(Manual de Recomendações para o controle da tuberculose no Brasil,2019)
Figura 1 – Imagem ilustrativa do Bacilo de Koch
Fig 2 – Imagem ilustrativa pulmão infectado
Importante: Recomenda-se que toda pessoa com sintomas respiratórios, ou seja, que apresente tosse por três semanas ou mais, seja investigada para tuberculose. Caso a pessoa apresente sintomas de tuberculose, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima da residência para avaliação e realização de exames. Se o resultado for positivo para tuberculose, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível e segui-lo até o final.
Figura 5 – Algoritmo diagnóstico de casos novos de TB pulmonar e laríngea em adultos e adolescentes baseado no TRM-TB.
FIGURA 3 – Mecanismo de ação dos medicamentos
Ter atividade bactericida precoce;
Ser capaz de prevenir a emergência de bacilos resistentes; e;
Ter atividade esterilizante;
Calcificação isolada (sem fibrose) na radiografia de tórax;
Os medicamentos com maior atividade bactericida precoce são a isoniazida, estreptomicina e rifampicina (WHO 2004).
Características desejáveis: rápida melhora clínica, redução das chances de óbito, diminução rápida da capacidade infectante e redução da possibilidade de selecionar bacilos resistentes.
Medicamentos, em ordem de importância: isoniazida, rifampicina,e etionamida.
Quadro 03 – Esquemas de tratamento da tuberculose e local de manejo clínico preferencial.
1Caso novo ou virgem de tratamento (VT): paciente nunca submetido ao tratamento antiTB ou realização de tratamento por menos de 30 dias;
2Retratamento: paciente que já fez o tratamento antiTB por mais de 30 dias e que necessite de novo tratamento após abandono ou por recidiva (após a cura ou tratamento completo);
3Recomendado TDO compartilhado com a Atenção Primária;
4Falência terapêutica: paciente que apresenta persistência de baciloscopia de escarro positiva ao final do tratamento; paciente que inicialmente apresentava baciloscopia fortemente positiva (++ ou +++) e mantém essa positividade até o quarto mês de tratamento; e pacientes com baciloscopia inicialmente positiva, seguida de negativação e nova positividade, por dois meses consecutivos, a partir do quarto mês de tratamento.
Indicações:Casos novos e de retratamento (recidiva e reingresso após abandono) que apresentem doença ativa em crianças (< 10 anos de idade), de todas as formas de tuberculose pulmonar e extrapulmonar (Quadro 5), exceto a forma meningoencefálica e osteoarticular.
Quadro 5 – Esquema Básico para o tratamento da TB em crianças (< 10 anos de idade)2
Observação: Crianças com TB, infectadas pelo HIV ou desnutridas, deverão receber suplementação de piridoxina – vitamina B6 (5 a 10 mg/dia) (WHO, 2014).
Quadro 6 – Esquema Básico para o tratamento com rifambutina
Antes de efetuar o tratamentoda ILTB, deve-se afastar definitivamente a TB ativa;
A isoniazida 300mg está disponível para as pessoas que farão uso do esquema 3HP. Assim, é necessário atenção redobrada na dispensação da isoniazida, uma vez que há duas concentrações do medicamento disponíveis na rede;
Não é recomendado o uso do esquema 3HP em gestantes;
Todos os casos de ILTB devem ser notificados e posteriormente encerrados no Sistema de Informação para notificação das pessoas em tratamento de ILTB, o IL-TB;
Os medicamentos devem ser tomados sempre no mesmo dia da semana. Por exemplo, todas as quartas-feiras;
O esquema 3HP não deve ser utilizado em caso de contato com monorresistência à isoniazida ou rifampicina ou de efeitos adversos graves a qualquer dos medicamentos do 3HP.
Pilar 1: Cuidados e prevenção integrados e centrados no paciente;
Pilar 2: Políticas ousadas e sistemas de apoio e suporte aos afetados pela TB; e
Pilar 3: Intensificação da inovação e da pesquisa.
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Figura 3 – Coeficiente de incidência de tuberculose, todas as formas, por Unidades Federadas, 2016
Figura 4 – Coeficiente de incidência de tuberculose, todas as formas, por Unidades Federadas, 2017
No ano de 2018 cerca de dez milhões de pessoas adoeceram por tuberculose e 1,5 milhão de pessoas morreram em decorrência dela no mundo, sendo globalmente a principal causa de morte por um único agente infeccioso (San Pedro & Oliveira, 2013; Souza & Braga, 2015; WHO, 2019 e 2020).
[link] (https://www.saude.ba.gov.br/patologia/artrite-reumatoide-juvenil/)↩︎
[] (<OFÍCIO CIRCULAR Nº 3/2020/CGDR/.DCCI/SVS/MS>)↩︎
[] (<O Brasil não atingiu o marco de 2020 estabelecido pela OMS para erradicar a tuberculose até 2030 e, nesse ritmo, provavelmente não atingirá as metas de 2030 e 2035. Infelizmente, em um momento em que é necessária a intensificação das pesquisas, o Brasil está enfrentando uma redução drástica do apoio financeiro do governo federal à pesquisa básica. É preciso reconhecer que a carga da tuberculose no Brasil contribui para a alta carga da doença no mundo. Além disso, os serviços de saúde no Brasil foram afetados pela pandemia de COVID-19, principalmente os serviços de tuberculose. As medidas tomadas em resposta à pandemia de COVID-19 terão consequências profundas. Hogan et al.>)↩︎
[link] (https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11539)↩︎
[link] (https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/ba.html)↩︎
[link] (http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/Nota-Tecnica-04_2022.pdf)↩︎
[link] (http://www1.saude.ba.gov.br/mapa_bahia/result_macroch.asp?MACRO=NORDESTE&Button122=Ok)↩︎
[link] (http://www1.saude.ba.gov.br/mapa_bahia/Result_REGIAO_SAUDEch.asp?REGIAO_SAUDE=Alagoinhas&Button12A=Ok)↩︎