Metodologia: tratamento dos dados
Vou ir adicionando aqui aquilo que foi feito na base de dados que deram origem as figuras abaixo, como fonte dos dados de maneira mais precisa, processo de deflacionamento entre outras coisas.
Primeiros resultados
Abaixo estão alguns gráficos contendo os primeiros levantamentos sobre o crédito agrícola total, bem como do programa Pronaf, para estados brasileiros, com destaque também para o Estado do Rio Grande do Sul.
Comentários
Algumas observações sobre as figuras e os dados:
- Procurei em todas as figuras criadas dar um destaque sempre ao Pronaf, quando em comparação ao crédito total, ou RS quando a comparação é com os demais estados, por meio de uma cor mais viva;
- Nos dados fiz a opção de não considera o plano safra de 2023/2024 em função dele ainda não ter sido concluido, por isso os dados só vão do plano safra de 2013/2014 até 2022/2023. Fiz isso porque quando fazia os cálculos de média ou crescimento dos valores para o período como um todo, os dados faltantes impactavam os resultados. Isso depois eu pretendo indicar na explicação do processo de tratamento dos dados. Talvez se quando o artigo for enviado para publicação os dados do plano safra já tenham encerrado, podemos acrescentar, o custo de fazer isso seria mínimo dado que as figuras e tabelas são gerados automaticamente no R.
Nas duas primeiras figuras mostradas abaixo, Figura 1 (a) e Figura 1 (b), procurei mostrar as informações do comportamento do crédito agricola no período de nossa análise. Os dados em ambos os gráficos mostram os valores reais, onde seguindo a orientação do Garibaldi eu fiz uso do IGP-M para deflacionar os valores. Todos os valores monetários que são mostrados estão como se estivessem em termos de mês de março de 2024, último mês disponível para esse índice.
O objetivo deste gráfico é o de mostrar a importância que cada estado teria na participação do financiamento agrícola. A Figura 2 apresenta para cada um dos estados a sua participação média no crédito agrícola total, sendo que eu destaquei o RS em verde que tem uma participação média no período dos planos safras analisados de 14%. Além disso, a outra informação que o gráfico apresenta é a variação dessa participação, onde cada um dos pontos ali mostrados seria a respectiva participação do estado em um determinado plano safra, sendo que fiz o destaque para a maior e a menor participação para cada um desses estados. Sendo assim, se tomarmos o exemplo do RS, a sua participação no crédito agrícola brasileiro variou de uma participação mínima de menos de 13% até um máximo de quase 15%.
Outra coisa que a Figura 2 me ajudou a perceber é como esse crédito é concentrado em certos estados, é quase que possível a gente identificar grupos de estados, PR-MS com grande participação, acima de 5% em quase todo o período, médios, BA-PI com uma participação que tem variado entre 1 e 3%, e os demais.
A partir dessa distribuição anterior mostrada na Figura 2 procurei indentificar para cada estado o crescimento acumulado no período da amostra, sendo essa informação mostrada na Figura 3 (a), sendo que o RS apresentou um crescimento quase marginal.
Para ajudar a entender melhor, na Figura 3 (b) procurei verificar como essas taxas de crescimento impactaram na participação relativa dos estados no crédito agrícola total. Eu optei por dar destaque justamente aqueles estados do grupo de maior participação PR-MS e ver como se deu seu desempenho a partir do crescimento apresentados por eles. Dos dados é possível verificar que PR e SP tem uma perda da participação no crédito agrícola nacional, embora essa queda não tenha tirado o Paraná da liderança. RS continua quase estável, e o destaque é que as demais estados é que vão de certa maneira conseguindo obter maiores participações, o que é explicado pela expansão da fronteira agrícola brasileira.
Na sequência a Figura 4 apresenta a distribuição da participação dos estados no valor recebido da modalidade pronaf. Novamente, aqui procurei mostrar a ideia da variação para cada estado ao longo da amostra, sendo que o grande destaque é o RS que possui uma participação muito significativa nessa modalidade de crédito rural, sendo na média do período dos planos safras um valor de pouco mais de 25%.
Essa participação relativa do estado no pronaf nacional foi sendo aumentada no período, como é possível obsercar pela Figura 5 (b) . Além disso, podemos observar que essa participação aumentou em função do ritimo de crescimento no valor de empréstimos do pronaf, Figura 5 (a)1
1 Quando eu falo de crescimento acumulado faço referência ao valor do respectivo crédito, no caso aqui o pronaf, e não no crescimento da participação. Então o gráfico ali indica que entre o Plano Safra 2013/2014 e 2022/2023 o crédito do pronaf evolui a um valor de 3,9% a. a., em termos reais, o que é bem significativo.
As mesmas considerações valem para o crédito total na Figura 3 (a).