Figura 1 – Princípios da Estratégia pelo Fim da Tuberculose
A doença é responsável por mais de um milhão de óbitos anuais.
Figura 2 – Coeficiente de incidência de tuberculose, todas as formas, por Unidades Federadas, 2017
Importante: A forma pulmonar, além de ser mais frequente, é a principal responsável pela manutenção da cadeia de transmissão da doença.
A reinfecção pode ocorrer se a pessoa tiver uma nova exposição, sendo mais comum em áreas onde a prevalência da doença é alta. A infecção prévia pelo M. tuberculosis não evita o adoecimento, ou seja,o adoecimento não confere imunidade e recidivas podem ocorrer..
a.Tosse por 3 semanas ou mais;
b.-Febre vespertina;
c.-Sudorese noturna;
d.-Emagrecimento.
Importante: Recomenda-se que toda pessoa com sintomas respiratórios, ou seja, que apresente tosse por três semanas ou mais, seja investigada para tuberculose. Caso a pessoa apresente sintomas de tuberculose, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima da residência para avaliação e realização de exames. Se o resultado for positivo para tuberculose, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível e segui-lo até o final.
Importante: Com o início do tratamento, a transmissão tende a diminuir gradativamente, e em geral, após 15 dias, o risco de transmissão da doença é bastante reduzido. O bacilo é sensível à luz solar e a circulação de ar possibilita a dispersão das partículas infectantes. Por essa razão, ambientes ventilados e com luz natural direta diminuem o risco de transmissão.
Fonte: CGPNCT/SVS/MS. 1Dados do Sistema de Notificação e Acompanhamento dos Casos de Tuberculose – TB-WEB/SP e Prefeitura Municipal da São Paulo. Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. Censo da população em situação de rua na municipalidade de São Paulo, 2015. São Paulo, 2015. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan, avaliados março de 2017.
Figura 3 – Algoritmo diagnóstico de casos novos de TB pulmonar e laríngea em adultos e adolescentes baseado no TRM-TB.
2.
Contatos (nos últimos dois anos) adultos e crianças de TB pulmonar e laríngea;
PVHIV com LT CD4+ ≥ 350 cel/mm3;
Pessoas em uso de inibidores de TNF alfa ou corticosteroides (equivalente a > 15 mg/diade prednisona por mais de um mês);
Pessoas com alterações radiológicas fibróticas sugestivas de sequela de TB;
Pré-transplante que irão fazer terapia imunossupressora;
Pessoas com silicose;
Neoplasia de cabeça e pescoço, linfomas e outras neoplasias hematológicas;
Neoplasias em terapia imunossupressora;
Insuficiência renal em diálise;
Diabetes mellitus;
Baixo peso (< 85% do peso ideal);
Tabagistas (≥ 1 maço por dia);
Calcificação isolada (sem fibrose) na radiografia de tórax;
Profissionais de saúde, pessoas que vivem ou trabalham no sistema prisional ou eminstituições de longa permanência.
FIGURA 3 – Mecanismo de ação dos medicamentos
Quadro 2 – Características do M. tuberculosis e o local de atuação dos medicamentos antiTB.
3.
Ter atividade bactericida precoce;
Ser capaz de prevenir a emergência de bacilos resistentes; e;
Ter atividade esterilizante;
Calcificação isolada (sem fibrose) na radiografia de tórax;
Os medicamentos com maior atividade bactericida precoce são a isoniazida, estreptomicina e rifampicina (WHO 2004).
Características desejáveis: rápida melhora clínica, redução das chances de óbito, diminução rápida da capacidade infectante e redução da possibilidade de selecionar bacilos resistentes.
Medicamentos, em ordem de importância: isoniazida, rifampicina, fluoroquinolonas (Lfx > Mfx), injetáveis, linezolida, bedaquilina (não disponível no Brasil), delamanid (não disponível no Brasil) e etionamida.
Quadro 03 – Esquemas de tratamento da tuberculose e local de manejo clínico preferencial.
1Caso novo ou virgem de tratamento (VT): paciente nunca submetido ao tratamento antiTB ou realização de tratamento por menos de 30 dias;
2Retratamento: paciente que já fez o tratamento antiTB por mais de 30 dias e que necessite de novo tratamento após abandono ou por recidiva (após a cura ou tratamento completo);
3Recomendado TDO compartilhado com a Atenção Primária;
4Falência terapêutica: paciente que apresenta persistência de baciloscopia de escarro positiva ao final do tratamento; paciente que inicialmente apresentava baciloscopia fortemente positiva (++ ou +++) e mantém essa positividade até o quarto mês de tratamento; e pacientes com baciloscopia inicialmente positiva, seguida de negativação e nova positividade, por dois meses consecutivos, a partir do quarto mês de tratamento.
Indicações:Casos novos de tuberculose ou retratamento (recidiva e reingresso após abandono que apresentem doença ativa) em adultos e adolescentes (≥ 10 anos de idade); todas as apresentações clínicas (pulmonares e extrapulmonares) (Quadro 4), exceto a forma meningoencefálica e ostearticular.
Quadro 4 – Esquema Básico para o tratamento da TB em adultos e adolescentes (≥ 10 anos de idade)
Indicações:Casos novos e de retratamento (recidiva e reingresso após abandono) que apresentem doença ativa em crianças (< 10 anos de idade), de todas as formas de tuberculose pulmonar e extrapulmonar (Quadro 5), exceto a forma meningoencefálica e osteoarticular.
Quadro 5 – Esquema Básico para o tratamento da TB em crianças (< 10 anos de idade)
Observação: Crianças com TB, infectadas pelo HIV ou desnutridas, deverão receber suplementação de piridoxina – vitamina B6 (5 a 10 mg/dia) (WHO, 2014).
Quadro 6 – Reações adversas menores aos fármacos do Esquema Básico
Quadro 7 – Consultas clínicas e exames de seguimento do tratamento da TB adultos.
Quadro 8 – Consultas clínicas e exames de seguimento do tratamento da TB em crianças e adolescentes.
4
Idade (a partir da quarta década);
Dependência química ao álcool (ingestão diária de álcool > 80g);
Desnutrição (perda de mais de 15% do peso corporal);
História de doença hepática prévia; e
Coinfecção pelo vírus HIV, em fase avançada de imunossupressão.
Quadro 9 – Reações adversas menores aos fármacos do Esquema Básico
Quadro 10 – Esquemas Especiais para substituição dos medicamentos do Esquema Básico porintolerância, alergia ou toxicidade
Observações:
Quando a fluoroquinolona não puder ser utilizada, o esquema deverá ser ajustado;utilizando um medicamento injetável (aminoglicosídeo, estreptomicina ou amicacina ou polipeptídeo – capreomicina)_ na sua composição. Utilizar a estreptomicina em pessoas que nunca a utilizaram e que apresentem o TS evidenciando sensibilidade;
Outras situações não previstas no quadro devem ser avaliadas individualmente pela referência secundária;
As dosagens preconizadas para medicamentos usados em esquemas especiais estão disponíveis nos Anexos IV, V e VI.:
Uso do Esquema 3HP (Adultos e Crianças)
VANTAGENS DO ESQUEMA 3HP:
Redução do tempo de tratamento;
Comodidade posológica (tomada dos medicamentos apenas 1x/semana);
Aumento da adesão ao tratamento;
Conveniência da realização do tratamento diretamente observado – TDO, uma vez que a administração do medicamento ocorre 1x/semana;
Potencial redução de custos referentes ao armazenamento e distribuição dos medicamentos;
Otimização das atividades de assistência farmacêutica e dos demais serviços de saúde, em todos os níveis.