Resumo Teoria das Relações Internacionais - Primeiro Bimestre.

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      tab1 [label = '1º Grande Debate'] 
      tab2 [label = 'Realista X Idealistas'] 
      tab1 -> tab2 
      }")

Matéria para 1º Prova

° Realismo X Liberalismo Utópico

Marxismo nas Relações Internacionais:

°Influência Marxista

°Teorias da Dependência

Primeiro Debate das Relações Internacionais:

°Para os realistas o principal ator das R.I é o Estado, o maior interesse do Estado é o poder, entretanto os neo-realistas acreditam que o interesse dominante é a sobrevivência ou dominação. Da mesma forma o nível de análise para os clássicos é o Estado e/ou o Sistema Internacional (SI), operando por uma dinâmica do conflito. A lógica de produção e orçamento adivem da balança de poder, assim, torna-se tema mais relevante a Guerra.

Elementos comuns do Realismo

°O Estado como único ator do SI

Não há autoridade acima do Estado

O Estado é o único ator das RI, cendo ele o ator central

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grViz(diagram = "digraph flowchart{
node [fontname = arial, shape = box]
  tab1 [label = 'Funções do Estado']
  tab2 [label = 'Manter a paz dentro de seu território']
  tab3 [label = 'Garantir a segurança de seus cidadãos']
  tab1 -> tab2 -> tab3
}")
Dupla Realidade do Estado

Internamente, o Estado é soberano, assim possuí legitimidade e autoridade para impor suas diretrizes e decisões.

Externamente prevalece a soberania e príncipio da não ingerência, dessa forma, não há autoridade superior que possa impor deveres.

Assim, o Estado busca manter sua sobrevivência e defesa do interesse nacional.

O Estado é um ator racional e unitáo (não considera a complexidade dos processos internos), sempre em defesa do interesse nacional, em ambito externo a função é buscar estabilidade doméstica e segurança contra agressões externas. É considerada também o cáculo de custo beneficio, de forma que sempre será buscado o melhor benefecío pelo menor custo.

Não considerado a política interna, há um caminho que o Estado deve seguir e o mesmo é unicamente considerado, os que atuam nas RI buscam somente o bem do Estado, trabalham e agem em proldo Estado.

Estado como caixa preta: modelo billiard-ball (bola de bilhar)

Há uma abstração de como o Estado deve agir, o plano internacional funciona como uma mesa de bilhar, onde é quase imprevisivel a ação das bolas, o único interesse do Estado é seguir o interesse nacional sem saber os movimentos do jogo.

O cardeal de Rochelieu definiu o interesse nacional como: A preservação como entidade autonoma em expansão através de quaisquer meios disponíveis

Posteriormente essa visão passou a ser definida como realpolitik

Realpolitik: A prática política em busca do interesse nacional a partir de cálculos racionais, individuais e egoístas de cada Estado.

A estas expressões se agregaram o interesse nacional definido em termos de poder, o power politics.

Power politics: High Politics x Low Politics

High Politics: Componentes essenciais da política de poder para os realistas. Elementos militares, diplomáticos, estratégicos que definem a capacidade de projeção internacional do Estado e sua capacidade de ação diante dos demais Estados.

Low Politics: Questões sociais, culturais e econômicas dos Estados que, segundo os realistas, pertencem ao mundo doméstico.

°Anarquia definir
Definição dada: ausência de uma autoridade suprema, legítima e indiscutível que possa ditar as regras, interpretá-las, implementá-las e punir quem não às obedece. Ausência do monopólio legítimo da força. Coexistência entre múltiplos soberanos.

Anarquia é um conceito definidor do realismo, entendendo que o Estado é soberado, para a vertente realista não é possível abdicar deste poder para outro ente. Em outras palavras, é impossível a criação de um soberano internacional.Pela concepção de desconfiança entre os atores, os Estados lutam constantemente para sua sobrevivência. Isso gera desconfiança permanente, tornando a segurança sempre um jogo de soma zero.

°Sobrevivência

A sobrevivência é o objetivo central do Estado, sendo ela o maior interesse nacional de forma que a segurança é mantida e o Estado preservado, assim comprindo as duas funções básicas do Estado.

°Poder (Elemento central de análise da teoria realista)
Definição Dada:

soma das capacidades do Estado em termos políticos, militares, econômicos, e tecnológicos. O poder de um Estado não é calculado em relação às suas capacidades intrínsecas, mas em comparação aos demais Estados com os quais compete (influência de Tucídides). Definição de Waltz (Neorrealismo): poder é a capacidade de influenciar o sistema internacional mais do que ser influenciado por ele.

Motivo pela procura de poder:

Morgenthau (Realismo clássico): Os Estados procuram o poder para a manutenção do status quo à expansão ou ao prestígio.

Waltz (Neorrealismo): meio para garantir a sobrevivência e a segurança.

Balança de Poder

Balança de poder é a forma como os realistas estimam o poder de um Estado. Dentro desse conceito Estados mais fracos criam alianças com Estados mais fortes com a finalidade de manterem sua sobrevivênvia.

Equilíbrio de Poder

O SI conta com um equilíbrio de poder, sempre há Estados mais poderosos ou menos. Seguirá a balança de poder, o Estado sempre busca maior poder

°Autoajuda

O conceito de autoajuda é consequência da anarquia, os Estados não podem contar com outros para defendê-los, mesmo que haja alianças as mesmas são temporárias. Dessa forma, o Estado só pode contar com sua capacidade para se defender.

Realismo de Edward Hallet Carr

Sua principal obra é “Vinte Anos de Crise” (1939), Carr também fez parte da delegação britânica na conferência de Versalhes (1919), para Carr a Primeira Guerra Mundial (1GM) foi somente o início de uma crise que marcou o início da agonia do século XIX. Assim, Carr busca entender o motivo da falha do tratado de Versalhes, para ele era necessário ir além da guerra como único fato para compreender os motivos que levaram a sua falha. “A real crise do mundo moderno é o colapso final e irrevogável das condições que tornaram possível a ordem do século XIX. A antiga ordem não pode ser restaurada, e uma drástica mudança de perspectiva é inevitável.” (CARR, 2001, p.xxxvii) Assim, indentifica-se o maior erro no fato dos Estados buscarem a volta da ordem anterior à 1GM, e não adequar a nova realidade.

Críticas à Liga das Nações

Carr crítica primeiramente o fato dos EUA serem os criadores da Liga das Nações ao tempo em que não participavam ativamente da mesma, dessa forma ele diz que não daria certo por ser um projeto criados por estadunidenses para estadunidenses, mais expecíficamente, de um estadista da elite intelectual de Princeton e não de estadunidenses de fato. Dessa forma a frustação de Wilson foi seu povo não entender e preferir o sistema tradicional, multilateralista.

Sendo outro grande problema o fato da Liga das Nações contarem com Estados com atitudes tradicionais, padrão do século XIX, sendo individualistas buscando sempre seu interesse nacional empregando todos os meios disponível para alcançá-lo.

Carr propõe a análise realista nos moldes tradicionais, contando com forte influência de Maquiavel, mostrando a natureza humana por uma ótica de poder que se extende ao Estado. Atribuindo as Relações Internacionais o debate Realista X Idealistas

Realistas X Idealistas

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grViz(diagram = "digraph flowchart {
node [fontname = arial, fontsize = 150]
  tab1 [label = 'Realistas' , shape = oval]
  tab2 [label = 'Idealistas' , shape = oval]
  tab3 [label = 'Harmonia dos interesses. 
  
  Existe uma comunidade internacional de interesses que une todas
  as sociedades humanas, permitindo a construção de um consenso global democrático que levaria à paz, terminando com todas as
  guerras.', shape = box]
  tab4 [label = 'Defendiam o a existência de interesses nacionais
  frequentemente divergentes entre as nações. Apesar das
  prescrições dos idealistas, a realidade continuava a se orientar pela racionalidade do poder, da segurança e dos
  
  interesses individuais.' shape = box]
  tab5 [label = 'Ambos queriam evitar a guerra, mas enquanto os primeiros discutiam o mundo como ele realmente é, os segundos discutiam o mundo como ele deveria ser.', shape = oval]
  tab1 -> tab4
  tab2 -> tab3
  tab4 -> tab5
  tab3 -> tab5
}")

Em resumo, os idealistas buscam imaginar o mundo como ele deveria ser e não como ele realmente é, acreditam na bondade humana e mesmo quando ela não é o objetivo buscado ao final o resultado é o bem-estar geral. Os realistas discordam, buscam analiar o mundo como ele realmente é, a guerra torna-se necessária e o ser humano é mal e sempre busca o melhor para si sem pensar nos outros.

Pedras Fundamentais de Maquiavel

Carr acredita na existência de 3 pontos fundamentais presente na obra O Principe de Maquiavel que explicaria as falhas do idealismo: O primeiro diz à respeito da forma como os utópicos tratam a história, segundo Maquiavel a história é analisada pelos utópicos de forma imaginária, desconsiderando a sequência de fatos e como eles ocorreram, em outras palavras, para Maquiavel, os utópicos deixam de lado a questão intelectual e passam a analisar de forma fictícia. O segundo é referente a forma como as teorias surgem, para Maquiavel e os realistas, a prática cria a teoria, considera-se a necessidade da mesma devido ao contexto para qual será criada assim, pelos conhecimentos práticos referente à momentos anteriores há a criação de teorias para que se entenda aquele momento e os passos a serem seguidos, a mesma deve levar em consideração os fatos acontecidos anteriormente. O terceiro discorre sobre a política e a ética, de forma que os idealistas acreditam ser a política uma função da ética ao ponto em que para os realistas a ética é uma função da política e a moral um produto do poder, isso significa que somente existe moral devido ao poder sobre o indivíduo, a honestidade também é um produto da coação, logo torna-se inconsistente afirmar que a política decorre da ética.

O cinismo Utópico

A idéia de cinismo utópico surge pela narrativa idealiste de que o que é melhor para seu país é melhor para todos, dessa forma impondo sua realidade aos demais paises como se todos fossem idênticos. O agravante é o fato de inconsciente que serve como arma diplomática mais eficaz do que o cinismo de Bismarck por exemplo.

Moral Internacional

Carr também critica a moral internacional reconhecendo que esse conceito de Moral é criado por sociedades de nações dominantes e imposta a nações mais fracas, dessa forma ela é por definição ciníca.

Harmonia de Interesses

Carr acredita que a harmonia de interesses é um artífico de Estados dominantes para manutenção de seu poder, isso ocorre ao ponto em que os Estados dominantes impõem seus interesses como benéficos a todos demais, isso pode ser exemplifcado pelo caso do comércio maritimo britânico, onde os britãnicos acreditavam que manter-se dominante era um bem para todo o mundo e os demais Estados acabavam concordando. Dessa forma entendemos que os Estados dominantes criam slogam como “Pelo bem da humanidade” a fim de impôr seu interesse na manutenção do status quo.

Realismo de Hans Morgenthau

Escritor da obra “Política entre as Nações” (1948) Morgenthau foi um dos fundadores da disciplina de Realções Internacionais nos EUA, responsável por organizar e dar forma ao Realismo como uma vertente das RI.

Morgenthau contava com uma influência fortemente alemã, a lógica da “política de poder” enraizada no pensamento germânico e grande influência de autores que eram até desconhecidos no contexto estadunidense como Carl Schmitt e Max Weber.

6 princípios fundamentais para lidar com as RI

1- Lei e Objetividade: A política é governada por leis objetivas que refletem a natureza humana. Por lei, entende-se uma repetição consistente dos eventos, enquanto pela objetividade entende-se o caráter imutável dos fenômenos da política.

2- Interesses em termos de poder: Protege o realismo de 2 faláceas: 1° Os bons motivos e suas preferências ideológicas não levam ao sucesso; 2º Todos Estados têm o mesmo objetivo: o poder.

3- Poder Universal e variabilidade no espaço-tempo: O poder pode mudar de acordo com o momento em quê está sendo inserido e local.

4- A subordinação dos princípios morais à ação política: Ao observar princípios morais, o estadista tem de ter claro que a segurança e os interesses do Estado que governa não estão ameaçados.

5 - Os princípios morais não são universais: Aqui como Carr afirma o erro referênte a harmonia de interesses, Morgenthau plota o mesmo sentido, de quê os EUA exportam sua moral ao restante do mundo como os mais corretos.

6- Autonomia da espera política quanto as demais: Reconhece a legitimidade de se pensar os fenômenos sociais de várias maneiras, mas afirma que a política estuda fenômenos específicos e que a tornam total e legitimamente autônoma em relação às demais esferas sociais.

Interesse Nacional e Ética

Para Morgenthau o interesse nacional sempre será o poder, a ética a ser seguida deverá ser a ética da responsábilidade onde a busca maior é pelos resultados, podendo ficar de lado os princípios.

Poder para Morgenthau

Morgenthau não acredita em um Estado ausênte de poder, para ele não se trata somente de baixa ou alto política mas sim de fenômenos políticos e não políticos. Assim, desta perspectiva, não existe diferença ontológica entre política interna e a internacional, já que ambas lidam com o poder.

Houve alterações na definição de poder por Morgenthau no decorrer do tempo, adicionando a dissuasão como forma de poder, ao mesmo tempo Morgenthau passou a considerar política como todas aquelas que possuem o objetivo de aumento de poder de um Estado em relação a outro.

3 objetivos da política

Para Morgenthau a política pode ter três objetivos: Manter o poder; Aumentar o poder ou Demonstrar o poder. Manutenção do status quo: Não significa impedir toda e qualquer mudança, mas manter o equilíbrio de poder existente e a tolerância de mudanças que não perturbem.

Expansão: Pode ser local, regional ou global. Pode resultar de uma vitória militar ou da fraqueza dos demais Estados. A expansão pode ser militar (considerada a mais eficaz), econômica ou cultural.

Busca de prestígio: os Estados buscam impressionar os demais com o seu próprio poder e suas capacidades por meio da diplomacia e do uso da força. O prestígio chega ao ápice quando o uso da força se torna desnecessário e basta a ameaça para atingir os seus objetivos.

Teoria Liberal

Na teoria liberal naturalmente o ser humano é bom, há uma visão otimista, o Estado é um mal necessário. Ao tempo em que o Estado também é uma ameaça em potencial.

O surgimento do Liberalismo acontece no contexto da guerra, em momento em que a visão realista não fazia tanto sentido. Surge então o liberalismo utópico na busca de respostas à guerra.

O fator de influência para a ascenção do liberalismo foi a guerra, fatores cruciais foram a percepção de inimigos sempre em potencial que levaria a guerra. -A falta de empatia.

Havia grande importância referente ao sistema político interno do Estado, líderes autocraticos levariam a guerra e por consequência os líderes democráticos se viam obrigados a participar graças as alianças militares. Isso gerou a percepção de uma necessidade de reforma na balança de poder e sistema se alianças.

Os homens são naturalmente racionais, a opinião pública é importante ao ponto em que ela define os rumos do Estados que sempre levarão ao bem coletivo, para que seja possível a influência da população nas decisões do Estado é extremamente necessário o fim da diplomacia secreta. Acesso da população à informação.

Pacto de Kellogg-Briand

Pacto de Kellogg-Briand conhecido como Pacto de Paris ou Pacto contra a guerra é um tratado internacional presente até os dias atuais e precursor da carta das nações unidas. Esse pacto foi concluído fora da liga das nações. Se fim veio pouco tempo após sua assinatura, além de tudo o pacto apagou a distinção entre guerra e paz pelo fato de seus signatários terem travado conflitos sem declara-los.

Woodrow Wilson

Woodrow Wilson foi o 28° presidente dos Estados Unidos, professor universitário de Ciência Política e levou em consideração as democracias da Europa para criação de sua teoria que continha 14 pontos para paz:

Podemos pontuar três ideias centrais no pensamento de Woodrow Wilson para a elaboração de seus quatorze pontos, sendo a primeira ideia, a interdependência econômica, na qual os Estados ao se tornarem dependentes entre si, desencadeariam um menor índice de guerras; como segunda ideia, a paz democrática, pois o processo de tomada de decisão dentro das democracias é mais complexo e leva em consideração a opinião pública, logo, os países democráticos tendem a manter relações pacíficas entre si e consequentemente não participando de conflitos bélicos, em outras palavras, democracias não vão à guerra; como terceira ideia, a criação de organizações internacionais, que serviram como intermédio para resolução de conflitos entre Estados, através da transparência e buscando a manutenção da paz, como exemplo de organização, temos a Liga das Nações, que fora proposta pelo próprio presidente Wilson.

No livro “A Grande Ilusão” de Norman Angell, vemos semelhantes ideias como essas utilizadas por Wilson na tese do autor, na qual Angell busca desmistificar as ilusões que eram creditadas como reais em sua época. Na qual, de acordo com o autor, a Grande Ilusão baseava-se na crença de que a guerra gerava ganhos econômicos, acarretando ao vencedor benefícios, no entanto, o autor discorda, para ele é ilusão pensar que a guerra traz benefícios, quando na verdade é ela quem prejudica o comércio, acarretando no final prejuízo a todos os Estados.

Dessa forma é possível concluir que uma potência do sistema internacional na época apoiava a teoria liberal.

Há dois pontos principais na teoria de Wilson: 1- Necessidade de sistemas democráticos pois os mesmo não vão a guerra, junto ao conceito de autodeterminação. Wilson considera a “Paz Perpétua” de Immanuel Kant.

2- Necessidade de instituições políticas que estabeleceram relações com os Estado de forma mais firme. Diferentemente as anterios realistas Concerto Europeu e Balança de Poder.

Norman Angell

Jornalista, presenciou momentos importantes como a guerra Espano-americana tem sua maior obra “the great illusion” (1909). Em sua obra discorre sobre aspectos econômicos, a moral humana e relação de armamentos com a manutenção da paz.

A principal crítica de sua obra é em relação ao fracasso da conferência de Haia, onde os envolvidos saíram com a errônea ideia de vencedores, declara seu livro não como pacifista nem como militarista, não acredita que a paz pode ocorrer por meio do pacifismo simples do desarmamento ou pela imposição militar e sim pelo aspecto intelectual de que a guerra não gera nenhum bem, somente perdas.

Sua maior crítica ao pensamento moderno de que os ganhos econômicos podem vir por meio da força, que a anexação de territórios trás benefícios ao Estado enquanto só causa desorganização econômica e política.

Foi o primeiro teórico q enfatizar o sistema internacional moderno, ao ponto em que a internacionalização ocorre temos um aspecto de interdependência entre os Estados que causa a depencia de um quanto ao outro, tornando-se improveniente a guerra e avanço do direito internacional para regulamentação das relações.

7 Proposições sobre a Ilusão da Guerra

No primeiro aspecto citado em seu livro, Angell defende a ideia de que os Estados não podem abolir ou abalar uns aos outros de forma permanente ou a longo prazo, por meios militares, o território de outrem, pelo fato de serem interdependentes economicamente entre si - sendo a interdependência econômica uma das ideias centrais do pensamento liberal nas relações internacionais. Ao atacar militarmente uns aos outros, os Estados acarretaram a si mesmos a perda de recursos naturais, mercado consumidor e mercado fornecedor de matérias primas, sendo assim, o autor defende que o conflito militar não levaria a ganhos, apenas atrairia perdas econômicas significativas para as partes envolvidas em situações de desentendimentos diplomáticos.

No segundo e terceiro aspectos é explicado que o confisco de propriedades privadas de outros países (como minas, barcos, etc.) por nações inimigas acabaria levando a exceção de grande parte do valor original que aquele bem possuía antes de ser tomado pelo inimigo, sendo assim, por motivos semelhantes, seria inviável a taxação de tributos ao povo derrotado.

No quarto aspecto, o autor chama atenção para a questão das indenizações de guerra cobradas pelo Estado conquistador. Angell argumenta que, caso o Estado vencedor exigisse compensações de guerra do Estado derrotado como forma de punição, poderia vir a acarretar desvantagens ao mesmo, pois, é visto que essas indenizações prejudicariam as relações comerciais internacionais, envolvendo consequentemente outros Estados que não fizeram parte do conflito.

Em forma de crítica ao pensamento do oficial da marinha estadunidense Alfred Mahan, no quinto aspecto é exposto o pensamento da impossibilidade da posse do comércio internacional de outro através de meios militares. A competição entre os comerciantes do Estado vencedor e do Estado vencido justificariam essa tese, não deixariam de competir entre si, mesmo que o território vencido fosse anexado pelo vencedor. O penúltimo aspecto defendido por Angell, trata-se da não dependência do poder político doméstico, para que os Estados prosperem economicamente. No trecho de seu livro, o autor justifica:

“Se o contrário fosse verdade, a prosperidade mercantil e o bem-estar social das pequenas nações, desprovidas de força política, seriam claramente inferiores aos das grandes potências que governam a Europa, o que não acontece… Em termos de per capita, o comércio dos pequenos países excede o dos grandes.” (Angell, 2002)

O sétimo e último aspecto, revela que o Reino Unido não sofreria quaisquer danos materiais se perdesse suas colônias. Angell justifica que o termo “perda” é enganoso, pois, segundo ele, a Inglaterra não possuía colônias, mas sim países (independentes) aliados que não proporcionavam ganhos econômicos para a “Mãe Pátria”, uma vez que as relações econômicas seriam determinadas pelas colônias. Além disso, a Inglaterra ganharia com a separação formal de suas colônias, visto que não teria de se preocupar com a defesa militar (que levaria a metrópole a ter mais gastos) de tais territórios.

Marxismos nas Relações Internacionais

Karl Marx não foi um teórico das Relações Internacionais, seus estudo não envolvia especifícamente os Estado, para Marx o Estado tinha como função primordial assegurar o capitalismo.

O Capitalismo e Sistema Internacional

Marx entendia o capitalismo como força histórica que dominaria o mundo todo, reconhecendoo seu alcance global, civiliatório e modernizador. A expanção capitalista levaruia a aceleração do seu processo de superação (fim do capitalismo), os teóricos da dependencia discordam, o fenômeno expansionista acreditam na sua intensificação. Marx então acreditava fielmente que a expanção levaria ao seu fim por suas contradições, como a queda da taxa de lucro por meio da concentração do capital.

Contribuições para as Relações Internacionais

Marx foi importante para construção de uma visão mais crítica nas Relações Internacionais.

Concepção Histórica

Concepção histórica: Concepção da história como um processo governado por contradições e antagonismos associados à forma de organização da produção dos bens necessários à reprodução das sociedades humanas. Assim, tenhos as relações humanas como produto de suas ações e não como força da natureza.

O capitalismo então é uma formação histórica e não uma formação racional eficiente para produção de mercadorias. Estados como organiações política para delimitação de território e não como resultados de laços culturais e questão étinicas. Os seres humanos são sujietos históricamente e não objetos controlados pela força da natureza.

A exploração de classes visa a acumulação de capital e não a distribuição correta, dessa forma torna-se função primordial do Estado manter a estabilidade do capitalismo e a explocarão das classes acirra a luta de classes. Desta forma a ação burguesa se internacionaliza para assegurar a continuidade do sistema capitalista.

Alineação

A emancipação da humanidade só pode ser assegurada por meio do fim das estruturas artificiais que à limita, através da alineação é assegurado a imposição de idéias e costumes que intensificam o capitalismo. A sociedade em geral passa a entender o capitalismo como única forma de assegurar a sua existência. Assim o Estado torna-se uma estrutura que busca assegurar a ordem e continuidade do capitalismo, em decorrência os seres humanos fazem suas histórias limitados pelo mesmo, sem desfrutar da totalidade da liberdade. Há uma necessidade de considerar as condições históricas objetivamente, assim temos a crítica aos idealistas.

A alineação limita as sociedades e torna os indivíduos incapaz de mudá-la, nas RI temos duas tendências: 1- Considerar o SI como anárquico, impossibilitando sua mudança e 2- Formulação de teorias que afirmam sua impossibilidade de mudança.

3 Elementos importantes de Marx para as Relações Internacionais

1- Organizar as classes trabalhadoras em grupos de nível nacional;

2- Necessidade de centralidade da solidariedade entre a classe trabalhadoras à nível internacional;

3- É fator crucial o envolvimento da classe trabalhadora na política internacional - Promover o acesso à esse conhecimento.

Esses fatores levaram à uma sociedade igualitária reconhecendo a necessidade de organiação política entre o proletáriado, a partir deste ponto a classe burguesa deveria deixar de existir e assim teremos o fim das classes sociais, por consequência o fim do Estado e das Relações Internacionais. Marx ainda considera a burguesia como classe internacional e o proletariado sem classe alguma.

Argumento Leninista

Lenin trabalha com a teoria do imperialismo, que determina o fim do capitalismo pela busca incessante pelo lucro ao ponto em que as potências estariam disputando pelo maior lucro e com isso as questões políticas seriam deixadas de lado. Gerando assim o conceito de “autodestruição do sistema capitalista”, após a autodestruição a classe proletária assumiria.

Segundo Braillard (1990),O imperialismo estava em seu estágio monopolista, partilhando a terra entre grandes potências, após ocorreriam guerras entre as mesmas que quebrariam o sistema capitalista em seu estágio supremo. Lenin, afirma que a segunda Guerra Mundial teria sido o exemplo desta teoria, entretando sabemos que o resultado final não foi o esperado, não houve o surgimento de vários grupos socialistas que reivincaria o poder.

Revolução Russa e Lenin

A expectativa primária era de que a revolução tomasse proporção internacional, entretando devido a falta de reursos financeiros tornou-se “socialismo em um só país”.

Teorias da Dependência

Surgiu nas décadas de 1960/70, tendo como principais pensadores André Gunder-Frank e Theotônio dos Santos. Não há um corpo teórico homogêneo e a principal preocupação é os desafios do desenvolvimento latino-americano. o pensamento primordial desta teoria é: subdesenvolvimento como produto do desenvolvimento das forças produtivas globais (das economias do centro capitalista).

A teoria da dependência reconhece o sistema internacional divido por países desenvolvidos e em desenvolvimento, é aplicados termos como: relação centro e periferia, ricos e pobres, norte e sul para o mesmo sentido.

No centro encontra-se aqueles países como EUA, desenvolvidos, altamente industrializados que vedem produtos com alto valor agregado ao restante do planeta.

Na periferia estão os países em desenvolvimento, os mesmo como Brasil e o restante da américa latina e central. Esses são dependentes aos países desenvolvidos, subordinados, esses países são mantidos em constante estado de exploração, vendendo produtos primários com baixo valor agregado formando uma lógica desigual.

A dependência é responsável pelo o estado perpétuo dos países em subdesenvolvimento.

A teoria da dependência critica os teoricos cepalinos sobre a saída pelo desenvolvimento, afirmando que o desenvolvimento dos países subdesenvolvidos não é capaz de quebrar a dependência. Isso ocorre por fatores como o intercâmbio desigual que faz com que os países em desenvolvimento não tenha recursos para superar o gap econômico e militar que divide os dois lados.

A única forma de alcançar o desenvolvimento nacional torna-se a modificação das relações desiguais que geram dependência. Chamado de “desenvolvimento nacional autônomo e sustentável”, que o Estado tem um papel central.

O Estado é capaz reproduzir o desenvolvimento autônomo e sustentável por meio da condução do processo interno de acumulação, resistência quanto as pressões do capital internacional assim como a exploração de recursos pelo mesmo, mas para isso é necessário que o Estado tenha préviamente poder.

Para fortalecer o Estado periférico seria necessário: 1 - uma estratégia de desenvolvimento nacionalista e autônoma; 2- o Estado deveria ser sustentado por uma aliança de classes em torno do projeto de independência/libertação nacional

O Estado fortalecido tem a capacidade de verncer o imperialismo por meio de uma postura anti-imperialista, processos revolucionários, e acumulação de forças para mudança das relações de dominação.

Teoria da Dependência e Lenin

Ao contrário de Marx e Lenin os teóricos da dependência acreditam que o subdesinvolvimento ocorre pela penetração do capital ás Relações Internacionais de hegemonias que criam uma relação de dominação. Marx e Lenin acreditam no poder modernizador e civilizador do capitalismo.

A teoria da dependência tem um enfoque economicista, enquanto a teoria marxista tem enfoque político, isso ocorre pois a teoria da dependência busca o fim das desigualdades sociais.

Teoria da Dependência e as Relações Internacionais

Pela teoria da dependência as RI são caracterizadas pela relação de exploração entre centro e períferia. A hegemonia é equiparada ao centro, sendo a expressão de desigualdade.

A teoria da dependência entra em foco com o problema do desisvolvimento latino-americano. A maior crítica por outros teóricos está na falta de caráter político já que a mesma trabalha somente no aspecto econômico que o Estado torna-se somente um artíifício das grande empresas para exploração.