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Políticas de cotas
Atualmente o assunto que está em constante debate no País é protagonizado pelas políticas de cotas raciais, que são ações afirmativas voltadas para diminui de alguma forma as desigualdades sociais, econômicas e educacionais no Brasil que atende pessoas diferentes raças, já que o Brasil é um país com uma etnia tão diversa, muito miscigenado, mas com oportunidades que atendem apenas a uma parcela da sociedade, as consideradas como privilegiadas pela raça e os negos, pardos, índios acabam ficando de lado, tendo dificuldades para ingressar em uma universidade, por exemplo, já que as oportunidades para essas pessoas são muito escassas. Mas para falar das políticas de cotas é necessário relembrar da história, já que o Brasil é um país que teve seu passado totalmente estruturado na escravidão, primeiro dos europeus sobre os índios e posteriormente a escravidão dos negos vindos da África, que se arrastou por longos anos, o que acabou por sua vez gerando vários problemas sociais como a desigualdade racial entre brancos e negros, já que após o processo de abolição da escravidão não houve nenhuma politica de assitência a essas pessoas e consequentemente elas não conseguiram se inseri na sociedade, o que acabou levando muitas a viverem na marginalidade sem acesso a serviços básicos e essenciais como saúde e educação, tanto que até hoje o problema é tão sistêmico que os maiores índices de pobreza extrema e mortalidade ainda é muito alto entre essas pessoas que representam mais da metade da sociedade brasileira. Um triste fato que contribuiu para a marginalização dos negros e o rcismo estrutural que existe hoje que na época em que os escravos receberam sua “liberdade” além de não receberem qualquer suporte do governo eles também não conseguiram arranjar emprego, já que os empregadores não queria pagar salário para um “ex escravo”. Até chegar a implantação das leis de cota houverem muitas lutas de movimentos negros em prol desse direito, já que por conta desse anismo social essa população marginalizada não tinha as mesmas condições de ensino de quem sempre teve condições de estudar em colégios privados de alta qualidade ensino, já que o ensino publico sempre foi muito precário e no memento de prestar um vestibular ou concursos públicos essas pessoas sempre ficavam em desvantagem, ampliando ainda mais esse abismo estrutural na sociedade. Porém já nos anos 2000 na cidade do Rio de Janeiro esse movimento pelos direitos raciais teve sua primeira vitória, pois a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a famosa UERJ e Universidade Estadual do Norte Fluminense, implantou as afirmativas de vagas reservadas para autodeclaradas pretas e pardas destinando uma porcentagem das vagas para essas pessoas e a partir desse momento virem posteriormente mais iniciativas de outras universidades pelo país adotando esse sistema como a Universidade do Estado da Bahia e a Universidade de Brasília que foi um marco, já que ela foi a primeira federal a adotar o sistema de cotas por conta própria.
Essas iniciativas da comunidade universitária foi muito importante para que essas pautas chegassem aos legisladores para enfim serem regulamentadas e implementadas por todo o país como por exemplo a lei de 2012 que regulamenta as cotas nas universidades federais estabelecendo os critérios sociais, raciais e econômicos. Ao longo do presente estudo serão analisadas as políticas e ações governamentais voltadas às cotas raciais e sociais e como a implementação delas tem impactado a sociedade brasileira como um todo.
Como citado anteriormente, no ano de 2012 foi regulamentada a lei de cotas que reserva 50% (cinquenta por cento) das vagas nos cursos de graduação das universidades federais para pessoas de baixa renda, que estudaram a vida toda em escolas públicas ou foram bolsistas, assim como a reserva de afirmativas para as pessoas pretas, pardas e indígenas. Essa lei foi importante, já que apenas uma pequena parcela das universidades públicas tinham até o momento por iniciativa própria implementado as afirmativas de vagas sociais e dentro das salas de aula a maior parte dos estudantes eram brancos e com uma situação financeira e o objetivo dessa iniciativa era tentar amenizar esse cenário, o que a longo prazo acabaria por amenizar esse abismo racial e social, pois brancos e negros iram ocupar os mesmo cargos e ter acesso as mesmas oportunidades. Atualmente essa comparação racial e social dentro das salas das universidades públicas brasileiras ainda é muito desigual, mas os indicadores sociais estão bem melhores do que era a alguns anos atrás quando tinha essa lei e nem as iniciativas espontâneas das universidades. Hoje por conta dessa lei um pobre, negro, índio ou pardo tem a oportunidade de sonhar, de ocupar cargos que antes iram impossíveis e inimagináveis, conseguir seu diploma e lutar para estreitar esse abismo social, já que segundo consta no artigo 5o da constituição brasileira todos são iguais perante a lei, sem qualquer distinção de qualquer natureza e cada um tem o direito a vida, a liberdade, segurança e a igualdade. ● ProUni (programa universidade para todos) é um do governo federal projetado com o objetivo de oferecer bolsas de estudos integrais ou parciais nos curso de ensino superior em universidades privadas, tendo afirmativas de vagas para pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência ● Sisu (sistema de seleção unificada) é um sistema que através da plataforma digital do MEC com as notas do ENEM os estudantes os estudantes podem se inscrever para concorrer a vaga em diversos cursos de graduação nas universidades públicas espalhadas pelo país, esse sistema também conta com as cotas sociais e raciais oferecendo vagas afirmativas para as pessoas autodeclaradas pretas, pardas, índias ou pessoas com deficiência ● Fieis (Financiamento do ensino superior) também é um programa do governo voltado para estudantes que têm querem interessar no ensino superior e não
tem condições de arcar com as mensalidades naquele momento, tem a opção de solicitar esse financiamento onde o governo arca com o valor total ou parcial da mensalidade do curso e após formado o estudante devolve essa quantia ao Estado. Essas três modalidades oferecidas pelo governo fazem parte deste programa que tem o objetivo de tentar reduzir as desigualdades sociais no país através da educação, oferecendo esses jovens em situação de vulnerabilidade a oportunidade de ingressar no ensino superior e a longo prazo ganhar espaços de destaque no mercado o que de alguma maneira contribuiria para a redução do abismo socioeconômico no país.
“Todos são iguais perante a lei, sem qualquer distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade…” (Artigo 5o da constituição federal de 1988) O princípio da igualdade garante por lei que todos são iguais e aptos a gozarem dos mesmos direitos, sem qualquer distinção seja por raça, crédulo ou religião, mas infelizmente ao longo dos anos, antes e depois da regulamentação desse artigo na constituição federal essa “igualdade” basicamente só consta na lei, já que já pratica as contas não batem. Segundo dados recentes do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais da metade da população brasileira se autodeclara preta ou parda e com tendência de crescimento, porém as contas sociais em relação ao princípio da igualdade ainda não batem, pois essa parte da sociedade ainda não é maioria e nem tem índices significativos nas ocupações de cargos de alto escalão, com salários altos, nos cursos mais elitistas ou mesmo nas salas das universidades, nessas breves pontuações o que se percebe é um racismo estrutural que está impregnado dentro da estrutura social brasileira e que precisa ser tratado com mais ação do governo federal, estadual, municipal, sociedade civil com mais políticas de inclusão, de conscientização de combate a essas desigualdades para que todos tenham acesso aos mesmo direitos independente da sua cor ou raça, já que como cita o próprio princípio “todos são iguais perante a lei e todos tem os mesmo direitos” independentemente de quem você é.
As cotas raciais tem como seu principal objetivo reservar uma parcela das vagas nos vestibulares ou concursos públicos para pessoas autodeclaradas pretas, pardas ou indígenas, visando reduzir as desigualdades sociais no país que são
consequências da herança da escravidão dos negros e índios durante muito muitos anos, como já foi dito essas pessoas após a escravidão não tinham nenhum tipo de apoio do poder público e consequentemente acabaram marginalizadas abrindo espaço a todo o tipo racismo estrutural conhecidos atualmente. Pois bem, dentro dos tipos de cotas existentes no Brasil hoje destacam-se as cotas sociais, raciais e as destinadas a pessoas com deficiência. ● Cota racial: é destinada a pessoas autodeclaradas pretas, pardas ou indígenas ● Cota social: é destinada a pessoas de baixa renda, por exemplo quem tem renda familiar de até 1,5 salário mínimo ou estudou em escolas públicas, com o objetivo de garantir a igualdade para que essas pessoas não sejam prejudicadas nos concursos e vestibulares pelo país. ● Cota destinada a pessoas com deficiência: como o próprio nome diz esse tipo de cota é destinado para pessoas com algum tipo de deficiência seja ela auditiva, física, visual ou mental, com o objetivo de assegurar a inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho e nas universidades, assegurando a essas parcela da população o direito à igualdade. O interessante nesse tópico é que através de um movimento negro pelos direitos e com a criação das inciativa de cotas no país, no momento da formulação das polícias as pessoas com deficiência também foram enxergada, tiveram sua dor notada e garantiram seus direitos as políticas de inclusão.
Muito tem se falado sobre a educação e como ela é e sempre foi importante para a transformação da pessoas, formação de caráter e como ela consegue impactar toda uma sociedade tão desigual como a brasileira, que como já foi dito anteriormente, tem uma herança histórica totalmente fundamentada na desigualdade, seja ela social, econômica, racial. O Brasil por ser o último país a abolir a escravidão ainda nos dias de hoje existem muitos reflexos desse passado na sociedade, quando a história retrato que após a libertação dessas pessoas com a abolição da escravidão elas foram completamente abandonadas pelo governo e marginalizadas pela sociedade, que não queria contratar um negro, um ex-escravo para ler pagar um salário pelos seus serviços o que acabou deixando essas pessoas tão sofridas e necessitadas sem nenhuma perspectiva de um futuro melhor, sem acesso a saúde, educação, serviço básicos para a sobrevivência de qualquer ser humano viver dignamente. A partir do momento em que esse povo começa a lutar pelos seus direitos com os movimentos negros lá nos anos 90, é que os governos e uma parte da sociedade começa a olhar para esse povo e perceber que algo deveria ser feito para que essas pessoas e nesse ponto entra a questão das cotas sociais e como elas são importantes para que essas pessoas consigam entrar para prestar um concurso público ou vestibular e competir com um certo pé de “igualdade” com alguém que sempre esteve no lado “favorável” tendo acesso uma educação bem mais qualificada do que a encontrada nas áreas carentes do país.
Falar sobre as cotas sociais ainda causa uma certa polêmica na sociedade porque existem aquelas pessoas que são contra e aquela parte que é favor, os argumentos vão desde privilégios por parte dos cotistas sobre a ampla concorrência até uma possível reparação história pelo o houve no passado, mas a verdade é que o Brasil de hoje é composto por mais da população autodeclaradas pretos ou pardos, mas quando o foco é a parte social, econômica os números apontam que todos esses brasileiros vivem na pobreza extrema em muitos casos com mortes precoces e milhares de outros problemas causados pela desigualdade social, indo em direção ao racismo estrutural e social. O Brasil é um País tão miscigenado e ao mesmo tempo tão desigual que políticas públicas para reverter esse cenário se faz necessária, apesar das polêmicas que rodeiam as as cotas, essa singela atitude tomada de forma unilateral por algumas universidades brasileiras a alguns anos atrás começa a mostrar o seus frutos hoje, os jovens sonhadores de comunidades carentes podem ligar um tv e vê uma apresentadora negra, um juiz negro, que saíram de lugares muito parecidos com a realidade deles e se vê representados despertando o sentimento que também podem chegar através da educação e chegarem a lugares inimaginaveis. As políticas de cotas mudaram a vida de muitas pessoas desde que foram implementadas, ainda existe muito a ser feito, mas com trabalho conjunto entre a sociedade e o governo é possível que o Brasil alcance enfim o patamar de uma democracia racial e social.