A Síntese de Indicadores Sociais, é um trabalho realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo ele produzido e publicado anualmente, buscando analisar as condições e a realidade de vida da população brasileira. Trazendo temas como: Estrutura econômica e mercado de trabalho, Padrão de vida e distribuição de rendimentos, Condições de moradia e Educação. Visando avaliar a qualidade de vida e os níveis de bem-estar da população. Neste trabalho, utilizaremos informações oriundas do capítulo sobre Estrutura econômica e mercado de trabalho, mostrando para o período mais recente, o comportamento e as desigualdades nessa estrutura encontrada.
Dando ênfase no perfil das pessoas, trazendo informações no qual é possível obter conhecimento sobre qual ambiente majoritariamente elas se encontram, se é na formalidade ou informalidade, deixando em evidência também qual cor/raça, está em maior quantidade em tal ambiente, bem como qual sexo está mais presente, se é mulheres ou homens. No ambiente da formalidade estão presentes cinco grupos, sendo eles: Empregado com carteira, Trabalhador doméstico com carteira, Militar ou funcionário público, Conta própria contribuinte e Empregador contribuinte. Já no ambiente da informalidade, os grupos serão: Empregados sem carteira, Trabalhadores domésticos sem carteira, Conta própria não contribuinte, Empregador não contribuinte e Trabalhador familiar auxiliar.
1 OBJETIVOS
1.1 Objetivo Geral
O seguinte projeto busca realizar uma análise abrangente do mercado de trabalho de forma quantitativa, utilizando os dados do IBGE referentes a 2023 na semana de referência. Averiguando se existem altas discrepâncias por gênero, raça e por tipo de ocupação no mercado de trabalho. De modo que, após as análises gráficas da composição do mercado de trabalho, seja possível oferecer explicações dos movimentos e resultados obtidos.
1.2 Objetivo Específico
Coletar e analisar dados atualizados sobre o mercado de trabalho;
Identificar os principais desafios enfrentados pelos grupos distintos de trabalhadores;
Compor recomendações estratégicas, de modo, a beneficiar os novos profissionais entrantes no mercado de trabalho.
2 BASE DE DADOS
2.1 Pacotes Utilizados
library(tidyverse)
Warning: package 'tidyverse' was built under R version 4.2.3
Warning: package 'ggplot2' was built under R version 4.2.3
Warning: package 'tibble' was built under R version 4.2.3
Warning: package 'tidyr' was built under R version 4.2.3
Warning: package 'readr' was built under R version 4.2.3
Warning: package 'purrr' was built under R version 4.2.3
Warning: package 'dplyr' was built under R version 4.2.3
Warning: package 'stringr' was built under R version 4.2.3
Warning: package 'forcats' was built under R version 4.2.3
Warning: package 'lubridate' was built under R version 4.2.3
── Attaching core tidyverse packages ──────────────────────── tidyverse 2.0.0 ──
✔ dplyr 1.1.2 ✔ readr 2.1.4
✔ forcats 1.0.0 ✔ stringr 1.5.1
✔ ggplot2 3.4.3 ✔ tibble 3.2.1
✔ lubridate 1.9.2 ✔ tidyr 1.3.0
✔ purrr 1.0.1
── Conflicts ────────────────────────────────────────── tidyverse_conflicts() ──
✖ dplyr::filter() masks stats::filter()
✖ dplyr::lag() masks stats::lag()
ℹ Use the conflicted package (<http://conflicted.r-lib.org/>) to force all conflicts to become errors
library(readxl)
Warning: package 'readxl' was built under R version 4.2.3
library(readr)library(gt)
Warning: package 'gt' was built under R version 4.2.3
library(openxlsx)
Warning: package 'openxlsx' was built under R version 4.2.3
# Informações utilizadas de trabalho formalind_trabalho_formal |>select( posicao_ocupacao, sexo_total, tipo ) |>filter( tipo =="Formal" )
# A tibble: 5 × 3
posicao_ocupacao sexo_total tipo
<chr> <dbl> <chr>
1 Empregado com carteira 36952. Formal
2 Trabalhador doméstico com carteira 1461. Formal
3 Militar ou funcionário público 7770. Formal
4 Conta própria contribuinte 8201. Formal
5 Empregador contribuinte 2942. Formal
# Gráfico de barras trabalho formalind_trabalho_formal |>select( posicao_ocupacao, sexo_total, tipo ) |>filter( tipo =="Formal" ) |>group_by(sexo_total) |>slice(1:5) |>ggplot() +geom_col(aes(x =reorder(posicao_ocupacao, sexo_total), y = sexo_total, color = posicao_ocupacao, fill = posicao_ocupacao), color="black",show.legend =FALSE) +labs(x ="", y ="Quantidade de trabalhadores",title ="Trabalho Formal") +theme(axis.text.x =element_text(angle =90, vjust =0.5, hjust =1)) +scale_fill_manual(values =c("#de2d26", "#a50f15", "#fc9272", "#fb6a4a", "#fcbba1"))
INTERPRETAÇÃO:
Através desse gráfico é possível observar que, a parcela das pessoas com 14 ou mais anos de idade se destaca na ocupação da categoria de Empregados com Carteira, chegando a ter, em média, um total de 36.952 pessoas. Sendo visivelmente superior quando comparada às outras categorias do grupo formado por trabalho formal. Como por exemplo, a categoria de trabalhador doméstico com carteira, no qual possui em média, 1.461 pessoas.
3.2 Trabalho Informal
# Informações utilizadas de trabalho informal----ind_trabalho_formal |>select( posicao_ocupacao, sexo_total, tipo ) |>filter( tipo =="Informal" )
# A tibble: 5 × 3
posicao_ocupacao sexo_total tipo
<chr> <dbl> <chr>
1 Empregado sem carteira 15400. Informal
2 Trabalhador doméstico sem carteira 4253. Informal
3 Conta própria não contribuinte 17148. Informal
4 Empregador não contribuinte 1155. Informal
5 Trabalhador familiar auxiliar 1700. Informal
# gráfico de barra para trabalho informal ----ind_trabalho_formal |>select( posicao_ocupacao, sexo_total, tipo ) |>filter( tipo =="Informal" ) |>group_by(sexo_total) |>slice(1:5) |>ggplot() +geom_col(aes(x =reorder(posicao_ocupacao, sexo_total), y = sexo_total, color = posicao_ocupacao, fill = posicao_ocupacao), color="black",show.legend =FALSE) +labs(x ="", y ="Quantidade de trabalhadores",title ="Trabalho Informal") +theme(axis.text.x =element_text(angle =90, vjust =0.5, hjust =1)) +scale_fill_manual(values =c("#a50f15", "#de2d26", "#fcbba1", "#fb6a4a", "#fc9272"))
INTERPRETAÇÃO:
Mediante esse gráfico, nota-se que, diferentemente do gráfico com informações sobre os trabalhadores formais, esse vai mostrar, pelo menos das duas categorias com maiores parcelas de trabalhadores, uma maior proximidade. No qual, no grupo dos trabalhadores informais, as categorias que se destacam são: trabalhadores por conta própria não contribuinte e, empregados sem carteira, tendo em média, respectivamente, uma parcela de 17.148 e 15.400, de pessoas com 14 ou mais anos de idade.
3.3 Análise conjunta do trabalho formal e informal
# informações sobre trabalho formal e informal ----ind_trabalho_formal |>select( posicao_ocupacao, sexo_total, tipo )
# A tibble: 10 × 3
posicao_ocupacao sexo_total tipo
<chr> <dbl> <chr>
1 Empregado com carteira 36952. Formal
2 Trabalhador doméstico com carteira 1461. Formal
3 Militar ou funcionário público 7770. Formal
4 Conta própria contribuinte 8201. Formal
5 Empregador contribuinte 2942. Formal
6 Empregado sem carteira 15400. Informal
7 Trabalhador doméstico sem carteira 4253. Informal
8 Conta própria não contribuinte 17148. Informal
9 Empregador não contribuinte 1155. Informal
10 Trabalhador familiar auxiliar 1700. Informal
#Grafico de barras comparndo trabalho formal e trabalho informal e observando qual se destaca ind_trabalho_formal |>select( posicao_ocupacao, sexo_total, tipo ) |>group_by(sexo_total) |>ggplot() +geom_col(aes(x =reorder(posicao_ocupacao, sexo_total), y = sexo_total, color = posicao_ocupacao, fill = posicao_ocupacao), color="black",show.legend =TRUE) +labs(x ="", y ="Quantidade de trabalhadores",title ="Trabalho Formal e Informal") +guides(fill =guide_legend(title ="Ocupação")) +theme(axis.text.x =element_text(angle =90, vjust =0.5, hjust =1)) +scale_fill_manual(values =c("#a50f15", "#fb6a4a", "#a50f15", "#fb6a4a", "#a50f15","#fb6a4a","#a50f15", "#a50f15","#fb6a4a", "#fb6a4a"))
INTERPRETAÇÃO:
Com o auxílio desse gráfico, é notório, quando comparados os dados sobre pessoas com 14 ou mais anos de idade, a maior parcela das pessoas estão localizadas no grupo dos trabalhadores formais, mais especificamente na categoria dos empregados com carteira. Tendo uma grande diferença quando comparada, a categoria que ocupa a segunda maior posição, sendo ela composta por trabalhadores por conta própria não contribuintes, mostrando-se uma diferença em média de 19.804 pessoas.
3.4 Trabalho formal sexo masculino
# informacoes sobre trabalho formal do sexo masculino ----ind_trabalho_formal |>select( posicao_ocupacao, sexo_homem, tipo ) |>filter( tipo =="Formal" )
# A tibble: 5 × 3
posicao_ocupacao sexo_homem tipo
<chr> <dbl> <chr>
1 Empregado com carteira 21969. Formal
2 Trabalhador doméstico com carteira 183. Formal
3 Militar ou funcionário público 3495. Formal
4 Conta própria contribuinte 5183. Formal
5 Empregador contribuinte 2005. Formal
# grafico de pizza trabalho formal homem ----formal_h <- ind_trabalho_formal |>select( posicao_ocupacao, sexo_homem, tipo ) |>filter( tipo =="Formal" ) |>mutate(percentual = (sexo_homem/32833.98) *100 ) ggplot(formal_h, aes(x ="", y = percentual, fill = posicao_ocupacao)) +geom_bar(stat ="identity", width =1) +coord_polar(theta ="y") +geom_text(aes(label =paste0(round(percentual), "%")), position =position_stack(vjust =0.5)) +theme_void() +guides(fill =guide_legend(title ="Ocupações")) +labs(title ="Trabalho formal sexo masculino")+scale_fill_manual(values =c("#fcbba1", "#a50f15", "#fb6a4a", "#fc9272", "#de2d26"))
# Grafico de barras trabalho formal do sexo masculino----ind_trabalho_formal |>select( posicao_ocupacao, sexo_homem, tipo ) |>filter( tipo =="Formal" ) |>group_by(sexo_homem) |>slice(1:5) |>ggplot() +geom_col(aes(x =reorder(posicao_ocupacao, sexo_homem), y = sexo_homem, color = posicao_ocupacao, fill = posicao_ocupacao), color="black",show.legend =FALSE) +labs(x ="", y ="Quantidade de trabalhadores",title ="Trabalho Formal sexo masculino") +theme(axis.text.x =element_text(angle =90, vjust =0.5, hjust =1)) +scale_fill_manual(values =c("#de2d26", "#a50f15", "#fc9272", "#fb6a4a", "#fcbba1"))
INTERPRETAÇÃO:
Esses dois gráficos trazem informações sobre a parcela de trabalhadores de 14 ou mais anos de idade, do sexo masculino que integram o grupo de trabalho formal. Sendo possível observar que, na categoria de empregados com carteira, os homens compõem em média, 21.969 dos trabalhadores totais. Levando isso em conta, nota-se uma parcela representativa de 67% do grupo (empregado com carteira) do sexo masculino. Além disso, é observado uma grande discrepância com relação as outras categorias, quando visto, por exemplo, a segunda maior parcela desse grupo, sendo ela, conta própria contribuinte, que só possui 16% dos trabalhadores masculinos.
3.5 Trabalho formal sexo feminino
# informacoes sobre trabalho formal do sexo feminino ----ind_trabalho_formal |>select( posicao_ocupacao, sexo_mulher, tipo ) |>filter( tipo =="Formal" )
# A tibble: 5 × 3
posicao_ocupacao sexo_mulher tipo
<chr> <dbl> <chr>
1 Empregado com carteira 14983. Formal
2 Trabalhador doméstico com carteira 1278. Formal
3 Militar ou funcionário público 4275. Formal
4 Conta própria contribuinte 3019. Formal
5 Empregador contribuinte 937. Formal
#gráfico de pizzaformal_m <- ind_trabalho_formal |>select( posicao_ocupacao, sexo_mulher, tipo ) |>filter( tipo =="Formal" ) |>mutate(percentual = (sexo_mulher/24492) *100 ) ggplot(formal_m, aes(x ="", y = percentual, fill = posicao_ocupacao)) +geom_bar(stat ="identity", width =1) +coord_polar(theta ="y") +geom_text(aes(label =paste0(round(percentual), "%")), position =position_stack(vjust =0.5)) +theme_void() +guides(fill =guide_legend(title ="Ocupações")) +labs(title ="Trabalho formal sexo feminino") +scale_fill_manual(values =c("#de2d26", "#a50f15", "#fc9272", "#fb6a4a", "#fcbba1"))
# Grafico de barras trabalho formal do sexo feminino----ind_trabalho_formal |>select( posicao_ocupacao, sexo_mulher, tipo ) |>filter( tipo =="Formal" ) |>group_by(sexo_mulher) |>slice(1:5) |>ggplot() +geom_col(aes(x =reorder(posicao_ocupacao, sexo_mulher), y = sexo_mulher, color = posicao_ocupacao, fill = posicao_ocupacao), color="black",show.legend =FALSE) +labs(x ="", y ="Quantidade de trabalhadores",title ="Trabalho Formal sexo feminino") +theme(axis.text.x =element_text(angle =90, vjust =0.5, hjust =1)) +scale_fill_manual(values =c("#fcbba1", "#a50f15", "#fb6a4a", "#fc9272", "#de2d26"))
INTERPRETAÇÃO:
Esses dois gráficos trazem informações sobre a parcela de trabalhadores de 14 ou mais anos de idade, do sexo feninimo que integram o grupo de trabalho formal. Sendo possível observar que, assim como no grupo composto pelo sexo masculino, a categoria de empregados com carteira, é o destaque desse grupo. As mulheres compõem em média, 14.983 dos trabalhadores totais nessa categoria. Levando isso em conta, nota-se que uma parcela representativa de 61% do grupo (empregado com carteira) do sexo feminino. Além disso, é observado assim como no grupo do sexo masculino, uma grande discrepância com relação às outras categorias, quando visto, por exemplo, a segunda maior parcela desse grupo, sendo ela, militares ou funcionários públicos, que representam somente 17% das trabalhadoras.
3.6 Trabalhadores formais por gênero
# Dados do mercado formal entre os sexos ----ind_trabalho_formal |>head(5) |>select(posicao_ocupacao, sexo_total, sexo_homem, sexo_mulher) |>select(-sexo_total, everything() ) |>add_row(posicao_ocupacao ="Total Geral:",sexo_total =sum(ind_trabalho_formal$sexo_total[1:5]),sexo_homem =sum(ind_trabalho_formal$sexo_homem[1:5]),sexo_mulher =sum(ind_trabalho_formal$sexo_mulher[1:5]) ) |>gt() |>tab_header(title =md("**Trabalhadores formais**"),subtitle =md("Total de trabalhadores formais por gênero")) |>tab_source_note(md("Fonte: [IBGE](https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9221-sintese-de-indicadores-sociais.html)") ) |>fmt_number(decimals =0) |>tab_options(heading.subtitle.font.size =21,heading.background.color ="#a50f15",source_notes.font.size =17,table.border.top.color ="black",table.border.bottom.color ="black",table.font.size =px(15) ) |>cols_label(posicao_ocupacao ="Ocupação", sexo_total ="Total por ocupação", sexo_homem ="Homem", sexo_mulher ="Mulher")
Dados os resultados obtidos, é possível observar que há cerca de 32.834 homens considerados como trabalhadores formais e para mulheres há aproximadamente 24.492 no respectivo grupo. Visto isso, é possível ver intuitivamente uma grande disparidade entre o número de homens que compõem o grupo de trabalhadores formais e o número de mulheres, sendo esta diferença de aproximadamente 14,55% quando comparado ao total de trabalhadores formais de 57.326.
3.7 Trabalhadores informais por gênero
# Dados do mercado informal entre os sexosind_trabalho_formal |>head(5) |>select(posicao_ocupacao, sexo_total, sexo_homem, sexo_mulher) |>select(-sexo_total, everything() ) |>add_row(posicao_ocupacao ="Total Geral:",sexo_total =sum(ind_trabalho_formal$sexo_total[5:10]),sexo_homem =sum(ind_trabalho_formal$sexo_homem[5:10]),sexo_mulher =sum(ind_trabalho_formal$sexo_mulher[5:10]) ) |>gt() |>tab_header(title =md("**Trabalhadores informais**"),subtitle =md("Total de trabalhadores informais por gênero")) |>tab_source_note(md("Fonte: [IBGE](https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9221-sintese-de-indicadores-sociais.html)") ) |>fmt_number(decimals =0) |>tab_options(heading.subtitle.font.size =21,heading.background.color ="#a50f15",source_notes.font.size =17,table.border.top.color ="black",table.border.bottom.color ="black",table.font.size =px(15) ) |>cols_label(posicao_ocupacao ="Ocupação", sexo_total ="Total por ocupação", sexo_homem ="Homem", sexo_mulher ="Mulher")
Dados os resultados obtidos, é possível observar que há cerca de 24.684 homens considerados como trabalhadores formais e para mulheres há aproximadamente 17.913 no respectivo grupo. Visto isso, é possível ver intuitivamente uma grande disparidade entre o número de homens que compõem o grupo de trabalhadores formais e o número de mulheres, sendo esta diferença de aproximadamente 11,2% comparativamente ao total de trabalhadores formais de 42.597.
3.8 Comparação do trabalho doméstico formal e informal
# Selecionando dados necessariosdados_filtrados <- ind_trabalho_formal[c(2,7), c(1:4)]# Convertendo os dados para o formato longo (tidy)dados_longos <-pivot_longer( dados_filtrados, cols =c(sexo_homem, sexo_mulher),names_to ="genero", values_to ="quantidade")dados_longos |>mutate(posicao_ocupacao =case_when( posicao_ocupacao =="Trabalhador doméstico com carteira"~"Trabalho Formal", posicao_ocupacao =="Trabalhador doméstico sem carteira"~"Trabalho Informal"),genero =case_when( genero =="sexo_homem"~"Homem", genero =="sexo_mulher"~"Mulher") )|>ggplot(aes(x = posicao_ocupacao, y = quantidade, fill = genero) ) +geom_bar(stat ="identity", position =position_dodge(width =0.8) ) +geom_text(aes(label =round(quantidade)), position =position_dodge(width =0.8),vjust =-0.7, size =4 ) +labs(title ="Comparação do trabalho doméstico formal e informal (gêneros)",x ="Tipo de trabalho",y ="Quantidade de Trabalhadores (und)" ) +scale_fill_manual(values =c("#219ebc", "#ffafcc"), labels =c("Homem", "Mulher") ) +guides(fill =guide_legend(title ="Gênero") ) +theme_classic()
INTERPRETAÇÃO:
É extremamente notório que o mercado de trabalho doméstico é estruturado na mão de obra feminina, visto que, tanto no mercado de trabalho formal quanto no informal a maior parcela é composta por mulheres. Já a quantidade de homens que estão inseridos nesses números é baixíssima. Isso pode ser resultante, de costumes enraizados, onde, a mulher é vista como uma figura representativa para os cuidados da casa.
3.8 Comparação do trabalho formal e informal por raça
# Selecionando dados necessariosraca <- ind_trabalho_formal[c(1,6), c(1, 5:6)]# Convertendo os dados para o formato longo (tidy)dados_raca <-pivot_longer( raca, cols =c(cor_branca, cor_preta_parda),names_to ="raca", values_to ="quantidade")dados_raca |>mutate(posicao_ocupacao =case_when( posicao_ocupacao =="Empregado com carteira"~"Trabalho Formal", posicao_ocupacao =="Empregado sem carteira"~"Trabalho Informal"),raca =case_when( raca =="cor_branca"~"Branco", raca =="cor_preta_parda"~"Preto/Pardo") )|>ggplot(aes(x = posicao_ocupacao, y = quantidade, fill = raca) ) +geom_bar(stat ="identity", position =position_dodge(width =0.8) ) +geom_text(aes(label =round(quantidade)), position =position_dodge(width =0.8),vjust =-0.7, size =5 ) +labs(title ="Comparação do trabalho formal e informal (raças)",x ="Tipo de trabalho",y ="Quantidade de Trabalhadores (und.)" ) +scale_fill_manual(values =c("#edc4b3", "#774936"), labels =c("Branco", "Preto/Pardo") ) +guides(fill =guide_legend(title ="Gênero") ) +theme_classic()
INTERPRETAÇÃO:
É visível que o mercado de trabalho formal e informal é estruturado pela raça preta e parda, visto que, tanto no mercado de trabalho com carteira quanto no sem carteira a maior parcela é composta por pretos e pardas. Isso é resultante, da maior parcela de trabalhadores com 14 ou mais idade, fazer parte do grupo da raça de pretos e pardos.
CONCLUSÃO:
Após um exame detalhado da base de dados disponível sobre a síntese de indicadores socias, mais especificamente do mercado de trabalho, referente a 2023, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE). É possível observar que existem divergências significativas com relação a parcela presente de pessoas com 14 ou mais anos de idade, pertencentes ao grupo feminino, mais especificamente quando comparado ao grupo masculino. Dando continuidade, olhando para uma ocupação em específo, o trabalho domestíco, é possível observar que em pleno secúlo XXI ainda existem traços de uma sociedade consevadora, onde, a mulher é destinada prioritariamente a realizar atividades domésticas, e os homens possuem como maior parcela a presença nos empregos com carteira assinada. Por outro lado, quando observado os dados referentes a trabalho formal e informal por raça, nota-se que indíviduos pertencentes ao grupo preto e pardo, compõem uma maior parcela de trabalhadores com 14 ou mais anos de idade, quando observado a quantidade referente ao individuos da raça branca. Com isso, é possível concluir que, em certas catogórias, há a prevalência de costumes socias, e também que, o mercado de trabalho pode ser influenciado por diversos outros fatores econômicos gerando diferentes movimentações ao longo do tempo.