Dívida pública, poupança em conta corrente do governo e superávit primário: uma análise de sustentabilidade

Author

Samuel

Introdução

Diversos estudos têm sido conduzidos para avaliar a sustentabilidade da dívida pública brasileira nesse contexto. Alguns indicaram que a dívida líquida do setor público brasileiro era insustentável em determinados períodos, enquanto outros mostraram uma possível sustentabilidade, destacando a característica de “gastar e tributar” da política fiscal no Brasil.

Diante desse cenário, alguns economistas defendem a necessidade de conciliar a contenção fiscal com o aumento dos investimentos públicos para promover o crescimento econômico. No presente artigo, propõe-se substituir a meta de superávit primário pela meta de poupança em conta corrente do governo, que exclui os investimentos públicos do cálculo do resultado fiscal.

Essa mudança visa incentivar o aumento dos investimentos sem comprometer a sustentabilidade fiscal, reconhecendo a importância dos investimentos públicos para impulsionar o crescimento econômico. No entanto, há questões sobre se essa abordagem representa um relaxamento fiscal adequado ou se é sustentada pela teoria econômica.

Cabe, portanto, a seguinte pergunta no Brasil por que é importante estabelecer a poupança em conta corrente do governo em vez do superávit primário como meta fiscal? Em primeiro lugar, no Brasil, o superávit primário é obtido por meio de aumento da carga tributária e do represamento do investimento público. Portanto, é consensual entre os economistas que os investimentos públicos, sobretudo em infra-estrutura,não podem ser adiados indefinidamente sob pena de representar um gargalo para o crescimento econômico. Nesse sentido, em virtude de o superávit primário criar os incentivos para que os gestores públicos cortem os investimentos nas consecuções das limitações de movimentação financeira para alcançar a meta fiscal e por acreditar em que os investimentos públicos, sobretudo em infra-estrutura, realizados por critérios econômicos não é igual a zero, viabiliza-se a utilização do conceito de poupança em conta corrente do governo.

Em segundo lugar, a poupança em conta corrente do governo gera os incentivos corretos para que se eleve a atual taxa de investimento, pois alguns estudos empíricos realizados para o Brasil mostram uma complementaridade positiva entre investimento público e privado. Apesar dos ganhos citados, uma questão que circunda a permuta do superávit primário pela poupança em conta corrente do governo é se a utilização dessa poupança não significa muito mais um relaxamento fiscal do que propriamente uma mudança de política justificada pela teoria econômica. Assim, torna-se válido avaliar essa proposta do ponto de vista da sustentabilidade fiscal.

Superávit primário versus poupança em conta corrente do governo

Em uma análise da política fiscal, um dos indicadores utilizados para verificar a sustentabilidade do endividamento público é a razão dívida pública/PIB ao longo do tempo. Em tese, ao supor-se que o déficit primário seja nulo, a evolução intertemporal dessa razão é equivalente à diferença entre a taxa real de juros e a taxa real de crescimento do PIB.

Caso a taxa real de juros seja menor que a taxa real de crescimento do PIB, a razão dívida pública/PIB é declinante ao longo do tempo. Nesse cenário, não há espaço para problematizar a questão da sustentabilidade do endividamento público. Se a taxa real de juros for maior que a taxa real de crescimento econômico, tem-se uma razão dívida pública/PIB crescente ao longo do tempo. Nesse caso, a fim de evitar uma explosão nessa razão, torna-se necessário implementar superávit primário, o qual possui sua magnitude definida em função do tamanho que se objetiva para a relação dívida pública/PIB.

razaodpb = dividasp/pib
plot(razaodpb, xlab = "tempo", ylab = "razão dívida pública/pib", 
     col = "red", lwd = "3", main = "Razão da Dívida pública/PIB 2006-2024")

Se tratando de análise da sustentabilidade intertemporal da trajetória da razão dívida/PIB, o superávit primário mostra-se substancialmente um conceito contábil, de modo que, neste artigo, defende-se o mesmo ponto de vista de Blanchard & Giavazzi (2004),10 os quais sustentam ser mais apropriado excluir o investimento público líquido do cálculo do superávit primário, a fim de alcançar melhorias na estabilidade e no pacto de crescimento da União Européia.

Assim, ao excluir-se o investimento público líquido do cálculo do gasto governamental determinante da meta fiscal, é possível obter um crescimento na dívida pública que convirja para o crescimento do estoque de capital. Em outras palavras, desde que a variação do estoque de capital é um dos principais determinantes do crescimento do PIB, é possível elevar-se o nível do estoque de capital como proporção do PIB e não se prejudicar a estabilidade da relação dívida pública/PIB.

Nesse modelo, uma característica importante é que a dívida pública passa a ter lastro. A emissão de uma nova dívida é acompanhada por um aumento equivalente do estoque de capital. Assim, a trajetória da dívida pública é sempre sustentável, pois um aumento na dívida (passivo) gera um aumento de igual magnitude no estoque de capital (ativo).

Ainda que o modelo apresentado seja bastante intuitivo e consiga captar os principais aspectos da proposta de poupança em conta corrente do governo, possui pouca possibilidade de aplicação ou teste empírico para o Brasil, pois sua hipótese é que, ao se excluirem os investimentos públicos, o governo apresente o orçamento equilibrado período a período, que pode ser considerada uma hipótese muito forte. Portanto, deve-se trabalhar com um modelo mais flexível.

Metodologia

Com o intuito de verificar as principais relações entre as variáveis, utiliza-se a metodologia VAR, que, segundo Enders (2003), tem por objetivo captar as relações entre as variáveis. Daí essa metodologia ficar conhecida como ateórica, pois seu objetivo é tentar captar o relacionamento entre as variáveis impondo o mínimo possível de restrições.

Dessa forma, a avaliação da proposta consiste na consideração das relações entre as variáveis, com o objetivo de usar esses resultados em projeções sobre a dívida pública, quando a meta de política fiscal é o superávit primário ou a poupança em conta corrente do governo, comparando os resultados diante dessas alternativas.

Análise MQO

Nesta seção, estudam-se dois modelos de Mínimos quadrados ordinários , VAR e VEC. Esses dois modelos contêm dados mensais de janeiro de 1999 a dezembro de 2005. O primeiro modelo contempla a dinâmica entre a taxa real de juros selic, dívida líquida do setor público consolidado em percentual do PIB e taxa real de crescimento do PIB calculada pelo Banco Central do Brasil.

Modelo 01.MQO

m1mqo <- lm(dividasp ~ pib + juros)
summary(m1mqo)

Call:
lm(formula = dividasp ~ pib + juros)

Residuals:
    Min      1Q  Median      3Q     Max 
-3010.2  -832.3   146.0   690.9  4369.7 

Coefficients:
                Estimate   Std. Error t value             Pr(>|t|)    
(Intercept) 6782.6442057  492.6419334  13.768 < 0.0000000000000002 ***
pib           -0.0012998    0.0001029 -12.631 < 0.0000000000000002 ***
juros         -0.0054715    0.0007265  -7.532     0.00000000000139 ***
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1

Residual standard error: 1430 on 214 degrees of freedom
Multiple R-squared:  0.6332,    Adjusted R-squared:  0.6298 
F-statistic: 184.7 on 2 and 214 DF,  p-value: < 0.00000000000000022

O coeficiente de pib é -0.0012998, indicando que, mantidas constantes as outras variáveis, um aumento de uma unidade no PIB está associado a uma redução de aproximadamente 0.0013 unidades em dividasp. Este resultado sugere que um PIB maior está associado a uma menor dívida, o que pode ser interpretado como uma economia mais robusta resultando em menos necessidade de endividamento.

O coeficiente de pagamento de juros é -0.0054715, indicando que, mantidas constantes as outras variáveis, um aumento de uma unidade na taxa de pagamento de juros está associado a uma redução de aproximadamente 0.0055 unidades em dividasp.

Analisando os parâmetros:

residuos <- residuals(m1mqo)
plot(residuos, main = "Comportamento dos resíduos no M1MQO")

#Testes de normalidade e outliars
jarquebera <- jarqueberaTest(residuos);jarquebera

Title:
 Jarque - Bera Normalality Test

Test Results:
  STATISTIC:
    X-squared: 28.1231
  P VALUE:
    Asymptotic p Value: 0.0000007819 
qqnorm(residuos, col="blue"); qqline(residuos, col="red")

shapiro<-shapiro.test(residuos);shapiro

    Shapiro-Wilk normality test

data:  residuos
W = 0.94163, p-value = 0.0000001207
Box.test(residuos, lag=12, type="Box-Pierce")

    Box-Pierce test

data:  residuos
X-squared = 1243.1, df = 12, p-value < 0.00000000000000022

Testes de normalidade, homocedasticidade e autocorrelação:

#Testes de homocedasticidade e autocorrelação
#Teste de GQ
length(residuos);length(residuos)*0.15
[1] 217
[1] 32.55
gqtest<-gqtest(m1mqo, fraction=32.55, alternative = "greater");gqtest

    Goldfeld-Quandt test

data:  m1mqo
GQ = 39.079, df1 = 90, df2 = 89, p-value < 0.00000000000000022
alternative hypothesis: variance increases from segment 1 to 2
#Teste de BPG
bptest<-bptest(m1mqo);bptest

    studentized Breusch-Pagan test

data:  m1mqo
BP = 95.392, df = 2, p-value < 0.00000000000000022

O teste de Goldfeld-Quandt e Breusch-Pagan indicam a presença de heterocedasticidade no modelo, sugerindo a necessidade de ajustar a análise para obter estimativas e inferências mais precisas.

#Teste de White
white<-white_test(m1mqo);white
White's test results

Null hypothesis: Homoskedasticity of the residuals
Alternative hypothesis: Heteroskedasticity of the residuals
Test Statistic: 20.07
P-value: 0.000044
#Teste de DW
dwtest<-dwtest(m1mqo);dwtest

    Durbin-Watson test

data:  m1mqo
DW = 0.035389, p-value < 0.00000000000000022
alternative hypothesis: true autocorrelation is greater than 0

Os testes de White e Durbin-Watson indicam que há heterocedasticidade e autocorrelação.

Modelo 02.MQO (adicionando as variáveis investimento e conta corrente)

Dados <- cbind(juros, ccr, dividasp, pib, investimento)
plot(Dados)

m2mqo = lm(dividasp ~ juros + ccr +pib + investimento)
summary(m2mqo)

Call:
lm(formula = dividasp ~ juros + ccr + pib + investimento)

Residuals:
    Min      1Q  Median      3Q     Max 
-2624.2  -821.2  -105.1   666.1  3636.0 

Coefficients:
                 Estimate   Std. Error t value             Pr(>|t|)    
(Intercept)  7706.6997429  478.3653997  16.110 < 0.0000000000000002 ***
juros          -0.0028415    0.0007200  -3.946             0.000108 ***
ccr            -0.1622538    0.0300594  -5.398         0.0000001800 ***
pib            -0.0017967    0.0001135 -15.828 < 0.0000000000000002 ***
investimento    0.2084407    0.0354921   5.873         0.0000000164 ***
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1

Residual standard error: 1239 on 212 degrees of freedom
Multiple R-squared:  0.7273,    Adjusted R-squared:  0.7222 
F-statistic: 141.4 on 4 and 212 DF,  p-value: < 0.00000000000000022

O coeficiente é -0.0028415, sugerindo que um aumento no pagamento de juros está associado a uma diminuição na dívida. O coeficiente é -0.1622538, indicando que um aumento nas transações correntes está associado a uma diminuição na dívida. O coeficiente é -0.0017967, indicando que um aumento no PIB está associado a uma redução na dívida. O coeficiente é 0.2084407, sugerindo que um aumento no investimento está associado a um aumento na dívida.

Analisando os parâmetros:


Title:
 Jarque - Bera Normalality Test

Test Results:
  STATISTIC:
    X-squared: 16.8219
  P VALUE:
    Asymptotic p Value: 0.0002224 


    Shapiro-Wilk normality test

data:  residuos2
W = 0.9712, p-value = 0.0002057

    Box-Pierce test

data:  residuos2
X-squared = 727.77, df = 12, p-value < 0.00000000000000022

Testes de normalidade, homocedasticidade e autocorrelação:

[1] 217
[1] 32.55

    Goldfeld-Quandt test

data:  m2mqo
GQ = 43.197, df1 = 88, df2 = 87, p-value < 0.00000000000000022
alternative hypothesis: variance increases from segment 1 to 2

    studentized Breusch-Pagan test

data:  m2mqo
BP = 77.318, df = 4, p-value = 0.000000000000000644

O teste de Goldfeld-Quandt e Breusch-Pagan indicam a presença de heterocedasticidade no modelo.

#Teste de White
white<-white_test(m1mqo);white
White's test results

Null hypothesis: Homoskedasticity of the residuals
Alternative hypothesis: Heteroskedasticity of the residuals
Test Statistic: 20.07
P-value: 0.000044
#Teste de DW
dwtest<-dwtest(m1mqo);dwtest

    Durbin-Watson test

data:  m1mqo
DW = 0.035389, p-value < 0.00000000000000022
alternative hypothesis: true autocorrelation is greater than 0

Os testes de White e Durbin-Watson indicam que há heterocedasticidade e autocorrelação.

Análise VAR

O segundo modelo, além de utilizar as variáveis r, div e n, separa o superávit primário em dois componentes: investimento público em percentual do PIB e poupança em conta corrente do governo em percentual do PIB.

Modelo 01.VAR

juros2<-juros+(2*-min(juros))
dados1 <- cbind(juros2, dividasp, pib)
plot(dados1)

m1var <- diff(log(dados1))
VARselect(m1var, lag.max = 5, type =  "const")
$selection
AIC(n)  HQ(n)  SC(n) FPE(n) 
     2      1      1      2 

$criteria
                          1                     2                     3
AIC(n) -24.7017202711666179 -24.75942922850071071 -24.72009371948123757
HQ(n)  -24.6246650504716555 -24.62458259228452206 -24.52745566774382624
SC(n)  -24.5110932683148981 -24.42583197351020274 -24.24352621235193794
FPE(n)   0.0000000000187148   0.00000000001766641   0.00000000001837775
                          4                     5
AIC(n) -24.6688132717420245 -24.68516555425504322
HQ(n)  -24.4183838044833941 -24.37694467147518651
SC(n)  -24.0492755124739368 -23.92265754284816737
FPE(n)   0.0000000000193497   0.00000000001904359
var3=VAR(dados, p=2, type="both")
summary(var3)

VAR Estimation Results:
========================= 
Endogenous variables: juros, dividasp, pib 
Deterministic variables: both 
Sample size: 215 
Log Likelihood: -6218.738 
Roots of the characteristic polynomial:
0.9829 0.9496 0.9462 0.9462 0.2327 0.01765
Call:
VAR(y = dados, p = 2, type = "both")


Estimation results for equation juros: 
====================================== 
juros = juros.l1 + dividasp.l1 + pib.l1 + juros.l2 + dividasp.l2 + pib.l2 + const + trend 

                Estimate   Std. Error t value             Pr(>|t|)    
juros.l1         0.96165      0.06839  14.060 < 0.0000000000000002 ***
dividasp.l1   -127.62940     42.56097  -2.999             0.003043 ** 
pib.l1          -0.01321      0.06169  -0.214             0.830626    
juros.l2        -0.02718      0.06919  -0.393             0.694817    
dividasp.l2    141.41051     42.07130   3.361             0.000924 ***
pib.l2           0.01835      0.06256   0.293             0.769585    
const       -39560.42922  27095.55118  -1.460             0.145797    
trend         -477.44393    333.87848  -1.430             0.154227    
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1


Residual standard error: 42820 on 207 degrees of freedom
Multiple R-Squared: 0.9198, Adjusted R-squared: 0.9171 
F-statistic:   339 on 7 and 207 DF,  p-value: < 0.00000000000000022 


Estimation results for equation dividasp: 
========================================= 
dividasp = juros.l1 + dividasp.l1 + pib.l1 + juros.l2 + dividasp.l2 + pib.l2 + const + trend 

                 Estimate    Std. Error t value             Pr(>|t|)    
juros.l1      0.000080481   0.000109670   0.734              0.46387    
dividasp.l1   0.721683393   0.068246370  10.575 < 0.0000000000000002 ***
pib.l1       -0.000010011   0.000098918  -0.101              0.91948    
juros.l2     -0.000019657   0.000110945  -0.177              0.85954    
dividasp.l2   0.243754737   0.067461194   3.613              0.00038 ***
pib.l2       -0.000007757   0.000100318  -0.077              0.93844    
const       106.461647161  43.447627673   2.450              0.01510 *  
trend         1.493184880   0.535373044   2.789              0.00578 ** 
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1


Residual standard error: 68.66 on 207 degrees of freedom
Multiple R-Squared: 0.9992, Adjusted R-squared: 0.9991 
F-statistic: 3.563e+04 on 7 and 207 DF,  p-value: < 0.00000000000000022 


Estimation results for equation pib: 
==================================== 
pib = juros.l1 + dividasp.l1 + pib.l1 + juros.l2 + dividasp.l2 + pib.l2 + const + trend 

                Estimate   Std. Error t value             Pr(>|t|)    
juros.l1       -0.009351     0.029952  -0.312              0.75521    
dividasp.l1   -13.237810    18.639110  -0.710              0.47837    
pib.l1          1.922128     0.027016  71.148 < 0.0000000000000002 ***
juros.l2        0.024006     0.030301   0.792              0.42911    
dividasp.l2    10.349169    18.424666   0.562              0.57493    
pib.l2         -0.928465     0.027398 -33.888 < 0.0000000000000002 ***
const       32020.312163 11866.200249   2.698              0.00754 ** 
trend          53.724131   146.218426   0.367              0.71368    
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1


Residual standard error: 18750 on 207 degrees of freedom
Multiple R-Squared: 0.9997, Adjusted R-squared: 0.9997 
F-statistic: 9.634e+04 on 7 and 207 DF,  p-value: < 0.00000000000000022 



Covariance matrix of residuals:
              juros dividasp       pib
juros    1833263929   263653 -59390734
dividasp     263653     4714    -80648
pib       -59390734   -80648 351602828

Correlation matrix of residuals:
            juros dividasp      pib
juros     1.00000  0.08969 -0.07397
dividasp  0.08969  1.00000 -0.06264
pib      -0.07397 -0.06264  1.00000

Interpretando a matriz de resíduos:

A covariância entre os resíduos de juros e dividasp é positiva, o que indica uma relação não nula entre esses resíduos. A covariância entre os resíduos de juros e pib é negativa, indicando uma relação inversa entre esses resíduos. A covariância entre os resíduos de dividasp e pib é negativa, indicando uma relação inversa entre esses resíduos.

Raíz unitária:


############################################### 
# Augmented Dickey-Fuller Test Unit Root Test # 
############################################### 

Test regression none 


Call:
lm(formula = z.diff ~ z.lag.1 - 1 + z.diff.lag)

Residuals:
   Min     1Q Median     3Q    Max 
-87720  -5038   -223   4650 587422 

Coefficients:
             Estimate Std. Error t value Pr(>|t|)
z.lag.1    -0.0007064  0.0026753  -0.264    0.792
z.diff.lag -0.0287230  0.0699853  -0.410    0.682

Residual standard error: 45020 on 204 degrees of freedom
Multiple R-squared:  0.001187,  Adjusted R-squared:  -0.008605 
F-statistic: 0.1212 on 2 and 204 DF,  p-value: 0.8859


Value of test-statistic is: -0.2641 

Critical values for test statistics: 
      1pct  5pct 10pct
tau1 -2.58 -1.95 -1.62

############################################### 
# Augmented Dickey-Fuller Test Unit Root Test # 
############################################### 

Test regression none 


Call:
lm(formula = z.diff ~ z.lag.1 - 1 + z.diff.lag)

Residuals:
   Min     1Q Median     3Q    Max 
-68815  -9715   1869  11034  65364 

Coefficients:
               Estimate Std. Error t value             Pr(>|t|)    
z.lag.1      -0.0001893  0.0003664  -0.517              0.60593    
z.diff.lag1   1.1936836  0.0699792  17.058 < 0.0000000000000002 ***
z.diff.lag2  -0.2123773  0.1082267  -1.962              0.05115 .  
z.diff.lag3  -0.1040335  0.1092698  -0.952              0.34224    
z.diff.lag4   0.0384964  0.1086233   0.354              0.72342    
z.diff.lag5   0.0666496  0.1081985   0.616              0.53862    
z.diff.lag6   0.0522956  0.1077661   0.485              0.62803    
z.diff.lag7  -0.2096757  0.1079534  -1.942              0.05354 .  
z.diff.lag8  -0.0269772  0.1084239  -0.249              0.80377    
z.diff.lag9   0.2961906  0.1071381   2.765              0.00625 ** 
z.diff.lag10 -0.2085761  0.0694831  -3.002              0.00303 ** 
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1

Residual standard error: 18060 on 195 degrees of freedom
Multiple R-squared:  0.9013,    Adjusted R-squared:  0.8958 
F-statistic:   162 on 11 and 195 DF,  p-value: < 0.00000000000000022


Value of test-statistic is: -0.5167 

Critical values for test statistics: 
      1pct  5pct 10pct
tau1 -2.58 -1.95 -1.62

############################################### 
# Augmented Dickey-Fuller Test Unit Root Test # 
############################################### 

Test regression none 


Call:
lm(formula = z.diff ~ z.lag.1 - 1 + z.diff.lag)

Residuals:
     Min       1Q   Median       3Q      Max 
-211.057  -24.792    1.957   33.123  164.547 

Coefficients:
              Estimate Std. Error t value        Pr(>|t|)    
z.lag.1       0.008008   0.002129   3.761        0.000224 ***
z.diff.lag1  -0.081924   0.071693  -1.143        0.254560    
z.diff.lag2  -0.113724   0.071748  -1.585        0.114575    
z.diff.lag3  -0.116973   0.073382  -1.594        0.112548    
z.diff.lag4   0.096031   0.072344   1.327        0.185920    
z.diff.lag5  -0.071437   0.066159  -1.080        0.281574    
z.diff.lag6   0.479299   0.066296   7.230 0.0000000000107 ***
z.diff.lag7  -0.186747   0.075223  -2.483        0.013888 *  
z.diff.lag8  -0.033732   0.076354  -0.442        0.659134    
z.diff.lag9   0.144038   0.075999   1.895        0.059538 .  
z.diff.lag10 -0.122798   0.077394  -1.587        0.114208    
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1

Residual standard error: 58.61 on 195 degrees of freedom
Multiple R-squared:  0.5197,    Adjusted R-squared:  0.4927 
F-statistic: 19.18 on 11 and 195 DF,  p-value: < 0.00000000000000022


Value of test-statistic is: 3.7609 

Critical values for test statistics: 
      1pct  5pct 10pct
tau1 -2.58 -1.95 -1.62

Os resultados desses testes sugerem que a série temporal pib se torna estacionária com a inclusão de lags apropriados, mas as séries temporais pib e dividasp parecem ser não estacionárias em sua forma original (sem lags).

Função impulso
#função impulso
impulsovar1<-irf(var3, n.ahead = 24)

#nível
plot(irf(var3, n.ahead = 24, impulse="dividasp", response="dividasp", boot=F))

plot(irf(var3, n.ahead = 24, impulse="dividasp", response="juros", boot=F))

plot(irf(var3, n.ahead = 24, impulse="dividasp", response="pib", boot=F))

Modelo 02.VAR (adicionando as variáveis investimento e conta corrente)

var3dif=VAR(dados2, p=1, type="both")
summary(var3dif)

VAR Estimation Results:
========================= 
Endogenous variables: juros2, ccr2, dividasp, pib, invest2 
Deterministic variables: both 
Sample size: 216 
Log Likelihood: -10399.816 
Roots of the characteristic polynomial:
0.9915 0.9915 0.9222 0.3203 0.2021
Call:
VAR(y = dados2, p = 1, type = "both")


Estimation results for equation juros2: 
======================================= 
juros2 = juros2.l1 + ccr2.l1 + dividasp.l1 + pib.l1 + invest2.l1 + const + trend 

                 Estimate    Std. Error t value            Pr(>|t|)    
juros2.l1        0.938649      0.029056  32.305 <0.0000000000000002 ***
ccr2.l1         -1.294191      1.139321  -1.136               0.257    
dividasp.l1     12.267045      8.622937   1.423               0.156    
pib.l1           0.001604      0.006479   0.248               0.805    
invest2.l1      -0.399038      1.348819  -0.296               0.768    
const       102917.798131  51983.936572   1.980               0.049 *  
trend         -487.371218    299.150462  -1.629               0.105    
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1


Residual standard error: 43610 on 209 degrees of freedom
Multiple R-Squared: 0.9164, Adjusted R-squared: 0.914 
F-statistic:   382 on 6 and 209 DF,  p-value: < 0.00000000000000022 


Estimation results for equation ccr2: 
===================================== 
ccr2 = juros2.l1 + ccr2.l1 + dividasp.l1 + pib.l1 + invest2.l1 + const + trend 

                 Estimate    Std. Error t value       Pr(>|t|)    
juros2.l1       0.0046177     0.0016848   2.741        0.00666 ** 
ccr2.l1         0.3102637     0.0660645   4.696 0.000004792726 ***
dividasp.l1    -0.3909804     0.5000080  -0.782        0.43513    
pib.l1         -0.0022415     0.0003757  -5.967 0.000000010229 ***
invest2.l1      0.0145108     0.0782124   0.186        0.85299    
const       20462.0265945  3014.3308753   6.788 0.000000000115 ***
trend          -4.8013951    17.3464830  -0.277        0.78221    
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1


Residual standard error: 2529 on 209 degrees of freedom
Multiple R-Squared:  0.53,  Adjusted R-squared: 0.5165 
F-statistic: 39.29 on 6 and 209 DF,  p-value: < 0.00000000000000022 


Estimation results for equation dividasp: 
========================================= 
dividasp = juros2.l1 + ccr2.l1 + dividasp.l1 + pib.l1 + invest2.l1 + const + trend 

               Estimate  Std. Error t value             Pr(>|t|)    
juros2.l1    0.00005363  0.00004680   1.146              0.25312    
ccr2.l1     -0.00054343  0.00183493  -0.296              0.76740    
dividasp.l1  0.96610884  0.01388767  69.566 < 0.0000000000000002 ***
pib.l1      -0.00001583  0.00001043  -1.517              0.13083    
invest2.l1  -0.00250446  0.00217234  -1.153              0.25027    
const       54.46067741 83.72274372   0.650              0.51609    
trend        1.43047954  0.48179686   2.969              0.00334 ** 
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1


Residual standard error: 70.24 on 209 degrees of freedom
Multiple R-Squared: 0.9991, Adjusted R-squared: 0.9991 
F-statistic: 3.999e+04 on 6 and 209 DF,  p-value: < 0.00000000000000022 


Estimation results for equation pib: 
==================================== 
pib = juros2.l1 + ccr2.l1 + dividasp.l1 + pib.l1 + invest2.l1 + const + trend 

                Estimate   Std. Error t value             Pr(>|t|)    
juros2.l1      -0.001488     0.030956  -0.048             0.961697    
ccr2.l1        -1.801945     1.213799  -1.485             0.139170    
dividasp.l1    57.792894     9.186623   6.291     0.00000000181889 ***
pib.l1          0.998097     0.006902 144.608 < 0.0000000000000002 ***
invest2.l1      5.067009     1.436992   3.526             0.000518 ***
const        9812.510619 55382.156594   0.177             0.859540    
trend       -2419.615384   318.706100  -7.592     0.00000000000103 ***
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1


Residual standard error: 46470 on 209 degrees of freedom
Multiple R-Squared: 0.9981, Adjusted R-squared: 0.998 
F-statistic: 1.832e+04 on 6 and 209 DF,  p-value: < 0.00000000000000022 


Estimation results for equation invest2: 
======================================== 
invest2 = juros2.l1 + ccr2.l1 + dividasp.l1 + pib.l1 + invest2.l1 + const + trend 

                 Estimate    Std. Error t value Pr(>|t|)   
juros2.l1     -0.00008872    0.00146634  -0.061  0.95181   
ccr2.l1        0.01939953    0.05749699   0.337  0.73615   
dividasp.l1    0.38827085    0.43516514   0.892  0.37329   
pib.l1         0.00108012    0.00032695   3.304  0.00112 **
invest2.l1     0.21407679    0.06806949   3.145  0.00190 **
const       2868.07243155 2623.42141093   1.093  0.27554   
trend          4.45986808   15.09692758   0.295  0.76797   
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1


Residual standard error: 2201 on 209 degrees of freedom
Multiple R-Squared: 0.2292, Adjusted R-squared: 0.207 
F-statistic: 10.36 on 6 and 209 DF,  p-value: 0.0000000004844 



Covariance matrix of residuals:
             juros2      ccr2 dividasp        pib  invest2
juros2   1902214810   8598181   421497  -59507585  2692675
ccr2        8598181   6395921    47488  -12153413    -5594
dividasp     421497     47488     4934      68566     3116
pib       -59507585 -12153413    68566 2159041334 21887260
invest2     2692675     -5594     3116   21887260  4844594

Correlation matrix of residuals:
           juros2      ccr2 dividasp      pib   invest2
juros2    1.00000  0.077952  0.13758 -0.02936  0.028050
ccr2      0.07795  1.000000  0.26732 -0.10342 -0.001005
dividasp  0.13758  0.267317  1.00000  0.02101  0.020156
pib      -0.02936 -0.103423  0.02101  1.00000  0.214009
invest2   0.02805 -0.001005  0.02016  0.21401  1.000000

Interpretando a matriz de resíduos:

As variáveis juros2 e ccr2 têm uma covariância positiva, mas a correlação entre seus resíduos é baixa, o que indica uma relação fraca entre os resíduos dessas variáveis.

A variável dividasp possui uma covariância positiva moderada com ccr2, mas a correlação é um pouco mais forte, indicando uma relação um pouco mais significativa entre seus resíduos.

A variável pib tem uma covariância positiva significativa com invest2, e a correlação entre seus resíduos é moderadamente forte, indicando uma relação mais forte entre os resíduos dessas variáveis.

Função impulso
#função impulso
impulsovar1<-irf(var3, n.ahead = 24)

#nível
plot(irf(var3dif, n.ahead = 24, impulse="dividasp", response="dividasp", boot=F))

plot(irf(var3dif, n.ahead = 24, impulse="dividasp", response="juros2", boot=F))

plot(irf(var3dif, n.ahead = 24, impulse="dividasp", response="pib", boot=F))

plot(irf(var3dif, n.ahead = 24, impulse="dividasp", response="invest2", boot=F))

plot(irf(var3dif, n.ahead = 24, impulse="dividasp", response="ccr2", boot=F))

Causalidade de Grander

grangertest(dividasp~juros)
Granger causality test

Model 1: dividasp ~ Lags(dividasp, 1:1) + Lags(juros, 1:1)
Model 2: dividasp ~ Lags(dividasp, 1:1)
  Res.Df Df     F Pr(>F)
1    213                
2    214 -1 0.037 0.8477
grangertest(investimento~dividasp)
Granger causality test

Model 1: investimento ~ Lags(investimento, 1:1) + Lags(dividasp, 1:1)
Model 2: investimento ~ Lags(investimento, 1:1)
  Res.Df Df     F  Pr(>F)  
1    213                   
2    214 -1 3.552 0.06083 .
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1
grangertest(dividasp~ccr)
Granger causality test

Model 1: dividasp ~ Lags(dividasp, 1:1) + Lags(ccr, 1:1)
Model 2: dividasp ~ Lags(dividasp, 1:1)
  Res.Df Df     F Pr(>F)
1    213                
2    214 -1 0.102 0.7498
grangertest(ccr~pib)
Granger causality test

Model 1: ccr ~ Lags(ccr, 1:1) + Lags(pib, 1:1)
Model 2: ccr ~ Lags(ccr, 1:1)
  Res.Df Df      F    Pr(>F)    
1    213                        
2    214 -1 14.495 0.0001837 ***
---
Signif. codes:  0 '***' 0.001 '**' 0.01 '*' 0.05 '.' 0.1 ' ' 1

O investimento público pode ser influenciado pela dívida pública, mas a evidência não é suficientemente forte para ser conclusiva. A conta conrrente é influenciado pelo PIB, sugerindo que mudanças no PIB têm um efeito significativo sobre a conta corrente do governo.

Análise VEC

Cointegração

logdiv <- log(dividasp)
plot(logdiv, main = "log Dívida 2006-2024")

jo.trace <- ca.jo(m2var, type="trace", K=2, 
                  ecdet="trend", spec="longrun")
summary(jo.trace)

###################### 
# Johansen-Procedure # 
###################### 

Test type: trace statistic , with linear trend in cointegration 

Eigenvalues (lambda):
[1] 0.6054607452644741316661 0.5918836605843167397722 0.4451747860616093177555
[4] 0.3480403583952805801616 0.0489575209545306533343 0.0000000000000001110223

Values of teststatistic and critical values of test:

           test 10pct  5pct  1pct
r <= 4 |  10.74 10.49 12.25 16.26
r <= 3 | 102.29 22.76 25.32 30.45
r <= 2 | 228.35 39.06 42.44 48.45
r <= 1 | 420.14 59.14 62.99 70.05
r = 0  | 619.17 83.20 87.31 96.58

Eigenvectors, normalised to first column:
(These are the cointegration relations)

                 juros2.l2        ccr2.l2    dividasp.l2         pib.l2
juros2.l2     1.0000000000   1.0000000000   1.0000000000  1.00000000000
ccr2.l2      16.4347585384  -9.0630735683   4.2917466395 -0.07378249766
dividasp.l2 -21.0085904453 -78.5347546820 -31.8260049270  0.14034868867
pib.l2        9.2418993735  -9.9116437922  -1.2670723987 -0.12197772329
invest2.l2  -23.9250521474  -0.8789478419   1.0443360927 -0.02192911204
trend.l2     -0.0006445656  -0.0006265982  -0.0002349633 -0.00004963149
              invest2.l2    trend.l2
juros2.l2    1.000000000  1.00000000
ccr2.l2     -0.112901909  0.18009129
dividasp.l2  1.046289797  1.94503191
pib.l2      32.231043085 20.25374715
invest2.l2  -0.071346391 -0.08481063
trend.l2     0.001000015  0.03238546

Weights W:
(This is the loading matrix)

                juros2.l2      ccr2.l2    dividasp.l2       pib.l2
juros2.d    0.00017553643 0.0075966844 -0.01559892684 -1.016073091
ccr2.d     -0.01150366142 0.1006505589 -0.11377295417  0.550924523
dividasp.d  0.00089689402 0.0130738505  0.01923999035 -0.014177198
pib.d      -0.00004106835 0.0002547414  0.00002699375  0.004176605
invest2.d   0.07398332835 0.0395147776 -0.16294119583  0.129641341
              invest2.l2                     trend.l2
juros2.d    0.0016674554 -0.0000000000000000006319626
ccr2.d      0.0035070647 -0.0000000000000000011336308
dividasp.d  0.0005083755 -0.0000000000000000009736591
pib.d      -0.0025070613  0.0000000000000000023096300
invest2.d  -0.0085279813 -0.0000000000000000269395433
jo.eigen <- ca.jo(m2var, type="eigen", K=2, 
                  ecdet="trend", spec="longrun")

summary(jo.eigen)

###################### 
# Johansen-Procedure # 
###################### 

Test type: maximal eigenvalue statistic (lambda max) , with linear trend in cointegration 

Eigenvalues (lambda):
[1] 0.6054607452644741316661 0.5918836605843167397722 0.4451747860616093177555
[4] 0.3480403583952805801616 0.0489575209545306533343 0.0000000000000001110223

Values of teststatistic and critical values of test:

           test 10pct  5pct  1pct
r <= 4 |  10.74 10.49 12.25 16.26
r <= 3 |  91.54 16.85 18.96 23.65
r <= 2 | 126.07 23.11 25.54 30.34
r <= 1 | 191.79 29.12 31.46 36.65
r = 0  | 199.03 34.75 37.52 42.36

Eigenvectors, normalised to first column:
(These are the cointegration relations)

                 juros2.l2        ccr2.l2    dividasp.l2         pib.l2
juros2.l2     1.0000000000   1.0000000000   1.0000000000  1.00000000000
ccr2.l2      16.4347585384  -9.0630735683   4.2917466395 -0.07378249766
dividasp.l2 -21.0085904453 -78.5347546820 -31.8260049270  0.14034868867
pib.l2        9.2418993735  -9.9116437922  -1.2670723987 -0.12197772329
invest2.l2  -23.9250521474  -0.8789478419   1.0443360927 -0.02192911204
trend.l2     -0.0006445656  -0.0006265982  -0.0002349633 -0.00004963149
              invest2.l2    trend.l2
juros2.l2    1.000000000  1.00000000
ccr2.l2     -0.112901909  0.18009129
dividasp.l2  1.046289797  1.94503191
pib.l2      32.231043085 20.25374715
invest2.l2  -0.071346391 -0.08481063
trend.l2     0.001000015  0.03238546

Weights W:
(This is the loading matrix)

                juros2.l2      ccr2.l2    dividasp.l2       pib.l2
juros2.d    0.00017553643 0.0075966844 -0.01559892684 -1.016073091
ccr2.d     -0.01150366142 0.1006505589 -0.11377295417  0.550924523
dividasp.d  0.00089689402 0.0130738505  0.01923999035 -0.014177198
pib.d      -0.00004106835 0.0002547414  0.00002699375  0.004176605
invest2.d   0.07398332835 0.0395147776 -0.16294119583  0.129641341
              invest2.l2                     trend.l2
juros2.d    0.0016674554 -0.0000000000000000006319626
ccr2.d      0.0035070647 -0.0000000000000000011336308
dividasp.d  0.0005083755 -0.0000000000000000009736591
pib.d      -0.0025070613  0.0000000000000000023096300
invest2.d  -0.0085279813 -0.0000000000000000269395433

Os resultados do teste de Johansen mostram que há múltiplas relações de cointegração entre as variáveis juros2, ccr2, dividasp, pib e invest2. A presença de relações de cointegração implica que, apesar de cada variável ser não estacionária, existe uma combinação linear delas que é estacionária, indicando um equilíbrio de longo prazo entre as variáveis.

VEC

ModVEC <- vec2var(jo.trace,r=1)

PrevisaoVEC <- predict(ModVEC, n.ahead = 3, ci = 0.95)
PrevisaoVEC
$juros2
             fcst       lower     upper        CI
[1,]  0.025839552 -0.07754626 0.1292254 0.1033858
[2,] -0.002595475 -0.11859886 0.1134079 0.1160034
[3,]  0.020363117 -0.11916903 0.1598953 0.1395321

$ccr2
           fcst      lower     upper        CI
[1,] 0.02762809 -0.2928757 0.3481319 0.3205038
[2,] 0.02159344 -0.3405098 0.3836966 0.3621032
[3,] 0.04701012 -0.3811684 0.4751887 0.4281786

$dividasp
            fcst       lower      upper         CI
[1,] 0.018026362 -0.02575278 0.06180550 0.04377914
[2,] 0.004450004 -0.04402661 0.05292661 0.04847661
[3,] 0.012767655 -0.04490856 0.07044387 0.05767622

$pib
            fcst       lower      upper         CI
[1,] 0.006726725 -0.00483582 0.01828927 0.01156254
[2,] 0.005688096 -0.01201348 0.02338967 0.01770157
[3,] 0.006145069 -0.01615565 0.02844579 0.02230072

$invest2
             fcst      lower     upper        CI
[1,] -0.161800683 -0.6293878 0.3057864 0.4675871
[2,]  0.109081309 -0.4275429 0.6457055 0.5366242
[3,]  0.006349255 -0.5643409 0.5770394 0.5706902
plot(PrevisaoVEC)

prev <- dividasp[n]*(1+(0.00835405395/100))

prev2 <- prev*(1+(-0.00006858517/100))
prev2
[1] 8269.191
prev3 <- prev2*(1+( 0.00693829477/100))
prev3
[1] 8269.765
fanchart(PrevisaoVEC)

Considerando os possíveis ajustes de correção ao longo do projeto. O modelo VEC utilizado no presente artigo para analisar como a dívida do setor público pode evoluir no futuro, considerando a incerteza inerente a essas estimativas. Conclui-se que, assim como os autores do artigo referência Angelo e Carlos, os resultados indicam que essa permuta não resulta em qualquer alteração na trajetória da relação dívida pública com o PIB. Ou seja, considerando ou não o superávit primário, no estudo, investimentos públicos e o saldo da conta corrente, a dívida pública apresenta uma certa sustentabilidade.