O fator de capacidade é a razão entre a energia efetivamente gerada por uma usina em um determinado período e a energia que ela poderia gerar se operasse a plena capacidade (ou capacidade nominal) durante todo esse período.

\[Fator \space de \space Capacidade = \frac{Energia \space Gerada}{Capaciade \space Nominal \times Tempo}\]

Como a Energia é resultado do produto entre Potência e Tempo, podemos reescrever a equação acima como:

\[Fator \space de \space Capacidade = \frac{Potência \space Gerada}{Capaciade \space Nominal}\]

Considerando o crescimento do uso de fontes de geração eólica e solar, e sabendo que este tipo de geração é intermitente, ou seja, não produzem energia de forma contínua, o fator de capacidade tem grande importância, pois através dele é possível analisar o quanto da capacidade instalada é aproveitaada nestes tipos de fontes de geração.

Neste trabalho, será avaliado o desempenho dos sistemas de geração eólica e solar no Brasil no mês de maio de 2024, através dos dados de Fator de Capacidade fornecidos pelo ONS.

2. DATASET “FATOR DE CAPACIDADE DE GERAÇÃO EÓLICA E SOLAR”

Os datasets para “FATOR DE CAPACIDADE DE GERAÇÃO EÓLICA E SOLAR” são fornecidos pelo ONS através do site DADOS ABERTOS. Selecionando o item “FATOR DE CAPACIDADE DE GERAÇÃO EÓLICA E SOLAR”, a página será direcionada para o repositório dos datasets desejados contendo o Fator de Capacidade de usinas e conjuntos de usinas eólicos e solares despachados pelo ONS em base horária.

Os dados dos anos de 2009 a 2011 estão disponibilizados em arquivos agrupados pelos respectivos anos, e a partir do ano de 2022 as informações estão agrupados em arquivos por mês/ano. Os dados disponibilizados fazem parte de um processo de consistência recorrente e, portanto, podem ser atualizados após a sua publicação.

Utilizando o arquivo “FATOR_CAPACIDADE-2_2024_05.csv”, serão realizadas análises dos sistemas de geração eólica e solar no Brasil, referentes ao mês de maio de 2024. Este dataset possui 20 colunas e 146329 colunas. Nele, podem ser obtidas as seguintes informações:

  1. id_subsistema: Identificador do subsistema;
  2. nom_subsistema: Nome do subsistema;
  3. id_estado: Sigla do Estado;
  4. nom_estado: Nome do Estado;
  5. nom_pontoconexao: Nome do ponto de conexão da usina/conjunto
  6. nom_localizacao: Localização da usina/conjunto (O conteúdo está disponível apenas para Usinas da região Nordeste)
  7. val_latitudesecoletora: Latitude da usina/conjunto;
  8. val_longitudesecoletora: Longitude da usina/conjunto;
  9. val_latitudepontoconexao: Latitude do Ponto de Conexão;
  10. val_longitudepontoconexao: Longitude do Ponto de Conexão;
  11. nom_modalidadeoperacao: Modalidade de operação;
  12. nom_tipousina: Tipo da usina;
  13. nom_usina_conjunto: Nome da usina/conjunto;
  14. din_instante: Data (DD/MM/AAAA HH:MM:SS);
  15. id_ons: Identificador da usina ou conjunto no ONS;
  16. ceg: Código Único do Empreendimento de Geração (CEG), estabelecido pela ANEEL;
  17. val_geracaoprogramada: Geração Programada, em MWmed;
  18. val_geracaoverificada: Geração Verificada, em MWmed;
  19. val_capacidadeinstalada: Capacidade instalada, em MW;
  20. val_fatorcapacidade: Fator de capacidade, obtida pela relação entre a geração e a capacidade instalada.
FC<-read.csv('FATOR_CAPACIDADE-2_2024_05.csv',sep=';')
head(FC)
##   id_subsistema nom_subsistema id_estado nom_estado           nom_pontoconexao
## 1             N          Norte        MA   MARANHAO           MIRANDA II500kVA
## 2            NE       Nordeste        BA      BAHIA     PINDAI II - 230 kV (A)
## 3            NE       Nordeste        BA      BAHIA   IGAPORA III - 500 kV (A)
## 4            NE       Nordeste        BA      BAHIA    IGAPORA II - 230 kV (B)
## 5            NE       Nordeste        BA      BAHIA  U.SOBRADINHO - 500 kV (A)
## 6            NE       Nordeste        BA      BAHIA MORRO CHAPEU2 - 230 kV (A)
##   nom_localizacao val_latitudesecoletora val_longitudesecoletora
## 1                              -2.727222               -42.59639
## 2        Interior             -14.353933               -42.57584
## 3        Interior             -14.353822               -42.57548
## 4        Interior             -14.102794               -42.60937
## 5        Interior              -9.751812               -41.00620
## 6        Interior             -10.970000               -41.22800
##   val_latitudepontoconexao val_longitudepontoconexao nom_modalidadeoperacao
## 1                -3.566219                 -44.53548     Conjunto de Usinas
## 2               -14.415433                 -42.60777     Conjunto de Usinas
## 3               -13.983000                 -42.61400     Conjunto de Usinas
## 4               -14.030300                 -42.62460     Conjunto de Usinas
## 5                -9.436083                 -40.82917     Conjunto de Usinas
## 6               -11.714700                 -41.39890     Conjunto de Usinas
##   nom_tipousina  nom_usina_conjunto    id_ons ceg        din_instante
## 1        Eólica Conj. Paulino Neves CJU_MAPLN   - 2024-05-01 00:00:00
## 2        Eólica        Conj. Abil I CJU_BAABL   - 2024-05-01 00:00:00
## 3        Eólica       Conj. Abil II CJU_BAABD   - 2024-05-01 00:00:00
## 4        Eólica        Conj. Araçás CJU_BAARA   - 2024-05-01 00:00:00
## 5        Eólica       Conj. Arizona CJU_BAARI   - 2024-05-01 00:00:00
## 6        Eólica     Conj. Babilônia CJU_BABAB   - 2024-05-01 00:00:00
##   val_geracaoprogramada val_geracaoverificada val_capacidadeinstalada
## 1                  29.0                77.989                  426.00
## 2                  43.5                 5.235                   90.00
## 3                  30.0                 3.714                   46.50
## 4                 108.5                70.631                  167.70
## 5                 158.0               170.999                  228.69
## 6                  93.0                45.514                  136.50
##   val_fatorcapacidade
## 1          0.18307277
## 2          0.05816667
## 3          0.07987097
## 4          0.42117472
## 5          0.74773274
## 6          0.33343590

3. PACOTES UTILIZADOS

Para a análise dos dados fornecidos no dataset “FATOR DE CAPACIDADE DE GERAÇÃO EÓLICA E SOLAR”, serão utilizadas os seguintes pacotes:

  • dplyr: pacote para a manipulação de dados no R, fornecendo uma gramática intuitiva e eficiente para transformar dados;
  • ggplot2: pacote para criação declarativa de gráficos;
  • htmlwidgets: pacote que permite incorporar widgets interativos baseados em JavaScript em documentos HTML gerados a partir do R;
  • leaflet: pacote baseado na biblioteca JavaScript Leaflet e permite a visualização e a manipulação de mapas de forma fácil e flexível;
  • plotly: pacote que permite criar gráficos interativos e dinâmicos, baseado na biblioteca JavaScript Plotly.js.
  • rmdformats: pacote que fornece formatos de saída HTML prontos para uso e modelos para documentos RMarkdown.
library(dplyr)
## 
## Attaching package: 'dplyr'
## The following objects are masked from 'package:stats':
## 
##     filter, lag
## The following objects are masked from 'package:base':
## 
##     intersect, setdiff, setequal, union
library(ggplot2)
library(htmlwidgets)
library(leaflet)
library(plotly)
## 
## Attaching package: 'plotly'
## The following object is masked from 'package:ggplot2':
## 
##     last_plot
## The following object is masked from 'package:stats':
## 
##     filter
## The following object is masked from 'package:graphics':
## 
##     layout
library(rmdformats)

4. TRATAMENTO DO DATASET

Para realizar a análise dos dados, realizaremos um tratamento no dataset de modo a facilitar a interpretação dos dados. Primeiro, serão retiradas as linhas com valores NA.

FC<-na.omit(FC)

Em seguida, será feita a separação entre as usinas eólicas e as usinas solares.

FC_eolica<-subset(FC,FC$nom_tipousina == "Eólica")
FC_solar<-subset(FC,FC$nom_tipousina == "Solar")

Além disto, também será feita uma análise considerando quatro regiões para os dois tipos de usina: -Norte; -Nordeste; -Sudeste/Centro-Oeste; -Sul.

FC_E_N<-subset(FC_eolica,FC_eolica$id_subsistema == "N")
FC_S_N<-subset(FC_solar,FC_solar$id_subsistemaa == "N")
FC_E_NE<-subset(FC_eolica,FC_eolica$id_subsistema == "NE")
FC_S_NE<-subset(FC_solar,FC_solar$id_subsistemaa == "NE")
FC_E_SE<-subset(FC_eolica,FC_eolica$id_subsistema == "SE")
FC_S_SE<-subset(FC_solar,FC_solar$id_subsistemaa == "SE")
FC_E_S<-subset(FC_eolica,FC_eolica$id_subsistema == "S")
FC_S_S<-subset(FC_solar,FC_solar$id_subsistemaa == "S")

O último tratamento será utilizado para verificar a capacidade instalada de cada usina. Como o dataset é estruturado em medições horárias, informações como nome da usina e capacidade instalada se repetem. Desta forma, será utilizada a função distincti do pacote dplyr para eliminar linhas com a informações repetidas de nomes de usinas, de modo que a capacidade instalada para cada usina também seja apresentada uma única vez.

FC_E_CAP<- distinct(FC_eolica, nom_usina_conjunto, .keep_all = TRUE)
FC_S_CAP<- distinct(FC_solar, nom_usina_conjunto, .keep_all = TRUE)

5. USINAS EÓLICAS

Mapa de usinas eólicas

De acordo com os dados fornecidos pelo ONS, o Brasil possuia, até o final de maio de 2024, 157 usinas eólicas registradas, com uma capacidade total de 2.9313^{4}MW. Destas usinas, 1 está localizada na região Norte, 144 estão na região Nordeste e 12 na região Sul, como apresentdo no mapa a seguir.

map <- leaflet(FC_E_CAP, width = "100%") %>%
  addProviderTiles("CartoDB.Positron") %>%
  addCircleMarkers(
    color = "blue",
    stroke = FALSE, fillOpacity = 0.5,
    lat = FC_E_CAP$val_latitudesecoletora,
    lng = FC_E_CAP$val_longitudesecoletora,
    clusterOptions = markerClusterOptions(),
    popup = ~paste0(FC_E_CAP$nom_usina_conjunto,":",FC_E_CAP$val_capacidadeinstalada,"MW"))
map

Capacidade instalada

Das regiões com usina eólicas registradas, a região Nordeste é, com sobra, a que possui a maior capacidade instalada, com 2.6944^{4}MW, mais de 13x a capacidade instalada do segundo lugar (região Sul). Os valores de capacidade instalada (MW) por região são apresentados no gráfico a seguir.

CAP_E_RG<-FC_E_CAP%>%group_by(nom_subsistema)%>%summarise(Capacidade_Instalada=sum(val_capacidadeinstalada))

plot_ly(CAP_E_RG,x=~nom_subsistema,y=~Capacidade_Instalada,type='bar')%>%layout(
  title = "Capacidade instalada de geração eólica",
  xaxis = list(title = "Região"),
  yaxis = list(title = "Capacidade Instalada (MW)")
)

Potência média de usina por região

Em contrapartida aos dados de capacidade intalada, a região com a maior média de potência gerada por usina no mês de maio foi a região Norte, como apresentado no seguinte gráfico.

POT_E_RG<-FC_eolica%>%group_by(nom_subsistema)%>%summarise(POT_MED=mean(val_geracaoverificada))

plot_ly(POT_E_RG,x=~nom_subsistema,y=~POT_MED,type='bar')%>%layout(
  title = "Potência média de geração eólica por usina",
  xaxis = list(title = "Região"),
  yaxis = list(title = "Potência Média(MW)")
)

Fator de capacidade

Por último, de acordo com os dados do ONS, a região com melhor aproveitamento da capacidade instalada de geração eólica no mês de maio também foi a região Nordeste, com fator de capacidade médio de 0.3604, ou 36.04% de aproveitamento médio da capacidade instalada.

FC_E_RG<-FC_eolica%>%group_by(nom_subsistema)%>%summarise(FC_MED=mean(val_fatorcapacidade))

plot_ly(FC_E_RG,x=~nom_subsistema,y=~FC_MED,type='bar')%>%layout(
  title = "Fator de Capacidade médio de geração eólica",
  xaxis = list(title = "Região"),
  yaxis = list(title = "Fator de Capacidade Médio")
)

Potência Média Gerada

De posse, dos valores de capacidade instalada e de fator de capacidade, os valores de potência média fornecida por cada região são calculados e apresentados no gráfico a seguir. Como esperado, a ordem de fornecimento de de potência é a mesma da capacidade instalada, com a região Nordeste em primeiro, fornecendo 9710.46MW.

POT_E_GER<-data.frame(Subsistema = FC_E_RG$nom_subsistema, Potencia_Media = (FC_E_RG$FC_MED*CAP_E_RG$Capacidade_Instalada))

plot_ly(POT_E_GER,x=~Subsistema,y=~Potencia_Media,type='bar')%>%layout(
  title = "Potência média fornecida por região",
  xaxis = list(title = "Região"),
  yaxis = list(title = "Potência Média (MW)")
)

6. USINAS SOLARES FOTOVOLTAICAS

De forma semelhante a análise feita para geração de energia eólica, neste tópico será feita uma análise para geração de energia fotovoltaica.

Mapa de usinas fotovoltaicas

De acordo com os dados fornecidos pelo ONS, no mesmo dataset utilizado anteriormente, o Brasil possuia, no mesmo período de tempo da análise anterior, 48 usinas fotovoltaicas, de média geração ou superior, registradas, com uma capacidade instalada total de 1.07971^{4}MW. Destas usinas, 34 está localizadas na região Nordeste, 14 estão na região Sudeste/Centro-Oeste, como apresentdo no mapa a seguir.

map <- leaflet(FC_S_CAP, width = "100%") %>%
  addProviderTiles("CartoDB.Positron") %>%
  addCircleMarkers(
    color = "blue",
    stroke = FALSE, fillOpacity = 0.5,
    lat = FC_S_CAP$val_latitudesecoletora,
    lng = FC_S_CAP$val_longitudesecoletora,
    clusterOptions = markerClusterOptions(),
    popup = ~paste0(FC_S_CAP$nom_usina_conjunto,":",FC_S_CAP$val_capacidadeinstalada,"MW"))
map

Capacidade instalada

Das regiões com tais usinas, novamente a região Nordeste é a que possui a maior capacidade instalada, com 5947MW, aproximandamente 1.23 vezes a capacidade instalada da região Sudeste/Centro-Oeste. Os valores de capacidade instalada (MW) por região são apresentados no gráfico a seguir.

CAP_S_RG<-FC_S_CAP%>%group_by(nom_subsistema)%>%summarise(Capacidade_Instalada=sum(val_capacidadeinstalada))

plot_ly(CAP_S_RG,x=~nom_subsistema,y=~Capacidade_Instalada,type='bar')%>%layout(
  title = "Capacidade instalada de geração solar",
  xaxis = list(title = "Região"),
  yaxis = list(title = "Capacidade Instalada (MW)")
)

Potência média de usina por região

POT_S_RG<-FC_solar%>%group_by(nom_subsistema)%>%summarise(POT_MED=mean(val_geracaoverificada))

plot_ly(POT_S_RG,x=~nom_subsistema,y=~POT_MED,type='bar')%>%layout(
  title = "Potência média de geração solar",
  xaxis = list(title = "Região"),
  yaxis = list(title = "Potência Média(MW)")
)

Fator de capacidade

Por último, de acordo com os dados do ONS, a região com melhor aproveitamento da capacidade instalada de geração eólica no mês de maio também foi a região Sudeste, com fator de capacidade médio de 0.2166, ou 21.66% de aproveitamento médio da capacidade instalada, enquanto a região Nordeste teve um fator de capacidade de 0.2059, ou 20.59%.

FC_S_RG<-FC_solar%>%group_by(nom_subsistema)%>%summarise(FC_MED=mean(val_fatorcapacidade))

plot_ly(FC_S_RG,x=~nom_subsistema,y=~FC_MED,type='bar')%>%layout(
  title = "Fator de Capacidade médio de geração solar",
  xaxis = list(title = "Região"),
  yaxis = list(title = "Fator de Capacidade Médio")
)

Potência Média Gerada

Novamente, a partir dos valores de capacidade instalada e de fator de capacidade, os valores de potência média fornecida por cada região são calculados e apresentados no gráfico a seguir. Tal como na análise de geração eólica, a região Nordeste aparece em primeiro lugar, fornecendo 1224.41MW.

POT_S_GER<-data.frame(Subsistema = FC_S_RG$nom_subsistema, Potencia_Media = (FC_S_RG$FC_MED*CAP_S_RG$Capacidade_Instalada))

plot_ly(POT_S_GER,x=~Subsistema,y=~Potencia_Media,type='bar')%>%layout(
  title = "Potência média fornecida por região",
  xaxis = list(title = "Região"),
  yaxis = list(title = "Potência Média (MW)")
)

7. CONCLUSÃO

Neste trabalho foram avaliados os dados do dataset “FATOR DE CAPACIDADE DE GERAÇÃO EÓLICA E SOLAR” do mês de maio de 2024 fornecido pelo ONS, abordando os aspectos de localização, capacidade instalada, potência média e fator de capacidade das usinas eólicas e usinas fotovoltaicas de média geração ou superior. A partir dos resultados, pode-se chegar as seguintes conclusões:

  • Devido à região Norte possuir apenas 1 com que forneceu em média 84.63MW, ela foi a região com maior média de potência fornecida por usina, porém nas outras regiões existem tanto usinas que entregaram mais potência que a usina de região Norte, quanto usinas que entregaram menos;
  • Apesar de ter uma capacidade instalada total menor que a geração solar do Nordeste, as usinas do Sudeste/Centro-Oeste individualmente apresentaram uma potência média gerada maior que as do Nordeste;
  • Tanto para geração eólica quanto para geração fotovoltaico, a região Nordeste é a que tem a maior capacidade instalada, totalizando 3.2891^{4}MW instalados para os dois sistemas de geração, e a que fornece a maior potência média, com 1.093487^{4}MW;
  • Os resultados de Fator de Capacidade mostram que a região Nordeste é a que, melhor aproveita a capacidade instalada das fontes de geração renováveis estudadas como um todo, visto que não foram registrados parques eólicos no subsistema Sudeste/Centro-Oeste;
  • Como os recursos para geração de energia dos sistemas estudados independem da ação humana, é compreensível a baixa utilização da capacidade instalada, tanto para os sistemas de geração eólica, quanto para os de geração solar fotovoltaica;
  • Destaca-se também que os recursos para geração dos sistemas estudados apresentam uma variação sazonal e que os resultados obtidos apresentam uma realidade apenas para o período no qual os dados foram coletados.