O naufrágio do RMS Titanic em 1912 é uma das tragédias marítimas mais conhecidas da história. Com a morte de mais de 1.500 pessoas, ele levanta questões sobre os fatores que influenciaram a sobrevivência de passageiros e tripulantes. A diferença nos índices de sobrevivência entre classes sociais, gêneros e faixas etárias reflete as prioridades sociais e econômicas daquela época.
Os dados utilizados neste relatório provêm do arquivo “titanic3.xls”, que foi desenvolvido por Frank E. Harrell Jr. e Thomas Cason, da Vanderbilt Biostatistics University. O conjunto de dados original foi cuidadosamente elaborado a partir da “Encyclopedia Titanica” e de pesquisas de várias fontes, incluindo Eaton & Haas (1994) com “Titanic: Triumph and Tragedy”. Ao decorrer do tempo, o conjunto de dados foi aprimorado, corrigindo erros e preenchendo idades ausentes. Esse banco contém os atributos principais como classe, idade, sexo e sobrevivência, fornecendo uma visão ampla dos passageiros.
Este relatório busca investigar os fatores que influenciaram a sobrevivência no Titanic, utilizando análises estatísticas e visualizações para revelar padrões entre os passageiros. Ao identificar essas tendências, espera-se proporcionar uma compreensão mais profunda de como as estruturas sociais e econômicas da época impactaram o desfecho desta tragédia.
Os dados foram obtidos do arquivo “titanic3.xls”, disponível em OpenML. As variáveis selecionadas foram:
survived: Indicador binário de sobrevivência (Sim/Não).
pclass: Classe do passageiro (1ª, 2ª ou 3ª).
sex: Gênero (Masculino/Feminino).
age: Idade em anos.
sibsp: Número de irmãos ou cônjuges a bordo.
Foram necessários pacotes para manipulação e visualização de dados. O
pacote dplyr foi utilizado para a
manipulação básica dos dados, permitindo selecionar e filtrar as
variáveis relevantes. O pacote readxl foi
empregado para a leitura dos dados do Titanic diretamente do arquivo
Excel. Já o pacote ggplot2 serviu para
criar gráficos detalhados, fornecendo uma visualização clara e
compreensível das variáveis analisadas.
#Instalar pacotes necessários}
install.packages(c("readxl", "ggplot2", "dplyr"), repos = "https://cloud.r-project.org/")
##
## The downloaded binary packages are in
## /var/folders/nv/myyy67gd6r56kz8_y5hd2mlc0000gn/T//RtmpN2VrdL/downloaded_packages
#Carregar pacotes
library(readxl) #Para ler arquivos Excel
library(ggplot2) #Para visualização de dados
library(dplyr) #Para manipulação de dados
##
## Attaching package: 'dplyr'
## The following objects are masked from 'package:stats':
##
## filter, lag
## The following objects are masked from 'package:base':
##
## intersect, setdiff, setequal, union
Para iniciar a análise dos dados do Titanic, importamos os dados do
arquivo “titanic3.xls” usando o pacote
readxl e verificamos as colunas
disponíveis no conjunto. Em seguida, selecionamos apenas as variáveis
essenciais para a investigação: sobrevivência
(survived), classe
(pclass), sexo
(sex), idade
(age) e número de irmãos/cônjuges a bordo
(sibsp). Dessas,
survived,
pclass, sex
e sibsp são variáveis categóricas,
enquanto age é uma variável numérica. Essa
seleção de variáveis possibilitou concentrar a análise nos fatores mais
influentes, simplificando a manipulação dos dados para gerar insights
relevantes sobre a sobrevivência no naufrágio.
# Ler os dados do Titanic a partir do arquivo Excel}
titanic <- read_excel("/Users/viniciustorres/Desktop/Aprendizagem Supervisionada /TITANIC/titanic3.xls")
# Verificar as colunas disponíveis
colnames(titanic)
## [1] "pclass" "survived" "name" "sex" "age" "sibsp"
## [7] "parch" "ticket" "fare" "cabin" "embarked" "boat"
## [13] "body" "home.dest"
# Manter apenas as variáveis de interesse para a análise:"survived, pclass, sex, age, sibsp"
titanic_selecionado <- titanic %>%
select(survived, pclass, sex, age, sibsp)
Após a seleção das variáveis essenciais, foi necessário tornar os rótulos mais compreensíveis ao usuário, convertendo os códigos numéricos e textuais em descrições mais intuitivas:
Sobrevivência: A variável
survived, originalmente representada como
0 e 1 (indicando não sobrevivente e sobrevivente, respectivamente), foi
transformada para os rótulos “Não” e “Sim” para indicar claramente a
condição de sobrevivência dos passageiros.
Classe: A variável
pclass, que continha valores numéricos
representando a classe do passageiro (1ª, 2ª ou 3ª), foi convertida para
os rótulos “1ª Classe”, “2ª Classe” e “3ª Classe”, tornando os dados
mais compreensíveis.
Gênero: A variável
sex, inicialmente representada como
“female” e “male”, foi rotulada como “Feminino” e “Masculino”,
respectivamente, proporcionando uma identificação mais clara e direta do
gênero dos passageiros.
#Trocar o 0 e 1 por Sim e Não, dentro das respostas de Sobreviveu na planilha:
titanic_selecionado$survived <- factor(titanic_selecionado$survived, levels = c(0, 1), labels = c("Não", "Sim"))
#Trocar o 1, 2 e 3 por 1ª Classe, 2ª Classe e 3ª Classe, dentro das respostas de Classe na planilha:
titanic_selecionado$pclass <- factor(titanic_selecionado$pclass, levels = c(1, 2, 3), labels = c("1ª Classe", "2ª Classe", "3ª Classe"))
#Trocar o female e male, por Feminino e Masculino, dentro das respostas de Gênero na planilha:
titanic_selecionado$sex <- factor(titanic_selecionado$sex, levels = c('female', 'male'), labels = c("Feminino", "Masculino"))
Essas transformações foram fundamentais para melhorar a interpretação das variáveis durante a análise e garantir que as visualizações apresentassem rótulos claros, facilitando a comunicação dos resultados.
A análise exploratória dos dados é uma etapa crucial para entender os padrões, relações e distribuições que influenciam a sobrevivência no naufrágio do Titanic. Ela começa com resumos estatísticos e tabelas de frequência para obter uma visão geral dos dados, seguida por gráficos detalhados que revelam os padrões entre variáveis categóricas e numéricas.
Para obter uma visão rápida das distribuições, começamos com um resumo estatístico das variáveis numéricas:
# Resumo estatístico das variáveis numéricas}
summary(titanic_selecionado)
## survived pclass sex age sibsp
## Não:809 1ª Classe:323 Feminino :466 Min. : 0.1667 Min. :0.0000
## Sim:500 2ª Classe:277 Masculino:843 1st Qu.:21.0000 1st Qu.:0.0000
## 3ª Classe:709 Median :28.0000 Median :0.0000
## Mean :29.8811 Mean :0.4989
## 3rd Qu.:39.0000 3rd Qu.:1.0000
## Max. :80.0000 Max. :8.0000
## NA's :263
# Frequência das variáveis categóricas
table(titanic_selecionado$survived)
##
## Não Sim
## 809 500
table(titanic_selecionado$pclass)
##
## 1ª Classe 2ª Classe 3ª Classe
## 323 277 709
table(titanic_selecionado$sex)
##
## Feminino Masculino
## 466 843
table(titanic_selecionado$sibsp)
##
## 0 1 2 3 4 5 8
## 891 319 42 20 22 6 9
# Tabelas de frequência cruzada entre variáveis categóricas e sobrevivência
table(titanic_selecionado$survived, titanic_selecionado$pclass)
##
## 1ª Classe 2ª Classe 3ª Classe
## Não 123 158 528
## Sim 200 119 181
table(titanic_selecionado$survived, titanic_selecionado$sex)
##
## Feminino Masculino
## Não 127 682
## Sim 339 161
table(titanic_selecionado$survived, titanic_selecionado$sibsp)
##
## 0 1 2 3 4 5 8
## Não 582 156 23 14 19 6 9
## Sim 309 163 19 6 3 0 0
# Percentual de sobrevivência por gênero
prop.table(table(titanic_selecionado$survived, titanic_selecionado$sex), margin = 1) * 100
##
## Feminino Masculino
## Não 15.69839 84.30161
## Sim 67.80000 32.20000
O resumo estatístico dos dados apresenta 809 passageiros que não sobreviveram e 500 que sobreviveram, indicando uma taxa de sobrevivência de aproximadamente 38,2%, demonstrando que a maioria dos passageiros não sobreviveu ao naufrágio.
Em relação ao gênero, havia 466 mulheres e 843 homens, indicando que havia quase o dobro de passageiros masculinos em comparação com o número de mulheres.
A idade dos passageiros variava entre 0,17 anos (aproximadamente dois meses) até 80 anos. O primeiro quartil (Q1) estava em 21 anos, a mediana era 28 anos, a média era 29,88 anos e o terceiro quartil (Q3) estava em 39 anos. A dispersão é notável, mas o pico de idade estava entre 20 e 30 anos. É importante ressaltar que havia 263 valores ausentes na variável de idade.
O número de parentes a bordo varia entre zero e oito. A mediana era zero, refletindo que a maioria viajava sem parentes ou com no máximo apenas um. A média era 0,5, com um máximo de oito parentes a bordo. Entre os que tinham um parente, 163 sobreviveram e 156 não. Entre os que tinham dois ou mais parentes, as taxas de sobrevivência diminuíram progressivamente.
A análise das classes revela que a 3ª classe continha mais que o dobro de passageiros da 2ª classe. Além disso, as análises cruzadas de sobrevivência por classe mostram que, a 1ª classe apresentava uma taxa de sobrevivência muito superior à da 3ª classe, evidenciando diferenças de acesso aos botes salva-vidas ou outros recursos.
Quanto ao gênero, 67,8% das mulheres sobreviveram e apenas 15,7% não sobreviveram. Entre os homens, 32,2% sobreviveram e 84,3% não. Isso reflete uma política de “mulheres e crianças primeiro”, na qual a maioria das mulheres sobreviveu.
Para oferecer uma visão mais clara dos padrões entre as variáveis, os gráficos fornecem uma representação visual dos dados.
Distribuição de Sobreviventes e Não Sobreviventes:
ggplot(titanic_selecionado, aes(x = as.factor(survived), fill = as.factor(survived))) +
geom_bar() +
geom_text(stat = "count", aes(label = ..count..), vjust = -0.5) +
labs(title = "Distribuição de Sobreviventes e Não Sobreviventes", x = "Sobreviveu", y = "Quantidade", fill = "Sobreviveu") +
theme_minimal() +
scale_fill_manual(values = c("#FF6347", "#00FF7F"))
O primeiro gráfico de barras apresenta a distribuição total de sobreviventes e não sobreviventes. Mostra que, de um total de 1.309 passageiros, 809 não sobreviveram, enquanto 500 sobreviveram. Isso evidencia que a maioria dos passageiros não sobreviveu ao naufrágio, com uma taxa de mortalidade superior a 60%. O gráfico serve como uma representação visual da magnitude da tragédia.
Distribuição de Sobreviventes por Classe Econômica na Embarcação:
tabela_contingencia <- table(titanic_selecionado$survived, titanic_selecionado$pclass)
tabela_contingencia
##
## 1ª Classe 2ª Classe 3ª Classe
## Não 123 158 528
## Sim 200 119 181
barplot(tabela_contingencia, beside = TRUE, col = c("#708090", "#FFD700"), legend = c("Não Sobreviveu", "Sobreviveu"), main = "Distribuição de Sobreviventes por Classe", xlab = "Classe", ylab = "Quantidade", legend.text = c("Não Sobreviveu", "Sobreviveu"), args.legend = list(x = "topleft"))
Este gráfico mostra a distribuição de sobreviventes e não sobreviventes em relação à classe. Na 1ª classe, há mais sobreviventes do que não sobreviventes, enquanto na 2ª classe, a proporção é quase equilibrada. Na 3ª classe, no entanto, o número de não sobreviventes é muito maior do que o de sobreviventes. Isso reflete as disparidades socioeconômicas, indicando que os passageiros da 1ª classe tinham maior acesso aos botes salva-vidas, e os da 3ª classe enfrentaram maiores dificuldades para escapar.
Distribuição de Sobreviventes por Gênero:
barplot(table(titanic_selecionado$survived, titanic_selecionado$sex), beside = TRUE, col = c("#FFC0CB", "#ADD8E6"), legend = c("Não Sobreviveu", "Sobreviveu"), main = "Distribuição de Sobreviventes por Gênero", xlab = "Gênero", ylab = "Quantidade", legend.text = c("Não Sobreviveu", "Sobreviveu"), args.legend = list(x = "topleft"))
Neste gráfico, a diferença nas taxas de sobrevivência entre os gêneros é evidente. A maioria das mulheres sobreviveu, enquanto a maioria dos homens não. Essa diferença significativa reflete a política de resgate “mulheres e crianças primeiro”, que deu prioridade às mulheres, garantindo-lhes uma taxa de sobrevivência significativamente maior.
Histograma de Distribuição de Idade entre Sobreviventes e Não Sobreviventes
ggplot(titanic_selecionado, aes(x = age, fill = as.factor(survived))) +
geom_histogram(bins = 30, position = "dodge") +
labs(title = "Distribuição de Idade entre Sobreviventes e Não Sobreviventes", x = "Idade", y = "Quantidade", fill = "Sobreviveu") +
theme_minimal()
O histograma mostra a distribuição etária de sobreviventes e não sobreviventes. Crianças pequenas e mulheres jovens tiveram maiores taxas de sobrevivência, enquanto adultos mais velhos e adolescentes do sexo masculino enfrentaram maior risco de não sobrevivência. Isso reforça a política de “mulheres e crianças primeiro”.
Distribuição de Sobreviventes por Número de Parentes a Bordo
barplot(table(titanic_selecionado$survived, titanic_selecionado$sibsp), beside = TRUE, col = c("#FF6347", "#00FF7F"), legend = c("Não Sobreviveu", "Sobreviveu"), main = "Distribuição de Sobreviventes por Número de Parentes a Bordo", xlab = "Número de Parentes a Bordo", ylab = "Quantidade", legend.text = c("Não Sobreviveu", "Sobreviveu"), args.legend = list(x = "topright"))
Este gráfico de barras detalha a distribuição de sobreviventes e não sobreviventes pelo número de parentes a bordo. Aqueles que viajavam sozinhos tiveram maiores taxas de mortalidade, enquanto os que tinham um ou dois parentes a bordo mostraram taxas de sobrevivência mais equilibradas. Isso pode indicar que viajar com familiares próximos fornecia apoio emocional e estratégico na evacuação. Passageiros com muitos parentes a bordo enfrentaram maiores desafios.
Uma possível explicação para isso pode ser que os passageiros com 1 ou 2 familiares a bordo formaram grupos mais eficientes durante a evacuação, cooperando entre si para garantir que todos conseguissem encontrar e embarcar nos botes salva-vidas. Eles puderam ajudar uns aos outros a localizar os botes e possivelmente dar suporte emocional para permanecerem calmos durante a crise.
Por outro lado, grupos maiores podem ter enfrentado mais dificuldades para se organizar, e passageiros viajando sozinhos provavelmente não tiveram o mesmo nível de apoio ou acesso à informação rápida que grupos pequenos e bem organizados. Isso pode explicar a diferença nas taxas de sobrevivência entre os diferentes grupos.
Box Plot para Visualizar a Distribuição de Idade entre Sobreviventes e Não Sobreviventes
ggplot(titanic_selecionado, aes(x = as.factor(survived), y = age, fill = as.factor(survived))) +
geom_boxplot() +
labs(title = "Distribuição de Idade entre Sobreviventes e Não Sobreviventes", x = "Sobreviveu", y = "Idade", fill = "Sobreviveu") +
theme_minimal() +
scale_fill_manual(values = c("#FF6347", "#00FF7F"))
Este box plot mostra a distribuição de idade entre sobreviventes e não sobreviventes. Os sobreviventes tendem a ser mais jovens em comparação com os não sobreviventes. A mediana da idade para sobreviventes é menor, e os outliers também refletem passageiros de idade avançada que conseguiram sobreviver.
Box Plot para Visualizar a Distribuição de idade entre Sobreviventes e Não Sobreviventes, por Gênero
ggplot(titanic_selecionado, aes(x = as.factor(survived), y = age, fill = as.factor(
survived))) +
geom_boxplot() +
facet_wrap(~sex) +
labs(title = "Distribuição de Idade entre Sobreviventes e Não Sobreviventes, por Gênero", x = "Sobreviveu", y = "Idade", fill = "Sobreviveu") +
theme_minimal() +
scale_fill_manual(values = c("#FF6347", "#00FF7F"))
Dividindo por gênero, este gráfico revela que as mulheres sobreviventes têm uma faixa etária mais jovem em média do que os homens sobreviventes. O número de outliers entre as mulheres indica que algumas mulheres idosas também conseguiram sobreviver. Entre os homens, a distribuição mostra que poucos homens com mais de 50 anos sobreviveram.
Box Plot para Visualizar a Distribuição de Idade entre Sobreviventes e Não Sobreviventes, por Classe
ggplot(titanic_selecionado, aes(x = as.factor(survived), y = age, fill = as.factor(
survived))) +
geom_boxplot() +
facet_wrap(~pclass) +
labs(title = "Distribuição de Idade entre Sobreviventes e Não Sobreviventes, por Classe", x = "Sobreviveu", y = "Idade", fill = "Sobreviveu") +
theme_minimal() +
scale_fill_manual(values = c("#FF6347", "#00FF7F"))
A análise por classe revela que, na 1ª classe, os sobreviventes têm uma distribuição etária mais ampla, com idades variando de crianças pequenas a adultos mais velhos. Na 2ª classe, a mediana da idade é menor para os sobreviventes, enquanto na 3ª classe há uma distribuição relativamente jovem para ambos os grupos. Os outliers refletem a presença de idosos na 1ª e 2ª classes que sobreviveram, o que indica maior acesso aos botes salva-vidas.
Box Plot para Visualizar a Distribuição de Idade entre Sobreviventes e Não Sobreviventes, por Número de Parentes a Bordo
ggplot(titanic_selecionado, aes(x = as.factor(survived), y = age, fill = as.factor(
survived))) +
geom_boxplot() +
facet_wrap(~sibsp) +
labs(title = "Distribuição de Idade entre Sobreviventes e Não Sobreviventes, por Número de Parentes a Bordo", x = "Sobreviveu", y = "Idade", fill = "Sobreviveu") +
theme_minimal() +
scale_fill_manual(values = c("#FF6347", "#00FF7F"))
Este último gráfico segmenta os grupos por número de parentes a bordo. Aqueles que viajavam sozinhos tendem a ser mais jovens entre os sobreviventes, mas a faixa etária é mais ampla entre os não sobreviventes. Quem viajava com um ou dois parentes tinha melhores chances de sobrevivência. Os outliers refletem passageiros idosos que conseguiram escapar, sugerindo que apoio familiar e planejamento em grupo desempenharam um papel importante na sobrevivência.
Passageiros com 0 parentes a bordo: Essa categoria engloba os passageiros que viajavam sozinhos. A mediana de idade é ligeiramente maior para os não sobreviventes do que para os sobreviventes, sugerindo que pessoas mais jovens viajando sozinhas tinham uma chance maior de sobreviver. A variabilidade também é maior para os não sobreviventes, com uma presença mais notável de outliers.
Passageiros com 1 parente a bordo: Para este grupo, a diferença entre a mediana de idade dos sobreviventes e dos não sobreviventes é menos evidente, mas ambos apresentam um intervalo interquartil bem definido. Aqui, a maioria dos passageiros parece ser adulta, e a presença de um parente pode ter dado suporte emocional ou logístico na evacuação.
Passageiros com 2 parentes a bordo: A distribuição é mais equilibrada entre sobreviventes e não sobreviventes, e a faixa etária das medianas é semelhante. A ausência de outliers também sugere que esta categoria era mais homogênea, talvez por se tratar de famílias nucleares.
Passageiros com 3 parentes a bordo: Este grupo mostra uma diferença mais notável entre sobreviventes e não sobreviventes, com os sobreviventes sendo geralmente mais jovens. A variabilidade é limitada, indicando que a maioria dos passageiros era composta de crianças acompanhadas de familiares adultos.
Passageiros com 4 parentes a bordo: Os dados mostram que todos os sobreviventes nesta categoria são mais jovens, possivelmente crianças, enquanto os não sobreviventes eram mais velhos.
Passageiros com 5 parentes a bordo: Apenas os não sobreviventes aparecem, sugerindo que grupos maiores tiveram mais dificuldade para escapar.
Passageiros com 8 parentes a bordo: Aqui, não houve sobreviventes, possivelmente indicando que grupos muito grandes enfrentaram dificuldades significativas ao tentar coordenar a evacuação.
Em resumo, este último gráfico revela que viajar em grupos pequenos ou médios com familiares pode ter fornecido um equilíbrio entre apoio e agilidade, enquanto passageiros viajando sozinhos ou em grupos muito grandes enfrentaram maiores desafios durante a evacuação. A idade também desempenhou um papel importante, com passageiros mais jovens (particularmente crianças) sendo prioritizados nos esforços de resgate.
A análise dos dados do Titanic revelou padrões claros e tendências que ajudam a explicar os fatores que influenciaram a sobrevivência dos passageiros e tripulantes no trágico naufrágio. Através de uma análise detalhada das variáveis, gráficos e resumos estatísticos, algumas conclusões fundamentais emergiram.
A taxa de mortalidade foi extremamente alta, com mais de 60% dos passageiros não sobrevivendo ao naufrágio. Esse dado reflete a severidade da tragédia e as dificuldades enfrentadas por muitos para escapar do navio a tempo. A diferença nas taxas de sobrevivência entre as classes sociais foi notável. Passageiros da 1ª classe tiveram acesso preferencial aos botes salva-vidas, resultando em uma maior taxa de sobrevivência. Por outro lado, os passageiros da 2ª e 3ª classes enfrentaram um acesso restrito aos recursos de resgate, especialmente na 3ª classe, onde a taxa de mortalidade foi particularmente elevada.
O gráfico de sobrevivência por gênero evidenciou que as mulheres tinham uma chance muito maior de sobrevivência devido à política de “mulheres e crianças primeiro”. Isso resultou em uma taxa de sobrevivência significativamente mais alta para mulheres, enquanto os homens, especialmente adultos mais velhos, enfrentaram riscos muito maiores de não sobrevivência. Crianças pequenas e mulheres jovens tiveram taxas de sobrevivência mais elevadas, reforçando a prioridade dada a essas categorias durante os esforços de resgate.
Viajar com um ou dois parentes a bordo proporcionava melhores chances de sobrevivência, pois a presença de familiares próximos oferecia apoio emocional e estratégico na evacuação. Passageiros viajando sozinhos ou com grandes grupos familiares enfrentaram desafios maiores, como a ausência de apoio ou dificuldades na coordenação de uma evacuação eficiente. A presença de um ou dois familiares próximos proporcionou um equilíbrio entre apoio e agilidade, aumentando as chances de sobrevivência.
A análise dos dados do Titanic não apenas revela tendências de sobrevivência, mas também destaca as estruturas socioeconômicas e culturais da época. As prioridades de resgate foram fortemente influenciadas pelo gênero, idade e classe social, refletindo as normas e valores sociais do início do século XX. O estudo dos fatores que influenciaram a sobrevivência no naufrágio do Titanic oferece uma visão abrangente de como a combinação de circunstâncias econômicas, culturais e pessoais impactou as chances de escapar dessa tragédia. Ele fornece uma lição valiosa sobre a importância da preparação, coordenação e acesso igualitário a recursos de segurança durante situações de emergência.